Notas iniciais
Heyyyyyyyyyyyy!!!!!! Esse capítulo tá demaissssssss!!!!!

Oh meu Deus, que barulheira é essa? Que horas são? Tem mil vozes em volta de mim. Abro os olhos devagar e vejo rostos. Droga, hoje é meu casamento! Meu quarto está totalmente invadido. Minha mãe e Pollyanna soltam ordens a todo momento. Vejo meu cabeleireiro e uma moça que deve ser maquiadora. Minha penteadeira está sendo transformada. Que horas são?

– Mãe... – Eu chamo num grunhido sonolento, mas ninguém me escuta.

– Mãe. Polly. – Eu falo um pouco mais alto e me sentando na cama, mas não adianta.

– DÁ PRÁ TODO MUNDO CALAR A BOCA! – Eu grito e todos no quarto congelam feito estátuas, olhando para mim assustados.

– Assim é muito melhor, obrigada. – Digo passando os dedos pelos cabelos e esfregando os olhos. – Alguém pode, por favor, me dizer que horas são?

– 07:30h Vali. – Polly responde baixo.

– Ok. O Casamento será às 11h na capela da fazenda. Vocês estão fazendo um alvoroço muito grande. Vamos por partes. Eu vou tomar meu banho, assim vocês ficam à vontade para ajeitarem as coisas no quarto. Quando eu voltar eu quero todos calmos e felizes, entenderam?

Todos fazem que sim com as cabeças e eu vou para o banheiro. Cara, esse não é o melhor jeito de se acordar no dia de seu casamento. Olho para o espelho tentando colocar as ideias em ordem. Eu vou me casar hoje. Eu vou me casar hoje... Eu vou me casar em 04h! Pânico. Respiração rápida e curta. Oh Meu Deus! Oh Meu Deus! Sento no chão do banheiro, meio passando mal. Conto até dez. Não adianta. Meu estômago revira e corro para a privada. Vomito. Que merda! Sento no chão de novo. Eu preciso me acalmar. Eu preciso me acalmar. Eu preciso... A porta do banheiro abre. Pollyanna entra.

– Eu sabia que ia te encontrar assim. – Ela fecha a tampa da privada e me coloca sentada nela. – Abaixe a cabeça entre os joelhos. – Muda, eu faço tudo o que ela manda. Ela começa a encher a banheira e colocar umas coisas dentro. Acende velas com cheiro de camomila e lavanda. Sai do banheiro e volta com um remédio.

– Valentina, olhe para mim. – Ergo o olhar devagar. – Esse é um calmante natural bem fraquinho. Vai só ajudar a diminuir seus batimentos cardíacos e o pânico. Ou você se acalma, ou vai ser uma noiva de maquiagem derretida. – Obediente, eu abro a boca indicando que ela pode pingar o remédio e ela o faz. Tiro a roupa e entro na banheira. – Fique aí tranquila. Tome seu banho e depois fique só relaxando. Assim que tudo estiver pronto eu venho te chamar.

Agora mais calma – o remédio é bom mesmo – eu começo a repassar tudo o que aconteceu. Acho que todo mundo faz isso no dia do casamento. Eu deveria estar feliz e não em pânico. Poxa vida, eu vou me casar com o meu peão. Depois de tudo o que aconteceu, isso é tudo que eu sempre quis. Por que as mulheres tem que serem tontas a ponto de ficarem tão nervosas com algo como o dia do casamento? Só porque mil coisas no evento têm que darem certo? Por que a ansiedade te faz comer demais e agora é provável que o vestido não entre? Que seu cabelo está um bagaço e seu cabeleireiro não é milagreiro? Por que... Ou, merda. Eu não deveria ter tanto tempo para pensar. Saio da banheira, me enxugando e colocando um roupão. Escovo os dentes como se não houvesse amanhã. Enrolo o cabelo a La Carmem Miranda e entro no quarto. Quando Polly vai dizer alguma coisa eu retruco:

– Eu estava com tempo de sobra e comecei a pensar merdas. Vamos começar logo com tudo isso, por favor? – Sei que minha cara está igual ao do Gato de Botas, por que todos ficam com carinha de “oh, tadinha” e me sentam na cadeira. Relaxo e os deixo trabalharem. Fecho os olhos por um bom tempo e quando abro não posso deixar de rir. Minha linda amiga está sentada em minha cama, que vejo pelo espelho, com um pacote de Doritos e uma cerveja geladinha na mão. Nossos olhos se encontram e rimos.

– Eu estava nervosa Vali. Quer?

– Claro que eu quero!

A bebida e minha melhor amiga ajudam. Quando vejo, estamos prontas. Minha mãe entra no quarto e colocamos nossos vestidos e sapatos. Paro em frente ao espelho e quase não posso acreditar. Meu vestido é de uma verdadeira princesa. Um corpete divino, cravejado de joias. Meus seios estão lindos e minha cintura fininha. Abaixo, sai uma saia curtinha num material que parece tule. Rodada. Delicada. Todo o vestido é sutil. Lindo. Meu cabelo está preso num coque largo e alto. Em volta, está presa uma joia que parece uma coroa de fios e pedras entrelaçadas no mesmo desenho do corpete. Obra do meu amado Jaquie. Presente de casamento, segundo ele. Em meu pescoço, a minha aliança de noivado. Minha maquiagem está linda e rosada. Pareço mais jovem e ao mesmo tempo sexy. Minha mãe chega e eu quase não consigo respirar quando vejo o que tem nas mãos.

– Filha. A Polly me contou do vestido e do sapato que comprou. Quando ela disse que era um vestido curto, eu não me contive e mandei fazer. Você será definitivamente uma princesa country agora.

É um par de botas country brancas, com bico fino, saltos baixos e quase chega nos joelhos. Toda bordada e com pedras cravadas. Olho para Jaquie que veio com minha mãe e ele sorri. Isso tudo foi arte deles. As coloco e tenho vontade de chorar ao me olhar no espelho. É simplesmente perfeito. Mais perfeito do que sonhei um dia. Meu lindo buquê de flores amarelas completa. Está na hora. Minha mãe está divina, num vestido bege de couro com botas e chapéu. Minha dama de honra está inigualável. Seu vestido amarelo, de alcinhas simples, curto, com um volume na saia, botas marrons e o cabelo da lado, numa trança linda e despojada cheia de flores amarelas. Linda.

Uma batidinha na porta e a voz do meu pai indicam que está na hora. Quando saio e o vejo, congelo. Ele está lindo! Está com uma calça jeans country bem escura, camisa azul, cinto preto com fivela e terno preto. Botas azuis e pretas lindas e um imenso chapéu preto. Oh Meu Deus. Quando meus olhos encontram os seus, vejo que está chorando.

– Minha filha. Minha linda princesa.

– Pai. Não posso chorar!!! Vamos!.

Minha mãe e Polly seguem no meu carro, pois o casamento está montado há uma certa distância de casa, na linda capelinha da fazenda. Eu sento com meu pai numa linda charrete que, decorada, virou uma carruagem e está sendo puxada por Leão e Leoa. Eles estão lindos. Leão tem um trança maravilhosa em sua crina negra e está com uma espécie de colarinho como se fosse de terno. A minha Leoa está com várias trancinhas em sua crina com flores amarelas e polainas brancas. Uma linda princesa.

Quando chegamos à capela, mil aplausos invadem o local. Meu pai me ajuda a descer e apontamos no tapete vermelho. Olho para o altar e perco o fôlego. Meu lindo peão está traiado. Uma calça country clara, botas, cinto, fivela, uma camisa xadrez vermelha e um terno marrom de veludo. O meu tão amado chapéu hoje é grande e de palha. Meu rosto esquenta. Aquelas coxas... Aquela bunda. Ele percebe e sorri abertamente para mim. Faço o caminho até o altar mais calma e sorrindo a cada rosto querido que vejo. Meu pai me entrega a Marcos que beija minha bochecha e sussurra: — Minha menina, minha princesa.

O casamento se desenrola e logo chega a hora das alianças. Viramos para ver nosso casal de amigos amados entrarem e ganhamos uma linda surpresa que nos faz chorar. Minha perfeita dama de honra está ao lado de Miguel que também está traiado, mas com seu toque: calça jeans, bota, fivela, chapéu, camisa branca e um colete marrom que é cara dele! No colo de Polly vem uma criatura gordinha e sorridente com uma roupinha bem parecida com a de Miguel. As alianças estão em um cordão em seu pescoço. Quando chega no altar, Caio se entende para mim, que o pego no colo. Marcos pega as alianças e as colocamos com o gordinho conosco. O padre acha graça e ri, recebendo risinhos de volta. De alguma forma, agora tudo parece completo. Do jeito que tem que ser.

Depois da cerimônia, vamos para a festa que está montada em tendas ao ar livre. Tudo muito simples, com um grande churrasco. Estamos todos tão felizes que parece mentira. Pego um copo de cerveja e sinto braços em minha volta. Pela reação de meu corpo, eu sei muito bem quem é.

– Eu não sei onde arranjou esse vestido menina, mas eu quero te foder com ele de todos os jeitos. – Ele fala em meu ouvido e meu corpo esquenta.

– Você não deveria vir traiado para o casamento peão. Eu quase te agarrei no altar.

Ele sorri e me beija, me puxando para a pista de dança. O sertanejo e o country dominam o ambiente. Meus pais dançam felizes e até Dona Orlando está bonita e se divertindo muito.

Depois de várias horas, e muita dança, eu estou exausta.

– Peão, eu acho que podemos ir embora.

– Eu também princesa. Vamos para minha casa. Eu já falei com Dona Orlanda e...

– Na verdade não peão. Venha, vou chamar meu pai.

– Para onde vamos?

– Para o meu presente de casamento para nós.

Chamo meu pai que entende e sorri. Já vem com as chaves do meu carro e minha mãe com as do dele.

– O que vocês estão aprontando? – Pergunta minha mãe.

– Você vai ver. Siga a gente com o carro do papai.

Andamos alguns minutos até chegarmos à entrada. Meu pai, quando comprou a fazenda, sabia que ela tinha uma parte arrendada anteriormente, toda montada como outra propriedade. Ele a arrumou e deixou para mim. Eu não havia pensado que um dia iria realmente a querer, mas quando marcamos o casamento logo quis conhecer direito o local. Com a ajuda do meu pai, neste mês nós a reformamos, decoramos, arrumamos o pomar e as cocheiras. É menor que a do meu pai, mas está linda. Tem 05 quartos, que dá para Dona Orlanda morar conosco com o pequeno Caio.

– O que é isso Valentina? Você comprou um sítio? – O tom de Marcos não é muito amigável.

– Não. Isso já era meu. Meu pai havia me dado. Somente arrumamos tudo. Achei que você gostaria de um lugar nosso, para nossa família. E quando digo isso, incluo Orlanda e Caio.

O rosto dele parece um misto de emoção e dúvida. Quando paramos o carro, ele desce olhando em volta. Meus pais nos deixam sozinhos e voltam para a festa. Pego o peão pela mão e o levo dentro da casa.

– Eu não sei por que está bravo. Sei que tem tanto dinheiro quanto eu e nunca pensei em te humilhar. Apenas queria um lugar nosso e perto de casa e do seu trabalho.

Ele continua a não dizer nada. Caminha pela casa. Então para em frente a uma porta e seu rosto muda. Ele entra. É o quarto que fiz para Caio. Está lindo, todo decorado com mil cavalinhos.

Chego na porta e o vejo acariciando o berço.

– Marcos. Vamos embora.

Viro as costas e começo a caminhar, mas ele corre e me agarra, jogando-nos no chão e me beijando.

– Você é a mulher mais impulsiva, louca, surpreendente e linda que eu já conheci. E eu amo cada pedacinho dessa sua mente maluca.

– Graças a Deus! – Eu solto, com um suspiro de alívio. – Achei que estava bravo comigo.

– Eu ficaria se você tivesse sido louca e comprado o lugar. Mas já era seu. E fiquei muito emocionado em ver você pensando nas pessoas às quais estou apegado.

Eu saio debaixo dele e o levando pela mão até o nosso quarto que é lindo. Todo rústico, em madeira. Lembrando muito o meu que meu pai decorou na fazenda.

– Meu amor, agora nós somos uma família. Eu, você, o Caio e a Dona Orlanda. É assim que é. Ele é meu filho também. Eu o quero como um. Eu amo você e ele mais que tudo nesse mundo, e pensei neste lugar para podermos começar nossa história.

– Eu não sei o que fiz de tão bom nessa vida para merecer você Valentina. Eu realmente não sei.

Eu o empurro na cama, subindo sobre ele e desfazendo seu cinto. Puxo sua calça e cueca, fazendo surgir seu lindo, imenso e delicioso pau que me traz água à boca. Ele me olha com safadeza e desejo. Eu tiro minha calcinha e sussurro para ele: — Antes de tirar esse vestido, você terá que cumprir a promessa que me fez. Ele sorri, me agarra e vira na cama, ficando por cima. Enfia dois dedos em mim, massageando meu ponto G e me fazendo estremecer.

– Com todo prazer minha princesa. – Ele me beija, e judia de minha boceta, me levando ao delírio e até o primeiro orgasmo. Ele tira os dedos. – Esse foi só o primeiro. Eu quero ver você desfalecer.

Ele tira meu seios do corpete e começa novamente uma tortura. Quando não estou aguentando, instintivamente tento sair e ele grunhe.

Ele levanta e tira o lençol da cama. Antes que eu perceba, estou tendo os pulsos amarrado à cabeceira da cama. Olho para ele assustada e ele está com cara de cretino. Sem vergonha. Ele desce e com um outro pano que não faço a menor ideia de onde pegou, amarra meus tornozelos em cada lado do dossel da cama, me deixando de pernas abertas. De alguma forma, isso me excita ainda mais.

Ele volta para os meus seios voltando os ataques enquanto eu grito e choramingo até cair em outro orgasmo. Filho da mãe. Devagar, ele desce até o meio de minhas pernas, sumindo sob a saia do meu vestido. Então ele ataca. Sua língua dura judia do meu centro e eu estou ficando louca. Logo eu gozo novamente e cada vez mais forte. Dessa vez, ele não para o ataque, prolongando a sensação, enfiando dois dedos novamente em mim e aumentando a intensidade da tortura. A esta altura, já estou de olhos fechados, entorpecida pelo prazer. Gozo de novo. E de novo. E quando acho que vou perder os sentidos ele para. Abro os olhos devagar e o vejo tirando a roupa. Aqueles pelos negros em seu peito, agora suado. Ele desamarra meus pés e retira minhas botas. Sobe, virando-me de costas e desamarrando meu corpete. Tira meu vestido. Tira minha coroa e solta meu cabelo. A sensação é maravilhosa. De liberdade. Totalmente nua.

– Agora, minha princesa, você vai perder os sentidos e vamos dormir nossa primeira noite em casa.

Enquanto fala, ele entra em mim devagar e eu estremeço. Estou tão sensível que quase gozo. Ele beija todo o meu rosto enquanto investe em estocadas fortes e contínuas. Meu corpo está queimando e o prazer é absoluto. Ele lambe meus mamilos e os mordisca. Gozo forte, cravando minhas unhas nele. Ele sai de mim rápido e me vira de quatro, se enfiando de novo. Estou mole, embebida por sensações. Sinto ele penetrar meu traseiro com o dedo, usando meu gozo como lubrificante. Me abrindo. Acrescentando dedos e mais dedos. Circulando. É bom. É muito bom. Ele tira os dedos e começa e penetrar seu pau, ao mesmo tempo e ataca meu clitóris com os dedos. Eu urro. Ele grita de prazer. Em pouco tempo gozamos e gozamos e eu caio na cama. Apago.