Death Game
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Emma J.
E finalmente amanheceu, não tinha dormido nada, só estava imaginando como estava minha família naquele momento, sozinha.
Logo Emily acorda, mas sem ânimo. Me dei conta de que ela estava triste e parecia sozinha.
- Emi?
- Ah! Já acordou Emma, bom dia.
- Bom dia! Aconteceu algo?
- Nada só estou com uma forte dor de cabeça.
Eu sabia de que aquilo não era verdade. Ela estava mentindo pra me manter calma. Mas como sou inquieta eu logo perguntei.
- Não é isso, me diz.
- Ta bom Emma, eu só estou tentando aceitar.
- Aceitar o quê?
- A minha morte Emma! Só uma pessoa ganha, seu melhor amigo está no jogo, você irá me matar.
- Nada disso Emi, pare de pensar nisso. Eu verdadeiramente passaria fome e sede, ficaria sem dormir pra morrer por você.
- Morrer por mim? Pra quê eles iriam querer uma criança no governo? Pra poder da credibilidade a eles? Pra fantasiar a cabeça de várias crianças de que uma deles também são capazes de vencer? Ah me poupe Emma, eu sei que esse jogo não é meu.
- Você sabe? — perguntei friamente.
- Sei. — ela abaixou a cabeça — Não morra por minha causa.
Eu a abracei e logo dei um leve beijo ao seu rosto.
- Vamos se aprontar? Não queremos que o governo pegue no nosso pé. — eu ri
- Claro, já basta eles desejar nossa morte. — ela riu
- Para de falar disso, vou cobrir sua boca se falar isso novamente.
- Tudo bem, vamos lá.
Logo saímos do quarto e fomos ao corredor aonde estava o número de nosso grupo. Lá um garoto já mostrava suas habilidades com raciocínio.
- Ei meninas, bem vindas.
- Obrigada — disse brevemente.
Eu e Emily apreciamos o que ele fazia, parecia estranha ele olhava uma tabela confusa que tinha que solucionar. Um tipo de palavras cruzadas mas com letras minúsculas.
- Você é do tipo mutante? — Emily perguntou.
Ele sorriu.
- Não, porquê pergunta? — ele sorriu
- Como você consegue, identificar as palavras deste tamanho?
- Concentração menina. — ele respondeu — Na verdade eu sou um tipo de gênio. Mas ninguém sabia, porquê eu era o tipo do que usava óculos grandes e cabelo penteado pro lado.
- Ah. Que bom que tem concentração. Pois vai precisar.
- Eu sei, e você treina alguma coisa?
- Eu aparentemente sou ágil. Mas nada que ofusque os outros concorrentes.
- Hum... Legal, enfim com licença eu preciso treinar.
- Tudo bem, vem Emma.
Nós nos afastamos do garoto e fomos pro outro lado. Eu logo perguntei.
- Como você consegue se dialogar tanto com as pessoas?
- Dialogar? Sério que é esta a palavra? Pra mim é faz novos aliados.
- Como você consegue? Tudo isso pra vencer?
- Emma, já chega. Quanto mais pessoas junto a nós melhor. Ou você quer lutar sozinha num lugar sombrio?
- Eu sei, mas na hora que for o combate de verdade, como irá matá-lo? — eu perguntei ironicamente.
- Bom. Envenenado, seria uma boa opção.
- Bem pensado. Como achará veneno?
- Emma estamos no Death Game, não num reality show. Se liga é um jogo de batalha, terá qualquer tipo de arma e coisa do tipo lá.
- Tudo bem. — respirei fundo — Eu tenho habilidades em ler.
- Ler? Aqui não é concurso de literatura.
- Pra um criança de 13 anos você é bem madura né?
- Você não me conhece Emma, fui treinada desde os 5 pelo meu pai.
- Então tá — escondi atrás do orelha o cabelo que incomodava no rosto — O que tu prefere?
- Na verdade. Você treine com aquilo. — ela apontou pra uma faca — Acho que combina com você.
Fui até onde estava a faca. E a peguei, e assim atirei-a numa mira perto. Surpreendeu-me, acertei no alvo.
- Eu disse! — convenceu-se.
- Você se acha Emily. — afirmei.
- Bom não é a toa né?
- Ai meu Deus — eu ri.
Logo chegou a última pessoa do grupo, uma bela moça dos cabelos loiros e olhos azuis. Ela logo pega uma espada e treina em um boneco. Ela cortou todos os membros. Ela verdadeiramente me surpreendeu.
- Tudo bem Emma, acalma-se. — disse ela.
- Eu estou calma, só não me acostumo com tanta gente preparada assim.
- Eu bem que poderia te surpreender. Mas isso seria imaturo.
- Certeza. Não quero ser pisada.
- Porquê?
- Você tem 13 anos, e sabe várias coisas e é ágil, eu só acerto o alvo por conta de sorte.
- Ai você para hein.
- Ás vezes chego a conclusões que você é uma lobinha em uma pele de cordeiro.
- Tudo bem, ás vezes me identifico com isso. — ela sorriu.
- Você me assusta ás vezes.
- Porquê?
- Não sei claramente dizer, mas você parece uma pessoa velha. Tem certeza que tem 13 anos?
- Sim. — ela abaixou a cabeça.
- Desculpe-me ás vezes não meço minhas palavras. — indaguei.
- Sem problemas você está certa.
Eu sabia que eu estava certa, aquilo não era normal. Ás vezes ela não parecia uma criança e sim uma adulta psicóloga.
Fomos e treinamos a tarde toda. E logo eles iriam avaliar nossas capacidades. Finalmente iriamos pra nossos quarto descansar, aquilo poderia ser a última que iriamos ali.
Eu estava numa espécie de cápsula fechada e aprisionada numa área de lobos. Cápsula aquele lugar, aprisionada no Death Game e rodeada pelo governo e suas mil câmeras. Na verdade era mais. Mas claramente eu não me importava. Queria saber do Jack, como ele estaria naquele momento, como ele se saiu. Se ele está bem com as pessoas a sua volta, Jack é sério certeza ele intimidou alguma pessoa de lá, ou apaixonou. Emily havia dormido, não tinha ninguém pra desabafar. Só a menina dos olhos azuis a minha frente. Mas na verdade o que viria em breve? Só Deus sabia o meu destino.
- Continua...
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