Dear Sophia
38 XXXVII
Notas iniciais
Como vão? =D
Viu, viu? Eu não atrasei u.ú
Esse capítulo é especial. É de Natal (atrasado, eu sei, mas fazer o quê?)
Espero que gostem, não tem somente o Pov. da Delilah.
Aliás, agradeço imensamente ao Jonathan Bemol por ter me ajudado com o primeiro POV do Nath, agradeço à Paula Padilla por ter feito o começo do POV Samantha e agradeço à Alley Coller por ter feito o POV Alley (mesmo que eu tenha perdido o documento xD).
AMO VOCÊS
Beijos
♥
Pov. Delilah
23 de dezembro.
– Nath! — Chamei, enquanto ajeitava a toalha na mesa (que tínhamos acabado de montar).
– Fala, meu amor — Ele disse, se aproximando devagar.
– Que tava fazendo? — Perguntei, juntando as sobrancelhas enquanto voltava para a cozinha. — To te chamando faz tempo.
– Calma, meu amor! Que desconfiança é essa, hein?! — Disse ele, vindo na cozinha também.
– Não é desconfiança. — Respondi, empinando o nariz. — É que você não sai mais do quarto dos Cusfofos. Que você tá aprontando lá? — Perguntei, levantando uma sobrancelha.
– Ok, agora é desconfiança. — Ele falou. — Ora, eu só tava olhando, imaginando como vai ser quando nosso bebê chegar.
– Não é não. — Mostrei a língua. — Nosso bebê? Que fofo, amor. — Disse, corando.
– Nosso. — Ele falou, me abraçando e dando um beijo suave em minha testa. Sorri e levantei o queixo para lhe dar um selinho.
– Agora vamos, temos muita coisa pra fazer. — Fiz voz de mandona, saindo (mesmo que eu não quisesse) de seu abraço.
– Sua chata — Ele disse, brincando.
– Sou mesmo. — Respondi, fechando os olhos e empinando o nariz. — Vem amor, precisamos ir no mercado.
Pov. Nath
O mercado era mais ou menos longe, e como eu não estava com muita disposição, é claro que iríamos de moto.
Ah sim, a moto... Foi um sacrifício para pegá-la de volta. Primeiro, que ela tinha ficado na casa da minha mãe, e eu tinha de explicar pra toda minha família o porquê de eu ter saído correndo carregando a Dee aquele dia. É claro que eu tinha uma explicação muito boa planejada. Peguei o ônibus, e fui tranquilo até a casa da mamãe. Cheguei lá, e eles me receberam bem como sempre. Convidaram-me para sentar e tomar café, mas eu disse que só queria a chave da moto. “Por que você saiu correndo aquele dia, menino?” minha avó perguntou. Eu, é claro, usei a minha desculpa. “É porque naquelediaobebefoientãosaí” falei isso rápido e saí correndo novamente.
Assim, eu consegui minha moto de volta, e agora íamos ao mercado com ela.
Eu e ela. Só. Não é uma maravilha? Não é maravilhoso aquele tal de Glenn ter decidido visitar a Inglaterra, deixando o Natal para nós?
Admiro que deu essa ideia para ele... Cof cof.
– Coloca, amor — falei, dando o capacete pra ela.
– Obrigada. — Ela respondeu, afivelando-o e sentando na garupa.
– Até com esse capacete você fica bonitinha, sabia? — Eu disse, e me sentei na frente dela.
Pude imaginá-la corando até os fios de cabelo. Senti seus braços ao redor de minha cintura.
Era uma maravilha passear com ela de moto. Gostava mesmo, de passar o tempo com ela desse jeito. Andava bem devagar, porque ela estava grávida, é claro, e também porque eu não gostava de correr muito.
– Nath? — Ela chamou docemente.
– Que foi, querida?
– Obrigada. — Ela disse, estreitando o abraço. Ela tentou encostar a cabeça em mim, mas esqueceu que estava de capacete. Ela era uma gracinha assim.
– Pelo que, Dee?
– Por ser assim. Por ter me aceitado... Do jeito que eu sou e estou. Por falar que o bebê é nosso e me fazer acreditar nisso todos os dias... — Ouvi ela suspirar. — Eu sou tão grata à você...
– Que nada meu amor, eu é quem sou grato por você me aguentar todos os dias, por você aguentar minha chatisse e minha encheção de saco todos os dias — Falei. E era verdade. Gostava de ser chato com ela. Brincando, claro.
Ela riu e eu diminuí a velocidade. Parei num parque, que ficava do lado do mercado. “Nath? Por que aqui?” ela perguntou. Descemos da moto, tiramos os capacetes, guardamos, e eu dei um beijo longo nela. Olhei nos olhos brilhantes da garota, passei a mão em seus cabelos, e disse:
– Tenho certeza que esse vai ser o melhor Natal da minha vida.
Pov. Delilah
Fomos para o mercado e compramos várias coisas. Um peru de Natal, castanhas, vinho (passamos com a bebida porque o caixa viu minha “situação”), que, é claro, eu não tomaria... E eu aproveitei para pegar uma caixa de bombons, falando para Nath que eu estava com vontade de grávida.
Essa é a parte boa, posso comer o que eu quiser (afinal, não ligo se ficar gorda, já estou parecendo uma baleia mesmo) e apenas dizer que é vontade de grávida.
Duas horas depois, voltamos para casa. Talvez demorássemos menos, se eu e Nath não fôssemos duas crianças em corpos de adolescentes.
Tínhamos ido até uma loja de brinquedos – na verdade eu o arrastei para lá – e eu fiquei boba, olhando para os bichos de pelúcia. Um era maior que o outro.
– Quer um? – Nath perguntou, enlaçando minha cintura.
– Você sabe que não temos como pagar. – Respondi, acariciando seus braços.
– E daí? Já ouviu falar em Espírito de Natal? – Ele retrucou, mordendo de leve minha orelha direita. Ri e mostrei a língua para ele.
– Eu sei que você não acredita nisso. – Falei, olhando seus olhos verdes.
– Não acredito mesmo, mas eu gosto de fazer alguns milagres. – Ele riu, me dando um selinho.
– Melhor não, Nath. – Falei, fazendo um biquinho involuntário. – Prefiro comprar as coisas para os Cusfofos.
– Certeza? – Ele levantou uma sobrancelha.
Olhei para ele, para os bichos, mordi o lábio e respondi que não, não tinha certeza.
Nath riu e pegou um urso cor de creme na última prateleira. O urso era enorme e tinha um coração costurado na barriga, com os dizeres “Te amo”.
Sorri, sem graça, e senti as bochechas corarem.
Meu namorado pegou a pelúcia e a entregou para mim. Meu rosto sumiu em meio aos pelos amarelados.
– Achou. – Ele riu, quando tirei o urso da frente do rosto e meus olhos se encontraram com os dele.
– Você vai conseguir pagar? – Perguntei, preocupada.
– Dou meu jeito. – Ele sorriu. – Gostou?
– Amei. – Falei, parecendo uma criancinha, apertando o brinquedo.
Nath riu e pegou o urso, indo para a fila do caixa.
Fiquei andando pelos corredores, olhando os brinquedos, mexendo, como uma criança hiperativa.
– Com licença. – Uma senhora na casa dos cinquenta anos disse, chegando perto de mim.
– Sim? – Franzi o cenho, já adivinhando o que a moça iria perguntar.
– Pode parecer indelicado, mas a senhorita está grávida? – Ela perguntou, arregalando os grandes olhos castanhos.
– Sim, senhora. – Respondi, levando a mão direita para minha barriga instintivamente.
– De quantos meses? – Ela perguntou, parecendo bastante interessada.
– Quase quatro. – Murmurei, espantada.
– Que lindo! Já sabe o sexo? – Ela continuou perguntando, enquanto eu colocava uma boneca no lugar.
– Ainda não. – Respondi, sorrindo meio nervosa.
– Está grande para ter apenas quatro meses! – A mulher exclamou, olhando fixamente para minha barriga.
– São gêmeos. – Respondi, bastante desconfortável. A maioria das pessoas perguntava quantos meses, o sexo e iam embora, me desejando felicidades.
A mulher levou as mãos à boca e me olhou com espanto.
– Mas que lindo! – Ela exclamou.
– A senhora está bem? – Perguntei, quando vi lágrimas se formando em seus olhos.
– Estou sim. – Ela disse, entrelaçando os dedos em frente à boca.
– Dee? – Ouvi me chamarem. Olhei para trás e vi Nathaniel com um sorriso no rosto, o grande urso cor de creme em uma mão e uma pequena sacola na outra.
– Hey. – Falei, pegando o urso.
– É o pai? – A senhora perguntou, olhando para Nathaniel com uma expressão indecifrável.
– Sou sim. – Ele juntou as sobrancelhas, confuso. – Precisamos ir, amor.
– Sim, vamos. – Sorri para ele. – Tchau.
– Felicidades! – A mulher desejou, enquanto dávamos meia volta e íamos em direção à porta.
– Quem era? – Nath perguntou, rindo.
– Não faço a mínima ideia. – Falei, assustada. – Vamos embora antes que ela invente de me perguntar mais alguma coisa.
Nathaniel gargalhou e me levou até a moto. O pôr do sol estava lindo. O céu misturava diversas cores, fazendo com que meus olhos não quisessem olhar outra coisa. Os raios iluminavam a neve fina que cobria todas as superfícies, fazendo-a brilhar.
Chegamos em casa e eu me joguei no sofá, com o urso bem apertado contra meu peito.
– Gostou mesmo, né? – Ele riu.
– Muito. – Respondi.
Fiquei alguns minutos deitada, descansando, abraçada com o urso. Fechei os olhos e, mesmo que não quisesse, adormeci.
Acordei na minha cama, com o urso sentado no chão e Nathaniel de costas para mim, ao meu lado.
Olhei para a janela do quarto, mas a cortina era grossa demais para que eu pudesse ver lá fora.
Levantei cuidadosamente (ou pelo menos o máximo que minha barriga me deixava) para não acordar Nath e fui até a porta do quarto. Prendi meus cachos loiros em um coque no alto da cabeça e bocejei. Ainda estava com a roupa que tinha usado na véspera.
Fui ao banheiro e peguei o pijama que havia deixado por ali. Me troquei rápido, para não aturar o frio por muito tempo e fui até a sala. Aquela era a única janela que não tinha cortina ou alumínio. Encostei as mãos no vidro e olhei para o céu.
Flocos finos de neve caíam sobre as ruas da Londres adormecida. O Sol ainda não estava nascendo. Talvez ainda fossem 5 da madrugada, por aí.
Em alguns pontos, luzes estavam acesas. Luzes coloridas e que piscavam constantemente. Natal era minha época favorita, porque todos parecem mais felizes nesses tempos.
Peguei uma cadeira alta e a coloquei de frente para a janela. Voltei para o quarto e vi que Nath havia mudado de posição. Ele estava de barriga para cima, com uma mão pousada na barriga e a outra no meu travesseiro. O cobertor jazia no chão.
Sorri e puxei-o de volta para a cama, cobrindo Nathaniel novamente. Ele resmungou alguma coisa e virou de lado, enrolando-se no cobertor.
Fui até o armário e peguei uma coberta para mim.
Voltei para a sala e me sentei para apreciar o nascer do Sol.
Pov. Nathaniel
Tinha deixado Delilah no sofá, abraçada com o urso e ido até o quarto, deixar a sacola com o presente da Samantha no armário.
Voltei na sala e vi a coisa mais fofa do mundo.
Delilah deitada, aninhada com o urso, parecendo uma criancinha com seus cabelos caindo até baterem no chão. Ela havia dormido.
Não a culpo, ela mantém a casa limpa e em ordem, enquanto eu to na lanchonete e ainda tem todas suas dores e mudanças de humor repentinas. Ela parece muito cansada.
Passo a mão por baixo de seus joelhos e a outra em suas costas, pegando-a no colo delicadamente. Delilah ainda segurava o urso, enquanto eu a levava para o quarto.
Coloquei-a na cama e ela soltou o urso, se enrolando no cobertor. Peguei a pelúcia e coloquei ao seu lado, no chão.
Fui até a cozinha e fiz alguma coisa para eu comer. Pra ser mais sincero, fiz ovo frito. É a única coisa que eu sei fazer. Pelo menos não morro de fome.
Acabei de comer e lavei a louça. Na verdade, estava enrolando e achando motivos para não deitar.
As noites sem Dee eram chatas, sempre tínhamos algum assunto para discutir, algum jogo (já que ela era viciada em jogos de tabuleiro) para jogar ou algo para fazer. Mas agora ela estava lá, sonhando e eu aqui, sem nada para fazer.
Peguei meu celular em cima da mesa e vi que tinha 8 chamadas não atendidas. Havia deixado-o em casa.
Todas as chamadas eram de Marianne.
Revirei os olhos e joguei o aparelho no sofá, indo para o banheiro.
Tomei um banho quente, coloquei o pijama e deitei ao lado de Delilah. Ela estava aninhada, de frente para mim.
Coloquei os braços ao seu redor e ela se encaixou no abraço.
Senti seu perfume embriagante e fechei os olhos.
Acordei com a claridade enchendo o quarto. Olhei para o lado, a procura da minha loirinha, mas ela não estava ali.
Me espreguicei e, com muito custo, saí da cama. Me rastejei até a porta e instantaneamente o cheiro de torradas e café chegou em mim.
Aquilo me despertou.
Fui até a cozinha e vi Dee com um pão na frigideira.
– Que está fazendo? – Perguntei, fazendo-a se virar para mim.
– Seu café da manhã. – Ela respondeu, sorrindo.
– Uau. – Exclamei, chegando perto e enlaçando sua cintura com minhas mãos, dando um beijo em sua bochecha.
– Agora volta pra cama. – Ela falou, com voz de mandona.
– Por que...? – Perguntei, franzindo o cenho.
– Porque é tradição. – Ela mostrou a língua. – Você tem que estar na cama, pra eu poder colocar a bandeja no seu colo e você comer.
– Ok, ok! – Ri, dando um beijo em seu pescoço e voltando para o quarto.
Balancei a cabeça, sorrindo. Ela era muito imprevisível.
Deitei e me cobri com o cobertor. Cinco minutos depois ela apareceu na porta do quarto, radiante.
– Bom dia! – Ela disse, rindo.
– Bom dia. – Respondi, sentando.
Ela colocou a mesinha de madeira em meu colo (aquelas com suporte dos lados, pra não cair nada) e deu a volta, sentando ao meu lado.
Ela realmente se empenhou.
Tinha torradas, geleia, manteiga, café, leite, açúcar, bolachas e até algumas fatias de maçã em uma tigelinha.
– Nossa. – Falei, sorrindo largamente. – Obrigada amor.
– Não agradeça. – Ela riu, pegando uma bolacha para comer. – É por tudo que você já fez por mim.
Sorri mais ainda. Não sabia por onde começar...
Pov. Jason Joey
– Tem certeza que não quer ficar conosco, Jason? – Minha mãe perguntou pela quinta vez.
– Não, mamãe. – Respondi, acabando de embrulhar o último presente. – Já prometi para todos e confirmei presença.
– Mas filho, muitas figuras importantes estarão aqui. – Meu pai disse, lá do sofá.
– Desculpe, pai, mas não posso cancelar. – Repeti, colocando um laço em cima do embrulho.
Nenhum dos dois insistiu. Eles sabiam que a família tinha se divido e que Samantha não ligava mais para eles como antes. Principalmente para nossa mãe. Eles queriam que eu não fosse para “o mesmo caminho” que ela. Ou seja, eles não queriam mais um filho parando de se importar com eles.
Eu não sei o que pensar disso. Embora eles sejam meus pais, o que mamãe fez com Delilah é uma coisa muita difícil de lidar. Expulsou-a de casa em vez de dar apoio. A garota havia acabado de ser estuprada!
Peguei minhas coisas, as sacolas com os presentes e meu casaco.
– Não vai nem almoçar? – Minha mãe perguntou, surpresa.
– Agenda cheia. – Encolhi os ombros, saindo de casa.
Coloquei tudo no carro e dei partida.
Liguei o rádio e ouvi uma voz conhecida.
“Encerramos a edição com a música Merry Christmas Baby, de Elvis Presley. Um bom Natal à todos e que Papai Noel venha bem bêbado e gordo. Sou Mirella Prescott e nos encontramos novamente domingo que vem. Agora ficamos com Carol, Chuck Berry.”
Sorri. Papai Noel bêbado e gordo? Coisa dela mesmo.
Como a neve está ficando cada vez mais espessa, creio que os ônibus estão parados no trânsito. O que quer dizer que Mirella chegará atrasada, me dando uns trinta minutos com Alicia.
Ah é... Alicia...
Pretendo pedi-la em namoro essa noite. Estamos saindo a mais de três meses, e cada momento ao lado dela é melhor que o outro.
Dez minutos depois cheguei na casa das ruivas. Estacionei o carro e peguei três embrulhos. Aproveitei que um senhor estava entrando e subi as escadas. Chegando ao segundo andar, bati na porta e ouvi sua voz gritando “Já vai!”.
– Jason! – Ela pareceu espantada, assim que me viu, mas logo sorriu, corando. – Achei que viria mais tarde.
Ela estava com os cabelos vermelho-fogo presos em um rabo de cavalo minúsculo e com roupas largadas. Linda.
– Quer que eu volte depois? – Perguntei, sorrindo.
– Não. – Ela sorriu também, enquanto eu entrava.
Sentei no sofá e deixei os outros dois presentes em cima da cama.
– Esse é pra Mirella e esse para a July. – Falei, apontando para as caixinhas.
Alicia agradeceu e pegou os embrulhos, deixando-os embaixo da árvore.
– Não precisava. – Ela disse, arrumando-os.
– Mas eu quero. – Retruquei, enquanto ela se sentava ao meu lado. – Esse é seu. – Falei, dando uma caixinha pequena de veludo.
Ela arregalou os olhos esverdeados e olhou para mim, espantada.
– Não, Jason... Não posso aceitar. – Ela falou, empurrando a caixinha para mim.
– Mas você nem sabe o que é. – Falei, rindo.
– Mas é caro. – Ela retrucou. – Não posso aceitar uma coisa dessas.
– Abra. – Pedi.
Alicia olhou para mim e mordeu o lábio. Pegou a caixinha e a abriu.
Sorriu largamente.
– Não acredito. – Ela riu, tirando um chaveiro de dentro da caixa. Era um tênis All Star de cano alto em miniatura. – Você me assustou!
– Eu sei que você não gosta de coisas caras e muito chiques, então vi esse chaveiro e lembrei de você. – Falei corando. – Se você olhar dentro, vai ver algo especial. – Apontei para o cano do tênis.
A ruiva franziu o cenho e olhou dentro do calçado, para a palmilha.
– Não estou vendo nada, JJ.
– Lingueta. – Falei, relaxando no sofá.
Ela levantou a aba que fica embaixo dos cadarços e sorriu, corando até a raiz.
– MAS É CLARO QUE EU QUERO NAMORAR COM VOCÊ! – Ela exclamou, pulando em cima de mim.
Sorri e a abracei.
– Jason... Que coisa mais linda. – Ela falou, seu rosto enterrado na curva de meu pescoço.
Alicia levantou o rosto e olhou para mim. Tirei uma mecha ruiva da frente de seus olhos e olhei para sua boca, enquanto ela encerrava o espaço entre nós.
Abri um pouco os lábios e senti sua língua macia tocá-los. Passei a mão em seus cabelos e intensificamos o beijo.
Ela me abraçou e eu a puxei mais para perto.
Depois de alguns minutos, paramos o beijo, mas ela continuou em meu colo, aninhada em mim.
– Jason?
– Fale.
– Eu acho... – Ela murmurou, olhando no fundo de meus olhos. – Eu acho que te amo.
Pov. Alley
– Você vai sentir frio. – Henry disse, enquanto eu fechava a cara.
– Para de ser chato. – Falei, olhando no espelho. – Se eu ficar com frio, você me esquenta.
– Com certeza. – Ele riu.
– Mas então, ficou bom? – Perguntei, colocando as mãos na cintura e fazendo uma pose.
– Linda. – Henry respondeu, me fazendo corar.
Henry Collins era o garoto mais legal que eu já conheci. Era alto, forte, olhos azuis e cabelos negros. Tinha bom gosto pra música, era engraçado e vinha me fazendo cada vez mais feliz. Nunca achei que ia achar um garoto assim para mim.
Claro que minha mãe achou algum defeito nele. Até perguntou se foi a namorada do Nath que o apresentou para mim! Coitada da Delilah...
– Vão levar esses dois mesmo? – A vendedora perguntou, chegando perto.
– Vamos sim. – Respondi, sorrindo para meu recente namorado.
– Já vamos com eles no corpo, ok? – Henry falou, dando o dinheiro para a mulher.
– Já trago a notinha. – Ela disse, dando as costas para nós.
Olhei para meu namorado vestido de Papai Noel. A blusa estava larga, mas ele tinha gostado de qualquer jeito.
– Você está muito sexy. – Falei, rindo.
– Eu sei. – Ele colocou as mãos na nuca, me fazendo rir mais ainda.
– Como é convencido. – Revirei os olhos, olhando no espelho novamente.
Estava com um gorro de Mamãe Noel na cabeça, uma blusa vermelha de manga comprida, com plumagem branca ao redor do pulso, uma calça vermelha justa e uma bota preta. Era uma roupa bem quente, pra falar a verdade estava me fazendo suar. Henry estava reclamando porque ele achava que o decote era muito grande.
Claro que não era!
– Que a senhorita quer de Natal? – Ele perguntou, me puxando para seu colo.
– Uma nova vida. – Falei, passando os braços por seu pescoço.
– Vem morar comigo. – Henry disse, fazendo biquinho. Sorri e olhei para seus olhos azuis.
– Você sabe que é complicado. – Respondi, levantando de seu colo. Ele levantou também e me puxou pela cintura.
– Não é tanto assim. – Ele respondeu, abaixando a barba branca postiça para que sua boca ficasse visível.
E beijável...
– Eu posso até pensar no seu caso. – Sorri, beijando seus lábios delicadamente.
– Vou cobrar. – Ele respondeu, retribuindo o beijo.
– Aqui está a notinha. – A mulher voltou com um papel amarelo em mãos. Henry guardou-o no bolso da calça e olhou para mim:
– Vamos então?
– Vamos, deixa só eu pegar minha bolsa e... – Ele não me deixou responder, me virou rapidamente para que ficasse de frente para ele e me pegou pelas pernas, me colocando em seu ombro. – HENRY! – Reclamei, mas ele não deu ouvidos. Pegou minha bolsa e me carregou para fora da loja. Fiquei batendo repetidamente em suas costas, mas ele nem se incomodou.
Só coloquei os pés no chão quando chegamos no carro dele.
– Você vai me pagar por isso. – Falei, forçando uma cara feia em vez do sorriso que queria sair.
– Pode me cobrar. – Ele sorriu, me dando um selinho e fechando a porta do carro.
Observei o moreno vestido de Papai Noel dar a volta e sentar ao meu lado.
– Não sei se Nath vai gostar de você. – Falei, fazendo-o levantar uma sobrancelha.
– Claro que vai. Como não gostar?
Gargalhei e ele deu partida.
Pov. Delilah
Tudo estava pronto. Só faltava uma coisa para nossa festa de Natal começar.
Os convidados.
– Eles confirmaram mesmo? – Perguntei, enquanto Nath deitava a cabeça em meu colo. Estávamos sentados no sofá.
– Confirmaram sim. – Ele sorriu. – Não precisa se preocupar, Dee. Eles vêm.
Suspirei e bati a cabeça no estofado do sofá.
– Hey. – Nath chamou, levantando e olhando para mim.
Olhei para ele. O garoto chegou mais perto, entrelaçando seus dedos com os meus.
– Não se preocupa, minha gatinha. – Ele sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar. – Se eles não vierem, a gente comemora de qualquer jeito. – Dei risada, enquanto ele voltava a olhar em meus olhos. – Claro, se é que você me entende.
– Você não presta. – Rolei os olhos, enquanto ele selava seus lábios com os seus.
– Mas bem que você gosta. – Ele murmurou, me fazendo rir.
Beijei-o novamente, com as mãos em seus cabelos negros.
Nath agora me deitava no sofá, passeando com suas mãos livremente por meu corpo. Sua língua tocava a minha e elas brincavam, enquanto eu sentia a ponta de seus dedos frios em minhas costas. Aquele toque me arrepiou. Nathaniel percebeu isso.
– Tá com frio? – Ele perguntou, parando o beijo para me olhar nos olhos.
– Você tá me deixando com frio. – Respondi.
– Perai que eu vou te esquentar então. – Ele falou, me fazendo rir. Dei um gritinho e rolamos, caindo no chão. Nath caiu de costas e eu em cima dele.
Continuei beijando-o, enquanto ele passava as mãos nas minhas costas, indo desde a fivela do sutiã até a borda da calça.
Mordi levemente seu lábio inferior, fazendo-o sugar o ar em aflição.
– Te arrepia? – Perguntei, enquanto suas mãos deslizavam até minha bunda.
– Muito. – Ele respondeu.
Ia beijá-lo novamente, mas fui interrompida pela campainha, que soou.
Levantei rapidamente, me arrumando (abaixando a blusa) e fui até a porta.
Abri e uma doida vestida de Mamãe Noel pulou em meu pescoço.
Essa loucura em pessoa se chama Alley Coller.
– Feliz Natal!! – Ela exclamou, enquanto ainda se pendurava em meu pescoço.
– Feliz Natal! – Respondi, sorrindo e apertando-a.
– Traje à rigor, você viu? — Ela riu, dando uma volta em torno de si mesma.
– Só porque vieram assim, vão entregar todos os presentes. – Sorri, enquanto ela mostrava a língua. Alley olhou para o lado e viu o irmão jogado no chão. – Hn... Que vocês tavam fazendo que o sofá tá tão bagunçado hen? – Ela riu, com voz maliciosa.
– Cala a boca, Als. – Nath mostrou a língua, enquanto ela o ajudava a levantar. – Eu rolei e caí, só isso.
– Finjo que acredito. – Ela revirou os olhos.
– E você é o Henry? – Perguntei, olhando para o moreno alto na minha frente. Alley tem bom gosto...
– Sou sim. – Ele sorriu, mostrando dentes brancos e perfeitamente alinhados. Dei um beijo em sua bochecha e fechei a porta.
– Nath, esse é meu namorado, Henry. – Ela disse para o irmão, enquanto Henry chegava mais perto.
– Prazer. – Nath sorriu, apertando a mão do cara.
– Tudo bem? – Henry sorriu, retribuindo o comprimento.
– Que bom que você não quer matá-lo. – Alley sorriu, aliviada.
– E quem disse que não? – Nath perguntou com uma voz estranha, pois ainda estava sorrindo. – Você viu o tamanho dele? É legal ser simpático às vezes.
Revirei os olhos e puxei Nath para o sofá.
– Onde coloco os presentes? – Alley perguntou, levantando duas sacolas enormes.
– Dá pra mim. – Falei, enquanto ela me entregava as sacolas.
Alley me ajudou a arrumar os presentes embaixo da árvore. Ainda não tínhamos acabado, quando a campainha tocou novamente.
Dessa vez era JJ.
– Maninho! – Sorri, pulando em seu pescoço.
Ele retribuiu o abraço e me desejou um Feliz Natal. Desejei à ele o mesmo e o observei ir para perto dos outros. Olhei para a rua. Nem sinal de Samantha.
Fechei a porta e fui até o sofá, sentar ao lado de Nath.
– Alguém tem notícias da Sammy? – Perguntei.
– Não... – Alley e Nath disseram em uníssono.
– Espera que eu ligo pra ela. – JJ disse, pegando o celular do bolso.
Pov. Samantha
Cá estou eu, no carro do Ces, olhando para o pote de biscoitos confeitados que eu mesma fiz, com meus presentes espalhados no banco de trás.
É claro que iríamos ver Delilah. Of course. Se bem que acho que ela não gostaria do garoto sentado ao meu lado.
Cesar batucava no volante. Tocava uma música do AC/DC no rádio. Desliguei-o. Ele me olhou, surpreso.
– Como se atreve a tirar o meu AC/DC, hen? – Reclamou ele. Mas na hora que ele pôs a mão no rádio, levou um tapa. Me olhou surpreso.
– Tô com dor de cabeça. – Falei, fazendo biquinho.
Ele me olhou, mas quando eu faço essa cara, não há quem resista.
Chequei minha lista de presentes, nervosa. Estava tudo em ordem, desde presentes sérios, como tiptops para o Cusfofo1 e Cusfofo2, a zoações, como um CD do Nirvana para Lilah, para ela aprender a cantar In Bloom.
Meu celular tocou. Olhei o número na tela, surpresa.
– Samantha Agatha Phelps, CADÊ VOCÊ?
– Calma Jason, to chegando. O que foi?
– Nada. Você está junto com o tal do Carlos, né?
– C-E-S-A-R! Não Carlos. – Já tinha perdido a conta de quantas vezes havia repetido.
– Que seja. Onde vocês estão? – Ele perguntou.
– No meio do caminho, já estamos chegando! – Teimei. – Acha que eu não ia ficar com vocês no Natal??
Pude imaginar JJ revirar os olhos. Ele resmungou algo como “Ande logo” e desligou.
Olhei para Cesar. Ele era bonito, tinha os cabelos curtos e negros, a pele branca e os olhos ainda mais negros. Tinha algumas sardas pelo rosto, o que era fofo, mas eu não sei ainda se ele me faz sentir do mesmo jeito que o Charles fazia...
– Que foi? – Cesar perguntou, me olhando, enquanto o semáforo não abria.
– Nada não. – Sorri forçadamente, voltando meu olhar para a janela.
Lilah estava feliz com Nath.
JJ estava feliz com ruiva 1... Quero dizer, Alicia.
Alley estava feliz com o Henry.
E eu?
Até meu gato, Puskas, tinha achado uma gata pra procriar!
Como fica Samantha Agatha Phelps nessa história?
Estou chateada com o mundo...
– É aqui? – Cesar perguntou, estacionando o carro.
– É sim. – Respondi, pegando as quatro sacolas de presentes lá no banco de trás.
Coloquei tudo no colo, pronta para sair do carro, quando Cesar me surpreende com um beijo.
Minha primeira reação foi dar um tapa nele.
– Porque fez isso? – Ele perguntou, acariciando onde eu bati.
– Reflexo... Eu acho. – Murmurei.
– Samantha... – Ele começou a falar, passando a mão nos cabelos negros. – Você não gosta de mim, né?
– Eu queria... – Respondi.
– Mas não gosta. – Ele completou, levantando uma sobrancelha.
– Desculpa. – Falei, entortando a boca.
Ele suspirou.
– Tudo bem, né? – Cesar encolheu os ombros. – É por causa daquele seu ex, certo?
– Não sei ainda. – Respondi, olhando suas órbitas negras.
– Você tem que se ver, falando algo sobre ele. Por mais simples e insignificante que seja. Seus olhos brilham e você parece estar em outro lugar. – Ele disse, tirando uma mecha castanha de meu rosto.
– Cesar... – Comecei a falar, mas ele me cortou:
– Eu quero essa garota para mim. – Ele estreitou os olhos. – Quero essa garota que suspira e sonha.
– Eu tenho o número dela. – Sorri levemente, enquanto ele sorria de volta.
– Adeus Sammy. – Ele disse, beijando minha testa.
Olhei para seus olhos e coloquei minhas mãos uma em cada bochecha dele, trazendo seus lábios até os meus. Ele pareceu espantado, mas não recuou.
Nossos lábios se tocaram por alguns segundos, até eu me afastar.
– Adeus Cesar.
Pov. Delilah
Assim que Sammy entrou em casa, uns quinze minutos depois de JJ ligar para ela, ela cumprimentou a todos e deixou as QUATRO sacolas de presentes com Alley. Me puxou para o quarto e me contou tudo o que tinha acabado de acontecer.
Apenas escutei, sem concordar ou discordar. Assim que ela terminou, eu não sabia o que dizer.
– Bizarro, não? – Ela perguntou, apertando os lábios em uma linha fina.
– Não sei o que falar. – Respondi, pasma. – E agora? Que você vai fazer?
– Comer. – Ela disse, me fazendo arregalar os olhos. Samantha riu. – Ah, Lilah, acha que eu vou estragar meu Natal por causa disso? Não, não.
Nos abraçamos e eu falei que, de um jeito ou de outro, tudo ia ficar bem.
Ela riu e falou que ia fazer tudo ficar bem.
Resumindo a entrega de presentes (que durou três horas, graças ao casal Noel que não parava de fazer piadas), Samantha me deu um CD do Nirvana – que ela falou para eu tomar vergonha na cara e cantar In Bloom corretamente, ao que eu correspondi com a língua estirada –, deu ao Nath um capacete novo, preto e cheio de adesivos de banda de rock (ele pirou), deu para os Cusfofos dois macacões brancos. Eu tive vontade de nunca mais largar aquelas roupinhas.
– Primeira roupinha dos bebês. – Murmurei, tomada pela emoção de imaginar meus dois filhos usando aquilo.
Sammy também deu à Alley um vestido roxo, para o Henry um relógio e para o JJ, um livro novo.
Alley deu para mim e para Nath quatro jogos de videogame.
Falamos para ela que não tínhamos nenhum console, mas então o “Papai Noel” nos entrega uma caixa com um Playstation.
– Mas... Isso só foi lançado ano passado. – Falei, abismada.
– Foi presente meu e do meu pai. – JJ encolheu os ombros.
– Obrigada! – Sorri, enquanto colocava a caixa perto da TV.
Alley deu ao JJ um CD de uma banda chamada Foo Fighters.
– Não conheço essa banda. – JJ falou, estreitando os olhos.
– Eu sei, mas eles são realmente bons. Dizem que o cantor é conhecido. – Ela disse, mostrando uma foto para mim e para JJ. – Olha, fui em um show deles em um bar perto da faculdade.
– Espera... Esse era o baterista do Nirvana! – Falei. – Dave Grohl.
– Você é viciada mesmo, hen? – Henry perguntou, me fazendo rir.
– Só um pouquinho.
Alley também deu a Samantha um CD, só que era do Queen. Minha irmã também recebeu um livro, de Jason.
JJ deu à Alley um par de brincos (Ela pirou).
Quando chegou nossa vez de dar os presentes, Nath foi até o quarto e voltou com um bicho de pelúcia estranho, era marrom, tinha a boca aberta e mostrava dentes afiados. Parece um monstro...
– DOMO-KUN! – Sammy exclamou, olhando extasiada para a pelúcia na mão do Nath.
– Feliz Natal. – Ele riu, dando o bicho à ela.
Samantha apertou o bicho de pelúcia e parecia comigo, quando ganhei meu ursão.
– Vou chamar de Chernobyl. – Ela disse, olhando para o brinquedo.
– Chernobyl não é uma cidade-fantasma? – Alley perguntou, levantando uma sobrancelha.
– É sim. Não é lindo? – Ela perguntou, fazendo todos rirem.
Demos ao JJ um vale para que ele fosse a uma loja de filmes e comprasse os que ele queria.
– Faço uma tarde de cinema em casa e chamo vocês. – Ele riu.
Por fim, demos à Alley um colar com um pingente de uma nota musical.
Ela pulou em nós e falou que éramos o casal mais fofo da Terra.
Henry limpou a garganta.
– Depois de nó, claro. – Ela sorriu, indo perto do namorado.
Nossa ceia de Natal foi divertida.
Conversamos sobre diversos assuntos, enquanto comíamos. Rimos muito e acabamos fazendo Nath ver que Henry não ia maltratar Alley. Ele parecia gostar mesmo dela.
– Sabe... Eu tava lembrando esses dias de uma coisa que aconteceu comigo. – Alley falou, olhando para todos enquanto bebia um pouco de coca-cola.
– O que? – Perguntei.
– Lembrei de quando minha mãe disse que estava grávida do Nath. – Ela respondeu, olhando o irmão.
– O que você disse? – Ele perguntou, curioso.
– “Obrigado mãe, mas eu prefiro um cachorro.” – Ela respondeu, fazendo todos na mesa rirem, menos Nath, que olhou de cara feia para ela. – Você sabe que te amo, maninho. – Ela disse, mostrando a língua.
Ele mostrou a língua de volta e riu.
– Eu lembro que sempre que eu saía – Comecei a falar, atraindo a atenção de todos. – pra uma festa ou algo assim, o JJ era obrigado a ir comigo. E, pra ninguém chegar perto de mim, ele colocava o braço no meu ombro, fingindo ser meu namorado. – Sorri, olhando para meu irmão.
– E funcionava muito bem. – Ele levantou uma sobrancelha.
– Feri seu orgulho, maninho? – Ri, enquanto ele revirava os olhos.
– Agora quem faz isso, de não querer ninguém perto, sou eu. – Nath riu, me puxando mais para perto. Dei um selinho nele e deitei a cabeça em seu ombro.
– Tenho algo importante para falar. – JJ disse, levantando da cadeira, e batendo a colher no copo.
– Já sabemos que você chora assistindo Titanic!
– Cala a boca, Samantha. – Ele fechou a cara, enquanto todos riam. – Então... Estou, oficialmente, namorando com Alicia Greham.
Eu e Samantha fomos até ele e o abraçamos.
– PARABÉNS! — Falamos juntas, abraçando-o.
– Obrigado. — Ele riu, corado.
– Como?
– Quando?
– Onde?
– Que horas?
– E ela?
Começamos a bombardeá-lo com perguntas. O garoto pediu para que nos sentássemos e explicou que tinha visitado Alicia mais cedo e a história do chaveiro e como a menina pirou.
– E você falou que a amava também, NÉ? – Samantha perguntou, fazendo cara feia.
– Falei sim. – Ele sorriu, corando ainda mais.
Rimos e conversamos muito.
Bebemos cidra (no meu caso, refrigerante) quando deu meia noite e eles só foram embora quando o relógio bateu duas da madrugada.
– Feliz Natal. – Sorri, abraçando Nath e bagunçando seus cabelos negros.
– Feliz Natal, meu amor. – Ele respondeu, me beijando. – Então... Onde estávamos mesmo?
Dei risada com o jeito que ele falou, mas logo me entreguei ao beijo.
Notas finais
Vai perder essa oportunidade mesmo? kkk
PS: Snapelicious, não fique com ciúmes minha ruivinha linda! Eu tambémt e amo muitão ♥
Beijos
♥
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