Notas iniciais
Oi gatinhas!!!

Todas bem? Gostaram do fim de Entre Nós?

Agora quero todas comentando muito essa nova história hein!!!!

Bjo

Acordei procurando algo ao meu lado, mas não tinha nada ali. Abri os olhos e percebi que estava sozinha. Ele deve ter saído no meio da noite. Será que ele ainda está pensando nessa coisa de namoro? Eu não quero namorar! Namorar quer dizer compromisso, dias pré-estabelecidos na semana para nos vermos, horários. Odeio tudo isso. E meu trabalho é muito doido pra eu namorar agora. Que droga.

Tomei um banho, coloquei uma roupinha bem levinha e fui tomar café. O cheiro invadia a casa.

- Bom dia pai.

- Bom dia filha! Está melhor? – Seu olhar era preocupado, com certeza por eu ter vindo embora ontem da festa.

- Tô sim pai. Fique tranquilo.

- Bom dia meus amores! – Minha mãe chegou feliz na cozinha, distribuindo beijos e sorrisos.

- Nossa, tem gente que acordou animada, hein mãe?

- Acordei sim filha. Ontem foi muito divertido. Obrigada por convencer-me a ir.

Estávamos tomando o café e minha mãe contava tudo o que havia feito de bom, quando alguém bate na porta que estava aberta para chamar a atenção. Quando olho encontro imensos olhos cor de ônix, todo trabalhado na calça justa. Hum...

- Marcos, meu filho! – Disse papai. – Venha tomar café conosco.

- Aceito Dr. Rubens, até porque o que vim fazer aqui se encaixa bem no momento. – Um sorriso malicioso surgiu no seu rosto e meu coração gelou. Ele vai fazer isso? Acho que não. Ninguém mais faz isso.

Ele caminhou até a mesa e sentou-se do meu lado. Minha mãe olhava dele para mim com uma cara assustada. Oh meu Deus.

- Sirva-se querido. – Ela disse apontando a mesa. – Quer um café?

- Obrigada senhora, mas eu prefiro falar antes de comer. – Ai, fodeu.

- Então desembucha menino! Apesar de eu já imaginar o motivo... – Disse meu pai com um sorriso amplo.

- Bom. Eu gostaria de pedir permissão para namorar sua filha senhor.

Minha boca abriu, meus olhos saltaram e o pão que estava na minha mão despencou. Eu fiquei parecendo uma estátua.

- Filha? – Perguntou meu pai, segurando a risada.

- Eu... Eu... É. Então.

- Que lindo! – Exclamou minha mãe. – Ninguém mais faz isso hoje em dia! Oh, Vali, ele é um cavalheiro.

- Ei! – Eu virei de frente para ele. – Você podia ter me avisado, ãhn?

- Aí não teria graça menina. – Ele sorria de orelha a orelha.

- Eu acho que vocês já perceberam que por mim e minha mulher, está tudo bem.

A raiva que seu sentia era tão grande que eu quase fiz igual desenho animado, soltando vapor pelas orelhas. Eu levantei e fui puxando Marcos pela mão, arrastando-o até o quarto. Empurrei-o lá dentro e fechei a porta.

- Oh menina. Tenha calma! – Ele colocou as mãos ao lado da cabeça.

- Calma? – Eu gritei. – Como assim calma peão? Que cena foi essa na cozinha de casa?

- Eu a pedi em namoro ontem e hoje vim falar com seus pais. Qual o problema?

- Você não pode fazer as coisas sem me avisar peão. Quem manda na minha vida SOU EU!

Num mesmo instante ele ficou vermelho de raiva, serrou os olhos, jogou o chapéu na cama e veio até mim. Pegou-me pela cintura e colocou minhas pernas em volta da sua cintura. Prendendo minhas costas com o braço esquerdo, agarrou minha cabeça com a mão direita, colocando-nos cara a cara. O jeito que ele me olhava era tão intenso que eu tremi.

- Eu sou homem Valentina. Não sou moleque. Se eu quero ficar com você, vou fazer da forma certa. Ou você me tem assim, ou terminamos por aqui.

Eu fechei os olhos e baixei a cabeça.

- Eu sou acostumada a levar minha vida como quero peão. Nunca ninguém tomou as rédeas por mim.

Ele foi até a cama e sentou comigo em seu colo. Arrumou meu cabelo atrás da orelha e ergueu meu queixo para olhar seu rosto.

- Menina... Deixe-me cuidar de você? Você não precisa mais ser sozinha agora.

Ele me puxou para um beijo delicado e romântico. Pela primeira vez senti-me protegida, como se nada no mundo pudesse me atingir. Afastei um pouco para poder ver seu rosto. Ele não é nenhum menino mesmo. A masculinidade dele vasa pelos poros, atingindo meu sexo e fazendo-o pulsar.

- Não me olhe assim. – Ele disse divertido, mas seu olhar passou a ser faminto.

- Assim como? – Perguntei sem entender bem.

- Com essa cara de quem quer tirar minha roupa menina valente. — Num movimento rápido ele puxou meu quadril, fazendo com que meu sexo pulsante ficasse em cima de sua ereção.

- Uou! Acho que não sou a única. Mas hoje é domingo querido. Dia em família.

- Acho que agora posso fazer parte disso, ãhn?

- Venha, vamos terminar nosso café.