Death Note: Os Sucessores - Caso Especial

11 Parte 11: Prêmio - Alcancem o linha de chegada


Notas iniciais
O cerco começa a ser fechado em torno do Alquimista. Os inimigos se movem. L terá que contar com a sorte enquanto a vida de todos corre perigo. Ainda há tempo para colocar mais peças no jogo?

Watari estacionou alguns metros do prédio abandonado da TV Sakura. O lugar que foi posto a leilão e arrematado por uma quantia bastante grande levando-se em conta o fracasso do canal permanecia como estava, deixando o tempo envelhecê-lo. Pelo menos do lado de fora. Todas as janelas eram seladas, nas portas haviam vários avisos de entrada proibida e até mesmo lacres.

Inori viu que a entrada da frente estava totalmente bloqueada e foi até a lateral da construção onde encontrou uma das saídas de emergência. A porta se abria para fora, mas havia um pedaço de madeira com um aviso, Inori pulou por cima dele e saiu no corredor. Andava lentamente e mancando por conta do tiro que havia recebido.

Conseguiu se localizar em um dos camarins e logo chegou até um dos estúdios saindo em seguida para o hall de entrada. Mantinha os ouvidos atento e ia iluminando o que podia com uma lanterna encontrada no porta-luvas do carro. O que ela não sabia é que em todos os andares, em todos os cômodos haviam câmeras noturnas e de infravermelho. Do andar subterrâneo Kei Yoshi observava pelo monitor os passos da moça bastante interessado enquanto abria mais um pirulito.

Inori Saito... O QI mais elevado do Japão. É o que veremos.— ele cerrou os olhos.

— K-chan... – um dispositivo com uma tela de plasma lembrando um celular brilhou. – Consigo ver pelas câmeras do meu comunicador, ela está na entrada.

— Sim, estou vendo. – ele respondeu.

— Devo matá-la agora?

— Não! – ele falou rapidamente. – Mantenha-se a distância por enquanto, meu bem. E em hipótese alguma mate essa garota, entendeu Rikki?

— Mas...

— Rikki! – ele esbravejou.

— Entendi, K-sama. – ela desligou e voltou a acompanhar pelo aparelho também o que acontecia.

Vamos lá L... Apareça!— o homem estava impaciente quando ouviu o barulho de uma explosão.

Dividiu as telas de volta e encontrou de onde vinha. Na porta de entrada alguém colocava pequenos frascos coloridos e atirava causando estrago nos cadeados da porta que pareciam derretidos.

Mas que porcaria é essa?

— Kei. – um homem de terno entrou no cômodo e encontrou o chefe acomodado como sempre no sofá de couro com seus pirulitos. – Alguém está invadindo pela frente.

— Percebi. Quem é?

— Nem as câmeras externas capturaram seu rosto, está de máscara de gás. – ele mordeu o doce com raiva.

— Rikki. – ele voltou a pegar o comunicador. – Traga Inori Saito até aqui imediatamente.

— Entendido, K-sama.

— O restante de vocês... – ele se virou para o homem. – Acabem com todos os convidados indesejados.

— Sim, senhor.

Não, dessa vez não vou aceitar peões. Vamos Near, venha me confrontar diretamente. Você deve isso a ele.

Annie entrou sem se preocupar com qualquer descrição. Alguns minutos antes havia se encontrado com Sophie.

۞۞۞۞

— Eu entro, encontro uma garota de 16 anos com cabelos lilás, tento não matar todo mundo e dou o fora. É isso?

— Exatamente.

— E quanto ao Yoshi?

— Ele virá até mim. – Annie vestia uma blusa com capuz e prendia vários objetos no cinto. Colocou uma arma nas costas e carregou outra colocando uma máscara de gás.

— Molezinha. Estarei em casa pro café da manhã com meus irmãos. – ela abriu a porta do carro pronta para sair.

— Annie... – a garota de cabelos longos, escuros e olhos tão azuis e frios como gelo segurou seu punho. – Eu lamento ter sido colocada nisso, não queria que voltasse a ser assim.

— Sophie. – ela riu. – Eu sou muito boa em disfarces, por isso também sou uma boa enfermeira, mas isso... – ela abri os braços se mostrando. – O meu pior estado, nós duas sabemos que é nisso que sou melhor.

— Você não é má, você não é um monstro minha amiga, você é uma boa irmã. Apenas isso.

— Tá certo. – ela bateu a porta e caminhou para o prédio. Uma boa irmã, hein? Nós nos apegamos a mentira que melhor nos conforta, não foi o que me disse uma vez Sophie? Pois bem, uma louca, assassina, ladra... Eu não me importo com nenhum titulo, eu sei quem eu sou, o que eu sou... Eu sou um tipo de monstro único. Tudo depende de como usar isso, foi o que aprendi com o Reije-sensei.

۞۞۞۞

Cinco homens de terno apareceram na frente da ruiva assim que ela cruzou a porta. Inori estava perto do balcão quando viu a figura entrar no local e as luzes serem acessas.

— Inori Saito, eu suponho. – ela destravou a arma. – Senhores, vamos mesmo ter que fazer do jeito mais difícil? – os homens ergueram suas armas para ela. – É, parece que é sempre assim. – ela soltou um suspiro que pela máscara fez um barulho alto.

Todos ficaram imóveis por um instante até que ela bateu a ponta do pé. Uma, duas, três vezes. Foi o sinal. Maxiez e Ayato atiraram cada um de uma lateral, através das janela nos dois primeiros homens da frente. Annie desviou dos tiros do homem do meio enquanto os outros miravam nos rapazes.

Maxiez saltou e conseguiu se aproximar do atirador. Chutou suas mãos fazendo a arma rolar pelo chão até os pés de Annie que a pegou e começou a atirar nos outros que apareciam vindos de trás, pelos camarins.

Enquanto ela se concentrava neles Ayato atirou em dois que aproximaram de Inori. A garota tinha se abaixado e ficou encarando o amigo por um instante.

— Você está bem? – ele perguntou olhando sua perna que sangrava pela calça.

— Estou. Cuidado!

Um dos atiradores se aproximou e acertou a mão do rapaz que deixou a arma cair. Ele se aproximou, mas rapidamente Ayato girou as pernas acertando seu braço desarmando-o também.

A luta seguiu, Annie derrubando vários dos homens os acertando com os dardos tranquilizantes. Ela saltava sobre suas costas, prendia seu pescoço e usando-os como escudo enquanto mirava nos outros. Maxiez atirou em alguns com bastante precisão, todas àquelas horas de vídeo games não foram em vão. Ayato estava na luta corporal protegendo Inori que logo se levantou apesar da dor e partiu para o ataque.

Com a perna boa ela chutou e desarmou um, em seguida abaixou fugindo de seu ataque e acertando seu cotovelo fez o homem soltar um gemido de dor. Passou para suas costas onde acertou suas pernas fazendo-o ficar de joelhos. Ayato veio e socou com violência o rosto do homem que desmaiou. Em seguida foi de encontro a outro que atirou e acertou seu ombro de raspão, mas o loiro conseguiu saltar e batendo um pé na parede para ganhar impulso o jogou no chão.

Da escada de cima apareceram mais homens com armas mais pesadas.

— Pro balcão. – Annie gritou e eles correram. Inori passou pela lateral e se abaixou seguida por Maxiez que sangrava pelo nariz. Annie puxou uma última bomba do cinto e jogou para cima. Ela e Ayato se apressaram e saltaram para trás do móvel bem a tempo de fugir da explosão.

Uma fumaça densa se espalhou depois do barulho. A bomba havia espalhado diversas balas e fragmentos acertando todos no seu raio de alcance. O balcão em si ficou perfurado.

— Todos bem? – a ruiva perguntou.

— O que estão fazendo aqui? – Inori se virou para Ayato.

— Viemos te buscar, é claro. – ele respondeu.

— Não tem ninguém. – Maxiez se levantou e olhou com cuidado. – Vamos!

Inori se levantou, mas logo que firmou sua perna acabou por desequilibrar. Maxiez a segurou a tempo.

— Sua perna. – a ruiva viu o ferimento já enfaixado.

— Eu a carrego, vamos. – Maxiez a pegou no colo sem deixar a garota protestar. Ayato o olhou severamente, mas logo em seguida consentiu.

Os quatro saíram de trás do balcão, de armas destravadas Annie e Ayato davam cobertura, um na frente e outro atrás, enquanto Maxiez corria com Inori nos braços. A porta de saída estava a pouco mais de quatro metros quando um vulto saltou na frente deles.

Annie e Ayato passaram a frente com as armas erguidas e Maxiez recuou.

— Triste. – Rikki murmurou. – Se a garota for levada ele vai ficar muito triste. – a moça de cabelos escuros guardou a arma parecendo rendida. Annie e Ayato se entreolharam.

— Saia da frente. – o loiro deu um passo na direção dela e para surpresa de todos a garota também avançou parecendo disposta a dar passagem, mas conforme entrava no local e o dia raiava eles perceberam que ela levava alguma coisa em suas costas.

— Ele me deu ordens, eu devo cumprir seu desejo. – ela puxou o objeto das costas, Annie e Ayato atiraram, mas tudo o que tiveram tempo de ver em meio a fumaça foram as balas desviar de caminho e acertar a parede.

— Mas o que? – a ruiva observou a espada samurai que a moça de rabo de cavalo levava.

— Vocês dois podem sair pacificamente. – ela se referiu a Annie e Ayato. – Mas eles ficam.

Annie encarou a garota rapidamente. Então começou a atirar de novo, Rikki desviou e se protegeu dos tiros com sua espada. A ruiva não se intimidou e continuou atirando indo agora para o lado tentando encontrar uma abertura nos giros da lamina que ressoava no ar. A garota girava, saltava e rolava no chão se aproximando cada vez mais da atiradora. Depois de descarregar metade do cartucho em vão, Rikki já estava bem próxima dela.

— Esses movimentos...

— Minha vez. – a morena partiu para o ataque, Annie se abaixou a tempo de evitar o corte e voltou a atirar, Ayato foi em sua ajuda disparando, Rikki desviou suas balas que começaram a ir na direção de Annie. A moça rolou e os projeteis acertaram a pilastra.

Maxiez aproveitou a confusão e tentou correr com Inori. Rikki reparou sua tentativa, mas os dois atiradores impediam uma reação de ataque. A moça então subindo pela parede girou, uma bala de cada um deles foi de encontro ao outro. Eles se abaixaram a tempo, mas nesse momento Rikki sacou sua própria arma e atirou em Maxiez.

Inori pode sentir o impacto que fez o rapaz cair no chão e ela saiu rolando pela entrava. Rikki caiu suavemente no chão com a espada em uma mão e a arma em outra. Annie se virou para os dois tentando ver o que tinha acontecido. Ayato se levantou pronto para atacar, mas com seu instinto insuperável Rikki girou e lhe desferiu um chute, o rapaz bloqueou o ataque com o braço e num giro também rápido batendo em sua mão jogou a arma longe e ficou frente a frente com a garota. Levantou a arma até seu peito e atirou a queima-roupa no seu coração, mas não antes de ser atingido pela espada que atravessou o colete.

— Não! – Inori pode ver a cena do lado de fora.

Annie deu um impulso em direção a sua arma caída alguns passos à frente, mas antes que pudesse atirar, com a espada a garota atravessou o cano da pistola e apontou outra menor tirada da bota para a ruiva que ainda estava no chão. Por conta do colete mais preparado ela não havia se ferido.

— Kumiko...

— É Rikki agora. – ela abaixou a arma e puxou o capuz de Annie onde seu cabelo estava preso em um coque. – Ora, ora...

Ela não teve tempo de terminar a frase. A bala passou zunindo perto de sua cabeça. Ela voltou a sua posição de ataque e viu que era Inori que atirara.

— Sai de perto deles. – sem se intimidar Rikki jogou a arma de lado e levou a mão até o bolso. – Para! – Inori gritou atirando três vez, mas a moça não teve problemas em desviar as balas com sua espada e no mesmo instante puxou e arremessou quatro shuriken contra Annie que teve o tornozelo ferido e as penas pesas ao piso.

Maxiez estava caído de lado com as costas sangrando, ele se remexeu vendo a cena desfocada.

— Já chega. – uma voz masculina bradou. Cercado por homens Kei Yoshi apareceu, levava ao seu lado uma moça de cabelos avermelhados e curtos, amordaçada e com os braços preso para trás. Na sua cabeça apontava uma arma.

— Faye! – Inori mal pode reconhecer a amiga pálida e parecendo que iria desmaiar a qualquer instante. Seus olhos estavam perdendo a cor.

— Se não quiser que a sua amiguinha aqui acabe como ele solte a arma. – foi quando Faye viu Ayato caído ensanguentado no chão e pareceu reagir com um gemido.

Inori obedeceu e soltou a arma. Rikki se aproximou fazendo uma revista rápida e então também prendeu seus braços para trás. Dois homens foram até Maxiez e o carregaram para dentro.

Kei caminhou até Annie que se mantinha no chão, Faye rapidamente reagiu e se soltou indo até Ayato, conseguiu cuspir a mordaça.

— Fa... Faye. – ele murmurou.

— Ayato! – seus olhos se encheram de lágrimas. – Não, eu... Não era isso... – ele levou a mão manchada de vermelho até o rosto da garota.

— Eu... Eu sinto muito. – ele perdeu suas forças e sua mão caiu suavemente.

— Não! – foi a vez de Inori se retorcer apesar de presa por Rikki. – Ayato-kun.

Kei pegou a garota pelos cabelos e então puxou os shuriken o que a fez soltar um grito abafado. Ele se abaixou e Annie sentiu um arrepio com seu olhar. O homem que usava os cabelo loiros comprido na altura das orelhas e uma franja quase reta na testa, com uma pequena abertura na lateral direita tinha os olhos azuis mais sombrios e gelados que Sophie.

— Então você é a enfermeira que acabou com todo o meu laboratório, não foi? – o homem sorriu de canto. – Parece que nesse país ninguém é o que aparenta.

— K-sama. – Rikki deixou Inori sob os cuidados de um dos muitos homens armados que se juntaram a eles, se aproximou e sussurrou algo em seu ouvido.

— Entendo. – ele lhe entregou Faye e se voltou de novo para Annie. – Eu vou dar uma chance do Romeu aí de sobreviver. Diga ao seu querido L para me encontrar no último local e que ele considere eu devolver seu agente um ato de muita misericórdia.

A ruiva cerrou os olhos, mas por debaixo da máscara ninguém pode notar sua raiva.

— E quanto a eles? – ela olhou para Maxiez, Inori e Faye.

— Elas serão dadas ao Alquimista e Teiden terá uma conversinha com seu chefe. – ele puxou mais um pirulito vermelho do bolso e se virou de costas pronto a sair.

Annie suspirou um instante e viu a situação de Ayato. Pegou os shuriken do chão e disparou contra Kei. Rikki acertou dois e segurou o terceiro. Annie ainda tinha mais um em sua mão.

— Como pode? – a ruiva falou. – Com ousa?

— Como eu ouso? – a morena manteve sua expressão seria e fria como sempre deixando os objetos caírem no chão. – Fala como se tivesse honrado Reije, acha que ele estaria orgulhoso de alguma de nós duas depois de tudo? – Annie pareceu ficar pensativa. – Eu pude, eu ouso porque eu descobri que às vezes os mestres estão errados.

E assim Kei Yoshi desapareceu na escuridão levando Inori e Maxiez junto com seus homens e sua fiel guarda-costas.

Annie foi até Ayato tirando a jaqueta preta e colocando no ferimento. Um carro estacionou junto a porta e um homem de meia idade saiu. Juntos carregaram o rapaz até o carro que acelerou.

— Eles tinham muita gente lá. Não dava pra brigar de frente assim com tanto cara armado. – Annie falava com a cabeça de Ayato deitada em seu colo enquanto ela prestava os primeiros socorros. – Foi loucura. – ela puxou uma seringa do kit de emergência e aplicou no rapaz.

— De fato não saiu exatamente como eu planejei. – a voz do banco da frente era suave e sem preocupação. A garota se virou e semiconsciente Ayato pode ver seus olhos azuis. – Lamento muito Murakami-san, isso não estava nos meus cálculos.

— L...? – ele murmurou. – A Faye... – ele engasgou e começou a tossir um pouco de sangue.

— Está tudo bem, vamos levá-lo ao hospital e depois disso eu irei até o Alquimista. – ela olhou o sol que tomava forma o horizonte iluminando os grandes prédios de Tóquio. – Isso acaba hoje. De qualquer forma.

— Você pretende dar uma de Inori Saito e simplesmente ir andando até Kei Yoshi. É suicídio.

— Amanda... – Sophie sorriu de canto. – Você entendeu tudo errado.

A ruiva cerrou as sobrancelhas até que finalmente sua mente clareou.

— Espera... Não... Ela é parte do seu plano. Queria que ela fosse levada. Por que?

— Desde que saiu de casa levada por Teiden sua ave Hime tem seguido seus passos. Acontece que Hime tem um chip de rastreamento preso a uma de suas patas, quando Inori disse que iria simplesmente caminhar para o Alquimista ela queria que eu a seguisse. Não poderia vencer Kei Yoshi aqui nem descobrir o paradeiro do Alquimista sem que ela fosse levada, mas ainda havia o problema de descobrir para onde a levaria. Contudo eu acho que uma ave é bem mais discreta que um helicóptero, não concorda? – Watari parou na emergência do hospital descendo do carro e chamando por ajuda.

— Está apostando a vida de todos nós em uma cacatua? – Annie questionou tirando a máscara no momento em que paramédicos chegaram com duas macas.

— Descanse Amanda, você já fez muito. Volte pra eles. – a porta de trás foi aberta e os dois levados pelos médicos. Depois de cinco minutos para dar entrada no hospital Watari retornou ao carro.

— E agora, Sophie?

— Agora seguimos o plano de Ayato Murakami. – ela virou o tablet que tinha no colo para ele.

— Esse agente... Quem é ele afinal?

— Essa não. – Sophie falou num tom quase brincalhão.

— O que foi?

— Acabamos nos esquecendo do Fabian. – ela sorriu.

— Podemos pegar o retorno.

— Não, deixe estar. A essa altura ele já deve ter fugido mesmo. – ela apoiou o queixo na mão enquanto deslizava o dedo sobre a tela do tablet. – Vamos voltar a nosso problema principal.

— O plano de Murakami-san.

— Isso... – ela leu a mensagem que aparecia na tela de forma criptografada e havia sido enviada pela Nevidim, mais especificamente por alguém de dentro do Departamento de Comunicações.

Temporada de caça às cacatuas aberta.

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Momentos antes...

— O mafioso que te tem na palma da mão. – eles saíram do galpão. Ayato suspirou. – Parece que não tenho escolha. – ele pegou o celular. – Vou ter que ligar para aquela pessoa.

— Que pessoa? – Maxiez ficou curioso, mas Ayato ergueu o dedo entre os lábios pedindo silêncio. Algum tempo depois a pessoa atendeu.

— Que é, estorvo? – a voz falou em inglês.

— Karen você me deve um favor e agora eu vou cobrar.

— Do que você precisa?

— De reforços.

— Onde?

— Te mando as coordenadas assim que der, mas não é qualquer reforço.

— Tá falando do grupo de elite, já entendi. O Diretor Fawkes não vai ficar feliz com isso, mas como você tá a mando do L... É melhor pedir perdão do que permissão. De qualquer forma se ferrar pro meu lado eu acabo com sua carreira e posteriormente sua vida.

— Sempre um amor falar com você.

— E Ayato... Só pra avisar... Eu tentei. Mas os desgraçados estavam super preparados, no final não deu pra salvar sua namoradinha.

— Eu sei. – ele desligou.

— Quem é Karen?

— A agente mais boca suja, ignorante e mal humorada da Nevidim. – Maxiez ergueu uma sobrancelha. – Mas o que ela tem de mal educada ela tem de genialidade. – ele concluiu entrando no carro. General de Divisão Karen McGarder... Ela cuida da parte burocrática, comunicações e todos os dados referentes a nós. Por isso mesmo nunca sai a campo, ela tem muita informação, foi colocada lá pelo próprio L. Talvez ela saiba mais segredos que o próprio Diretor. E em uma situação crítica dessa ninguém mais é confiável e intocável como ela.

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De dentro do seu quarto altamente protegido na instalação oficial da Nevidim em uma cidadezinha do interior da Inglaterra Karen uma mulher que já entrava na casa dos 40 anos observava os monitores de computadores a sua frente enquanto mexia no microfone do seu headset um tanto impaciente. Havia mandado os três melhores agentes, a Equipe de Elite que estava no Japão para as coordenadas que a ave de Inori Saito emitia.

Enquanto esperava uma busca de dados ser concluída só conseguia pensar no caso do Agente Murakami que podia ser explicado em duas simples regras da organização.

Um agente classe 3, caso assim deseje, poderá viver sua vida cotidiana sendo solicitado somente em casos internos ou em extrema urgência. As pessoas com quem se relacionar devem ser mantidas alheias a qualquer uma de suas atividades na Nevidim e esta manipulará dados e tudo mais referente para encobertar suas atividades.

Dois agentes da organização não podem em hipótese alguma ter algum relacionamento exceto de subordinação, profissional ou amizade sob pena de expulsão. Um agente que tenha relacionamento por fora da organização deve manter seu disfarce e em caso de comprometimento de sua identidade deve se afastar da pessoa e mudar-se de país.

Ayato... Esse moleque está desafiando o próprio L.

Notas finais
Antes de mais nada desculpe a demora, esse capítulo foi complicado e ainda sim acho que não ficou como eu queria. Bom, avisem de erros ortográficos nos comentários.