Death Note: Os Sucessores - Caso Especial
10 Parte 10: Estrela Ardente - Faça seu último pedido
Notas iniciais
Inori abriu os olhos lentamente e avaliou sua situação. Não conseguiria fugir facilmente, o carro estava em alta velocidade para se abrir a porta, atacar o motorista também seria arriscado. Suspirou baixo sabendo o que teria que fazer.
O plano vai bem, Maxiez está pronto... Parece que agora só me resta confiar nele, mas isso é difícil, ele não sabe mais de que lado jogar. Muito bem, estou minha conta.
P.O.V.
Me levantei assustada e fingindo uma respiração ofegante. Logo Fabian me fitou do banco da frente pedindo calma.
— Quem é você? O que aconteceu?
— Eu estou trabalhando com o L, não se preocupe. – não pude resistir e comecei a rir.
— Ah! É mesmo? A última pessoa que me disse isso queria me matar. – o homem de cabelos bem aparados, pele morena e olhos cansados voltou-se para a estrada.
— Confie em mim, vai dar tudo certo, Inori-san.
— Qual é o seu nome?
— Fabian. Eu sou um hacker, informante, espião... O que precisar ser. E no momento eu sou a única pessoa em quem você pode confiar.
— Certo. – levei as mãos ao estômago. – Onde estamos indo?
— Para um lugar seguro, junto a polícia.
— Será que pode parar um minuto? – ele voltou a olhar para mim.
— Algo errado?
— Preciso vomitar. – simulei uma ânsia convincente.
O homem parou no acostamento da avenida, pude ver que estava indo na direção oposta aos galpões, voltando para o centro de Tóquio. Eu desci com presa e ele saiu também. Cai de joelhos no chão, logo Fabian se aproximou.
— Ei?! – ele parecia preocupado, mas então ficou me observando.
— A única pessoa em que eu confio daqui para frente sou eu mesma. – respondi.
Num movimento rápido apoiei as mãos no asfalto e girei o corpo atacando as pernas de Fabian que caiu. Depois disso o virei de costas, prendi seu braço direito para trás quase quebrando sua mão enquanto me mantinha sentada sobre suas costas.
— Para onde estava me levando?
— Eu já disse, pra polícia.
— Eu ouvi sua conversa com o L. – pressionei mais seu braço fazendo-o soltar um som de dor. – Fale logo ou eu vou quebrar seus ossos um por um.
Ele não pareceu acreditar e girou o corpo. Eu cai rolando pelo chão, mas não antes de deslocar o ombro dele. Me coloquei de pé rapidamente.
— Você disse que tinha que salvar alguém. Agora faz sentido... – ele me encarou ofegante.
— Do que você está falando? – ele puxou uma arma de dentro da jaqueta e apontou direto para o meu rosto.
— Você não vai me matar, morta eu não valho nada para o Alquimista não é? – eu provoquei e ele atirou acertando minha perna.
— Eu sou um bom atirador, posso te fazer sentir muita dor ou pelo menos evitar que fuja. – eu cai com a dor, minha pele parecia estar sendo queimada.
— Idiota! Não vê? – olhei para cima. – Então é isso L? A peça que faltava no quebra-cabeça? – o céu escuro me fitou de volta. – Só me resta fazer a última jogada para acabar com isso.
— Do que você está falando? – Fabian puxou meus cabelos. Mesmo com a perna ferida eu me apoiei e girei batendo no seu braço e fazendo a arma voar. Com uma cambalhota para trás peguei a pistola e inverti nossas posições.
— Você é muito lento, permita-me então explicar. Há vários anos criou-se o mito de que se sangue fosse derramado no solo dos continentes formando um círculo no mundo poder-se-ia criar a Pedra Filosofal. Alguns idiotas realmente acreditaram nisso ou eram apenas psicopatas que adoravam matar. De um jeito ou de outro só faltava a equação nesse circulo de transmutação. Sendo assim alguém contratou o Alquimista e lhe deu uma lista de sacrifícios perfeitos. Contudo o Alquimista está sendo usado por alguém que quer se vingar do L, alguém que quer destruir o Detetive.
— O-Oque..?
— As pessoas mortas estão direta ou indiretamente ligadas ao L, aos seus agentes ou a Wammy’s House, eles tentariam obter informações ou mesmo só ameaçar o L. Maxiez descobriu a identidade do Alquimista, é alguém que deixou uma charada. A semelhança entre um corvo e uma escrivaninha. Sendo assim bastou ler os ideogramas da Universidade de Keio de trás para frente que se tem o nome.
— Ficaria Kei Yoshi. Quem é?
— Eu não sei, mas provavelmente o L conhece. De qualquer forma outra organização entrou na disputa. Mas se livrar do L não é o bastante, a pessoa para quem Maxiez trabalha, a máfia Rikai... Essa parte ainda é confusa. Não posso dizer com 100% de certeza se pensaram nisso sozinhos ou se estão sendo usados também. Mas o fato é que eles querem destruir não apenas o L, mas todos os seus possíveis sucessores. Querem fazer uma batalha global pelo poder dele, criar o caos e então trazer Kira de volta como um salvador.
— Kira... É impossível, ninguém até hoje sabe como ele matava. E já faz 17 anos que não há crimes assim. Kira morreu e ninguém mais tem o poder dele! – o homem pareceu irritado.
— Ora, ora... – sorri de canto. – Isso é medo ou seria ódio? – ele trincou os dentes. – Parece que Kira é o vilão para você, é isso? Ele matou alguém que era importante para você?
— Cale a boca!
— Annie... A pessoa que você quer salvar. Ela é a última peça que eu precisava. Agora eu entendi completamente o jogo. L tem que evitar que as garotas sejam mortas, que o plano de trazer Kira falhe e prender o Alquimista usado por alguém que quer se vingar. Agora que vejo isso posso fazer tal coisa. Eu sou o final da equação desse círculo de transmutação. – abaixei a arma. – Entre no carro e me leve até o laboratório.
Ele me olhou confuso.
— Laboratório?
— Você não acredita em alquimia, acredita? Todos os assassinatos não foram obras de alquimista nenhum e sim um grande truque de mágica... ou melhor dizendo da ciência. O local para onde tinha que me levar... Vamos até lá. Ah! E me coloque em contato com o L. Está mais do que na hora de eu contar a ele.
Amarrei as pernas e braços de Fabian que não resistiu, do banco do passageiro ele me guiou até onde deveria me entregar. Tirei a bala e enfaixei minha perna que continuava a doer. Ao chegar na entrada do prédio comecei a ter sérias duvidas se ele dizia a verdade ou se as coordenadas foram mandadas corretamente.
— Está brincando comigo, não é? – ergui uma sobrancelha olhando a construção. – Fala sério... TV Sakura?
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Sophie descia as escadas apressada logo atrás de Watari. Os dois entraram no carro preto e ganharam as ruas. No banco de trás havia muitos equipamento e era onde a garota se encontrava também.
— L, estou aqui. E agora? Vou só esperar ele acordar? – Ayato pedia instruções.
— Sim, basicamente é isso. – ela respondeu no microfone e mesmo pelo headset ela pode sentir a irritação dele.
— Inori e Faye estão correndo perigo, esse cara é um criminoso não vou simplesmente ficar aqui. – ele alterou a voz.
— Você irá precisar dele para vencer o Alquimista. E também... Eu estou a caminho. – eles fizeram silêncios. – Murakami-san eu estou lhe confiando minha vida agora também, você será o primeiro agente a saber a minha identidade. Então por favor, tenha paciência.
O rapaz pareceu processar a fala de L por um instante e depois suspirou.
— A Inori... Ela... Ela não é quem aparenta ser. Agora que vi o que esse cara tem, o jeito como ela pensou, planejou... – ele riu. – E eu me achando um bom mentiroso. – Sophie pode sentir que o rapaz fazia de tudo para manter a compostura e não sair correndo matando a esmo.
— Eu entendo sua difícil situação, tudo o que teve que passar e lamento pela Faye-san. Eu sei como é difícil abandonar as pessoas mesmo que para protegê-las e eu também tive alguém roubado nesse jogo. Garanto que recuperaremos todos.
— Jogo? Você é mesmo louco L.
— Essa é a minha garantia à você de que irei vencer, Murakami-san. – ela desligou e fitou a rua escura.
— Algo errado Watari?
— Acho que não deveria ir lá pessoalmente. É muito arriscado e nem me refiro ao fato da sua identidade como L... – o homem de cabelos grisalhos parecia extremamente preocupado. – Você é só uma garotinha, Sophie. E apesar de brilhante essas pessoas são assassinos.
— Watari... – ela cerrou os olhos. – Você se acostumou mal com o Near, ele é que gostava de se manter entre quatro paredes, distante de tudo e todos. Eu receio não ser completamente assim. Mesmo não sendo forte como eles, mesmo não podendo participar diretamente eu gosto de andar no meio do jogo. Essa é a minha maneira de diversão. Além disso, há uma chance de Kei Yoshi estar lá... Eu não poderia perder a oportunidade de encontrá-lo por nada.
O silêncio pairou novamente sobre eles, o homem ao volante por mais que se preocupasse com a garotinha no banco de trás sabia que nunca poderia interferir ou se fazer ouvir. A palavra do L era absoluta e até então ela sempre conseguia sobreviver e vencer qualquer situação.
O comunicador voltou a tocar, mas dessa vez ela reconheceu o numero do celular.
— Sim?
— L? – Sophie arregalou os olhos ao ouvir aquela voz feminina.
— Pare. – ela tampou o microfone com a mão e falou para Watari que freou.
— Estou na frente da TV Sakura, vou me entregar e fazer o possível para ganhar tempo.
— Saito-san, espere, por favor. Eu estou a caminho. – ela tampou novamente o microfone. – Vá para o prédio da TV Sakura. – o homem consentiu.
— O dia está raiando, eles vão matar Faye e Amanda... Fabian me contou e eu desvendei o restante do mistério... Kei Yoshi.
— Kei Yoshi é um antigo aluno da Wammy’s, ele se infiltrou no orfanato quando adolescente para tentar roubar informações. Foi responsável pela morte de três estudantes e dois professores. Não é nada prudente enfrentá-lo diretamente.
— Ficarei bem, na pior das hipóteses conseguirei salvar uma das duas.
— Inori-chan... O que está tentando provar?
— Nada, apenas me cansei de ser fraca e depender dos outros. Eu quero pegar os meus medos e transformá-los em força.
— Há uma grande diferença entre sacrificar sua vida e jogá-la fora assim. Peço que reconsidere.
— Você não entende. – Inori cerrou os punhos. – A minha vida inteira eu me escondi, eu não sou como você que se orgulha de sua mente, que pode usar seu poder para os outros, eu nunca consegui ser assim, eu sempre fui fraca, sempre dependendo da Valkyrie e... – a moça parou evitando o choro. – Eu não vou mais chorar ou ser feita de boba. Eu... Eu só quero poder morrer com um pouco de dignidade.
— Se você quer entrar eu não terei como te impedir, mas permita-me lembra-la de tudo o que você já fez ate aqui. Poderia ter deixado o hacker morrer, mas você se preocupou com ele. Deixou Natasha e Kornell vivos e graças a isso eu já posso ter informações sobre o chefe de Teiden. Eu posso parar o Alquimista, parar a máfia Rikai e talvez descobrir quem é o sucessor de Kira. Inori você não é uma assassina, não vai matar ninguém dentro do prédio e tudo o que fez será em vão. Porque você pode viver com dignidade, mas não morrer com ela.
— L... Maxiez... Ayato e Faye... Mère... Père... Je suis tellement désolé.
— Saito-san!
— Fabian está desmaiado no carro. Sua vez L.
— Inori... – a moça havia desligado.
— O que aconteceu?
— Ela está sendo emocional. Agora terei que pensar por nós duas.
— O prédio da TV Sakura... Eu pensei que o matadouro para onde mandou o Murakami fosse o esconderijo deles.
— Parece que não. Mas de certa forma faz sentido... Afinal a TV Sakura fazia tudo por audiência e até mesmo declarou estar do lado do Kira. Se me lembro bem antes de Near conseguir que o canal fosse extinto eles exibiram sem autorização um especial contra o L.
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Eu nunca pensei em como seria minha morte. Certamente não esperava algo gentil ou indolor, mas nunca pensei que seria por conta de uma garota. Não sei o que há na Inori, não sei o que sinto por ela, certamente não deve ser amor, mas sei que graças a isso quando finalmente entendi, quando enxerguei uma luz para minha vida infeliz a escuridão me acertou.
— Ei! – Maxiez sentiu o tapa leve e frio no rosto. – Você esta acordado?
— O que? – ele se levantou completamente tonto e examinou o peito. Sua blusa havia sido retirada e não havia nenhum sinal de tiros. – O que aconteceu?
— Agradeça a Inori Saito. – ele ergueu a jaqueta do rapaz onde havia um colete a prova de balas. Era o que Natasha usava, ele causava uma descarga elétrica e liberava um fluido para simular sangue quando perfurado.
— Inori... Valkyrie, ela fez isso enquanto eu estava desmaiado...?
— Sim. – o rapaz loiro o encarava com as sobrancelhas e olhos cerrados.
— E você é? – Ayato ergueu o braço apontando uma arma para ele.
— Isso não importa, me ouça bem. Eu trabalho para o L e no momento não estamos felizes com o rumo que as coisas tomaram. Como sabe, tudo isso é um plano para acabar com o Detetive, não vamos permitir.
— O que você quer?
— Quero que me leve até o Alquimista para que eu possa matá-lo. – Maxiez sorriu e seus olhos heterocromos se iluminaram.
— Então eles têm alguém com quem você se importa, não é? – Ayato deu um passo à frente encostado o metal da pistola em sua testa. – Eu conheço bem o olhar de raiva e ódio. – ele afastou a arma. – Não é necessário ameaças, eu quero esse cara morto tanto quando você.
O loiro abaixou a arma e sorriu de canto. Jogou a camisa e a jaqueta de volta para ele.
— Muito bem, vamos então.
— E quanto a Inori? – ele se vestiu. – Fabian a levou.
— Pelo que L me contou ele estava do nosso lado, mas a parti do momento que a pegou mudou de time.
— Estranho... Ele era meu mediador com Shirvani.
— Quem?
— O homem para quem trabalho e quer o Alquimista, o líder de Rikai.
— O mafioso que te tem na palma da mão. – eles saíram do galpão. Ayato suspirou. – Parece que não tenho escolha. – ele pegou o celular. – Vou ter que ligar para aquela pessoa.
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Galpão N°11, instalação subterrânea
Droga!— o homem correu pelo corredor fechando as várias portas de metal. Entrou numa porta lateral e se abaixou no escuro. O vulto do lado de fora pareceu olhar pelo vidro um instante e então continuar seu caminho. — Mas que droga.— pensava o cientista, Edward Garbout. – Isso não estava nos planos, algo deu errado. Ele não previu isso? Ou será que está apenas se divertido com nossa situação?
Ele correu até o fundo da sala, puxou o telefone sem fio e se escondeu debaixo da mesa. Discou o número e esperou um instante.
— Sim?
— Estão mortos... Todo eles... Ela... – Garbout sussurra, mas ainda sim parecia desesperado.
— Calma, Eddie. – a voz masculina transpareceu ironia. – Conte-me o que houve.
— Amanda Mizuho, aquela mulher... Ela é um demônio. Ela se soltou e matou todos. Bisturi, revólveres, com as próprias unhas... Ela, ela acabou com todos como se não fossem nada.
— Eddie...
— Ela quebrou o pescoço do Haundson com as pernas. Você não disse que essa mulher sabia lutar ou atirar ou lidar com produtos químicos. Veronic foi derretida até os ossos!
— É mesmo? – ele parecia curioso. – Mas que terrível contratempo. – a porta da sala veio abaixo seguida pelo som de um tiro. O homem na linha apenas suspirou.
— Ahh! – as luzes foram acessas. – Não! – a mesa foi arrastada e uma mulher ruiva, de olhos verdes e roupa escura manchada de sangue apareceu. – Por favor, eu só cumpria ordens.
— Que desculpa mais esfarrapada, nem no momento de encarar a morte você pode confessar sua ganância. – ela ergueu a arma para a cabeça do homem calvo. Seus olhos pareciam mortos, sua expressão vazia. – Quanta mediocridade, que jogo mais chato.
Do outro lado da linha o homem pode ouvir o último grito de Garbout. Annie pegou o aparelho com as mãos enluvadas.
— Escute aqui idiota, você é o próximo.
— Annie Tabolt. – ele riu. – Mal posso esperar. Estou na TV Sakura, diga ao Near para vim me pegar. – e assim ele desligou.
Near?— a moça processou a informação. – Será que... Porcaria Só pode ser piada... Yoshi!— ela foi até o computador e invadiu o sistema. Faye Calliare? Parece que é amiga da testemunha do assassinato... Inori Saito. Mas que bagunça, o que você andou fazendo Sophie?
Ela copiou todos os dados enquanto trocava de roupa, pegando a de alguma das cientistas ali. Espalhou o gás pelo local e quando alcançou a superfície atirou um palito de fósforo pela tubulação acelerando na moto.
Já dentro do carro, à distancia Ayato e Maxiez puderam sentir a explosão que fez metade do lugar afundar, destruindo diversas instalações e negócios ilegais.
— O que foi isso? – Maxiez perguntou.
— Parece que L já nos adiantou os reforços. Vamos continuar.
E naquela noite, Tóquio a cidade sem estrelas ganhou um brilho rubro nos céus.
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Sophie via uma imagem aérea do local da explosão. É a minha deixa. Murakami e Teiden já estão a caminho, Saito a essa altura já entrou o prédio e Annie finalmente deve ter conseguido todas as provas necessárias. Só falta eu e você, Yoshi-kun.
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— Você foi descoberto, K-chan? – uma moça de pele morena, cabelos escuros, olhos claros e voz manhosa perguntou sentada no sofá de couro junto com o homem de olhos azuis.
— Não, Rikki. Eu apenas estou trazendo os convidados para a festa.
— Mas... Eles não querem te matar? – Kei Yoshi se virou para ela segurando seu queixo.
— Mas você não irá me proteger? – a garota corou e o abraçou pela cintura
— Sim, eu definitivamente irei proteger o K-sama. – o homem sorriu de canto passando as mãos em seus cabelos. – Eu o levarei até o topo, farei tudo o que mandar e matarei qualquer um que ficar entre o K-sama e o primeiro lugar. – ela mudou sua expressão e tom de voz para algo ameaçador.
— Muito bem, essa é minha Rikki. – o loiro se recostou no sofá puxando do bolso mais um pirulito de morango. – Minha boa menina. – ela o encarou sorridente e com os olhos marejados. O homem limpou uma de suas lágrimas com um olhar autoritário e sombrio. – Agora, vá e receba nossa primeira convidada.
Rikki assentiu com a cabeça e se pôs de pé. Prendeu o cabelo em um rabo de cavalo e calçou as botas macias que faziam do seu andar imperceptível. Pelo monitor ela viu a moça de cabelos lilás saltar a placa de “Proibido Entrar”. Ganhou os corredores e tomou o elevador para a superfície.
K-chan, eu não irei decepcioná-lo. Eu não posso, eu não devo. Ele foi o único que me acolheu, o único que me amou... Eu tenho que ser forte, não deixarei nada ficar em seu caminho... K-sama será o número um.
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