Notas iniciais
HOLA!
~~Le desvia dos chinelos, Avada Kedavras, flechas, machados, feitiços, escovas azuis, sandálias, gravetos, pedras, tomates, bebês, sátiros, copos, cupcakes queimados e patos~~
Desculpa. Ontem eu tive que estudar pra uma prova fodástica pra uma escola daqui de SP e acabei de fazer esse exame. Então pedi pra minha fofa e linda Snapelicious pra ela escrever pra mim, mas só deu pra me passar o capítulo hj. Espero que gostem, e desculpem se não to animada hj. Acertei 27 de 50 questões. To sentindo que aquele lixo ali no bueiro é melhor que eu.
Capítulo dedicado à uma das minhas melhores amigas ~~e a mais louca de todas~~; Presvail, pela recomendação maravilhosa.
Beijos e espero que gostem, eu tbm gostei.
(:

Eu admito que achava que ia ser legal ficar sem nada pra fazer o dia todo, agora sem escola e sem trabalho. Mas eu quase morri de tédio.

Com Nathaniel estudando, não tinha muito o que fazer. Li alguns livros, e depois fiquei uma meia hora andando de um lado para o outro dentro de casa. E cheguei á conclusão que minha sala precisa de mais cor. Alguns quadros, talvez.

Depois, cansada de encarar fixamente a porta, resolvi tomar um sorvete no parque. Eu não devia tomar sorvete, já que não gostaria de ficar parecendo uma baleia. Ah, mas eu estava com desejo. Imagina se o Cusfofo nasce com cara de flocos e menta? Melhor não arriscar.

Depois de quase sentar em um banco recém pintado de azul (a desatenta aqui não viu a placa, mas o cheiro da tinta quase me fez vomitar), sentei em um dos balanços da pracinha e fiquei observando as crianças ao me redor.

Desde que descobri que estava grávida, fiquei com o costume de fazer isso. Gosto de observar as famílias, naquele parque perto de casa. E gosto de pensar no que as traz aqui. Tem a garotinha que quase voa no balanço, enquanto sua babá não larga do celular. E o ruivinho que está sempre comendo, observando os outros brincarem, sem coragem de se inturmar. Mas minha favorita é a velhinha, sentada no mesmo banco, todos os dias, olhando para as árvores, quase sem se mexer.

Imagino o que ela faz aqui. Se ela tem lembranças boas desse lugar, ou apenas gosta de ficar olhando para uma árvore. Mesmo assim, nunca tive coragem de falar com ela. Parece meio doida.

Uma música alta começou, e eu quase tive um ataque cardíaco. Fiquei alguns segundos olhando ao redor, procurando de onde vem o som, até que percebi que meu bolso vibrava.

–Alô? — atendi o celular.

–Dee, oi – ouvi a voz de Alley do outro lado da linha – Como vai?

–Tô meio que morrendo de tédio, mas fora isso, estou bem – respondi, sorrindo. A garotinha foi até a babá, e começou a chorar alto – E você?

–Tô indo... Que barulho é esse?

–Nada demais, uma criança começou a chorar – falei.

–Criança? — estranhou ela – Delilah, onde você está?

–No parque, tomando sorvete.

–Mas e a consulta? — perguntou Alley.

Congelei. E dessa vez, não tinha nada a ver com o sorvete de chocolate, que por sinal, estava muito bom. Eu tinha esquecido completamente da consulta.

Anteontem Alley me ligou, e indicou um médico, que a mãe de uma amiga tinha indicado. Fiquei hiper-feliz, já que estava há tempos procurando um médico bom o suficiente para meu Cusfofo. Liguei para o consultório, e marque a consulta... Para hoje há tarde.

–Ah, não – resmunguei, me levantando e saindo apressada do parque, ainda no telefone – Eu tinha esquecido.

–É, deu pra perceber – riu Alley – Olha, tenho que desligar. Me escondi no banheiro do trabalho para ligar para você, mas acho que meu chefe vai desconfiar. Um beijo, tchau.

Peguei um táxi com um motorista que parecia o Papai-Noel. Quase não resisti ao impulso de perguntar para ele onde estava meu Jacaré-de-Papo-Amarelo que eu pedira no Natal, quando tinha quatro anos. Embora eu quisesse muito esse jacaré, achei que ele não ficaria feliz com a pergunta. Vai que ele me atira pela janela. Isso não seria legal.

–Tenho uma consulta marcada para as três e meia – disse para a secretária exageradamente maquiada, já no consultório.

Ela me olhou de cima a baixo.

–Nome?

–Delilah Phelps – respondi, escondendo disfarçadamente a barriga com o casaco.

–Pode esperar ali – ela indicou para as cadeiras de espera, enquanto voltava ao computador.

Sentei no canto do consultório e esperei.

–É o seu primeiro? — perguntou uma mulher ao meu lado, lendo revistas de moda.

–É sim – respondi – E o seu?

–Terceiro – disse ela, cansada. Depois olhou para mim, séria – Eu já vi garotas menores do que você em situações exatamente iguais. Eu não quero saber o que diabos você estava pensando quando fez isso, mas aqui vai uma dica: Torça para que esse seja o último.

–Hum... Ok – respondi, pegando uma revista e me escondendo atrás dela.

–Delilah... Hum, Portes – chamou a secretária, depois de um tempo. Me levantei

–É Phelps – falei, ao passar por ela – Ah, e olha: Jake Liond acabou de te chamar para uma conversa.

Ela ficou em silêncio observando eu passar.

–Dr. Michel Lunch, muito prazer – cumprimentou o médico levemente careca, quando eu entrei em sua sala – Sente-se. Então, Delilah, o que te trás aqui?

–Eu queria fazer os exames de rotina – respondi, me sentando – E se possível, saber o sexo do Cusfofo – o médico me encarou estranhamente

–Ah, é como eu chamo ele. Ou ela.

–Então tá. De quantos meses você está?

–Três e meio – respondi.

–Olha, Srta. Portes...

–Phelps.

–Como você está apenas com três meses e meio, vai ser difícil saber o sexo do bebê – disse Dr. Lunch – Estou dizendo isso agora para você não ficar decepcionada depois. É importante para as mães saberem se estão esperando um menino ou uma menina, mas tenho quase certeza que vai ter que esperar um ou dois meses para ter certeza.

–Sim, sim, eu entendo – respondi, torcendo as mãos sobre o colo, nervosa.

–O que podemos fazer é uma ultrassonografia – continuou o doutor.

–Uma o quê?

–Ultrassonografia. Para ouvir o coração do bebê.

Quando Dr. Lunch ligou o aparelho, fiquei me surpreendi que ele não pudesse ouvir o meu coração. Eu estava realmente muito nervosa.

O som alto de batidas rápidas e desparelhas encheu a sala, e eu quase comece a chorar. Estava ouvindo o meu bebê. Meu Cusfofo. Tinha uma criança dentro de mim, e eu agora conseguia ouvi-la. Meu filho.

–Olha só... — murmurrou o médico, ounvindo atentamente as batidas.

–O quê, o que foi? — perguntei rapidamente, me erguendo levemente da cama. Sua expressão era indecifrável. Temi que pudesse ter algo errado com o Cusfofo. Afinal, normalmente as batindas de um coração tão pequeno não seriam tão fortes. Não é?

–Delilah... — começou Dr. Lunch.

–Sim?

–Parece que você terá dois Cusfofos.


Notas finais
=)
Pois é kkk
~~surpresa!~~
gostaram? Eu também.
Beijos.
~~le desânimo ON~~