Notas iniciais
Num momento de desespero Misa tem suas esperanças renovadas e Maisy se sente um passo a frente de L. O momento de colisão se aproxima, as coisas começam a ficar cada vez mais perigosas. A sorte está lançada. Façam suas apostas. "Tudo em minhas mãos Acabe com seu medo, me bombeie Tudo em minhas mãos Deixo você correr, aí puxo sua coleira Tudo em minhas mãos Sob o meu domínio, sob o meu comando Tudo em minhas mãos Tome cuidado" Música: All Within My Hands - Metallica.

Os olhos de Misa ficaram surpresos e ela tentava a todo custo ver o rosto da jovem a sua frente, mas estava escuro e ela usava algo cobrindo seu rosto.

– Agora eu vou te soltar e provar quem sou. Se gritar ou chamar a atenção dos guardas eu vou matar todos aqui. – ela concordou com a cabeça e Maisy soltou sua boca devagar.

– Muito bem. Agora...

– Sabe meu nome e vê meu rosto, vai me mata!

– O que? – a jovem ficou surpresa.

– Me mate aqui e ninguém vai saber. Se você tem mesmo o poder de Kira acabe comigo logo.

– Mas...

– Eu vou gritar e você vai ter que me matar, mas vai se meter em problema. Olha que eu... – ela abriu a boca pra gritar e Maisy a tapou novamente.

– Está certo. Eu te mato, mas antes quero falar com você. Se me ajudar, se colaborar eu te ajudarei.

Ela tirou um pedaço muito pequeno do Death Note e encostou em Misa. Ela então olhou por cima da garota e quase teve um ataque ali mesmo.

– Ryuk...? É você.

– Misa. — ele acenou com a mão.

– Seu desgraçado. – ela tentou se levantar e alcançá-lo. – Foi você! Tudo culpa sua. Você o matou! Como pode...?

Maisy teve que tapar sua boca novamente já que ela começava a gritar.

– Para de fazer barulho e escuta a minha proposta. – ela tirou um comunicador arredondado da bolsa, parecendo um rádio só que era muito pequeno. – É o seguinte. Você quer muito morrer pra se juntar ao Light, não é?

– Sim. É tudo o que eu mais quero. – respondeu.

– Ótimo. Eu quero terminar o que ele começou, tornar os sonhos dele realidade e para isso vou precisar da sua ajuda. Você vai pegar esse comunicador e nós manteremos contato.

Ela saiu do quarto e os guardas nem desconfiaram de nada. Voltou para a lavanderia, ligou o tablet e também pegou um comunicador.

– Pode me ouvir, Misa?

– Sim.

– Bom. Suas colegas de quarto estão sedadas e não vão te incomodar, mas não deixe os guardas da porta te escutarem. Fale baixo e perto do comunicador.

– Certo. – a simples menção de poder se juntar à Light fez Misa voltar um pouco a si. Estava disposta a ajudar aquela garota a realizar o sonho do seu amado Kira e ainda poderia se juntar a ele pra ver isso.

– Minha proposta é a seguinte, você me dá uma pequena ajuda nesse meu começo e depois eu te mato para que você encontre com Light Yagami. E juntos vão poder ver a criação de um novo mundo.

– Assim como Light queria. Eu aceito. O que você quer de mim?

– Primeiro saber se tem como manter a bateria do comunicador carregada. Basta abrir a parte de trás, puxar os pinos e então plugar na tomada.

– Não tenho isso aqui neste quarto, mas posso dar um jeito. Posso conseguir na ala médica. Não se preocupe.

Ela pode ser muito inteligente e útil quando quer. – Então agora me fale sobre as mulheres com você no quarto. Quem são elas?

– A da poltrona é uma das minhas médicas, chama-se Hiromi Uchida. A outra é Jeniffer Walker uma policial que tem de ficar de olho em mim. Ela reporta tudo à um superior do antigo Caso Kira pelo que soube.

Maldito seja Near.

– Certo. Com que frequência sai do quarto?

– Só fico aqui para observação depois de crises. Mas costumo ficar em outro quarto mais confortável que também é monitorado. Saio muito para interrogatório.

– E com que frequência isso acontece?

– Sempre. Sempre que podem tentam arrancar alguma informação de mim.

– E conseguiram?

– Algumas, mas... Mas entenda eu estava dopada, jogaram sujo comigo.

– Tá, fique calma. Sendo assim, mesmo com as transferências pode manter o comunicador escondido e carregado?

– Acho que sim se eu me comportar me deixam mais em paz. Mas as câmeras...

– Eu as hackei. Vou te monitorar também e confundir quem estiver assistindo. Vou dar um jeito para que possa dopar os outros e falar comigo.

– Tá bem. Você quer o caderno que está faltando, não é?

– Sim. Sabe onde ele está?

– Na verdade não. Mas talvez possa te ajudar a chegar até ele. Ai você cumpre com sua parte e me mata, né?

– Exatamente. Preste atenção. Vou deixar comprimidos escondido dentro do consultório 5 onde você costuma ir na cabeceira de metal da maca. É só tirar a rosca e pegar. – ela via os prontuários médicos da mulher. – Pode tentar por na bebida ou comida deles, vou deixar também algumas seringas, caso os comprimidos não resolvam. Agora esconda o comunicador e se prepare. As mulheres podem acordar a qualquer momento o efeito já passou e os guardas devem ir até aí porque os levei para uma armadilha para chegar até você.

– Está certo.

– Mais uma coisa... E quanto ao L? Ele te interroga ou algo do tipo?

– Não. Nunca sequer ouvi falar dele aqui.

– Entendo. Obrigado pelas informações. Garanto que assim que alcançar minhas metas, que por as mãos nesse Death Note seu nome será o primeiro que irei escrever.

– Está certo! – Misa abriu um sorriso e parecia realmente feliz. Cumpriu muito bem sua parte do acordo.

Maisy liberou as portas da ala norte e os guardas saíram apressados. Trocou os dados dos remédios para não darem falta, escondeu os sedativos, terminou de manipular as imagens e tirou o uniforme. Fugiu pelo portão dos fundos que também era automatizado. Pelo celular e o tablet controlava o lugar inteiro. Assim viu os guardas irem até Misa e ela desempenhou a melhor de suas atuações.

– Acho que ela não gostou muito de te ver Ryuk. – comentou quando já estava na rua.

– É. Mas sua promessa de matá-la parece ter lhe dado um novo motivo pra viver.

– Pois é. Ela é muito perturbada. – disse se lembrando do que leu na sua ficha médica. – Matá-la antes que possa abrir a boca pro L vai ser um prazer. Acho que ele vai acabar suspeitando que falei com ela, mas Misa vai ficar quieta e aguentar tudo calada. Sei que vai. Pelo Light. – ela se virou para Ryuk. – Mas uma coisa eu não entendo. Você me contou que ela fez o acordo dos olhos duas vezes sendo assim... Como ela ainda está viva se seu tempo de vida só diminuiu?

– É que você está se esquecendo de que ela também foi salva por shinigamis duas vezes. Tanto que o acordo dos olhos nem fez diferença quando Rem se sacrificou por ela. Isso mexeu muito com o tempo de vida dela.

– Hum... Interessante, muito interessante – ela seguiu em silêncio. Ela ganhou mais tempo com a morte dos shinigamis. Ótimo saber disso. É Ryuk, às vezes você fala de mais. Hehehe.

Notas finais
"Ryuk: Me impressiono em ver o quanto Maisy descobriu sobre Light, Misa, L, Near... Parecia que ela vinha a procura de algo, que previa essa nova guerra, que sempre esteve preparada. Sempre que ela menciona algo minha mente volta aquela época. Como era divertido! Foi emocionante ver o confronto de Light e Lawliet. Tanto que acho que não posso mais viver na monotonia do meu mundo e da minha antiga vida. Maisy se mostra a altura e essa briga tem tudo para ser boa, mas é um tanto repetitivo, antigamente tudo era novo, agora eu já espero sempre algo impressionante e confesso que as vezes me decepciono. Mas o fato dela não ter nome, de eu não poder matá-la tão facilmente me assusta e também me atrai. Há algo nela... Algo que não sei explicar. E por diversas vezes, quando ela me encara, me sinto ameaçado. Eu um Deus da Morte ameaçado por uma garotinha... O que está acontecendo comigo?"