Dear Sophia
36 XXXV
Notas iniciais
Capítulo especiaaaaaaaaaaaaal *ooooo*
Amores da minha vida, tenho uma oferta pra fazer. É tipo um concurso. Eu vou fazer uma pergunta e quem responder com mais criatividade vai me ajudar a fazer o próximo capítulo :3
Vai poder me ver escrevendo em tempo real, dar dicas, opiniões e me ajudar se quiser >< k
Pergunta:
Qual seria o nome perfeito pra Dee no chá de bebê?
(Aquele nome que a organizadora da festa escolhe para quem falar errado, ou falar o nome real dela, pagarem mico)
PS: Snapelicious, Alley Coller, Jonathan Bemol e Vincent. Por favor não participarem, porque eu amo muito vocês e vocês sabem que podem me pedir isso à qualquer hora *-*
Beijos.
♥
- Dois bebês. – Repeti, enquanto ele me olhava como se eu tivesse perdido a cabeça. Estava à beira de perder mesmo.
- Dois... – Ele sussurrou. – Como isso foi acontecer?
- Como assim Nath? – Juntei as sobrancelhas. – Isso acontece, oras. O óvulo se divide em dois ou dois espermatozoides diferentes fecundam. Por que essa cara?
- Você não percebe, Dee? – Ele me olhou com um misto de mágoa e tristeza e... Ali teria raiva também?
— O que eu devia perceber? – Perguntei.
— Não é só um Cusfofo. São dois. – Ele disse, como se fosse a maior obviedade do mundo. O que era mesmo, mas ele falava de um jeito que me deixou intrigada. – Dois bebês pra cuidar. Dois bebês pra dar de comer. Dois bebês pra prestar a atenção. Dois...
— OK! Já entendi! – O cortei abruptamente. – É mesmo, são dois! Tudo dobra agora! – Elevei a voz algumas oitavas. Me sentia cansada. No fundo, eu sabia que ele estava certo. Sabia a que ponto ele queria chegar.
Não conseguimos nem mesmo sustentar nós mesmos. Imagina mais duas pessoas nessa casa. Nada estava indo de acordo com o plano.
Suspirei e me acalmei, sentando em uma cadeira. Apoiei os cotovelos nos joelhos e coloquei a testa na palma das mãos, agarrando meus fios loiros com os dedos.
— Pensei que você ficaria feliz... – Murmurei, sentindo uma lágrima teimosa descer por minha bochecha.
— Eu estou. – Ele respondeu, passando a mão nos cabelos e levantando os olhos para o teto.
Olhei para ele com uma sobrancelha levantada.
— Estou mesmo. – Ele insistiu, olhando em meus olhos.
— Uhum. – Murmurei, levantando da cadeira.
— Hey. – Ele sussurrou, indo até mim e fazendo eu me sentar novamente. – Está... Está tudo bem. Eu só me descontrolei por alguns segundos. Me desculpa. – Ele respirou fundo, baixando a cabeça. – É uma ótima notícia. Teremos gêmeos. – Ele sorriu. Não fiz o mesmo. – Eu só entrei em pânico. Desculpa, desculpa, desculpa... É que já está sendo tão difícil trabalhar naquele restaurante e...
— Shh... – Pedi, passando a mão em sua cabeça morena. Acariciei sua nuca e suspirei. – Vai dar tudo certo. Mesmo. Aguentamos até agora. Amor, vamos fazer quatro meses juntos... Qual casal, em quatro meses, suportou tudo o que nós suportamos? Gravidez, eu ser filha bastarda, sua mãe praticamente te expulsar de casa por ter me levado lá, contas que nos apertam mais que essa estúpida calça jeans apertada na minha barriga, escola, provas e agora essa notícia... Que casal de quatro meses suportou tudo isso? – Perguntei, fazendo-o sorrir.
— Nós. – Ele respondeu, pegando em minha mão e a beijando.
— Isso mesmo. – Sorri. – E eu vou começar a colocar algum dinheiro nessa casa. Sério.
Ele sorriu e se aproximou para beijar a minha boca.
— Delilah. – Ele chamou, ajoelhando novamente.
— Oi.
— Vamos nos casar um dia, certo? – Ele perguntou, olhando para mim com um brilho no olhar.
— Não sei... – Murmurei, acariciando seus cabelos. Nunca tinha parado pra pensar nisso. Juro. – Provavelmente.
— Você aceitaria deixar o nome Phelps e colocar Coller no documento? – Ele perguntou, me fazendo rir.
— Com todo o prazer. – Sorri, beijando-o levemente. – Mas vamos esperar mais um pouco, meu bem... Casar requer dinheiro e... Não podemos nos dar a esse luxo nesse momento.
- Eu espero o tempo que for necessário. – Ele sussurrou, levantando do chão e me fazendo levantar também, direto para seus braços.
Abracei Nathaniel e fechei os olhos, inalando seu perfume.
- Preciso ir agora. – Ele disse, se afastando.
- Vai não... – Fiz bico.
- Preciso. – Ele repetiu, tomando meus lábios com os seus. Ficamos alguns segundos nos beijando, mas logo ele se afastou. – Dia movimentado hoje. Desculpa. Eu te amo, nunca se esqueça disso.
Respondi um “Eu também” e observei o moreno sair pela porta, sorrindo para mim uma última vez antes de fechá-la.
Tranquei-a com a chave e fui até o quarto. Estava ligando a máquina filmadora quando ouvi a campainha soar.
Juntei as sobrancelhas.
“Será que ele tinha se esquecido de algo?”
- Já vai! – Gritei, quando tocaram-na de novo. Destranquei a porta e a abri, mas não estava preparada para o que veio em seguida.
Uma mão passou voando e acertou minha bochecha direita com força. Meus olhos ficaram marejados e ela começou a arder. Levei a mão até o machucado e olhei para a pessoa parada na minha porta.
O cabelo estava diferente, mas as feições eram as mesmas. Seus olhos castanhos faiscavam de raiva e seus cabelos, agora avermelhados, estavam desgrenhados. Ela tinha olheiras profundas debaixo dos olhos e parecia extremamente cansada.
- VOCÊ É A CULPADA! – Ela gritou, se precipitando para frente, meio andando, meio cambaleando. Estava... Bêbada?
- Marianne, se acalma! – Pedi, indo para trás.
- ME ACALMAR? ME ACALMAR? – Ela repetiu, levantando a mão novamente. Ergui a minha, tentando me proteger de algum possível futuro ataque. – COMO POSSO ME ACALMAR SE O AMOR DA MINHA VIDA ESTÁ COM OUTRA? COMO POSSO ME ACALMAR SE VOCÊ ROUBOU O QUE ERA MEU? NÓS ÍAMOS NOS CASAR! CA-SAR! – Ela gritou, com lágrimas descendo por sua bochecha. – JÁ TÍNHAMOS TUDO RESOLVIDO! ELE ME AMAVA! ELE ME AMAVA! ME AMAVA! – Ela repetiu, enquanto eu ia mais para trás. Encostei na parede e olhei para seus olhos cheios de fúria e tristeza. – PORQUE VOCÊ NÃO FICOU COM A MERDA DAQUELE SEU ESTUPRADORZINHO? PORQUE TINHA QUE APARECER E PEGAR A ÚNICA COISA BOA NA MINHA VIDA? HEN? – Naquele momento, eu estava preocupada. E com medo. Marianne estava bêbada, insana e furiosa na minha frente. Mas... Mesmo com aquilo tudo, eu sentia dó dela. Sentia pena. – Mas agora... – Ela sorriu maniacamente. – Agora eu vou desfazer esse seu rostinho lindo. Mas não o bastante pra você morrer. – Ela riu, se abaixando. – Não, claro que não. Eu quero que essa coisa que vocês dois amam tanto veja como sua mamãe é feia. – E, dizendo isso, tirou da jaqueta uma faca. Apontou para mim e levou-a para trás, pegando impulso.
Fechei os olhos e esperei pela agulhada e pela dor. Mas ela não veio. Abri os olhos e vi Marianne ser erguida do chão e jogada pro outro canto da sala.
Olhei para frente e vi que a porta estava aberta esse tempo todo. Minha casa ficava em uma rua razoavelmente movimentada, sabe?
E foi então que percebi uma silhueta postada na porta.
- Você está bem? — Ele perguntou com um sotaque forte, oferecendo uma mão para mim. Hesitei alguns instantes, mas, levando em conta o que tinha acabado de acontecer, resolvi aceitar sua ajuda.
- Estou. – Respondi, levantando. – Obrigada.
- De nada. – Ele sorriu. – O que aconteceu aqui?
- Não sei... – Murmurei, olhando para Marianne. – Ela está bêbada, acho.
Me aproximei da ruiva e estendi a mão para ela se levantar. Ela olhou para meu gesto com desprezo e se levantou sozinha. Meio tonta, mas sozinha.
Ela me olhou de cima para baixo e começou a ir até a porta.
Marianne parou e olhou para mim.
- Da próxima vez, loirinha, você não terá um super-homem pra te salvar. – Ela disse isso meio atrapalhadamente, mas deu para entender. Saiu e bateu a porta com força.
- Quem é você? – Perguntei, olhando para o garoto que tinha acabado de me salvar. Ele tinha os cabelos e olhos escuros. Era alto e magro, com feições finas. Seus cabelos castanhos eram bagunçados e formavam um topete desgrenhado na frente. Ele era muito bonito, mas não me senti atraída à ele. Tinha algo de muito familiar naquele garoto.
- Glenn Tyler. – Ele sorriu, estendendo uma mão. Tinha a voz grossa e o sotaque bem carregado. Ele não era de Londres, com certeza. – E você é Delilah Phelps, certo?
- Certo... – Franzi o cenho, apertando sua mão. – Como sabe disso?
- Todos sabem disso. – Glenn encolheu os ombros. – E... Bom... Seu irmão, JJ, me chamou aqui.
- Hãn? – Juntei as sobrancelhas. – Porque ele fez isso? Vocês se conhecem de onde?
- Delilah. – Ele pegou minhas mãos, tentei retirá-las, mas ele apertou mais forte. – Eu também sou seu irmão.
- Como? – Perguntei, enquanto ele apertava mais as minhas mãos.
- Vim da Irlanda direto pra cá, assim que ele me deu seu nome e endereço. Temos o mesmo pai, Delilah. Posso te levar até ele.
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