Death Game
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Jack M.
Bom, infelizmente chegou ao local da colheita. Enfim, respirei fundo e dei um passo a frente, meu coração batia forte, eu apertava a mão de Lewis e Jack. Eu me sentia mal, pela minha família e pela minha própria vida, isso colocaria nossas vidas em perigo.
– Emma, minha mão dói.
– Desculpa.
Ele reclamou, eu estava apreensiva, meu nervosismo eu depositava nas mãos deles. A cada passo a frente era um obstáculo pra mim, verdadeiramente eu via nos rostos da pessoas que estavam ali o sofrimento que aquilo causava.
– Emma fique calma. Está suando muito.
– Desculpe.
Eu só pronunciava aquelas palavras, não conseguia pensar em mais nada naquele exato momento.
Logo ficamos em um lugar, e Tina logo vem ao microfone.
– Atenção garotos e garotas presentes no local, mais um ano se inicia e mais um Death Game se inicia. A cada pessoa que eu selecionar por favor venha ao palco.
Eu via nos olhos dela o orgulho, a luxuria, a tensão. Ela tinha certeza que não gostava daquele trabalho. Mas fazer o quê? Único trabalho que resta naquela vila.
– Você princesinha, venha ao palco. Como é seu nome?
– Jane!!!
A menina parecia se desmoronar. A vontade que eu tinha de gritar e destruir aquilo era tanto que machuquei Jack, com minha própria unha.
– Emma Ai!!!
– Desculpa Jack, estou nervosa e furiosa ao mesmo tempo, me desculpa.
Tudo tem seu preço, eu me garantia, tudo!!! Um dia tudo aquilo acabará, mas que dia é este? O interesse do governo, cadê? Todos sofriam cada segundo da sua vida, não só na colheita mas o ano todo a vida toda, enquanto não colocasse um fim naquilo.
– Você queridinho venha aqui, hum... Um jovem atraente como é seu nome?
– Nick. Estou contente por estar aqui. — ele sorriu
– Olha só!!! Vejo que lutará até o fim né lindo?
– Sim senhora.
– Senhor não gracinha, pode ir por ali!!!
Vi que aquilo que o garoto disse era totalmente irônico. O garoto estava tanto nervoso quanto eu, eu via seus olhos cheios de lágrimas. A simpática jovem ao lado dele, o abraçou e o confortou com uma palavra no seu ouvido.
– Ei você suba aqui.
Virei-me lentamente e olhei, sim, ela tinha escolhido o Jack.
– Não Jack, não!!! — puxei-o
– Emma finalmente chegou o momento.
Eu não deixei ele perceber que eu estava destruída, mas era visível em minha cara.
– Vai ficar tudo bem. — ele prometeu
– Promete?
– Sim eu prometo!!! Eu te amo Emma.
Senti seus lábios se moverem, e as palavras soaram lentamente, eu fiquei fria e paralisada.
– Vem cá jovem rapaz, hum... Forte e ágil!
– Obrigado.
Ele me olhava de cima, com gesto com a mão, como se quisesse me acalmar. Mas nada adiantava, meu melhor amigo estava em risco, várias pessoas estavam aonde só uma escapava.
Eu ficava batendo os pés, apenas Jack e Lewis sabem o que aquilo significava.
– Acalma-se minha irmã.
– Lewis, acho que serei escolhida, já foram duas crianças lá pra cima, este é o máximo , eu acho então, proteja a mamãe. Agora você é o homem de casa. Sempre foi né? Me dá um abraço agora baixinho lindo — eu o abracei.
– Não importa o que tenha de fazer, vença! Você é forte, vença por favor, por mim e pela mamãe tá? Você é capaz! — ele soluçava em meu ombro.
Eu vi os olhos da Tina sobre mim, ele parecia pensar, seu olhar irônico me deixa inquieta. E finalmente ela olhou pra mim e me chamou.
– Você linda e jovem moça, suba aqui.
Vi o Jack que ficou super tenso, ele abaixou a cabeça e fechou os olhos, como se ele tivesse sido culpado por aquilo ter acontecido.
– Como é seu?
– Emma Jackson.
– Hum... Linda nome, qual seu objetivo querida? — ela perguntou irônico.
– Acabar com essa palhaçada, e mostrar pro governo a liberdade e a paz.
Não ouvia aplausos a muito tempo, demorou 30 segundos pra eles pararem de aplaudir minha justificativa.
– Percebo que você é dura na queda linda dama.
– Sim sou, a respondi.
Logo elas chamou o resto das pessoas, e não tive mais contato com o Lewis, fomos enviados pra dentro do centro de reuniões do Death Game, tudo era tão lindo e perfeito, cada ilustre de diamante branco, refletia junto com o sol e dava uma imagem bela e linda.
– Atenção vocês ficaram em três grupos de quatro pessoas, pra serem enviado pra arena. Enfim, aqui estão a lista pra cada grupo e peguem suas novas roupas.
Eu não fiquei no grupo do Jack, enfim não tive tempo de falar com ele. Bom fiquei num grupo com uma criança e mais três jovens. Logo a criança me cutuca.
– Oi!!!
– Oi, como se chama?
– Emily.
– Hum... Lindo nome parecido com o meu.
– Obrigada! Gostei das suas palavras na colheita. Enfim quero me unir a uma pessoa verdadeira, me relacionei com você, algumas características minhas batem com a sua.
– Obrigada digo eu pela confiança, não conheço a personalidade de ninguém daqui, mas aparentemente você é simpática, então eu topo. — eu sorri.
Ela parecei contente, e alegre naquele momento, seu sorriso me alegrava e contagiava também, não tirava a preocupação e nem o sofrimento daquela tortura. Mas amenizava mais.
– Bom sabe pra onde vamos?
– Pra uma espécie de local isolado, ele se chama "Fourth Assessment" uma espécia de avaliação e de pesquisa sobre nós, e estatísticas para saber o melhor e que habilidades você tem pra demonstrar, em seguida vamos para o "Bath Aid" um local aonde entraram em contato com a gente, e nos darão dicas de sobrevivência. E por último a "Identification" para localizar nossos movimentos e caso a gente tentar fugir, eles nos explodem.
– Nossa! Que macabro isso, e como você sabe tanto em mocinha?
– Meu pai, lutou e conseguiu vencer. Mas traiu o governo e acabou sendo morto anos depois.
– Lamento Emily, apenas um ganha. Este é o problema nos apegamos tanto a algumas pessoas.
– Fique tranquila. Espero que conseguimos chegar até o final.
– Eu também. — eu sorri e a abracei.
Anoiteceu, eu iria me deitar para o dia seguinte que estava perto, e rezei agradeci a Deus por tudo de bom, e pedi que ele me abençoasse naquela aventura que ficaria marcada para sempre.
– Continua...
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