Debaixo Do Pôr Do Sol
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Acordo devagar. Meu corpo todo dói. Olho para o lado e vejo que estou sozinha na cama. Vou ao banheiro. Meu rosto está horroroso. Faço uma careta para o espelho e escovo os dentes. Hum, a pasta tem um certo gosto de canela. Lavo o rosto e vou para a cozinha. O ar fica preso por um segundo em meu peito. Miguel está debruçado na ilha da cozinha, mexendo em seu tablet, com um curto short de tactel azul marinho. Coisa de avô, eu sei, mas a bunda e as coxas dele estão todinhas marcadas. Óh céus.
Ele vira o rosto devagar, sorrindo para me ver.
– Bom dia Vali. Está melhor?
– Estou. Dolorida só. Parece que lutei kickboxing a noite toda. – Vou devagar até a ilha e sirvo um gole de café.
– Você se bateu muito essa noite. É natural estar dolorida. Eu to todo roxo! – Seu rosto está todo divertido enquanto aponta uma marca em seu braço.
Sinto o sangue fugir do meu rosto e paro a xícara de café no meio do caminho para a boca, congelada. Coloco uma mão sobre a boca. Ai que vergonha!
– Oh meu Deus, Miguel, me perdoe! – Dou a volta na ilha, ficando de frente para ele. Ele tem uns três roxos nos braços.
– Não fique assim gatinha. Você teve outros pesadelos e eu te segurei para não se machucar. – Ele passa a mão no meu rosto, com ar preocupado.
Dou alguns passos para trás, saindo de perto.
– Eu vou para casa. Preciso descansar e pensar. Mil perdões por toda essa bagunça Miguel.
– Ei. – Ele corre em minha direção, puxando-me em seus braços. – Não foi nada demais. Estarei aqui quando precisar. Deixarei o porteiro avisado a seu respeito e se precisar voltar para cá, volte. Eu sempre deixo uma chave reserva no hidrante no corredor. – Ele beija minha testa e se afasta.
Pego minha calça jeans e tênis e coloco. Fico com a camiseta dele.
– Obrigada Miguel. – Digo, fechando a porta atrás de mim.
Pego um táxi até a empresa, pego meu carro e vou para casa. Já é quase hora do almoço quando chego.
– Filha, onde você estava? Estávamos preocupados contigo. – Minha mão vem até mim e beija minha bochecha.
– Mãe, eu só precisava de um tempo. Eu estou bem.
Meu pai vem até mim e me abraça. Não fala nada, mas seu olhar passa todo o entendimento que preciso.
Vou para o meu quarto. Tem tantas lembranças de Marcos aqui. Tudo o que fizemos. Todo aquele sexo quente. Preciso sair. Troco de roupa, coloco uma bota e vou para a cocheira.
– Oi, minha linda. – Leoa vem até mim e olha com preocupação também (pelo menos é o que parece). – Vamos dar uma volta? – Ela relincha em aprovação.
Arrumo a cela, arreio e monto nela, disparando pelas colinas. Oh, é tão bom. Deito com o peito em suas costas e abraço seu pescoço fechando os olhos. Ela diminui, entendendo minha necessidade de relaxar. Começamos a apenas passear. Levemente.
Escuto barulho de água e abro os olhos, vendo que ela me levou até o riacho. Sorrio para ela e desço. Ela deita ao meu lado e eu deito a usando de apoio. Acordo com meu corpo todo em alerta. Tenho medo de abrir os olhos. Eu sei a quem meu corpo reage assim e não quero vê-lo. Logo escuto o marchar pesado de Leão perto e sinto Leoa incomodada. Merda. Afago seu pescoço e ela reclama pra mim.
– Eu sei meu amor, eu também não gosto deles. Vamos continuar nosso descanso.
Ela se acalma e os ignoramos. Não adianta. Escuto o bufar de Leão bem perto, e botas batendo no chão. Segundos depois estou sendo puxada e escarranchada em cima de imensas coxas. Ainda assim não abro os olhos, só grunho em frustração. Sinto minhas costas baterem conta um tronco.
– Olhe pra mim Valentina. Ocê para com essa besteira e olha pra mim! – Sua voz foi um grunhido, com todo o sotaque caipira aparecendo e me deixando completamente molhada.
Abro os olhos e meu coração aperta. Essa barba rasa, esses olhos quentes, essa boca carnuda entreaberta, esse chapéu fazendo sombra. Não resisto. Jogo o chapéu dele, agarrando seu cabelo na nuca e puxando para um beijo urgente. Cheio de necessidade. Perco completamente a sanidade. Rebolo em seu colo sentindo sua ereção contra minha boceta. Suas mãos enormes agarram minha bunda. Não há delicadeza. Há fogo. Só fogo. Em um minuto de consciência eu o empurro, derrubando-o de bunda no chão e corro para Leoa, que me entende e corre para mim. Monto correndo nela e vou embora, deixando um peão excitado e muito bravo para trás, gritando coisas que não entendo. Deixo ela da cocheira e corro para casa, trancando-me no quarto. Tranco a varanda e me jogo no chão. Meu Deus, como vou controlar isso tudo assim? Com ele morando na minha propriedade? E se a Janaína nos visse? Isso está errado, muito errado. Pego as chaves do carro e vou até a casa de Pollyanna. Chego e vejo as luzes acesas. Graças a Deus ela está em casa.
– O que tá acontecendo Vali? – Ela diz, ao ver minha cara na porta. Entro e me jogo no sofá.
– Coisas demais Polly. Coisas demais. – Falo, passando a mão no cabelo, desesperada.
Ela vai até a cozinha e pega cervejas geladas e um pacote de salgadinho.
– Agora desembucha.
Conto tudo o que aconteceu e ela somente escuta. Pensa por alguns segundos antes de dar sua opinião.
– Bem, eu acho que você está certa em se afastar por agora. Esse fogo de vocês vai acabar os prejudicando. Converse com seus pais e venha morar comigo. Eu tenho um quarto sobrando e sempre quis que você ficasse aqui.
– Nem sei o que dizer, Polly. Eu realmente vou aceitar sua oferta. Não sei como as coisas ficarão.
– Mas vamos ser práticas: e se esse filho não for dele?
– Ele jura que é.
– Que merda. Convença ele a fazer um DNA. Nem que seja quando a criança nascer.
– Não vou falar com ele! Ele tem que se resolver sozinho Polly!
– Valentina, vocês se amam. Não dificulte as coisas. Você terá que conversar com ele novamente. Esse tal Miguel está te encantando e pode até ser que vire alguma coisa. Mas ele não tem seu coração. Não se engane.
– Eu sei disso, e neste momento não quero me envolver com ninguém. Estou confusa demais. Mas não quero me afastar dele também.
– Isso vai dar merda Vali. Se o Miguel for esse gostoso que você diz, isso vai dar merda.
– Eu sei. Eu sei.
Vou para casa, onde converso com meus pais. Explico tudo e eles entendem. Faço as malas e levo para a casa de Polly. Deixar a fazenda é mais dolorido do que imaginei. Arrumo minhas coisas conversando e rindo. Decidimos ir para uma balada, quando meu celular toca. Atendo sem olhar, pois não é o toque do peão.
– Alô.
– Oi gatinha. – A voz mansa de Miguel enche a linha.
– Oi moreno. Tudo bem?
– Ual, onde está e com quem? Sua voz chega a estar animada!
– Estou na casa de uma amiga. Vou morar aqui por um tempo.
– Hum, entendi. Isso explica você estar relaxada. Só queria saber se está melhor. Meu quarto de hóspedes e minhas samba canções ainda estão à disposição.
– Ei sei, obrigada mais uma vez.
– Não há de que. Tchau. Tenha uma linda noite.
– Você também.
Desligo e vejo Polly apoiada na porta com cara de travessa.
– Hum, essa conversinha foi mimimi demais para um amigo.
– Pode parar Polly. Vamos nos arrumar e cair na balada que to precisando muito!
– Sei, sei. Eu ouvi ele mencionar cuecas nessa ligação ou me enganei? – Ela sorria malandramente.
– Não foi cueca, foi samba canção! Afff!
Por volta das 22h estamos prontas para a guerra. A Polly com um vestidinho marrom e sapatos champanhe lindos. A minha revolta não permitiu uma roupa muito menininha, então estou com um shorts de couro larguinho e curtinho, uma camiseta branca que cai no ombro e botas de couro que vão até acima do joelho com saltos imensos. O cabelo todo jogado e uma maquiagem escura e sexy.
Chegamos a um pub badalado e lotado. Paramos no bar e peço meu querido uísque Jack Daniel’s. Desce queimando a garganta e esquentando meu corpo. A Polly pede uma cerveja.
– Não sei como você bebe isso como se fosse água Vali.
– Não há nada melhor que uísque no mundo. Aliás, estou mentindo, há duas coisas melhores: andar a cavalo e sexo!
– Então você é uma garota de uísque gatinha. – A voz quente de Miguel soa nos meus ouvidos e não posso deixar de sorrir. Pollyanna está com os olhos semicerrados para ele. Eu a conheço. Ela o achou quente.
– Eu sou querido. Então, meu lindo chefe é baladeiro? – Digo virando de lado, olhando seu rosto enquanto apoio os cotovelos no balcão.
– Sim, meu bem, eu sou. E muito. Essa é sua amiga? — Ele aponta para Polly. Ela mesma estende a mão e se identifica.
– Pollyanna, prazer.
– Olá. – Ele retribui o aperto de mão. – Vamos para o camarote comigo e alguns amigos.
Olho Polly que já está indo em direção a ele. Ah, droga. Subimos e nos sentamos em sua mesa. Ele está com mais dois caras tão quentes quanto ele. Um Identifica-se como Leandro. Negro chocolate, forte e encantador do jeito que só a raça sabe ser. Pollyanna se derrete. O outro é Mauro. Loiro, olhos azuis gentis. Uma simpatia.
– Ei, menina. – Diz Mauro. – Você curte bebidas fortes ãhn. Eu não aguento uma balada toda com isso aí.
– Uísque esquenta a alma. – Digo.
– Não tanto quanto sexo. – Diz Miguel, e seus olhos verdes estão escuros. Sinto minha espinha arrepiar.
– Realmente, não tanto quanto sexo. Mas faz um bom trabalho também. – Respondo, erguendo o copo para ele.
Ele apenas sorri. Olho para o lado e Polly está bem perto de agarrar o negão lindo que é Leandro. Sorrio por ela.
– Vou dançar. – Aviso aos meninos.
Desço para a pista, onde outros conhecidos já estão. Solto meu corpo e relaxo minha mente. Quando olho para cima, Miguel está debruçado no parapeito olhando para mim. Seu rosto é pura excitação. Não consigo desviar o olhar. Instintivamente danço para ele. No meio da dança sinto meu celular tocar. Olho e vejo que é o peão. Desligo e vou para o bar. Pego outro uísque. Meu celular toca de novo. E de novo. Na quarta vez atendo.
– O que? – Minha voz é irritada.
– Se você disser que estava dançando desse jeito para aquele latino lá em cima, alguém vai sair sem os dentes desse clube.
Congelo. Ele está aqui? Onde? Olho para os lados, sem encontrar nada.
– Onde você está? – Pergunto e minha voz é séria.
– Muito perto. – Sua voz é arrastada. Minha calcinha já está em sopa.
– Marcos, não brinque. Onde está a Janaína?
– Ela foi para a casa da mãe. Não está muito bem e precisa de cuidados.
– Você deveria estar com ela.
– Bem, é a vida minha menina. Resolvo aproveitar a folga para relaxar e olha o que encontro: uma menina valente, com botas que tiram a respiração de um homem, shortinho que faz meu pau estar mais duro que aço, e um rosto com maquiagem sombria que traz um outro lado da minha menina.
Olho para o lado e meu corpo todo amolece com a visão. Ele não está nada peão. Está fino e sexy. Seu rosto com a barba perfeitamente feita, deixando o queixo quadrado à mostra. O cabelo negro bem penteado de lado. Uma camisa branca marcando seu corpo, com a parte da frente enfiada na calça jeans justa. Seu sorriso é malandro e divertido. Ele para a poucos centímetros de mim, com as mãos nos bolsos.
– Não olhe para mim assim Valentina. Você sabe minha reação. – Sua voz está grossa e sei que é desejo.
– Não deveria estar aqui. – É só o que consigo dizer sem agarrá-lo.
Ele me olha de cima a baixo.
– Ah, eu deveria sim. Tem ideia de como está sexy? – Ele fala, com a cabeça de lado.
– Eu vou voltar para minha mesa. – Viro meu copo de uísque e vou sair quando ele segura meu quadril.
– Não sabia que era assim com um bom uísque. Eu realmente te conheço muito pouco. – Ele abaixa o rosto e morde meu pescoço. – Eu poderia começar a resolver isso agora.
Eu tento não derreter, mas é tão difícil. Acabo grunhindo de excitação e raiva e sinto seu sorriso em minha clavícula.
– Marcos, você está sendo insano. Pare com isso.
– Você me deixa insano com essas botas Valentina. – Ele passa as mãos pelas minhas costelas, roçando os dedões embaixo dos meus seios. Oh Deus.
– Quem é o cara com quem está menina? Hum? – Ele fala em quanto mordisca meu queixo.
– Não te interessa Marcos. – Minha voz é só um sussurro.
Ele ergue a mão e toca o vão dos meus seios até chegar à corrente em meu pescoço.
– Você é minha Valentina. Minha. E você sabe disso.
– Eu sei. – Ergo a mão e puxo a corrente que está em seu pescoço. – E você é meu peão. Mas isso não muda nossa situação.
Dou alguns passos para trás e sinto pequenas mãos em minhas costas.
– Está tudo bem? – É a voz de Pollyanna em meu ouvido.
– Não, Polly. Eu vou para casa. – Marcos está com o olhar divertido ainda para mim.
– Eu levo você Vali. – Ela diz, me virando de frente para ela.
– Não, fique. Eu vi você com aquele negão quente. Aproveite amiga.
Eu a abraço e vou em direção aos caixas. Mostro minha comanda para a moça. Meu corpo reage novamente e tenho vontade de xingar alguém. A moça ergue o olhar e sorri para alguém atrás de mim e sei perfeitamente quem é.
– Ei, cowboy! Estava sumido hein! – A moça fala para ele com um largo sorriso no rosto.
Ele para ao meu lado, e segura meu quadril possessivamente.
– Eu estava namorando Nati. Queria tê-la trazido aqui, mas levei um pé na bunda.
Olho para ele indignada. Eu dei um pé na bunda? E a porra da ex dele com um bacuri na barriga?! Sinto meu rosto quente de raiva.
Volto meu olhar para a tal Nati.
– Minha querida, depois você cumprimenta seu amigão aqui. Por favor, veja quanto é minha conta para eu poder ir embora, ok. – Sorrio falsamente para ela, que entende o recado.
– Nati, deixe isso para mim. – Diz Marcos puxando-me com ele.
– Ok, cowboy. Como sempre. – Ela sorri para mim como um pedido de desculpas em quanto Marcos me arrasta para a saída. Um cheiro delicioso de perfume caro sai dele.
Ele me agarra pela cintura, me tirando do chão. Leva-me até a caminhonete dele e praticamente me joga dentro. Pouco menos de dois minutos e estamos em movimento.
– Então o peão é conhecido em baladas também. – Pergunto, com tom irônico.
– Você achou que eu fosse só um caipira ãhn? Eu fui universitário menina. Promovia festas.
Hum, mais uma que não conhecia dele.
– Onde estamos indo?
– Espere. Você vai ver.
Chegamos a um lindo hotel. Ele desce da caminhonete e dá a volta para me ajudar a descer. Entramos e ele fala com simpatia e conhecimento com a recepcionista. Esse cara tem mil faces. Subimos para uma suíte moderna e aconchegante. Antes mesmo de eu questioná-lo ele me agarra e me joga contra a parede, erguendo minhas pernas em volta de seu quadril. Sua boca cai sobre a minha num beijo devastador. Senti tanta falta. Minhas mãos puxam a camisa dele pela cabeça deixando seu peito a mostra. Corro a mão pelos seus pelos e sinto seu mamilo duro. Aperto e ele arfa.
– Você é terrível Valentina. Terrível. — Ele vai até uma grande poltrona e senta comigo em seu colo. Tira minha blusa e meu sutiã bem rápido. Sinto uma lambida quente em todo meu seio e mamilo. Jogo o pescoço para trás, agarrando seu bíceps. Com a outra mão, ele judia do outro mamilo e sinto meu orgasmo começar a se formar. Ele também sente e sorri.
– Em pé Valentina. – Ele dá a ordem eu levanto, parando no meio de suas pernas. – Vire de costas para mim. – Eu obedeço, com o corpo tremendo. – Tire o short o descendo até os tornozelos. – Eu sorrio e desço o short de couro devagar, empinando o traseiro para ele, enquanto ouço gemidos masculinos e sexies. Olho para ele com olhar travesso e começo a subir de volta. Ele me puxa, enfiando o rosto no meu traseiro e lambendo meu cú. Enfio a mão na calcinha e aperto meu clitóris. Estou tão dolorida que quase gozo. Ele tira minha calcinha e me vira de frente.
– Vá até a parede atrás de você e encoste. – Eu vou, e assim que encosto abro as pernas para ele. Estou só com as botas e me sentindo totalmente sensual. Ele abre a calça jeans, puxando a ereção e se masturbando. Ando devagar até ele como uma gata no cio. Ajoelho no meio de suas pernas e tomo seu imenso pau na boca, passando os dentes pela cabeça.
– Oh Deus, Valentina. – Ele tranca o maxilar em puro prazer, enfiando os dedos em meu cabelo. Eu começo a chupá-lo com vontade, sentindo ele tremer embaixo. Ergo seu pau e chupo as bolas inchadas, fazendo-o arfar. – Você é terrível menina, terrível. – Volto para o seu pau, sentindo que ele está prestes a gozar. Coloco as mãos para trás, deixando livre para ele meter em minha boca. Com um “caralho” saindo de sua boca, ele entende o recado e mete. Desço uma mão entre as pernas e me masturbo. Já estou tão inchada que logo estou gozando e ele também. Sento em meus saltos e limpo a boca. Ele me olha com adoração e luxúria. Levanta e me leva até a cama, tirando o resto de suas roupas no caminho. Ameaça me chupar, mas puxo seu rosto para mim.
– Não peão. To excitada demais. Preciso de você dentro de mim agora.
Sem esperar ele se enfia todo na minha boceta e eu arquejo. Ele segura minha cabeça com uma das mãos, os dedos emaranhados em meu cabelo, enquanto a outra mão puxa meus mamilos.
– Está sentindo Valentina? Está sentindo o que você faz comigo? Ãhn? – Sua voz é grossa e sai entre os dentre trincados. – Você é minha. Minha. Não duvide disso. Eu arrebento aquela porra daquele latino.
Com raiva ele mete mais forte e eu estou quase explodindo. Puxo o cabelo dele com força para trás, fazendo ele me olhar nos olhos.
– Olha pra mim peão, seu bastardo! Tudo isso é culpa sua, sua. Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.- E assim eu gozo gritando, tremendo, arranhando, mordendo o ombro dele. Descontando toda a frustração. Todo o medo. Selvagem. Ele também goza agarrado ao meu cabelo e meu quadril, onde sei que ganharei uma imensa marca roxa amanhã.
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