Death Note: Os Sucessores
6 Dentro do Covíl
Notas iniciais
Depois do jantar Maisy preparou as suas coisas e um pouco antes da madrugada saiu de casa escondida. Carregava uma bolsa que era quase uma mochila. Ryuk claro a acompanhava e ia comendo uma maçã.
– Maisy... O que pode me falar da Misa Amane?
– Hã? Uê, você não morou com ela e o Light?
– É. Mas quero saber o que aconteceu depois da morte do Light. Como o Near queimou o caderno eu não tive mais motivos pra ficar aqui e voltei ao meu mundo.
– Ah, bom. Pelo que descobri ela tentou se suicidar, mas nem isso ela conseguiu. Depois disso a polícia e a família a internou numa clínica, ela ficou totalmente desequilibrada.
– E onde ela está agora? Acho difícil você conseguir entrar numa clínica a menos que você traga o caderno e tenha olhos de Shinigami.
– Já disse que isso está fora de questão, além do mais, ela está numa espécie de casa de repouso, junto com outras mulheres onde cuidam dela, sabe, pra não se matar. Elas abrigam outras mulheres... Essas coisas de caridade. O problema é que como Segundo Kira aposto que ela vive supervisionada por policiais, de certa forma está cumprindo pena.
– Entendi. Achei que ela seria condenada a morte.
– É, mas há quem ache que ela ainda possa abrir a boca e ser útil.
– Hã?
– Pensa comigo Ryuk. Havia três Death Note no mundo dos humanos sendo usado por eles. Pelo que eu sei o primeiro, que você tinha pegado e Light achou, foi devolvido para o shinigami. Ficando dois, o que Misa tinha recebido de Jealous e o da Rem que passou a ser do Light.
– Certo. Um deles foi usado pelo Mikami, o que Misa havia recebido e depois passou a ser meu. Bom acho que é isso. Light me confundiu com tantas trocas. – a cabeça de Ryuk começava a girar, ele não era de pensar tanto.
– Mas então... Acontece que Near só destruiu um. O que estava com Teru Mikami, já que o outro era falso...
– Certo. Onde está o outro então?
– Agora entende porque vou atrás da Amane e porque a polícia japonesa se preocupa tanto em mantê-la viva.
– Ah! Faz sentido. E como Light está morto...
– Quem achar primeiro vira o proprietário.
Ela pegou um táxi e chegou a uma grande casa. Estava usando peruca, lentes de contato e roupas velhas. Bateu na porta e pediu abrigo dizendo que estava na cidade e não tinha onde passar a noite. Inventou que viajou até ali em busca da mãe biológica, mas não a encontrou e só conseguiria voltar pra casa no dia seguinte.
A mulher a acolheu e disse que poderia ficar num quarto só por aquela noite. No caminho ela viu alguns policiais.
– O que eles fazem aqui? – perguntou.
– Temos uma paciente aqui que fica sob supervisão deles. Esse lugar também é uma clínica de readaptação. Mas não se preocupe vai ficar em outra ala com outras moças que assim como você vieram pedir abrigo.
– É. Soube que abrigam mulheres e crianças pro serem parte de uma igreja, certo?
– Convento de freiras na verdade. A propósito sou a Irmã Chieko recebi esse nome que significa mil bênção.
– Eu sou Junko que significa sincera e pacifica.
Elas chegaram a uma porta branca e a mulher abriu a porta. Lá dentro havia duas beliches e já dormiam duas garotas.
– Este será seu quarto. Entre sem fazer barulho, se me lembro bem as outras moças são Ikki e Meng. Espero que se entendam, saiba que não aceitamos discussões e brigas. – a mulher disse severa.
– Claro. Não se preocupe quanto a isso.
– Muito bem. Boa noite.
Maisy entrou e se instalou na cama de baixo de um beliche.
– Hehe. Foi mais fácil do que pensei. – disse Ryuk. Maisy se deitou na cama e fingiu não ouvir o shinigami.
Algum tempo depois se levantou e saiu pelo corredor. Estava deserto.
– Foi moleza entrar, mas como vai chegar a Misa? Ela parecer está sob forte vigilância. Qual o plano?
– Estou pensando agora. – ela estava num pequeno pátio e se sentou num banco junto a uma mesa de mármore. – Ryuk quais as chances de você ir lá e me contar quantos policiais tem?
– Já disse que sou só um espectador Maisy. Além do mais como isso te ajudaria? Você não pode passar por eles como eu.
– Eu tinha que tentar, não é. Se eu conseguisse ver lá dentro vou poder bolar um plano. O problema é que não sei se há pouco ou muitos guardas nesse horário. E ainda tenho que passar por eles não importa a quantidade. – ela apoiou o cotovelo na mesa e a cabeça na mão. – Preciso pensar... – ela massageava a fronte.
Ryuk se sentiu tentado a ajudar afinal queria ver Misa também estava ansioso para ver os rumos que as coisas iam tomar e por isso mesmo não interferiu. Queria ver como Maisy iria resolver aquilo.
– O antigo L deve ter deixado alguém de confiança que soubesse sobre o caderno comandando e acompanhando tudo mesmo que os outros não saibam nem porque ela ainda continua viva. Suponho que dentro do quarto dela haja pessoas que a vigiem, que ela fique sob constante monitoramento. Talvez até câmera e... – de repente ela se levantou e agarrou a bolsa. – É isso. Já sei. Vem Ryuk, vamos nos divertir.
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