Notas iniciais
"Se quiser vencer, tem de lutar"
Louise J.

De costume eu estava lendo meu livro, "Encanto dos pássaros" estava na página 52, cada palavra daquele livro me fazia refleti e chegar a conclusões concretas da vida. Mais nenhum livro tirava minha tensão, D.G estava próximo de acontecer e eu não estava preparada para a tortura, muito menos meu irmão Lewis. Jack é veterano no D.G ele já tinha sido selecionado várias vezes. E nunca foi escolhido, ele tem é sorte. Pessoas morreram naquilo, inocentes, crianças, jovens todos tiveram o mesmo traço. Doze pessoas naquele jogo brutal, que só enriquece o governo e seus patrocinadores. Vermes! Isso que eles são. Polícia Federal? Todas manipuladas por eles. Não sei se isso terá um fim, mas tenho esperança. Queria me tornar uma lenda igual a minha vó "Louise Jackson" a guerreira que tentou lutar contra o governo e acabou sendo morta no jogo, ela foi vitima do jogo, ainda bem que as regras mudaram, adultos e idosos não participam, antes participavam!!!

Crianças e Jovens perdiam seus pais, eram uma tristeza muito grande. O governo era tão corrupto que aos que tentavam passar por cima deles, eles deixavam sem comida. Cidade abastecida pelo governo. Bom, eu lia cada folha para distrair a cabeça, e não ficar lembrando da colheita. Além de tudo tinham os escravos, que trabalhavam organizando os jogos e ganhavam uma miséria.

"Lute, sua luta será recompensada" a frase me tocou e eu senti que aquilo veio pra mim, não é a toa que minha vó deixou aquele livro de herança para a neta primogênita.

– Atrapalho?

Chega Jack, meu melhor amigo, o que tem sorte nas colheitas. Não sei porquê ele insiste em lutar naquele jogo macabro.

– Não Jack, entra.

– Bom! Vi que estava concentrada no livro — ele sorriu — parece uma velha lendo.

– Idiota.

Rimos e ele me abraçou.

– Emma, está chegando a hora.

– Sim eu sei.

– Lewis! Já preparou e conversou com ele?

– Ainda não, mas ele parece tranquilo, apesar da aparência tensa dele.

– Coitado, deve sofrer.

– Sim.

Lewis meu irmão mais novo, traumatizado pela morte da minha vó. Não sei como deixar ele tranquilo, mas ele não esquece. Ele era apegado a ela. Tanto que ele a chamava de esposa.

– Jack?

– Sim Emma.

– Se eu morrer cuidará do meu irmão?

– Que papo é esse, você não irá morrer.

– Mas nossos nomes estão lá!!! Só um ganha e entra pro governo.

– Eu sei mas lembra? Acabar com eles, foque nisso e esquece o resto.

– Tudo bem, tentarei.

Soa uma buzina assustadora.

– Emma está na hora.

– Tudo bem, vá descendo eu já irei.

Fechei o livro e peguei meu escapulário, e desci. Minha mãe apreensiva chorava.

– Fique calma mãe vai dar tudo certo — eu a abracei — te amo

Então saímos, para enfrentar algo que arriscaria nossa morte. Então eu iria enfrentar a maior tortura da minha vida.


– Continua...