Debaixo do Cobertor
4 Entre quatro...portas
Notas iniciais
André estaciona no final do corredor. O carro mais próximo está há 5 vagas de distância, não há sinal de ninguém nos veículos ou andando nos arredores e os pilares aumentam a nossa cobertura por cobrir parte da visão de quem vem da entrada. Espero ele começar.
— Dan, você vem com essa logo pra cima de mim? — André sorri, revelando que sabe da peça que preguei nele. — Aquele suco me deu um calor, bateu um tesão e meu pau ficou duro por nada.
— Parou aqui pra me falar isso? — Levanto as sobrancelhas sorrindo de volta. — Essa é pelo atraso, e já me aprontou bastante também. — Cruzo os meus braços em defesa.
— Não, seu besta. Sabe que não posso sair desse jeito. — André quer me mostrar como o remédio ainda está fazendo efeito, e continua sem cueca com calça dobrada acima dos joelhos.
— E a sua solução é ficar aqui a noite toda? Dá um jeito, cara. — Falo com convicção para me levar a śerio. — Ou ficamos presos e com fome.
— Não sei, o que você faria no meu lugar, espertinho? — André sabe exatamente o que fazer, mas quer ouvir a minha opinião.
— É foda, mas vai ter que bater uma punheta pra ficar mole de novo. Acho uma parada estranha comigo no carro, mas já que a culpa foi minha, eu não vou ligar. — Andŕe olha bem nos meus olhos, e a julgar sua reação, ele vai em frente com a minha sugestão.
— Tu ferrou comigo, Dan. — André responde mordendo o lábio, olhando para baixo, e batendo uma bem devagar. — Não estou no clima… — Ele solta a mão do pau.
— Qual é, deixa eu colocar um porno então. — Quase pego o celular do bolso, mas André não me deixa.
— Pornô é coisa de virgem, larga mão de ser fresco. — André esfrega os dedos pela boca por alguns segundos, pensativo. — Quer saber? Bate uma junto comigo, assim eu fico mais relaxado.
— Meu pau não está duro, mano. Coloquei o remédio só na sua bebida. — Engulo e seco e no final da frase, minha voz é quase inaudível.
André está tranquilo, mas estou confuso, nervoso e com medo. A minha respiração fica ofegante e os batimentos cardíacos acelerados. Está acontecendo melhor que o planejado, mas tomou proporções maiores das que eu esperava, e será que estou pronto? E afinal, estou apaixonado por ele, ou é apenas atração? Ele poderia se masturbar sozinho enquanto eu assistia de canto de olho, e agora, serei obrigado a participar.
André encarava a minha feição de desespero. Nessa hora, não me restava mais nenhum plano, e nada em mente para dizer.
— Fecha os olhos, Dan.
— Pensa em uma mina bem gostosa… — André tomou conta da situação — Vai, pensa na gata que está afim de pegar, nos peitinhos dela…
— Hummm… — Soltei um gemido, com o pau ainda mole.
— Dan, você está fodendo essa garota, metendo o seu pau nela, na bunda gostosa dela…
Meu corpo se movimentava um pouco, a sensação era boa, mas não era o suficiente.
— Dan, soca bem forte no rabo dessa puta… Acaba com ela, cara.
Esperou alguns segundos e perdeu a paciência. André foi com a mão cheia até o meu pau e ele foi crescendo e engrossando.
— Isso garoto, tá sentindo a rola na bucetinha dela? — Ele cuspiu em mim várias vezes. — Sente essa buceta molhadinha. Os peitos dela estão balançando, ela está gemendo morrendo de tesão…
— Vai Dan, monta nessa gostosa, goza bem gostoso pra ela…
Com os olhos fechados, ouvi André soltar gemidos, e um líquido quente e pegajoso atingiu algumas partes do meu corpo. Não lhe respondia nada, mas gemia como um louco, curtindo o maior tesão da minha vida. A mão dele socando o meu pau para cima e relando nas minhas bolas ao descer. Mais um pouco, e senti mais porra encostando em mim, e ali percebi que dessa vez, eu quem tinha gozado. Abri meus olhos a tempo de ver a porra escorrendo na mão dele, seu corpo suado com o esforço de ter masturbado nós dois e o sorriso de cafajeste.
— Caralho, Dan, acabou com aquela vadia. — André tirou a minha camiseta, limpou a mão e jogou de volta. — Aí, relaxa, ela estava cheia de porra sua, termina de se limpar, no meu carro tenho uma jaqueta de reserva, coloca ela por cima.
— Tenho maior vontade de fuder a Jaque. — Falei com extrema felicidade — Nossa, quero muito ficar com ela. — Toda vergonha, insegurança, e qualquer outra coisa negativa havia ido embora. Era como estar nas nuvens, com a sensação de ter realizado o meu maior sonho.
— Qualquer um pega ela fácil, aquela mulher não existe. — André olhou pra frente com as duas mãos apoiadas atrás da cabeça. Ele parecia sincero, com real interesse nela, enquanto eu… que merda tinha na minha cabeça? Quando ele falou aquela putaria eu pensei na Jaque, mas como foi gostoso o André pegar com força no meu pau, cuspir nele, e a voz dele, os gemidos, e saber que ele gozou em mim, isso que mexeu comigo, não foi a Jaque…
Vestir a jaqueta de André me trouxe uma segurança inexplicável, eu me sentia abraçado por ele. Saindo do estacionamento não tocamos mais naquele assunto, fazendo de conta que não tinha acontecido. Ele, para minha surpresa, levou na esportiva, e nas horas seguintes, agiu com plena naturalidade, como sempre foi, enquanto eu aos poucos voltava a normalidade para nosso bem. Ficamos uma hora e meia na espetaria, conversando, rindo, e André fazia cena a cada mulher bonita que via, se impressionando com os decotes, e a pedido dele juntamos a mesa com um par de amigas solteiras. André sabe bem desenrolar um papo, e não deu outra, ele ficou a garota. Apesar de não estar com vontade, também fiquei com a outra garota que era gata e simpática, porque ela estava me dando mole, e assim, empatava com André.
— Meninas, adorei conhecer vocês, mas vamos ter que ir. — Falei de uma vez, para poder voltar para casa.
Anotamos o telefone delas e André me levou até em casa.
Meu corpo ficou em êxtase ao reviver aquela sacanagem no carro. Eu deveria ter aproveitado mais… Por que não abri os meus olhos? Deixei André pegar no meu pau e nem peguei no dele. André me conhece há tantos anos, somos igual a carrapatos desde criança, a gente falava sobre qualquer assunto, não tem segredos, somos mais próximos que muitos irmãos. Ele ficou duro com o viagra e pra amolecer o pau, bateu uma pra se aliviar, e fez comigo porque eu não daria conta. Eu estou enxergando demais? Como vai ser daqui pra frente? E perdendo tempo na busca de respostas, adormeci.
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