Death Note: Os Sucessores - Caso Especial
12 Parte 12: 12:00 - A hora mais escura
Notas iniciais
Annie teve o tornozelo enfaixado e foi medicada, sem paciência para as desculpas que os médicos e enfermeiros davam sobre o estado de Ayato ela resolveu se levantar apoiada em uma muleta e ir até a recepção.
Estava num hospital não filiado com o que trabalhava então sabia que não seria fácil obter informações sem conhecer ninguém. Chegou desesperada perto de todos na recepção dizendo que uma garotinha passava mal no corredor e enquanto todos foram correndo socorrê-la a ruiva sentou-se na frente do computador.
— Ainda na sala de operações... – ela suspirou. Kumiko, ela nunca ataca se não for para matar. Eu devia ter sido mais cuidadosa e alertado ele, mas... ela bateu a cabeça no teclado. Me desculpe Ayato-san por ter sido descuidada e me perdoe Reije-sensei pelo que estou prestes a fazer.
Apenas algumas horas depois de dar entrada no hospital, Amanda Mizuho havia desaparecido do local sem deixar rastros.
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— Uma organização particular do L... – Inori estava sentada encostada na parede do furgão com os punhos e tornozelos amarrados. A sua frente Faye se encontrava na mesma situação, porém mais abatida e com a voz fraca.
— Quando eu conheci Ayato ele estava em uma missão e eu era apenas um jeito dele se misturar na universidade. Ele deveria investigar sobre um grande carregamento de drogas e outros tipos de contrabando. Na época ele era exclusivamente um agente de campo e devia saber tudo sobre a entrada e saída ilegal de qualquer coisa no Japão a fim de capturar um criminoso.
— Como um garoto conseguiu um posto tão alto e tão arriscado?
— Ele é um órfão e com seis anos entrou na Nevidim foi criado e treinado por eles a vida toda. Era um soldado perfeito e fiel até que...
— Ele se apaixonou por você. – Inori concluiu e viu que a amiga fazia forças para não desabar.
— É tudo culpa minha, tudo isso... Desde que ele me conheceu ele se condenou. Por minha causa ele desobedeceu ordens e eu acabei descobrindo a verdade e por conta disso ele quase foi expulso. – ela parou para tomar fôlego. – Então tivemos que nos separar, mas parecia que sempre estávamos correndo um para o outro não faz ideia do inferno que é viver assim.
— E por que ele não saiu logo? Por que não se deixou ser expulso?
— Não é simples assim, acha que a melhor e mais secreta organização do planeta permitiria que um agente saísse assim?
— Mas ele nem pediu para entrar, era só uma criança. – Inori esbravejou.
— A verdade é que ele quis ficar, ele ama isso, os ideias do L, ajudar as pessoas... E para que você saia da Nevidim só há duas maneiras. Ou você morre ou você deve abrir mão de todas as suas memórias.
— Como assim?
— Eu não sei os detalhes, mas de alguma maneiras eles fazem você esquecer de tudo e todos, fazem uma espécie de hipnose ou lavagem cerebral eu não sei, mas apagam tudo. E em alguns casos se a pessoa voltar a se lembrar e começar a dar problemas é submetida a uma operação onde se apagam certos neurônios.
— Mas isso é perigoso, pode deixar uma pessoa deficiente ou mesmo matá-la.
— É por isso que comparada ao FBI, CIA ou qualquer uma dessas agencias o número de pessoa é terrivelmente reduzido, mas as poucas que estão lá são as melhores.
— Esse cara que contratou o Alquimista sabe de tudo isso e talvez mais, já se perguntou como?
— O que quer dizer?
— Que L deve ter um traidor entre eles. Ou então...
— Então o que? – Faye pareceu interessada. – Ou então o que Inori?
— Ou então ele era um deles. — Kei Yoshi, quem será você de verdade e como conseguiu chegar tão longe? Pensou encarando o teto.
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Sophie acompanhava os passos de Hime que já estava parada no mesmo local havia mais de dez minutos.
— Como previsto, o Alquimista acredita mesmo que está fazendo um círculo de transmutação ao redor do mundo. – ela comentou dentro da van onde tinha várias telas de computador disponíveis. – A polícia está se preparando é hora da Nevidim se retirar.
Watari assentiu digitando algo rapidamente ao lado da garota.
— Ao que parece Matsuda acabou de chegar ao hospital para ver Murakami. – ela mordeu a unha do polegar. – Watari você acha que os fins justificam os meios?
— É uma questão polêmica. – ele olhou para Sophie que ainda encarava a tela de plasma. – Eu acho que nem sempre, mas algumas vezes é necessário. Afinal no xadrez você deve perder algumas peças para pegar o Rei, não é?
— Verdade, mas eu acabo de me dar conta de uma coisa... Isso não é um jogo de xadrez. – as telas piscaram e o som chiou, ela pegou o comunicador do L e atendeu a chamada. – Sim?
— Near... – a voz masculina cuspiu o nome e eles se entreolharam. – Você já sabe onde estou, quero que venha até aqui.
— Terei que recusar o convite, Kei.
— Escute, eu tenho duas garotas aqui que para o Alquimista são o sacrifício perfeito e o ingrediente final da Pedra Filosofal. Tenho também um hacker suicida que está sendo levado para a execução por desafiar seu chefe que devo ressaltar está terrivelmente desapontado por não obter tudo o que precisa para deter L e suas crias.
— Não é comigo que ele está furioso e sim com você que o vem enganando, Kei. Não sou o único culpado pela ira da Rikai.
— Nós dois sabemos que podemos nos manter longe e a salvo desse cara, contudo eu não tenho nenhuma intenção de atacar a Wammy’s ou seus queridos aprendizes apesar dos eventos passados.
— Então o que você quer?
— Sua cabeça, numa bandeja de prata.
— Você vai me propor que se eu me render libertará as garotas e deixará o Alquimista ser preso, é isso?
— Praticamente.
— Acontece que assim que eu estiver morto mesmo que alguém me suceda você vai deixar e talvez até ajudar a máfia Rikai concluir seu plano de criar uma guerra entre os candidatos a L e trazerem Kira como um herói em troca de que ele não o mate. – ela pode ouvir ele trincar os dentes do outro lado da linha.
— Near... Eu vou matá-lo de qualquer forma em nome do meu pai. Ficar se escondendo entre quatro paredes não vai mais funcionar. Então vamos, mande seus peões, eu derrubarei eles um a um e então quando não houver mais peças você vai ter que me encarar cara a cara.
— Kei... – Sophie desligou o filtro de voz fazendo um som agudo se espalhar. – Near está morto. – ela revelou sua voz. – Mas se ainda quiser competir pelo primeiro lugar vamos em frente, eu jogarei com você em nome dele e você pelo Mello.
— O-o que... ? – o homem pareceu ficar sem voz ao ouvir a garota. – Isso... É um truque, eu não vou cair nele! E eu deixarei que as garota morram assim que o relógio bater meio-dia e você será o próximo. A guerra vai se espalhar e quando Kira ressurgir, Near estará por fim derrotado. – ele falava rindo se divertindo com a situação.
— Se esquece de uma coisa, Kei. –ela manteve o filtro de voz desligado. – Se não houver mais o L, se Kira governar o mundo... O que restará do propósito do seu pai? – o silêncio se fez ouvir. – Eu não acredito que era isso que o Mello queria. – ela desligou.
— Você o provocou feio, Sophie. – Watari comentou.
— Ele me provocou primeiro, isso é apenas uma troca equivalente. – ela cerrou os olhos azuis que pareciam mais gelados e vazios que de costume. – Com apenas 8 horas me sobrando... Agora só me resta fazer uma coisa.
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Maxiez sentia um terrível peso sobre as costas, abriu os olhos e pode ver que estava num quarto espaçoso, em uma cama macia, mas manchada de sangue. A bala que quase perfurou seu pulmão havia sido retirada, mas o curativo manchado deixava claro que algo continuava errado.
Ao relembrar os eventos ocorridos a primeira coisa que fez foi verificar suas pernas, ainda podia se mexer, não havia acertado a coluna, provavelmente uma costela, mas ele ainda podia andar portanto podia continuar.
Se levantou fazendo caretas de dor e caminhou lenta e sofridamente até a porta com maçaneta reluzente. Trancada. Nas janelas havia cadeados e o telefone estava mudo. Droga. Droga. Droga. Um clique se fez ouvir a porta foi aberta. Dois homens de terno cinza, cabelos bem cortados entraram. O rapaz os encarou e o mais alto lhe estendeu o celular.
— Teiden... – ele ouviu a voz distorcida. – Deve se perguntar por que ainda está vivo.
— Shirvani?
— Só há um motivo para eu mesmo não ir aí matá-lo agora mesmo. Fiz um acordo com Kei Yoshi. Assim que L estiver morto eu terei todas as informações necessárias para destruir seu legado e reerguer Kira então até lá você pode assistir a morte da sua querida Inori.
— O que? – ele fechou o punho enquanto o outro homem virava a tela do tablet mostrando Inori e Faye presas dentro do furgão .
— Eu te avisei garoto, desde o começo que não deveria brincar com o submundo, que não deveria se aliar aos demônios se não estiver disposto a se afogar na escuridão. Você quis tanto vingança que não pensou no que viria depois.
— Não era pra ter um depois. – ele respondeu secamente. – Mas... Eu decidi que se havia um futuro para mim ele deveria ser o melhor. Eu pensei todo esse tempo que eu conseguiria isso me tornando o numero um, o melhor e mais poderoso, só que eu me enganei. – ele sorriu colocando a mão livre no bolso. – Sabe Shirvani isso não tem nada a ver com a garota, eu não sou o mocinho e isso não é um conto de fadas a verdade é que eu descobri o verdadeiro poder do L, o que o faz tão especial. E acho que de certa forma sinto inveja disso.
— Acha que está em condições de tentar me ameaçar seu miserável?
— Não... Isso não é uma ameaça é apenas uma observação. – ele desligou o celular e puxou do pescoço sob olhar atento dos homens que tinham suas mãos nas pistolas um colar simples com uma corrente prateada e joia vermelha o levando na altura dos olhos.
— Para aí moleque. – Maxiez começou a balançar a peça que se contrastava com seus olhos monocromáticos formando um contraste de cores únicos.
— Qual o problema? É apenas um amuleto. – ele falou, mas a voz chegou num sussurro aos ouvidos dos homens.
— Você é o Derich, eu me lembro de você quando entrei aqui pela primeira vez. – ele se virou para o da esquerda, seu tom de voz era quase um cântico. – Sei que você matou seu próprio pai depois de assistir sua mãe apanhar até a morte.
— O que... – o da direita que se chamava Paul levo as mãos a cabeça. – O que tá fazendo?
— Parece que você falhou. – ele se aproximou de Derich. – Está vendo? – ele apontou para o da direita. – Seu pai, está logo ali.
— Ora, seu maldito... – Paul tentou agarrá-lo pelo pulso, mas foi impedido pelo empurrão que recebeu de Derich. Perfeito. Pensou Maxiez correndo pela porta entreaberta enquanto os dois homens rolavam em meio a socos e pontapés no chão.
Travou a maçaneta por fora e viu o corredor iluminado. Sabia que devia haver mais homens vigiando ele, sabia que não poderia controlar a mente de todos e mais importante, sabia que seu pequeno truque de hipnose não duraria muito tempo.
Nem sei onde estou.— ele olhou pela janela mais próxima. – Calma Maxiez, pense. – ele ouviu o elevador subindo no fim do corredor, mas fechou os olhos e inspirou o ar profundamente enquanto sua mente trabalhava acelerada. – Com esse ferimento eu não tenho chance numa luta, de fato estou para morrer em breve. Preciso chegar até o Alquimista e acabar com isso, já que vou me acabar mesmo.
Ele cerrou as sobrancelhas e se virou para a porta platinada. Ela se abriu com um som característico. Três pessoas usando roupas escuras, mas comuns, botas de couro, luvas de motoqueiro e óculos saíram armadas do elevador.
Ele pôde ver que a pessoa do meio se tratava de uma mulher, ela tinha uma pequena pistola na mão, mas também levava algo metálico nas costas que ele deduziu ser um arco. Os dois ao lado eram bem mais altos que a mulher com o cabelo marrom preso num rabo de cavalo, o da esquerda tinha um casaco comprido e da direita era mais esquio, este levou à mão a orelha.
— Encontramos ele. – falou em inglês. A mulher se aproximou.
— Maxiez, correto? – ele assentiu.
— Eu sou Zoye, estes são Trevor. – ela apontou para o de casaco. – E Will.
— Vocês são da Nevidim.
— Sim, somos a Equipe de Operações Especiais, a Elite que veio ao Japão por conta do caso, mas no momento não estamos sob as ordens de ninguém. Viemos como amigos de Ayato Murakami. Vamos levá-lo a salvo e depois nos juntar ao L.
— Sabem onde Inori Saito está?
— Podemos descobrir.
— Então me levem junto. Eu sei exatamente como detê-lo.
Eles se entreolharam.
— E então? Vamos impedir Kira de voltar ou não?
— Muito bem. – disse Will. – Então é melhor nos apressarmos. A transmutação está marcada para meio-dia.
— E que horas são?
— Oito.
Eu tenho apenas quatro horas.
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P.O.V. Inori
Faye e eu discutimos a verdade por trás de Ayato e da Nevidim durante um certo tempo, até que por fim o silêncio se fez ouvir. Eu me perguntava em que tipo de lugar estava, pois o ar ficava cada vez mais frio.
— Acho... Acho que estamos sendo congeladas. – Faye comentou.
— Não. Devemos estar num laboratório. Eu acho que sei o que eles planejam fazer conosco.
— Eu devo perguntar o que é?
— Melhor não saber.
— E qual o plano? – eu me perguntei se haveria câmeras ali e conclui que o melhor seria pensar que sim.
— O plano... Bom, vamos confiar na minha amiga. – eu sabia que Hime estava em algum lugar do lado de fora e por alguma razão isso me acalmou.
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Amiga? Ela sabe do L?— Kei se perguntava. — Então Near está mesmo morto? Não, não faz sentido. Mas... Por que ele passaria o cargo para outra pessoa se estivesse vivo?— ele bateu a mão na mesa de madeira fazendo com que o pirulito fosse atirado longe. – Maldito, desgraçado. Near! Como você pode morrer sem ser pelas minhas mãos? Eu não vou perdoar isso.
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8 de Setembro de 2029
Shinjuku — 08:45
A porta se abriu e a luz entrou ofuscando os olhos de Inori e Faye. As duas ainda amarradas foram levadas até o lado de fora.
Não.— Inori não pode acreditar em seus olhos. — De todos os lugares, de todas as formas de morrer. Logo no Shinjuku Gyoen National Garden? – ela olhou ao redor tentando encontrar Hime ou apenas desviar sua atenção da visão aterrorizante que se instara a sua frente. O lago rodeado por árvores parecia ameaçador com o sol brilhando sobre sua superfície. – Porcaria, água... de novo?
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Ayato entreabriu os olhos apenas o suficiente para ver os olhos de Matsuda pela máscara. O homem sorriu por baixo dela e se aproximou do rapaz.
— Ei. – ele bateu de leve em seu ombro.
Ayato olhou ao redor e sentiu a cânulas no nariz, as imagens voltaram rapidamente.
— Faye... Inori... – Matsuda balançou a cabeça para que ele não se esforçasse.
— Elas estão bem, você terá que ser submetido a outra cirurgia, algo sobre seus pulmões, mas tenho certeza de que vai ficar bem. – a voz do homem parecia falhar.
— Touta-san... – o loiro sorriu olhando para o teto branco. – Você sempre foi um péssimo mentiroso, isso é bom. – ele tossiu e Matsuda se aproximou preocupado. – Obrigado por tentar bancar meu pai, mas sabíamos que era questão de tempo.
— Ayato...
— Diga a Inori que... que eu sinto muito e a Faye que... eu não me arrependo, eu... amo...
— Eu prometo, mas sei que você poderá dizer. – uma lágrima escorreu pelo seu rosto e ele puxou a máscara.
— Está tudo bem, eu... Eu dei bobeira, mas estou feliz. Eu acredito no L. – ele segurou a mão do policial e recostou a cabeça. – Não é a quantidade de tempo ou... ou o que conseguimos... é... a intensidade das pequenas coisas.
Matsuda se lembrou bem das palavras que acompanhavam o cartão contendo o nome de Ayato quando este foi abandonado na porta de um orfanato.
E com a expressão sorridente o rapaz fechou os olhos, o aparelho que monitorava seus batimentos cardíacos soltou o alarme e Matsuda gritou pelos médicos. As pessoas de jalecos brancos, apressadas, trazendo equipamentos e levando a maca tomaram conta da cena até que só restou Matsuda sozinho na sala de emergência do hospital.
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Shinjuku — 10:00
A polícia cercou o local em questão de instantes, toda a área já havia sido evacuada dias antes e o local permaneceu fechado até aquele momento. Kei Yoshi sabia que a entrada facilitada era obra de L para capturá-lo então também se preparou. E por duas horas o clima no local foi de tensão e sem negociações ao que parecia ser um sequestro armado.
Às 10 horas da manhã o sol irradiava no céu, quando vários homens mascarados com roupas escuras se espalhavam armados pelo local, perto do lago o furgão estava estacionado e as garotas do lado de fora serviam de reféns assim como crianças que deveriam ser traficadas para fora do país.
O rapaz loiro finalmente resolveu se pronunciar para surpresa da polícia então subiu em cima do automóvel com uma máscara e falou no microfone fazendo as caixas de som ao redor do local zunirem.
— Eu tenho dezoito crianças como reféns, além das duas garotas aqui. Se não quiserem que nenhuma delas se machuque convençam o L a vir até mim. Se algum helicóptero da imprensa ou polícia for visto nos arredores eu tenho pessoas preparadas para explodi-los. Vocês têm duas horas antes de eu matar todos.
Um dos policiais enviados para negociar com os sequestradores tentou novamente uma abordagem pelo megafone, mas nesse momento o homem deu o sinal e três disparos foram ouvidos antes do corpo dele cair no chão gravemente ferido.
— Isso não é uma negociação, é uma ameaçada direta ao L, se ele não aparecer até o bater do meio dia eu vou fechar o círculo. – ele ameaçou.
A imprensa se mantinha a distância e um tanto alheia ao que acontecia já que se aproximar era perigoso para ambos os lados. Sophie que continuava dentro da van tinha uma visão privilegiada através das câmeras dos policiais.
— L? – o homem ao seu lado chamou. – O que vai fazer?
— Eu nunca fui de ceder a chantagens, não vai ser agora que isso vai mudar. – ela pegou o comunicador. – Senhor Aizawa? – o homem atendeu. – Por favor, retire a maior parte dos seus homens do local, os coloque num raio de 5 quilômetros do parque. Deixe apenas o Esquadrão de Emergência.
— Mas L... Você... Você não está pensando em se entregar, não é?
— Diga também que a imprensa está proibida de se aproximar. Eu vou dar um jeito nessa situação e então ás 12 horas eu quero que se preparem para capturá-los.
— Se você se entregar o Alquimista ganha.
— Eu sei, mas lhe asseguro que isso não vai acontecer, agora, por favor, dê a ordem.
Ela discou outro número e contou sobre o afastamento dos policiais.
— Qual o seu plano? – Maxiez quis saber.
— Você disse que já que sua morte é eminente queria deter o Alquimista, certo? Pois bem, você, Trevor, Will e Zoey vão ser minhas últimas peças. Se falharmos... – ela suspirou. – O mundo cai no caos.
— Conte comigo L. – Maxiez respondeu enquanto colocava no viva voz e dentro do carro junto com os agentes ouvia as instruções
Eu demorei para perceber, mas agora está claro. Ele não é apenas o maior detetive do mundo e embora muitas pessoas o deteste, muitos o julgue presunçoso, infantil, arrogante... E talvez ele seja tudo isso eu consigo enxergar a verdade por trás da verdade. L não é apenas um cara entediado ou um justiceiro, ele não leva paz, tranquilidade ou mesmo medo aos outros. Não se trata de poder, de inteligência ou de dinheiro como eu pensava. A verdadeira natureza do L, sua maior arma, seu maior dom, seu verdadeiro poder é apenas um: dar esperança as pessoas.
Não sabemos se ele sempre vai ganhar ou como será se ele perder, podemos apenas confiar, acreditar. É por isso que há a Nevidim, é por isso que há pessoas que o seguem. É por isso que eu não tenho mais medo de morrer sem alcançar o poder. L, Inori, Ayato, esses agentes... Eles abriram meus olhos para algo muito maior, muito melhor. E logo agora que eu estou vivendo de novo também estou por um fio. Mas ao menos uma vez eu quero fazer algo por mim mesmo, algo que eu julgo certo sem ameaças, sem segundas intenções, barganhas, nada. Eu fiz muitas coisas ruins e matei gente inocente então dessa vez eu prometo Inori, eu irei salvá-la custe o que custar.
Eles olharam de volta para o relógio no painel do carro. Maxiez não podia conter a ansiedade que camuflava até mesmo a dor de seu ferimento agora devidamente fechado. 10 horas 54 minutos e 56 segundos... 57... 58... 59... É isso, hora de agir.
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