Debaixo do Cobertor

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Notas iniciais
Boa leitura!

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A brincadeira dele me deixou com um tesão danado, e apesar de ser apenas uma conversa suja entre dois amigos, mexeu comigo de uma forma que imaginei como seria de verdade. Passei o resto da noite com dificuldade para dormir, porque fechar os olhos só me fazia criar mais fantasias com o Andŕe. O trabalho na lanchonete foi tranquilo, o movimento maior é sempre de manhã, e até consegui adiantar a limpeza para antes do fechamento, mas ainda queria deixar alguma coisa para ele arrumar e não estranhar eu ter pedido a visita dele logo no início da semana, quando eu menos precisava.

Antes de pegar o expediente passei na farmácia e peguei um comprimido azul para provocá-lo e ver do que era capaz. Não poderia deixar aquela última mensagem passar batido. Mostraria a ele quem manda, e ninguém mandou ele me provocar com aquela história de pau duro, pois agora, ele vai ter que cumprir com a palavra. Quero ver qual vai ser a sua reação ao ficar de pau duro comigo e farei questão dele saber que eu havia reparado. Qual desculpa ele vai arrumar para explicar que ficou excitado ao meu lado?

— Opa, sai um sanduba no capricho?

Ouvi alguém de longe entrando por debaixo da porta que deixo meio aberta no horário do fechamento. Quase gritei “estamos fechados”, e estava nervoso com a demora de Andŕe, ele não respondeu às mensagens e o relógio marcava mais de 20 minutos de atraso. A lanchonete fecha às 20h30 e me dei mal ao deixar serviço para trás com a expectativa dele vir. Fiquei bravo no começo, mas é um desafio aguentar por muito tempo com ele.

— Porra, aonde você tava? — Com as duas mãos no cabo da vassoura, bati ela no chão — Por isso não dá pra contar com você.

Andŕé continuo sorrindo sem levar a sério a minha reclamação

— Foi mal, mano. Eu pago a conta de hoje e você me perdoa, que tal?

— Sei lá, estou cansado, talvez eu vá pra casa mesmo… está tarde e…

André estendeu a mão e fez sinal de pare, cortando a minha fala.

— Qual é, eu já estou aqui, bora levantar esse astral. Tem um espeto da hora no centro, eu até deixo você tomar algumas.

Como não respondi e me concentrei na arrumação, ele veio até o balcão, colocando os dois cotovelos apoiados e fazendo uma cara de arrependimento.

— Tá, só termina de arrumar as mesas. Mas ainda não estou legal com você.

— É isso aí meu garoto. — Andŕe ficou feliz de ter me convencido. Se levantou rapidamente, passou o braço pelo meu pescoço enquanto esfregava meu cabelo com a outra mão. O perfume dele tirou a pouca força que eu tinha, e só pude pedir para ele parar, porque tanto não queria fazer ele se afastar como me faltou reação para usar as minhas mãos para empurrá-lo.

— Não exagera mano, e eu estou todo suado.

— Tu é cheio de frescura, faz mal encostar em você?

— Foi mal, é porque bateu o cansaço. Ei, vamos tomar um suco? De maracujá com morango, que tal?

— Agora falou a minha língua. Quero um copão bem grande, beleza?

— Tá anotado, chefe.

Esperei Andŕe ficar de costas e ir para outro canto, bati dois comprimidos de viagra para em seguida virar no copo dele. Não fazia ideia da quantidade certa, mas dois pareciam o suficiente para fazer efeito rápido.

Quando terminamos, troquei de roupa e servi assim que peguei as chaves e fui em direção a saída. Ele tomou quase de uma vez, em dois goles, sem perceber nada de estranho.

No carro, ele disse:

— Olha, o GPS mostra que o espeto fica a 7 quilômetros, em até 20 minutos nós chegamos.

— Partiu, vamos logo porque estou morrendo de fome. E não aguento mais comer a comida daqui, todos os dias.

Deu partida no carro, quando eu perguntei, após alguns minutos:

— Ei, esse lugar é bom? Tem espeto de que?

— O lugar é fino, vai curtir demais. Ah… tem um monte cara, de carne, frango, linguiça.

— O seu preferido é o de linguiça, né? — Não segurei o riso. Ele caiu direitinho.

— Porra, nem vem com essa viadagem. — Nós dois rimos. — Qual é, eu gosto de todos, e o de linguiça também. E você, não vai comer, não?

— Vou né, só estou te zoando.

— Não era você quem estava morrendo de fome? Olha, tenho um de linguiça aqui, caso não aguente esperar.

— Sai pra lá com essa minhoca sua, ninguém quer essa lombriga não, viado. — Falei para fazer raiva, porque sabia como o pau dele era grande e homem nenhum gosta quando alguém acusa de ter o pau pequeno.

O clima entre nós era o melhor, muita risada, empurrões, e olhares maldosos.

— Porra, para com isso. Pega aqui e fala pra mim se eu tenho a rola do tamanho de uma minhoca. — Ele ainda estava rindo, mas seu o rosto começou a rosar, e aos poucos ele foi baixando a guarda, sem a confiança de antes.

— Que foi, cara? — Me fiz de bobo. — Essa coisa aí nas suas pernas, não faz nem cócegas.

— Aaah seu muleque, espera aí um minutinho. — André levantou os vidros do carro e ficou em silêncio. De repente, o volume na calça foi aumentando até ficar bem visível, e aproximando de um sinal vermelho, vi o seu pau mais duro e mais grosso, quando ele puxou o cinto rapidamente e abriu o zíper. A cueca ficou a mostra, mas não muito, eu fiz uma cara de deboche, dando a entender que aquele tamanho não era nada surpreendente.

— Era disso que você estava falando? — Minha cara era de nojo. Ainda virei o rosto para a janela, mentindo o meu interesse.

André ficou irado. Ele abaixava a sua calça quando foi interrompido pelo sinal, voltando com as mãos para o volante e virando pra mim, falando em tom de ordem:

— Daniel, abaixa aqui rápido, anda. — Andŕe arqueou os olhos, levantou a bunda a alguns centímetros do assento, para facilitar a retirada.

— Relaxa aí, eu não queria… era só brinca…

— TIRA LOGO, TÁ ME APERTANDO, VAMO CARA.

Fui com as duas mãos, uma de cada lado da cintura, descendo a calça mais para baixo. O pau de André saltou para fora balançando bem na minha frente, e aquele cheiro de macho invadiu o meu nariz.

André não perdeu tempo, soltou uma mão do volante para pressionar a minha cabeça contra aquele pau enorme e empinado em minha direção. Segurou meu cabelo com força, senti dor com o aperto, e o pau dele foi deslizando na minha cara e passando por meus lábios.

— Chupa esse cacete, seu viado. — André estava rindo novamente, com a voz de um vencedor. A cada tentativa de me levantar, ele empurra com a mão mais forte, me impedindo de me soltar. — E agora, tá satisfeito, hein? Hein, seu puto? Tá gostando da rola?

— Me solta, caralho! — Havia sim um jeito de esquivar, mas antes aproveitei um pouco da situação, deixando o pau mais perto da minha boca, esfregando e molhando com a saliva, com a boca levemente aberta, e por fim dei uma mordida forte na coxa, e segurei todo o saco dele com a mão, apertando tão forte como ele fazia com a minha cabeça.

— AAAAAAI — André gritou — Que sacanagem, velho!

O GPS emitiu um aviso: Em 200 metros, vire a direita.

O carro virou a direita, mas entrou para um estacionamento e lá ficamos um olhando para o outro, e dependendo de mim, a sacanagem não terminaria tão cedo.

Notas finais
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