Papai se arrumou na cadeira e começou a contar.

– Quando sua mãe competia, ela era realmente uma das melhores! E uma das suas concorrentes fortes era Suzana Ferreira, uma jovem que até então era sua melhor amiga e até treinavam juntas. Porém, em um torneio, a Suzana estava em segundo lugar e sua mãe em primeiro. Na última prova, o cavalo de sua mãe escorregou e ela caiu. Todo o lugar a engoliu em vaias. Ela ficou muito humilhada. Quando Suzana fez sua prova, foi perfeita e acabou ganhando o torneio. Porém, depois da premiação, descobrimos que haviam injetado uma medicação, como um relaxante muscular, no animal de sua mãe e por isso ele escorregou. Quando sua mãe correu para a amiga contar o que aconteceu, Suzana ficou brava, achando que sua mãe estava a menosprezando, a acusando de só ter ganho devido a sua desclassificação. As duas brigaram muito feio e viraram inimigas.

– Nossa, pai, mas tudo foi um grande mal entendido. E pelo que vi, mamãe ainda é muito magoada.

– Sim, filha. Depois disso, sua mãe se afastou de tudo desse mundo, desde as roupas, músicas até as montarias em cavalo e torneio. Muito raramente eu consegui levar sua mãe cavalgar um pouco, e isso estando somente eu e ela. É tão lindo vê-la!

Os olhos de meu pai iluminaram-se com a imagem de minha mãe montando.

– Eu vou falar com ela. Agora é questão de honra irmos juntos à esta festa!

Fui até o quarto de minha mãe e entrei devagar. Percebi que ela estava chorando.

– Filha, saia daqui. Você não sabe de nada, bebê. – Ela estava tão triste.

– Mãe, na verdade eu sei de tudo. Olha mãe, foi tudo um mal entendido entre vocês que com o passar dos anos, intensificou-se. Vamos à festa! Eu nunca fui! E eu montei hoje!

Os olhos da minha mãe arregalaram.

– Você montou filha?

– Montei, e amanhã quero montar com você! Mas vamos hoje, mãe, por favor! Eu nem sei como me vestir para isso.

Minha mãe riu, e vi que estava dando certo.

– Bom, filha, mesmo na moda country, eu sempre arrasei! Vá tomar seu banho e depois nos arrumaremos juntas.

Dei um beijo em seu rosto e sai do quarto. Meu pai estava no corredor e percebi que estava aflito. Dei uma piscadela, indicando que havia conseguido e um sorriso gigante formou-se em seu rosto. Fui tomar meu banho, secar meu cabelo e fazer grandes ondas. Corri para o quarto da minha mãe fiquei de boca aberta. Ela está simplesmente linda! Seu cabelo escuro e cacheado está em um rabo de cavalo comprido. Ela está com um vestido floral soltinho, que chega pouco acima dos joelhos. Nos pés, uma bota marrom de bico fino, linda!

– Ual, mãe! Não sabia que moda de roça podia ser assim.

– Você sabe muito pouco, filha. Vamos para o seu closet.

Entramos no meio das minhas roupas, e sentei esperando minha mãe fazer as escolhas. Ela pegou uma blusinha de alça branca, uma camisa xadrez rosa, uma saia curta jeans e botas de bico fino marrom. Ela me ajudou a me vestir, e a camisa, ela deixou aberta, dando um pequeno nó na frente. No rosto, apenas uma maquiagem leve.

– Mãe, que tudo! Adorei!

– Sim, mas está faltando algo que vai ficar lindo com esse cabelão loiro. – Ela saiu correndo e voltou com um chapéu marrom na mão. Ele é tão grande...

– Calma, filha! Tira essa cara! Primeiro você coloca e depois vê o resultado. – Ela arrumou meu cabelo atrás da orelha, deixando aparentes meus brincos grandes com pedras brilhantes e encaixou o chapéu. Virei com medo para o espelho, mas fiquei encantada com o que vi. Eu me senti linda e imponente com esse chapéu. Aliás, a roupa toda se encaixava muito. Era feminina, sexy e forte ao mesmo tempo. Eu me vi usando algo no meu dia a dia muito facilmente.

Fomos para a festa e havia muita gente. Meu pai apresentou-me para algumas pessoas e juntamos uma roda de amigos falando bastante. Logo eu vi que minha mãe apertou o braço do meu pai e o olhou com receio. Olhei para o outro lado e vi uma mulher. Pelo jeito que nos encarava. percebi que era a tal Suzana. Ela acenou de longe e minha mãe correspondeu. Nossa, um clima muito pesado entre as duas. Vou ter que fazer algo sobre isso. Comecei a andar pela festa sozinha, e senti por ter esquecido de trazer a Polly. Toda a conversa com minha mãe tomou meus pensamentos, e esqueci de ligar para a minha amiga. Parei para pegar uma cerveja e logo três peões bonitos e charmosos me envolveram, com perguntas como “quem é você? o que está fazendo aqui?”. Senti-me intimidada e tentei sair dos três, mas um segurou meu braço.

– Ei, onde pensa que vai cabrita? Vai dançar comigo! – Senti o sangue deixar meu rosto e meus joelhos tremerem. Logo uma voz grossa tomou surgiu acima.

– Ela está comigo Pablo.

O rapaz soltou o meu braço e se afastou.

– Ei, Marcão, não deixe sua cabrita vagando sozinha ou pode ser atacada por um lobo. – Ele tinha um olhar atrevido.

– O lobo que colocar a pata nela sem ela pedir, vai ter a cabeça cortada. – Ele veio até mim, e começou a me puxar pela mão. Fomos até o outro lado onde todos estavam dançando e ele me puxou contra o corpo dele.

– Eu acabei de te livrar de uma bucha falando que cê tá comigo. Cê vai te que dançar comigo pra provar. – Ele tinha um sorriso lindo nos lábios.

– Mas eu não sei dançar, peão!

– Eu levo você. – Ele me colou no seu corpo e começamos a nos mexer. Ele é tão sexy, forte, com aquela camisa, aquela calça, aquele chapéu.

Ele começou a me conduzir muito bem fazendo até alguns passos mais ousados. Eu ria, totalmente feliz e encantada por estar dançando country, algo que nunca dancei antes. Logo depois, uma música mais lenta começou e ele não me deixou, apenas me apertou mais contra seu corpo. Meu ventre se contorcia deliciosamente.

– Menina, você com esse chapéu... – Ele respirou profundamente.

– Você gosta? – Minha respiração estava difícil.

– São todos os meus sonhos tornando-se realidade embaixo da aba um chapéu. – A voz dele saiu rouca e baixa. Meu coração queria voar fora do peito. Afastei-me um pouco para poder olhá-lo. Seu olhar veio a mim penetrante. Eu senti todos os meus nervos tremerem. Por impulso, me soltei de seus braços e o arrastei pela mão. Corri atrás de um celeiro e no mesmo segundo me joguei em seus braços. Nossos chapéus trombaram e caíram no chão. Ele me prensou contra a parede do celeiro, fazendo minha saia subir. Ele grunhiu quando viu. Encaixou-se no meio das minhas pernas e senti sua ereção contra meu clitóris. Ele começou a esfregar, massageando, enquanto eu gemia.

– Deus, como você é gostosa menina.

Por cinco segundos, eu consegui sair do transe e pensar. O que eu estou fazendo? Ele vai me achar uma puta. Eu desci minhas pernas e o empurrei. Ele ficou me olhando, sem entender.

– O que eu fiz? – Ele perguntou baixo.

Fiz sinal de não com a cabeça, peguei meu chapéu e sai. Deus, ele deve estar achando que eu sou a maior biscate da cidade. Como eu pude me jogar assim em cima dele! Fui correndo até meus pais avisar que ia embora. Meu pai achou estranho, mas me levou para a casa. Quando cheguei, corri para o quarto e vi meu celular em cima da cama. Havia mil ligações Juliano. Deus, eu esqueci da festa de hoje! Eu jamais esquecia de qualquer coisa que fosse fazer com o Juliano. Deitei na cama, ainda molhada de excitação e com o coração acelerado. O silêncio em casa reinava, já que meus pais ficaram na festa.

Eu respirava devagar, tentando me controlar quando ouvi a porta de vidro do meu escritório abrir e fechar. Antes que eu tivesse tempo de levantar, um corpo enorme pairou em cima de mim.

– Agora você vai me explicar porque fugiu de mim daquele jeito, moça. – Ai, cara.

Com ele assim em cima de mim, é difícil falar.

– E-e-eu... deixa eu levantar pra conseguir falar! – Ele rolou para o lado e eu levantei. Virei de frente e ele estava sentado na beirada da cama, com as pernas enormes e grossas abertas e apoiado nos cotovelos.

– Ah, cara! Falar com você assim na minha cama complica TUDO! – Ele soltou uma gargalhada e sentou direito, fazendo uma cara de “assim está bom, madame?”.

– Tá, melhor. Bom, eu corri porque, eu te agarrei! Eu não sei o que deu em mim. Você deve estar me achando uma biscate da cidade.

– Ei! Venha aqui! – Ele me puxou para o seu colo. – Foi a coisa mais sexy que uma mulher já fez comigo. – Num movimento rápido ele me virou e me jogou na cama. – Você me deixa louco.

Eu não pude resistir e trouxe sua boca na minha. Foi um beijo forte e intenso. Ele se afastou e me observou, como que gravando cada pedaço de mim na memória. Ele começou a tirar minha roupa aos poucos. Quanto mais lento, mais sexy era ver aquelas mãos imensas tirando minhas camadas de tecido. Ele tirou tudo até me deixar nua. Quando ele foi começar a tirar a sua roupa eu segurei sua mão. Fiquei de joelhos em frente dele e comecei a desabotoar sua camisa. Logo seu peito forte e peludo surgiu. Até seu peito era muito masculino e rude. Tive dificuldade em entender como a fivela imensa do seu cinto funcionava e ele riu. Deslizei a calça jeans, passando as mãos pelo seu traseiro duro. Quando cheguei nas coxas, mordi o lábio e gemi. Deitei-o na cama e desci para tirar as botas. Nossa que difícil! Quase caí e caímos na gargalhada. Logo, ele estava nu na minha cama. Era um perfeito exemplar de masculinidade. O tom de sua pele queimada pelo sol. Subi no meio de suas pernas e não resisti em morder suas coxas. Tão gostosas! Quando mordi na parte interna perto das bolas, ele grunhiu de forma feroz e inverteu nossas posições. Deu-me um beijo chupando meu lábio inferior e desceu para meus seios. Começou a dar mordidas deliciosas e na medida certa entre a dor e o prazer. Quando ele mordeu o biquinho, eu arqueei as costas em êxtase. Ele desceu pela minha barriga e ficou entre as minhas pernas. Abriu minha boceta e mordeu meu clitóris. Oh, Deus... ele começou a trabalhar ali, sem tirar os olhos do meu rosto. Quando comecei a tremer, ele enfiou dedos grossos em mim e apertou meu ponto G. Eu gozei forte. E no meio do orgasmo ele entrou em mim, com força, prolongando a sensação. Abri os olhos e um imenso olhar negro entrou em minha alma. Logo uma segunda onda de prazer me trouxe a borda. E mais uma. Ele não se cansava e estudava cada parte no meu rosto. Num último movimento, ele sentou sobre os calcanhares, me levando com ele e fazendo com que ambos gozássemos juntos e longamente. Eu me agarrei ao seu pescoço e gemi com a boca em seu pescoço.

Ficamos assim por um minuto e então ele me afastou para poder me olhar.

– Você é tão fodidamente sexy, menina. – Ele tirava os fios de cabelo do meu rosto.

– Idem para você, peão.

– Eu não sou peão, sabia. Peão é quem monta em competições.

– Hum, não pode ser o meu peão?

Ele sorriu e me deu um pequeno beijo, me colocando de volta na cama. Deitou atrás de mim, acariciando meu braço.

– Você namora Valentina?

– Não, peão. Namoros estragam a carreira das pessoas.

– Você vai ter que mudar esse pensamento, garota.

Senti todo meu corpo ficar tenso. Eu não posso namorar! Eu não quero namorar! Eu quero... se for ele eu quero...

Ele me virou de frente para ele e segurou meu rosto.

– Você agora tem um namorado, leoa.

– Tenho direito de dizer não?

– Hum, não.

Eu ri e o beijei. Algo dentro de mim ficou imensamente feliz com isso. Mas outra parte estava apavorada.