Debaixo do Cobertor
1 Deu Tudo Errado!
Notas iniciais
Eu não acredito que isso tenha acontecido de novo. André está dormindo no assento ao lado, apoiando a cabeça em meu ombro, seus lábios semiabertos emitindo um abafado ronco e os lábios molhados com a saliva que escorreu da boca. Ajeito a sua posição com a minha mão para ele não cair para o lado e esfrego o polegar lentamente em sua bochecha, preocupado com ele por ter bebido demais e ao mesmo tempo com raiva por ter passado dos limites.
— Nós já chegamos. — Avisa o motorista. — Precisa de ajuda?
Sim, eu preciso, mas prefiro negar a ajuda para não incomodá-lo.
— Está tudo bem, não esquenta. — Abro a porta do carro, saio do veículo e estilo minhas mãos para dentro, retirando o André de lá com certa dificuldade.
Nesse momento, enquanto ainda agarrava o seu corpo, ele desperta e consegue ficar de pé sozinho, mas ainda está um pouco desorientado e apoia o corpo no veículo. Aproveito para fechar a porta e volto minha atenção para André que num impulso abre os braços e se joga na minha direção, como se estivesse me abraçando, quando na verdade ele está bêbado demais para se manter firme por muito tempo.
— Aguenta só mais um pouco. — Falo perto do seu ouvido. Preciso arrumá-lo de um jeito que dê pra caminhar, vamos em direção a porta da minha casa, tomando o cuidado necessário para não fazer barulho e acordar meus pais e assim ninguém notar a nossa presença. Lentamente subimos a escada, viramos a direita e entramos no meu quarto. André está escorado na cabeceira da cama, com os olhos abertos olhando para várias direções, sem entender o que está acontecendo e aparentemente incomodado com as luzes acesas.
— Tive que trazer você pra minha casa. — Explico com a voz baixa. — Vou limpar a sua barra dessa vez, vai ficar me devendo essa!
— Dan... — É a única coisa que dá pra entender, ele começa a misturar as palavras e a falar estranho, é impossível decifrar qualquer frase saída de sua boca.
Quando penso que não tem como piorar, ele incha as bochechas e vomita logo em seguida, sujando toda sua camiseta com o vômito que inunda o quarto com um cheiro podre.
Penso rápido. Por sorte, tenho uma suíte, e levo ele até meu banheiro para ele se limpar. Aquele cheiro não incomoda só a mim porque deixa ele enjoado a ponto de vomitar mais vezes, se sujando cada vez mais e manchando a calça e até os sapatos. Estou ferrado tanto quanto ele, sujo e com mau cheiro, e a única alternativa é ligar o chuveiro para retirar toda aquela sujeira que foi resultado de vários drinques daquela festa à noite.
Em uma situação normal isso nunca teria acontecido, salvo as vezes quando éramos crianças e tomávamos banho no vestiário da escola, ou depois da aula de natação. Fazia muito tempo desde então, o corpo dele agora estava diferente, ele tinha crescido e ficado mais forte.
Deixo o André sem roupa, exceto porque não tiro a sua cueca, e com ele já no chão do piso do banheiro, esfrego a sua pele com uma esponja enquanto a água escorre de cima. Ele não está mais falando comigo, deve ter percebido que isso não estava dando certo, mas olha pra mim fazendo um aceno de cabeça agradecendo o meu gesto.
— A gente é irmão, cara. — Respondo. — Você faria o mesmo por mim.
Passado alguns minutos, após ter limpado seu abdômen, peitoral, costas, braços e pernas, desligo o chuveiro e ergo o seu corpo, mas ainda tem algo de errado. O mau cheiro continua e fico sem entender o porquê, pois passei tempo o suficiente esfregando ele até ficar totalmente limpo.
Quer dizer, quase totalmente. Ainda faltava um lugar, só não achei necessário chegar a tal ponto. Com André agarrado em meu corpo, olho ele por baixo, com a minha cabeça atravessando o contorno do seu ombro e descubro a causa do problema: ele está todo borrado, a cueca cheia e tingida de marrom na parte de trás.
Acho aquilo muito nojento, minha vontade é de largar ele ali e deixar que ele termine o trabalho sozinho, eu nunca troquei as fraldas de uma criança ou catei as fezes de um cachorro e não me parece fácil ter a minha primeira experiência com meu amigo de 18 anos.
— Só segura firme em mim. — Peço a ele. Não sei como fazer isso com ele sentado, então ficamos abraçados embaixo do chuveiro, com uma mão estou segurando o corpo dele e com a outra abaixando a sua cueca. Naquela posição, consigo olhar as costas e a bunda dele e estamos tão próximos que sinto o volume do pênis encostando e esfregando por cima da minha calça. Tento não perder o foco e penso em como fazer para terminar a limpeza. A esponja está no chão e perderia tempo demais em abaixar para pegar porque não posso soltar ele por nenhum segundo. Olhando em volta, vejo que há um sabonete em uma prateleira próxima e preciso encarar aquele trabalho duro sem usar mais nenhum tipo de acessório. Primeiro, ligo o chuveiro novamente, depois, fecho os olhos para criar coragem e não ver aquela cena para não me dar ânsia, e assim com o sabonete nas mãos vou passando em cada nádega, empurrando para baixo aquela consistência pegajosa, até por falta de sorte o sabonete cair no chão.
Mesmo sem ter como pegar o sabonete de volta, noto que ainda há bastante sabão em seu corpo e uso os meus dedos para limpar o que resta. André tem uma bunda grande e firme e preciso penetrar as mãos um pouco mais fundo, entre as duas nádegas, para retirar os últimos resquícios, e esfrego o seu ânus algumas vezes até ter certeza que ele está limpo.
Pronto, eu consegui, agora é só colocar uma roupa, esperar até amanhecer torcendo para ele se recompor.
André está na cama por cima da toalha, com a metade do corpo deitada, os braços estendidos e as pernas de fora. Ele tem um pênis grande, maior que vinte centímetros provavelmente, e mesmo daquele jeito, com ele flácido, é mais grosso que o meu ou de todos meus outros amigos.
Visto André com as minhas roupas que ficam um pouco justas, a cueca deixa marcada o contorno do pênis e as bolas, a bermuda fica estendida ocupando as coxas grossas e a camiseta demarcando os bíceps.
Antes de colocar ele para dormir com um lençol por cima, pego o celular dele para avisar a mãe de que ele está bem e vai passar a noite aqui, e ao apertar o botão de desbloqueio, vejo uma foto nossa juntos de fundo, do dia que fui até a casa dele para jogar videogame.
Ainda estou molhado porque fui obrigado a ficar debaixo do chuveiro com ele, vou até o banheiro para tomar banho e me sinto tão excitado que a única coisa que consigo lembrar é dos últimos minutos, enquanto começo a me masturbar.
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