Death Note: Os Sucessores
7 Infiltração
Notas iniciais
Ela ia correndo pelos corredores em silêncio. Ryuk voava sobre ela.
– Então qual o plano?
– Se eu conseguir um uniforme daqui posso entrar lá inventando alguma desculpa como levar comida.
– Mas são três horas da manhã. Vocês comem nesse horário?
– Então vai ser algum remédio. – e virou à esquerda saindo num enorme pátio circular. Era o centro do lugar. – A ala administrativa deve ser perto da entrada. E também deve ser lá onde as irmãs dormem.
Eles se encaminharam para lá, Maisy se escondia dos policiais que faziam rondas ou trocavam de turno. Chegou a ala onde funcionava a administração e era a casa das mulheres. Encontrou a lavanderia, então tirou da bolsa alguns instrumentos e arrombou a porta.
– Achei um. Vai ficar meio grande, mas dou um jeito. – ela pegou um uniforme de auxiliar, pessoas que faziam um pouco de tudo por lá.
Ela começou a se trocar e Ryuk virou de costas, não entendia bem o motivo, mas era um velho hábito de quando conviveu com Misa e essa disse ser extremamente rude olhar enquanto uma dama se troca.
– Pronto, dá pro gasto. Pode se virar agora Ryuk. Quem diria, você tem algum cavalheirismo.
– É que não sei lidar com vocês fêmeas. – respondeu.
– Ai, mereço. Então tá, Agora continuando... – ela tirou um tablete da bolsa e um teclado flexível dentre outros aparelhos – Vou hackear as câmeras.
– Nossa quanta coisa. Não brinca em serviço.
Ela montou os equipamentos e começou a digitar.
– O lugar não é tão sofisticado assim. A ala em que estava só tem sistema de alarme, também não tem sala de monitoramento senão já teriam me pegado. Deve ser moleza entrar no sistema. – ela dizia com os olhos fixos na tela. – Olha só. A ala da Misa está mais protegida, mas também está cheia de câmeras. – ela riu estalando os dedos. – Ótimo.
– Mas isso não dificulta?
– Ah! Ryuk... Ainda está para ser criado um sistema que eu não possa invadir e controlar. Afinal, me pai adotivo é dono de uma empresa de tecnologia, sempre estudei tais algoritmos e aprendi essas coisas.
Maisy conseguiu acessar as câmeras de segurança, alarmes e tudo que era automatizado, como algumas portas. Tudo obedecia a um sistema central só, sendo assim ela poderia controlar todo o lugar.
– Pronto. Aqui está. Primeiro vou congelar uma imagem dos corredores desertos e pôr por cima da minha vindo pra cá. Assim quem assistir vai achar que ninguém passou por ali.
– Que esperto. – disse Ryuk. – Vai ter que fazer isso depois que falar com a Misa também?
– Isso, mas agora é moleza. Vou poder fazer isso do meu celular. E por falar em Misa, vamos dá uma olhada nela.
A imagem de um hall de entrada apareceu com quatro guardas usando coletes a prova de balas, mas o que chamou a atenção de Maisy foi o fato de haver capacetes pretos.
“Sem um rosto Kira não pode matar. E como não estão usando agora devem confiar muito no sistema de câmeras... Mas se eu consegui invadi as câmeras posso controlar também...”
Foi a vez do corredor, lá havia mais quatro guardas, depois a frente da porta onde havia dois guardas de prontidão, esses usavam seus capacetes. E finalmente o quarto, era branco com paredes acolchoadas. Havia três mulheres.
Uma loira deitada na cama era Misa, outra ao seu lado na poltrona que usava uma espécie de máscara e uniforme era médica e a terceira que também usava essa mascara era uma jovem morena de cabelo curto.
– Tem duas mulheres com ela, mesmo dormindo vou ter que me livrar delas pra falar com Misa.
– E como vai fazer isso? – Maisy ficou pensativa e Ryuk insistiu. – Se tivesse os olhos de shi...
– Já disse que isso está fora de questão. Além do mais eu não trouxe um pedaço grande o suficiente do Death Note para nomes. Não ia me arriscar num lugar infestado de policiais. Me deixe pensar Ryuk.
– Talvez seja melhor voltar outro dia.
– Não! Já estou aqui e posso resolver esse contratempo... É, tive uma ideia.
Maisy então guardou os equipamentos de volta na bolsa e foi até a sala de medicamentos. Pegou alguns frascos, duas seringas e foi rumo a ala de Misa Amane.
Pelo seu celular, que era de ultima geração da famosa indústrias Tulevik, observava as câmeras e fazia o mesmo processo de congelamento e colando por cima de suas imagens. Ela uma garota invisível naquele momento.
Quando chegou ao hall de entrada se escondeu algumas pilastras antes, conectou o celular no tablet e então o rádio de um dos guardas começou a chiar e uma voz rouca saiu.
– Atenção todos, atenção. Desloquem-se para a ala norte. Encontramos algo aqui. Repetindo desloquem-se para a ala norte. – os homens colocaram os capacetes e foram.
– Melhor se apressar, quando perceberem que é trote vão voltar. – aconselhou Ryuk e a garota revirou os olhos.
– Não vão não. Relaxa. Mas ainda tenho mais alguns obstáculos. – ela prendeu o cabelo em um coque, mexeu no celular e começou a andar na direção do quarto.
– Por que? O que tem na ala norte? — o deus da morte ficou curioso.
– Uma armadilha. As portas lá são automatizadas já que é o local de exames e consultas.
Ela chegou até a porta e disse:
– Boa Noite. Vim trazer esses remédios para a senhora Amane. – disse mostrando um frasco que tinha pegado. Eram vitaminas, mas eles nunca reparariam.
– O que? Há essa hora? – perguntou um deles.
– Também estranhei, mas foi o que me pediram. Disseram que iam avisar, o pessoal lá da frente me deixou passar.
– Hum... Mas nós não recebemos nada. – o rádio então começou a zunir e uma voz os informou sobre a ida da jovem, exatamente como Maisy havia digitado e rpogramado um pouco antes. – Bom parece que está tudo certo. Pode entrar então, mas fale com a doutora Uchida.
– Pode deixar. – ela entrou.
O Truque do rádio funcionou perfeitamente.
Maisy entrou no quarto no mais puro silêncio e cuidado. Num lenço colocou uma substância entorpecente que levou suavemente ao nariz da jovem morena e depois aplicou o sedativo da seringa em seu pescoço. Fez o mesmo com a médica. As seringas continham um sedativo forte que ela aplicou em pouca quantidade para não suspeitarem e o lenço com entorpecente permitia que não acordassem ao sentirem a picada da agulha.
Depois ligou o abajur e Misa se mexeu na cama. Seus braços e pernas estavam presos a ela de modo que não a machucavam e podia se mover livremente, mas não sair da cama.
Ela se sobressaltou e tentou se levantar. Levou um susto ao ver aquele vulto a sua frente e quis gritar, mas Maisy tapou sua boca e a segurou com força.
– Misa Amane se der um pio você morre. Eu sou o novo Kira.
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