– Acho que agora é o momento certo para você ficar sabendo de algumas coisas. – Disse Near ao telefone. – Você sabe o que é um Shinigami?
Oliver ficou pensando por alguns segundos tentando lembrar onde ouvira aquela palavra- São Deuses da morte, certo? – Disse ele.
– Sim, como você deve saber, eles são responsáveis pela morte das pessoas. Todos eles possuem um tipo de caderno, chamados de “Death Note”, qualquer pessoa que tiver seu nome escrito nele, irá morrer. Ele possui várias regras, mas não é necessário que falemos sobre isso agora. O fato é que alguns desses shinigamis deixaram os seus cadernos caírem aqui na Terra.
– Você realmente acredita nisso?
– Eu entendo o fato de você não acreditar, eu também não acreditaria se estivesse no seu lugar, mas eu só acredito porque eu vi. – Oliver ainda não tinha sido convencido mas deixou que Near continuasse — Quando um humano encontra o caderno, este passa a possui-lo e o Shinigami é forçado a segui-lo até a morte.
– E o que isso tem a ver com a Misa?
– Você disse-me que ela descobriu como você se chama, mesmo sem você ter mencionado o seu nome em momento nenhum. Há um acordo que humanos podem fazer com os shinigamis, onde eles podem ver o nome e tempo de vida de cada um, apenas com um olhar. Provavelmente foi assim que Misa descobriu o seu nome.
Oliver continuou sem acreditar mas decidiu continuar com aquilo — Como eu faço para saber se ela tem um shinigami ou não?
– Os shinigamis só podem ser vistos pelos portadores ou por qualquer outra pessoa que toque o caderno, ou um fragmento dele. Ou seja, se você quiser ver o Shinigami, terá que tocar o caderno.
– Mas existe outra possibilidade, Misa conhece Katashi Hideki, e como sabemos ele é um suspeito. Eles tiveram conversa que eu não pude escutar. Talvez Hideki tenha revelado o meu nome a ela, isso faria dele um portador, certo?
Near concordou. — Oliver, uma pergunta, você está tentando protege-la?
– De forma nenhuma, até porque eu gosto dos dois, mas devo admitir que isso foi suspeito.
– Agora temos que pensar no que fazer. Aguarde ordens, boa noite Oliver– Near se despede e desliga o telefone.
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No dia seguinte, Near vai até o escritório da força-tarefa para conversar mais detalhadamente com Oliver.
Ele abre a porta e é recebido por Matsuda com uma sobrancelha arqueada.
– O que está fazendo aqui tão cedo? — Perguntou Matsuda.
– Tenho assuntos para lidar com Owen. – Disse ele.
– Ele está se arrumando para ir a escola, mas se você quiser pode ir.
Ele então sobe as escadas e bate na porta, segundos depois Oliver abre.
– Vim lhe trazer algo. – Disse Near.
– O que? – Perguntou o outro. Near tira um caderno de uma pasta, e o entrega. – O que significa isso?
– É a réplica de um Death Note, não é original, então não vá escrevendo os nomes dos seus colegas de classe.- Disse Near fazendo o outro rir fraco.
– E o que pretende que eu faça?
– Eu quero que você fique com ele, carregue-o para onde você for. Caso você ache um igual, faça uma troca e não comente nada com ninguém, só comigo é claro.
Oliver guarda o caderno na bolsa. – A Misa está atrasada de novo. – Diz ele revirando os olhos.
De repente a porta abre e Misa entra, fazendo os olhares de ambos voltarem para ela.
– Estou interrompendo alguma coisa? – Perguntou ela.
– Não, eu já estava de saída Misa, lembra de mim? – Disse Near sorridente, o que é raro, Near sorrindo.
– Eu lembro de ter visto você no enterro de Aizawa. – Responde ela.
– Você lembra meu nome? – Perguntou ele.
– Near, certo?
Não era a resposta que ele esperava. — Certo. De qualquer forma, estou de saída. Até mais Oliver. – Ele dá um sorriso para Misa e sai.
– Vamos? – Disse Misa para Oliver.
Ele pega a mochila e sai acompanhando-a.
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– Eu vou a casa da Sayu agora, a data do nosso casamento está se aproximando, vocês vão ficar bem sem mim não é? – Perguntou Matsuda aos outros dois.
– Claro, pode ir. – Respondeu Mogi.
– Lembrando que eu estou deixando vocês aqui sozinhos para trabalharem. — Enfatizou essa palavra. — não para se divertirem.
– Nós trabalhamos, e você se diverte? É isso?
– Claro, eu sou o chefe aqui. Volto em algumas horas. – Matsuda dá um tapa no ombro de Mogi, e sai fechando a porta.
– E nós? Quando vamos no casar? – Perguntou Mogi.
Arisu segura uma risada. – Não tenho para planos isso, idiota. – Respondeu ela.
– Você não quer se casar comigo, é isso? Você quer se casar com outro?
Ela revira os olhos. – Pronto, começou, eu simplesmente não quero me casar com ninguém.
– E o que você quer da sua vida então? Você quer apenas me usar? Quer apenas se divertir comigo?
– Você está agindo como uma mulherzinha, eu quero ter um futuro profissional decente, e você deveria se orgulhar disso.
– Eu me orgulho, mas eu amo você e quero ficar com você pro resto da vida, por isso seria digno se nos casássemos. – Ele então a puxa e dá-lhe um beijo.
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Matsuda chega a casa de Sayu, e bate na porta. Ela então abre e sorri ao perceber que era seu noivo. Eles se cumprimentam com um beijo.
– Entre. – Diz ela sorrindo.
– Amor como vão os preparativos para o casamento? Já é mês que vem, estou ansioso.
– Está quase tudo pronto, o local já foi decidido, eles serão responsáveis pela comida e ornamentação, que eu já escolhi, minha roupa também está pronta. Mal posso acreditar que em um mês estaremos morando juntos.
– Nem eu, eu também já escolhi minha roupa, o Mogi e a Arisu estavam falando sobre roupas por um tempo, o que estava me irritando, e é estranho ver eles discutindo esses assunto, afinal, é a Arisu, não é? Quanto a Misa ela já decidiu quem será o seu acompanhante? Quer dizer, ela foi convidada, não foi?
– Sim, ela com certeza irá, o que me deixa muito feliz, ela me disse que vai acompanhada de um primo dela.
– Entendo, a Misa ainda não superou a mor.. digo o desaparecimento do Light não foi ?
– Sim, ela ficou muito triste, quem não ficou?- Sayu abaixou a cabeça, e depois levantou-a alguns segundos depois. — Mas mesmo assim ela conseguiu ser forte e superar tudo. De um tempo pra cá ela não tem mais andado com aquela expressão triste. Ela parece estar mais forte, como se algo a confortasse, entende?
– Entendo, acho que a Misa cresceu afinal. Querida eu preciso voltar para o QG, não gosto da ideia de deixar aqueles dois sozinhos por muito tempo , e precisamos investigar alguns casos, vim aqui só para saber como você estava e se estava precisando de alguma coisa para o nosso casamento, você entende não é?
– Tudo bem, pode ir, eu entendo, vá salvar o mundo. — Ela o beija rapidamente. — Ou apenas a nossa cidade. — Ela acrescenta rindo. Eles se despedem e Matsuda segue ao Q.G.

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As horas passam, e as aulas já acabam para Oliver, agora ele estava no pátio a espera de Misa. Estava sentado em um dos bancos com o olhar distante, estava perdido em seus pensamentos. De repente, é interrompido pela chegada de sua “babá”.
– Vamos? – Disse ela animadamente.
– Chegou cedo dessa vez. – Disse ele.
Ela revira os olhos. — A propósito. Você não irá ao Q.G hoje, a força-tarefa foi chamada pra resolver algumas coisas juntamente com a polícia japonesa. – Disse Misa. – Eu trouxe algumas roupas suas, você vai dormir no meu apartamento hoje.
– Tudo bem. – Ele pega sua mochila, e a segue até o carro.
Depois de alguns minutos , ele chegam a casa de Misa. O
– Acho que você nunca veio aqui não é? Então vou lhe mostrar onde ficam os cômodos, espero que se sinta em casa.
Misa apresenta a casa a Oliver, ele toma banho e senta-se no sofá em que ela estava sentada. Misa pensava no fato de que ainda não havia falado com Moriko desde que havia chegado. O silêncio predominava o cômodo e Oliver decidiu quebra-lo.
– Misa você acredita em Shinigamis? – Perguntou ele com indiferença no olhar.
– Acredito, afinal alguém tem que levar nossa alma quando morrermos, não é?
– Você tem uma maneira estranha de pensa , eu não acredito nisso. Sabe, eu sou do tipo de pessoa que só acredito nas coisas quando são comprovadas, e eu nunca vi um Shinigami, então não acredito neles , acho que a morte acontece por motivos que a própria vida trás consigo e não porque existe um deus responsável por ela .
– É um bom ponto de vista. Mas talvez, você não veja coisas assim porque você não quer, talvez tenha algo bem na sua frente, pedindo para que seja visto por você. — Enquanto falava isso ela aponta para frente dele, onde estava Moriko. — Mas você não vê porque não quer. Pense nisso.
– Sabe misa mesmo se isso existir, não sei se quero ver, deve ser algo bem assustador. Não é da minha natureza ser ignorante em nada, mas há certas coisas as quais eu prefiro fechar os olhos a vê-las.
– Eu entendo. — Misa lembra-se que o Hora da Justiça iria começar em alguns minutos, e que ela tinha que ver. — Ei, por que não assistimos TV? — Ela pega o controle rapidamente e liga a TV que já estava na TV Sakura.
– Você também assiste a TV Sakura ? O pessoal lá do QG sempre liga a TV nesse horário , deve ser por causa do Hora da Justiça . O que você acha desse programa Misa?
– Eu também sempre assisto esse programa, eu me divirto bastante. Eu apoio totalmente a justiça de Kira, afinal ele matou os assassinos dos meus pais anos atrás. E você o que acha de Kira?
– Não sou a favor, nem contra, talvez ele pense que os fins justificam os meios, em sua mente essa é a justiça e não se pode interferir nos pensamentos das pessoas.
Então, surge a abertura do tão esperado programa, fazendo eles direcionarem toda a atenção ao Televisor a frente deles. A figura gentil de Mari surge na tela. "Boa noite, antes de iniciar o programa de hoje, queria mostrar um recado deixado para vocês pelo próprio Kira". A letra “K” surge na tela.
– Olá queridos seguidores, primeiramente gostaria de desejar meus sentimentos a toda equipe da TV Sakura, realmente sinto muito a perda de mais um dos Demegawa. Como vocês já devem suspeitar, existe mais de um Kira, enquanto eu prezo pela justiça, existe alguém desprezível matando crianças e pessoas inocentes , e isso com certeza não é a minha vontade . Espero que saibam que eu jamais desejaria a morte dessas pessoas e que saibam diferenciar-me desse maniaco que não tem nenhum senso do que é certo ou errado, isso é tudo que tenho a dizer por hoje, desejo a todos uma boa noite e lembrem-se eu sempre farei o melhor para o meu povo, agindo para que a justiça realmente seja feita.
O foco volta para Mari. "Fico feliz em saber que o nosso Kira não nos abandonou. Mas vamos continuar com o programa habitual. Eis os nomes dos criminosos de hoje." Ela divulga a lista, em seguida mostra as pessoas que morreram previamente. E o programa é encerrado.
– Estou ficando com sono. – Diz Oliver.
– Sabe onde fica seu quarto não é? – Diz ela gentilmente.
– Sim, estou indo.
– Eu também vou dormir em alguns minutos só tenho que fazer algumas coisas. Boa noite.
– Boa noite Misa.
Ele vai ao seu quarto e começa a dormir.
De repente, ele abre os olhos bruscamente ao sentir um vulto passar por toda a extensão do quarto, sentiu um calafrio. Ele se move um pouco para sair da cama, e põe os pés no aconchegante carpete do quarto. Ele percebe um caderno em cima de uma escrivaninha. Será possível? Será que eu o encontrei? Se perguntava ele. Ele então aproximou-se do caderno, e aos poucos aproxima suas mãos dele, quanto mais perto ele chegava de toca-lo mais pesada ficava sua respiração, quando de repente.
– O que você está fazendo?! – Misa diz em um tom bravo, fazendo-o virar para trás. – Por que Oliver? Por que tinha que bisbilhotar? – Ela começou a gritar quase chorando. – Agora eu terei que mata-lo. — Ele a olha confuso. – Eu não queria que as coisas acabassem assim. – Ela revela que estava segurando uma faca fazendo-o arregalar os olhos. – Sinto muito! – Ela então avança bruscamente sobre ele e de repente tudo apaga, ele não vê mais nada.
Então ele acorda um pouco assustado, olhando para os lados tentando saber se aquilo foi real. – Foi só um sonho – Disse pra si mesmo. – Um sonho bem estranho. – Ele olhou de relance o pequeno relógio digital sobre uma mesinha. “2:02” – Provavelmente Misa está dormindo. – Ele se levanta e segue ao banheiro. Seus passos quase não emitem som enquanto caminhava pelo carpete do apartamento de Misa. Ele vai ao banheiro, esvazia sua bexiga, lava as mãos e sai do banheiro. “Será que eu devo procurar?” Pensou consigo mesmo. Pra ser honesto ele não sabia onde procurar nem o que estava procurando, ele também não acreditava em death note e shinigamis. Mas ele não podia perder a chance, ele estava no apartamento de Misa e tinha que ter certeza que ela era Kira, ou não. Ele então decide procurar, mexe em gavetas, procura embaixo dos sofás, e nada. Ele então vê a bolsa de Misa sobre uma cadeira, Misa nunca largava essa bolsa, a levava para todos os lugares. Ele então pega e começa a retirar tudo de dentro dela, maquiagem, esmaltes, aparelhos, tudo isso sem fazer o menor barulho. Ele esvazia a bolsa e nada. Nenhum caderno misterioso, ou algo que a ligue a Kira. – É, eu acho que ela é inocente mesmo. – De repente, ele pôde sentir algo na lateral da bolsa, algo espesso, como um caderno. “Será?” Ele começou a apalpar e percebeu que realmente havia algo ali mas queria saber como ia fazer pra tirar sem precisar rasgar. Ele consegue sentir um tipo de fenda por baixo do couro da bolsa, e percebe que é elástico então um objeto como um caderno pode passar por ali sem rasgar. Cuidadosamente ele retira o caderno, e fica o encarando. De fato era muito parecido com o que tinha. “ É isso? O que faço agora? A troca?” Pensava consigo mesmo.
– Olá. – Ele escutou alguém falar atrás dele. Virando a cabeça aos poucos, ele pôde se deparar com uma figura estranha o encarando– Me chamo Moriko, e você?