Decode

19 Capitulo 17 - Perdas


Notas iniciais
Ta ai, mais um daqueles captilos que eu gostei muito mesmo de escrever, espero que a leitura seja boa.

Acordei enquanto estava sendo carregado nas escadas do que só poderia ser o prédio do Rad, com um soldado segurando minhas pernas e outro os meus braços. Minha cabeça doía muito e eu podia ouvir os gritos de Luiz, ele usou todos os xingamentos que eu conheço e até mesmo inventou novos.

Assim que consegui me orientar um pouco o soldado que segura minhas pernas gritou para o outro que eu já estava acordado, e os dois me soltaram ao mesmo tempo. Cai com as costas nos degraus, e ar dor fez com que o ar saísse dos meus pulmões.

_Levanta – gritou o soldado que estava segurando minhas pernas, tirando a arma Rad de sua cintura e apontando pra mim. Eu me levantei meio zonzo e continuei subindo. Foi quando as lembranças da explosão voltaram a minha cabeça, então me lembrei de Maristela, e do Digimon que me fez ganhar Greymon, era muita coincidência ele só reaparecer agora, ainda mais coincidência junto de Maristela. Mas então pensei no ódio que ela tinha por digimons, não seria possível, mas ainda sim a morte da minha tia era culpa dela. As lagrimas vieram aos meus olhos.

Fomos guiados até um corredor cheio de portas brancas, vi Luiz sendo jogado em uma, e eu fui jogado em outra, ao lado da dele. A cela era completamente vazia, a não ser por uma cama branca embutida a parede, um vaso sanitário em um canto e uma câmera de vigilância no outro lado, tudo era muito branco e claro, meus olhos doeram.

Escutei a risada dos soldados e enfim ficamos sozinhos, cheguei até a porta e espremi meu rosto no vidro. Só vi a porta em frente a minha e um pedaço mínimo de corredor.

_Luiz – gritei o nome dele que não demorou nada pra responder.

_O que seu idiota? — com certeza não era o que eu esperava, mas ele tinha razão.

Bufei então continuei – serio que você pode ao menos – bufei de novo e continuei – o que você esta vendo ai? — perguntei por fim desistindo de argumentar.

_Um vaso, uma câmera, uma porta e uma maca – respondeu ele. Que droga, pensei, todas as “acomodações” são iguais.

Foi quando para minha surpresa escutei uma voz conhecida – não adianta garotos, não da pra fugir sem ajuda de fora.

_Babel – gritei animado – você esta bem?

Ele demorou um pouco pra responder – estou sim, não gritem muito se não serão dopados – nos advertiu ele.

Por algum motivo Babel depois disso não respondeu mais, supus que ele deveria ter sido dopado e estava desmaiado ou algo do tipo. Então me sentei na minha cama, e se eu acreditasse em Deus, eu com certeza iria orar. Pensei em Will ali, era exatamente como ele havia descrito, e fiquei muito infeliz em saber que Pedro não estava mais ali. Depois de ele ter soltado Will como podem não acreditar nele cara? E mais uma vez a imagem do sorriso de Maristela e da explosão vieram a minha mente.

Mais a frente, dentro do quartel Rad estavam Sofia e Maristela conversando.

_Esta aqui Albuquerque – disse Maristela estendendo a mão e entregando uma pasta preta para Sofi – você sabe o que tem ai dentro não sabe? — Sofia balançou a cabeça afirmando, ela só pode imaginar ser um objeto, um notebook – o jatinho esta no aeroporto, ele vai leva-la em três horas para os estados unidos, o quartel um quer analisar essas informações.

Sofia mantendo a postura agradeceu a missão e segurou a pasta firmemente – me acompanhe – disse Maristela indo em direção a ala onde os presos ficavam, Maristela veio diretamente para minha porta e depois de ela digitar um código no sistema de segurança do lado de fora o vidro na porta se abriu, o buraco era pequeno, e eu só podia ver o rosto da mulher alta.

_Muito bem delinquente – disse ela me encarando – o que esta achando das acomodações?

Corri até a porta e gritei – SUA VACA DO INFERNO, MINHA TIA ESTA MORTA, VOCÊ A MATOU VAGABUNDA.

Ela mantinha aquele maldito sorriso no rosto – Se você acredita mesmo no que esta dizendo é prova mais que suficiente de que esta louco, se não fossem por esses malditos digimons que vocês insistem em proteger ela estaria viva – ela parecia não ser humana, era incrível como ela podia não demonstrar qualquer outro sentimento a não ser a ironia – eu não vou descansar até que essa praga seja irradiada da internet. Monteiro esta com vocês, então deve ter contado sobre o projeto da bomba dimensional, eu vou destruir todos eles, eu derrubo a rede inteira se for preciso – agora sim, eu pude ver o odeio nos olhos dela, porque ela odiava tanto digimons? — eu destruo o mundo junto, mas não vai sobrar um Digimon vivo.

Continuei xingando, eu aprendi vários palavrões com Luiz mais cedo, a chamei de assassina, de monstro e de tudo mais que você pode imaginar, e então ela assumiu de volta seu sorriso irônico e fechou a janela de vidro, me joguei de volta na cama com um pouco mais de aceitação, xingar alguém e arranjar um culpado, sei que é terrível dizer isso, mas é sempre a melhor forma de aceitar a perda.

Sofia a seguiu até de volta a sala de computação do quartel, quando uma sirene tocou e todos os soldados e agentes se juntaram na sala de armas – Mais uma aparição – disse Sofia que teve o impulso de ir ajuda-los.

_Você tem uma missão mais importante – afirmou Maristela, e então Mauro apareceu.

_Senhora, Urielmon e Mephistomon – o homem exageradamente grande tomou ar pra continuar falando – estão lutando no centro da cidade.

Maristela não perdeu a compostura – Mandem todas as forças disponíveis, quero todo mundo lá agora, dois coelhos, e uma cajadada só.

Mauro correu de volta gritando ordens – Willis, Thiago e Glauro ficarão aqui – disse Maristela mais a si mesma do que para Sofia – vá logo Albuquerque – gritou o mulher fazendo Sofia pular.

Sofia correu para o seu quarto e encontrou com seus pupilos pelo caminho, depois de lhes dar a ordem para não sair do quartel ela começou a arrumar sua mala, no começo pegando um monte de roupas aleatórias e jogando sem dobrar em cima dentro da mala, depois ela agarrou uma blusa e começou a chorar.

A agente se lembrou de Douglas, ela sentia muita falta dele, depois de ouvir da General que ela afundaria o mundo pra destruir os digimons ela finalmente percebeu que ela e todos os soldados envolvidos nessa guerra não passavam de peões, ela quis gritar, mas sabia que Willis e Thiago poderiam ouvi-la. Ela se sentou no chão e finalmente começou a avaliar as atitudes de Monteiro, e depois de algum tempo ela começou a pensar que talvez não tivessem sido as mais erradas.

***

_E o que faremos agora? — May perguntou a Will. Eles estavam na frente do enorme monitor vendo os enormes distúrbios causados pela batalha de Uriel e Mephisto, o alarme estridente soava pela base, o sistema que eu criei realmente funcionava. Bom eu sei, foi ideia do Luiz.

Will encarou a todos reunidos na sala de computação, Monteiro afirmou com a cabeça ajudando o garoto a tomar a coragem que não tinha – Não podemos mais esperar Jonas e Luiz, temos duas armas e dois digimons, pelo que Babel contou a vocês Urielmon pode ter as respostas que buscamos.

Todos assentiram – então vamos – disse Weverton batendo palmas. Assim todos sumirão para os cômodos adentro pegando as coisas que precisariam, mas Luan continuou ali.

_Will quero falar com você – disse o garoto chegando perto do Nerd – sobre o que aconteceu com Pedro eu...

Will o interrompeu rispidamente – se você acha que eu vou dizer a alguém não se preocupe, mas se quer pedir desculpas é a ele não a mim – terminou Will se levantando e correndo para o quarto para colocar um tênis.

Assim que saíram da faculdade entraram no carro roubado, todos amontoados em cima uns dos outros no banco de trás, May ficou com a arma de Will e Pedro com a que havia roubado com Rad, Luiz e Lud estavam com seus notebooks nas mãos. Todos mais nervosos do que nunca, era a primeira vez que faziam uma missão sem mim e isso os desestabilizou.

Ao longe eles já podiam ouvir o barulho das explosões e das armas Raders, Devimons e Boogueymons voavam de um lado para o outro e soldados corriam e gritavam no solo. Eles pararam o carro antes de se aproximar muito e Lud logo invocou Mailbirdramon.

Os dados verdes brilhavam em todos os lados, no chão, nas paredes e em carros revirados, o campo de distorção havia se expandido bastante.

No céu acima deles eles avistaram o Digimon anjo lançando raios de luz para o solo, Devimons e Boogueymons viam na direção dele, mas ele subjugava a todos com seu poder angelical. Mailbirdramon voou até o lado do Digimon que pareceu reconhece-la como apoio, pois não a atacou como fez com os outros digimons.

Mephistomon surgiu pulando sobre alguns prédios, lançando bolas de energia negras que calçavam grandes explosões. Os tiros dos soldados destruíam digimons aos montes, mas pareciam não querer interferir na batalha dos dois maiores.

_Pronto Shoutmon? – perguntou Will ao Digimon vermelho que de alguma forma havia surgido perto deles. O Digimon confirmou a cabeça, mas ainda continuou perto deles.

_Gente – gritou Pedro. Quando todos olharam para frente perceberam que um enxame de Devimons e Boogueymons viam na direção deles. Will foi o primeiro a correr, enquanto Shoutmon mandava ataques aleatórios tentando afastar o maior numero de digimons possível.

Eles se jogaram nas escadas do primeiro prédio que viram aberto. Lud e Shoutmon foram os últimos a conseguir escapar, vários soldados tinham sido pegos por aquela nuvem de destruição. Era assustadora a formação negra daquelas criaturas.

_Vamos – disse Lud apontando para cima. Eles começaram a subir as escadas correndo, dez andares e todos já estavam suados e bufando. Luan usou a arma de Will para destruir a fechadura do portão que dava para o terraço, e eles viram a cidade do alto.

A batalha embaixo deles estava sendo vencida pelos digimons, em varias ruas haviam soldados e digimons dando suas vidas por que causa mesmo? Mephistomon estava a dois prédios de distancia agora travando uma luta corpo a corpo contra Urielmon. Em dado momento Urielmon acertou uma rajada luminosa em Mephistomon que foi arremessado como uma bala de canhão até um prédio mais alto que havia do lado, fazendo vidraças explodirem.

Um urro assustador veio do prédio, a criatura parecia estar furiosa. Rajadas negras, tão densas como as nuvens sobre nos foram em direção ao Digimon anjo, que usou a mesma energia branca para combatê-la.

As duas energias se choraram, ondas de forças eram irradiadas do centro de convergência das energias, as ondas fizeram com as janelas em volta estourassem. Mailbirdramon então surgiu de alguma rua, explodindo alguns Devimons enquanto ganhava altitude e ia em direção aos dois digimons.

Mas o Digimon de Lud não teve sucesso, assim que se aproximou da batalha uma forma humanoide coberta de pelos azuis surgiu. Uma onde de energia quase roxa que se eles pudessem ver mais de perto jurariam que era em forma de uma cabeça de leão acertou Urielmon, que pareceu desorientado, caindo em queda livre até a rua.

Mailbirdramon tentou fazer um rasante até o Digimon, mas Leomon pulou em suas costas.

_Não – gritou Lud chegando na beirada do prédio.

Will olhou para Shoutmon e pediu – Vai, não precisa nos proteger – o pequeno Digimon dragão hesitou, mas por fim saiu correndo e saltou no vazio, lançando bolas de energia em Leomon.

Todos correram até a beirada para ver a batalha travada na rua em baixo deles. Bolas de energia lançadas pelos Raders, gritos e gemidos de digimons, Urielmon estendido no chão com as assas abertas, e Mailbirdramon e Shoutmon lutando contra Leomon.

Com toda a confusão lá em baixo eles se esqueceram de olhar o mais importante. Mephistomon surgiu atrás deles, ele era incrivelmente grande olhando-se de perto, mais de três metros de altura, cabeça como a de um bode e pelos escuros. May gritou quando viu a criatura se aproximando, todos olharam para trás tremendo.

_Guardiões – disse a criatura com uma voz tão grossa que parecia vibrar – é uma honra estar na presença de vocês – os cumprimentou. Weverton quase caiu do prédio tentando se afastar do Digimon.

_Eu acompanhei os passos seus – disse ele se abaixando, chegando perto o suficiente para que todos pudessem sentir seu hálito pútrido. Ninguém conseguiu se mover, ninguém conseguiu dizer nada, as pernas de Will tremiam tanto que ele não conseguia entender como ainda estava de pé.

Luan tremendo ergueu a arma apontando para a criatura que riu tão estrondosamente que nossos corpos vibraram, o estomago de Pedro se revirou. A mão de May em meio ao desespero encontrou a do ex-agente que a segurou com força.

Luan atirou, a bola de energia acertou em cheio o peito de Mephistomon que parou de gargalhar e nos olhou com tanto ódio que Weverton achou que ele morreria só com a força do pensamento daquela criatura.

_Deixe-os em paz – uma voz poderosa gritou atrás deles. Era Urielmon que pousou entre o monstro e os guardiões. O Digimon também era grande, mas não tanto quanto Mephistomon, sua presença era imponente, e o brilho de suas assas fez com que os olhos deles doessem.

_O que foi Urielmon, não quer que eles saibam da verdade? – perguntou ironicamente Mephistomon.

Urielmon lançou uma esfera de energia em Mephistomon que a desvio fazendo um movimento com as mãos – Eles vão saber da verdade quando chegar o momento.

Ataques poderosos começaram a ser trocados pelos dois, ondas de energia empurram os Guardiões, que foram derrubados no chão, Weverton perdeu o equilíbrio e começou a despencar do prédio, mas Pedro que estava mais próximo segurou sua mão. Will se jogou no chão pegando o outro braço do garoto o puxando pra cima de novo.

_Vamos sair daqui – disse Lud correndo em direção a porta. Assim que Weverton foi puxado de volta eles correram para as escadas.

_Sobre que verdade vocês acham que eles estavam falando? – perguntou May enquanto eles desciam as escadas correndo desesperadamente, o prédio parecia tremer a cada ataque trocado pelos dois digimons.

Ninguém pode responder. Alguns minutos depois eles estavam na rua, o caos havia se alastrado, buracos enormes no asfalto haviam sido resultado de explosões, fumaça e dados manchavam o ar, tanto quanto sangue no chão. Soldados gritavam perto deles e mais a frente estavam Mailbirdramon e Shoutmon lutando heroicamente contra Leomon.

Foi quando perceberam a presença de Mauro, ele estava com uma daquelas bazucas Raders mirando em Mailbirdramon.

Lud gritou apontando para ele e então Luan atirou, a bola de energia acertou em cheio o agente do Rad, o arremessando a metros de distancia. Com o uniforme cinza todo chamuscado, todos olharam para ele assustados, talvez menos Pedro e Will.

_Você é louco – gritou May – não somos assassinos – disse ela a Luan.

_Seremos cadáveres se esses malditos digimons de vocês não puderem nos defender – gritou ele de volta, ainda com a arma na mão. Pedro correu até ele e colocou a mão no ombro do garoto.

_O inimigo esta ali – disse ele se referindo ao Boogueymon vindo em nossa direção, Luan o acertou, o destruindo com apenas um tiro.

_Vamos – gritou May correndo em direção a Leomon. Luan puxou seu notebook da mochila e o segurou aberto com a mão direto.

Logo eles estavam perto o suficiente para ver as presas do enorme leão. Shoutmon pulou nas costas dele o imobilizando, então Mailbirdramon acertou um tiro no meio do peito da criatura que caiu de joelhos. O Digimon leão rugiu deixando sua faca cair no chão. Dados começaram a sair de seu peito, então May deu o tiro de misericórdia, depois de errar as duas primeras tentativas.

Os dados da criatura saíram de foco e Luan correu até ele com o notebook na mão, Leomon se desfez em dados coloridos que flutuaram para o notebook de Luan.

Soldados apareceram correndo e apontando armas para eles, Mailbirdramon armou o canhão em seu peito – Nos deixem ir – gritou Will – ou vão se arrepender.

Uma explosão enorme no topo de um prédio jogou um raio luminoso no chão. Era Urielmon, ele havia perdido a batalha. Um dos soldados gritou pedindo para que os outros se afastassem deles, eles correram pelo campo de dados em meio a escuridão até verem Urielmon acabodo no chão, soltando uma grande quantidade de dados de todas as partes do corpo.

_Temos que tira-lo daqui – disse Weverton – ele vai morrer.

Ludmila levantou a mão e Mailbirdramon veio voando até eles e agarrou o Digimon anjo com as patas alçando voou com o mesmo, Mephistomon pulou do prédio, fazendo o chão rachar onde ele pousou.

_Não saíram com ele daqui – disse o Digimon demônio andando com passadas largas e furiosas em nossa direção.

Eles começaram a correr até toparem com os soldados que agora começavam a atirar contra a criatura, era uma pena eles saberem que aquilo não iria adiantar – Fujam – gritou um deles, eles saíram em disparada, atirando em todo e qualquer Digimon que apareceu no caminho, até que finalmente chegaram ao carro e seguiram o voou de Mailbirdramon.

***

Sofia estava sentada em sua cama tentando criar coragem para arrumar suas malas para sair em mais uma viagem, ela estava pensando em Douglas e em Pedro, nas atitudes finais de cada um, na ultima conversa que tiveram com Douglas e de ele dizendo que queria mudar esse monte de coisas erradas que tem dentro da organização, da atitude desesperada de Monteiro de tentar fugir com um prisioneiro, aquilo tudo tinha que ter nexo.

Mas foi quando ela achou a foto dela com Douglas dentro do bolso de uma blusa foi que ela tomou a decisão que achava mais correta.

Ela largou a mala que havia arrumado e colocou o máximo de roupas e equipamentos dentro de uma mochila, abriu a pasta e retirou meu notebook o colando dentro do bolso maior da mochila, tirou o uniforme do Rad e vestiu calça jeans e uma blusa preta. Assim que ela abriu a porta viu Willis e Thiago no corredor conversando.

_Agentes? – disse ela os chamando para dentro de seu quarto. Willis franziu as sobrancelhas e sorriu, Thiago foi sem hesitação.

_Que foi senhora? – disse Thiago cordialmente. Os dois já estavam dentro do quarto da moça.

Ela estava com uma feição seria e segura – Agentes, preciso de um grande favor – disse ela respirando fundo a cada palavras, por dentro ela estava muito nervosa – preciso que fiquem sentados aqui durante cinco minutos – disse ela mostrando a cama.

_Já entendi tudo – disse Willis se jogando na cama de Sofia com um sorriso obsceno. Thiago franziu as sobrancelhas e tentou dizer alguma coisa quando percebeu a insinuação de Willis, mas ficou sem voz.

Sofia arregalou os olhos e disse depressa – não, não mesmo, não é nada disso, vocês verão – disse ela saindo do quarto e puxando a porta, do lado de fora ela digitou sua senha e trancou os dois agentes lá dentro.

A garota saiu correndo pelos corredores passando pela sala das armas antes, ela jogou duas pistolas na mochila e pegou uma arma Rad prendendo-a com a alça de proteção a suas costas. Ela seguiu andando para a ala prisional, e por causa do mais novo evento com digimons o quartel estava vazio, em poucos instantes ela estava em frente a minha porta e eu posso dizer que fiquei imensamente feliz e confuso quando a porta se abriu e ela disse – Vamos logo, vou tirar vocês daqui.

Sai correndo, Luiz estava apoiando Babel que havia colocado o braço sobre o ombro do garoto, que bom que foi nele pensei, se fosse eu provavelmente estaria passando vergonha agora.

Fomos ao passo mais rápido que Babel conseguia ir, mas assim que chegamos a sala de computação demos de cara com o cara que havia me carregado até o prédio quando aquele Boogueymon me desfigurou, momentaneamente esta, mas de qualquer forma.

_O QUE ESTA FAZENDO ALBUQUERQUE? – gritou ele assustado, Sofia agarrou uma pasta que estava sobre uma mesa e a jogou no rosto do garoto, enquanto ele lutava para recobrar o foco ela correu até ele acertando um chute no meio do peito do garoto.

_Rápido – disse ela fazendo gestos com as mãos, passando pelo garoto e eu tive que voltar e dizer.

_Então, valeu por me salvar – e sai correndo atrás dos outros, subimos alguns degraus até uma porta de metal que Sofia disse ser a saída, e atrás de nós o alarme começou a soar.

Saímos em uma sala com uma enorme janela de vidro com vista para a rua e começamos a descer as escadas correndo, Babel perdeu o equilíbrio e quase rolou escada a baixo, se não fosse por Sofia que ajudou Luiz a encontrar o apoio, descemos três andares até chegarmos a um estacionamento enorme subterrâneo, mas acho que demoramos de mais, por que atrás de nós apareceu Maristela com uma arma na mão – Parados ai mesmo – gritou a mulher.

Como eu não sou bom com conselho continue correndo atrás de Sofia que abria a porta de um carro preto na nossa frente, tiros começaram a ecoar no lugar, Maristela estava bem atrás de nós, ajudei Luiz a apoiar Babel e então senti meu braço queimar, um tiro me pegou de raspão.

_Andem, Andem, Andem – gritava Sofia com a porta do carro escancarada, o barulho de mais um disparo e Babel gemeu de dor, entrei dentro do carro e Luiz empurrou babel enquanto eu o puxava, Sofia deu a partida e começou a andar com Luiz se jogando dentro no ultimo instante.

Tiros estouraram o vidro traseiro, Sofia saiu do estacionamento como ironicamente uma bala, Babel gemia e percebi que o banco onde ele estava, estava cheio de sangue – ele tomou um tiro – gritei e Sofia olhou para trás nervosa.

_Não podemos leva-lo para um hospital – disse ela.

_Vamos pra nossa base – disse Luiz com os olhos cheios de lagrimas enquanto Babel ainda muito dopado caiu sobre o colo dele desmaiando.

Notas finais
Mephistmon Malsão, ele é o Top vilão da temporada, estamos chegando no alge. Preparece pra mortes, revelaçoes e batalhas muito piores.