Debaixo Do Pôr Do Sol
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Amanda Mayer, sua linda, que recomendação mais fofa!!! Que bom que a fic é viciante....rs. Muito obrigada de coração viu!
Acordo no meio de noite e dou de cara com um peito peludo. Merda. Ergo o olhar e vejo o rosto sereno do peão, dormindo. Merda duas vezes. Arrasto para fora da cama, indo ao banheiro e encosto a porta. Sento no chão tentando absorver a noite de ontem. Isso está errado. Muito errado. Aquela Janaína é louca. É muito perigoso. Jamais poderei conviver comigo mesma se ela fizer algum mal àquela criança por minha causa. Meu Deus, que merda. A porta abre e Marcos entra no banheiro, sentando de frente para mim.
– O que foi Valentina? – Seu olhar tem um misto de surpresa e precaução.
– Você sabe que não devíamos ter feito nada disso, não é?
– Não, eu não sei. E não sei porque você está com tanta raiva de mim. Apesar desta raiva ter sido uma delícia há alguma horas atrás. – Ele dá um sorrisinho de canto que me enfurece.
– Pelo amor de Deus Marcos! Essa menina é louca! Você lá tem alguma certeza de que ela está realmente na mãe? Tem? Não! Então não faça mais isso. Se me vir em algum lugar, apenas ignore-me. Por favor.
– Eu não consigo! Como vou ignorar a mulher que eu amo? Eu estava com tanta necessidade de você que só de sentir que você estava naquele pub meu pau já estava duro Valentina!
– Grrrrrrrrrrrrrrr. Você é um imbecil. Homens são uns imbecis! Dá pra pensar com a cabeça de cima peão?! – Eu gritei com raiva. Puta que o pariu! – Se o seu problema é falta de sexo Marcos, então faça com a porra da tua mulher!
Tentei levantar do chão, mas ele me puxou, batendo minhas costas no chão e subindo por cima de mim.
– Sexo Valentina? Você acha que meu problema é falta de sexo? – Ele fala entre dentes. Quase posso ouvir o rangir dos molares. – Pois é minha querida. Esse é meu maior problema. Falta de sexo. Do seu sexo, Valentina. Pois é só essa bunda gostosa que me faz perder a noção do perigo. – Ele diz, agarrando meu traseiro. Sobe a mão, pegando meu mamilo. – São esses seus malditos peitos, que cada vez que me encontram eu sei que ficam duros e inchados. — Ouço um grunhido. Será que fui eu? Merda. Ele desce a mão, enfiando dois dedos em mim de uma vez. – É essa boceta que eu sinto cheiro de longe, Valentina. Eu sinto o cheiro do seu sexo de longe, meu bem, e meu pau treme dentro da calça. E você me entende muito bem, pois tá sempre molhada pra mim, tão excitada quanto eu. Está sentindo, meu amor, meus dedos dentro de você? Ãhn? Isso é só sexo? Nós temos muito mais que sexo, amor, nós somos malditamente perfeitos. Eu sei que você está chegando no lugar mesmo antes de te ver. Eu te sinto. Meu corpo reage a você Valentina. E sei que você também reage a mim. Agora fala pra mim, maldita, como eu ignoro você? Como?
Antes que eu tivesse tempo pra falar ele me beija, reivindicando, provando. Eu me derreto toda. Ele está certo em tudo. Tudo. Há uma conexão louca entre nós. Uma necessidade absurda que vai acabar ferrando a nossa vida.
Ele me leva de volta para a cama e me penetra devagar. Olhando fundo em meus olhos. O momento é tão intenso que lágrimas escorrem descontroladamente de meus olhos. Ele não muda. Só me preenche e me olha. Eu fico quieta embaixo dele, chorando, sentindo ele rasgar minha alma e tomá-la pra si. O orgasmo começa a se formar diferente. Quente. Meu coração acelera e meu corpo começa a arquear. Ele cerra os dentes, soltando um som selvagem. Eu gozo intensamente, mas quieta. Mergulhada no ônix de seus olhos. Vendo a adoração em sua expressão. Ele goza também, calado, segurando cada grito e respirando como se seu peito fosse explodir.
Caímos na cama. Eu não sei o que dizer. Eu só sinto. Sinto tantas coisas. Sinto medo, pavor. Sinto amor. Tanto amor. Sinto tesão, luxúria avassaladora. Sinto um cansaço enorme. Sinto vontade de gritar. Sinto vontade de esmurrar alguém. Ele não tinha o direito de levar minha alma se não podemos ficar juntos. Ele não tinha.
Levanto devagar ficando de costas para ele.
– Aonde você vai? – Ele pergunta rouco.
Eu não olho para ele, acenando apenas um “não” com a cabeça.
– Você vai fazer isso mesmo Valentina? Depois do que acabamos de fazer?
Eu pego minhas roupas e me visto. Eu o amo demais para prejudicar um possível filho dele. E se fosse meu filho com ele? Prefiro ficar longe e sem minha alma, do que ficar perto e ser motivo da sua dor.
Vou em direção à porta e ele não me segue. Pego um táxi e chego na casa de Polly. Sento no tapete da sala, e mergulho o rosto nos joelhos. Choro. Compulsivamente. Polly chega e senta ao meu lado me abraçando.
– Oh meu Deus, Vali, eu nunca te vi chorando.
– Polly, o que eu vou fazer? Ele está me quebrando! Ele está me quebrando!
– Fique calma meu amor. Você vai resolver. Você sempre resolve.
– Eu estou me perdendo, e estou com tanto medo. Nunca precisei de ninguém pra viver, e eu preciso tanto dele Polly!
– Isso é amor, minha amiga.
Ficamos por muito tempo no tapete da sala. Ela busca água e traz uma pequena toalha para eu limpar meu rosto. Até que me acalmo.
– Eu preciso sumir Pollyanna. Não posso deixar ele cometer outra burrada até essa criança nascer.
– Por que você não viaja?
– E meu trabalho? Não posso fazer isso!
Meu celular toca. Não conheço o número. São 4h da manhã meu Deus!
– Alô.
– Eu vou falar apenas uma vez sua biscate. Eu não queria engravidar. Eu não queria deformar meu corpo. Eu queria meu homem de volta. Mas o destino é uma merda e agora eu estou redonda. Mas pelo menos tenho Marcos. Você é uma diaba na vida dele. Acha que não sei onde você estava? Acha? É bem simples meu bem, apronte outra dessa e vou mandar esse lindo bebezinho para a porta da casa dele, numa caixa de papelão e bem morto! Tá me ouvindo vadia?
Ela desliga. Eu não consigo falar. Pelo silêncio na sala, sei que Polly ouviu tudo. Ela está totalmente chocada.
– Valentina? – Ela me chama baixinho.
– Eu sei o que tenho que fazer Polly. Deus me ajude a me controlar e tomar o caminho certo.
Vou para o quarto e coloco tudo nas malas. Pego o carro e vou para o apartamento do Miguel. Acho a chave e entro. Ele não está em casa. Vou para o quarto de hóspedes onde adormeço.
Acordo no domingo sentindo alguém sentando na cama. Abro os olhos e encontro um moreno muito preocupado.
– Você sumiu ontem.
– Eu sei...
– Você poderia ter vindo comigo gata.
– Eu não sabia que viria.
Ele passa a mão no meu rosto e beija minha testa.
– O que você quer Valentina?
– Sua ajuda.
– Já até sei o que é. Vá tomar um banho e venha tomar café da manhã comigo.
Faço o que ele disse e o encontro na cozinha.
– O que aconteceu?
Conto tudo para ele nos mínimos detalhes.
– Bem, eu acho que sua amiga tem razão. Você precisa sair daqui. Viajar.
– Eu preciso trabalhar Miguel.
– Eu sou seu chefe. Suas férias estão vencidas. As minhas também. Já fazemos os dois: fingimos que estamos juntos, pois sei que esta era sua proposta, e você relaxa.
– Isso é uma proposta? – Sorrio para ele.
– Tudo pago, baby! – Ele sorri de volta.
Sem pensar demais eu respondo rápido.
– Eu topo. Quanto tempo?
– Quanto tempo para o bebê nascer?
– Acho que uns dois meses.
– Então teremos dois meses de férias gatinha.
– Ual, é bom ter o chefe como amigo.
Eu devo estar louca, mas pensar em sair desse furacão alivia meu peito que agora está sem alma. Um pequeno, mas verdadeiro sorriso aparece em meus lábios. Posso deixar para pensar em tudo quando voltar. Só quando voltar.
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