Notas iniciais
Hey! Desculpem por não ter postado ontem. É que eu estava na casa do meu irmão e, quando cheguei, quis aproveitar e comemorar com meu namorado.
Fizemos 11 meses de namoro/noivado ><'
Obrigada por tudo, John. Te amo ♥
Capítulo pequenino mas, vocês verão, será importante.
Beijos
♥

Onze horas da noite. Trinta e um de dezembro.

Glenn ainda estava visitando a Inglaterra. Me ligava de vez em quando e perguntava se o Nath já tinha se convencido de que ele não faria mal algum.

Acho isso algo meio difícil de acontecer.

— Olá Delilah, como são as coisas aí em Nova Iorque? Eu estou a mil milhas de distância, mas menina, esta noite você está tão bonita... – Ouvi Nathaniel cantar. Segui a voz e parei na frente do futuro quarto dos bebês. Tentei girar a maçaneta, mas a porta estava trancada. Como sempre. — Sim, está sim. Times Square não consegue brilhar tanto quanto você, eu juro que é verdade...

Sorri e balancei a cabeça.

Nath passava mais tempo dentro daquele quarto do que em qualquer outro lugar da casa.

Já tentei de tudo para fazê-lo dizer o que anda aprontando ali, mas ele não fala. Por mais manha que eu faça, é inútil, pois o garoto se recusa a me falar o que está fazendo.

Dei a volta e fui para a sala. Na verdade não tinha muita coisa para fazer. Era ano-novo, eu e Nate iríamos à praia, ver um show de alguma banda que não conhecemos e veremos os fogos. Então voltaremos para casa e, provavelmente, ficaremos conversando sobre coisas bobas até adormecermos.

Nada grande planejado.

Deitei no sofá e olhei minha barriga. Eu parecia um grávida de 5 meses, embora ainda só tivesse 4. Era incrível. Tudo o que eu passei e todos os obstáculos que entraram no meu caminho... O Cusfofo que não existia e acabou dando lugar à dois...

E então tive um estalo na cabeça.

Fui até o meu quarto e procurei nas gavetas e armário pela câmera. Há muito tempo eu não fazia uma gravação.

Achei o objeto dentro de uma caixa, no fundo do armário.

Liguei a câmera e comecei a gravar.

“Queridos Cusfofos...”

Na verdade, não fazia a mínima ideia de por onde começar. Respirei fundo e cocei a parte de trás da cabeça.

“Há pouco tempo descobri que estava carregando gêmeos. Eu acho isso maravilhoso. Sabia que, a cada 20 mulheres, uma dá a luz à gêmeos? Pois é, eu também não. Alley que me falou isso. Achei maravilhoso.”

E então parei de falar. O que eu estava dizendo? Tantas coisas importantes e eu falando de estatísticas...

“Então... Lembram quando eu falei que o possível avô de vocês era Irlandês? Pois é. JJ fez uma pesquisa digna de Sherlock Holmes e descobriu que ele se chama Damian Tyler. Não achei um nome muito irlandês também, mas tudo bem... Ele tem um filho chamado Glenn Tyler, e esse Glenn veio para cá à pedido do JJ.”

Passei as mãos no cabelo e suspirei.

“Glenn foi passear pela Inglaterra, falando que tinha alguns amigos por aqui. Isso fez com que Nath e eu passássemos a virada do ano sozinhos. Mas não tem problema. Aliás, estou pensando seriamente em ir para a Irlanda... Sabe? Conhecer meu pai... Mas eu sei que não posso fazer isso até que nossa situação financeira se acerte um pouco e também não posso viajar até que vocês nasçam...”

Olhei para o corredor e ouvi a porta sendo destrancada. Ainda cantando, Nath caminhou até o banheiro. Sorri.

“Às vezes fico pensando no dia em que... Bom, vocês foram concebidos. Ok, eu sei que isso é muito nojento e tudo mais, mas... Sejamos francos. Eu dormi com o Brendon e pouquíssimos dias depois com o Nath... Isso me deixa pensando... Será que o Brendon é mesmo pai de vocês?”

— Dee! Já está pronta? – Ouvi Nath gritar.

— Só te esperando! – Gritei de volta.

“Depois faço outra gravação. Amo vocês... Muito.”

Respirei fundo.

“Enlouqueceria se algo acontecesse com algum dos dois.”

Notas finais
♥