Dear Sophia
28 XXVII
Notas iniciais
Espero que gostem!
PS: Tem Hentai, ok? ;]
♥
— Você está brincando. Certo? – Ele perguntou, enquanto eu olhava para o céu alaranjado.
— Não. – Respondi. – Queria estar brincando. Mas, infelizmente, não.
— Nossa... – Ele sorriu. – Isso é mais do que poderíamos imaginar!
— Eu sei. – Falei polidamente.
— E como você está se sentindo?
— Confusa. – Respondi.
Fiquei ali, deitada na grama por um bom tempo.
Nathaniel não me apressou. Deitou ao meu lado e fechou os olhos.
Quando minhas aulas acabaram, corri para a lanchonete e passei a tarde lá.
Por algum motivo, Joshua mandou fechar a lanchonete mais cedo. Por esse motivo, eu e Nath fomos para um parque ali perto.
No caminho, contei para ele o que aconteceu na mansão.
— Delilah? – Ele chamou, depois de um tempo.
— Hn?
— Também tenho algo para te contar.
— O que? – Perguntei, sentando.
— Eu e Marianne terminamos. – Ele falou, olhando para o pôr do sol.
— Como? Quando? – Perguntei, arregalando os olhos e esquecendo meus problemas por um instante.
— Depois que houve aquela briga com o Brendon. – Ele deu de ombros, levando as mãos na nuca.
— Mas... Por quê? – Perguntei.
— Porque ela não gosta de ti. – Ele olhou para mim com um meio sorriso. – De qualquer jeito... Eu nunca gostei muito dela. Era... Forçado. O nosso namoro/noivado. Foi coisa que o Joshua e minha mãe decidiram sem nosso consentimento.
— Sinto muito. – Falei.
E eu sentia mesmo.
Claro que não fui muito com a cara da Marianne, e ela muito menos com a minha. E eu também senti um pinguinho de felicidade, por causa dos beijos que troquei com ele, mas... Tirando isso...
— Não sinta. – Ele sorriu, olhando novamente para o céu.
— Então você não vai gerenciar a lanchonete? – Perguntei. Era isso que me deixava incomodada. O futuro dele já estava planejado e...
— Não. – Ele respondeu, parecendo não se importar muito.
— E agora?
— E agora o que? – Ele franziu o cenho.
— Como vai fazer? – Perguntei, sentindo minhas bochechas corarem. – Digo...
— Eu arranjo outro emprego. – Ele sorriu, me interrompendo.
Observei o moreno sentar e chegar bem perto de mim.
— Além do mais... – Ele disse, olhando minha boca. Nossos rostos estavam a milímetros um do outro. – Agora posso ir atrás do que eu realmente quero.
E, dizendo isso, encostou seus lábios nos meus.
Não consigo dizer por quanto tempo nos beijamos. O tempo não era importante naquela hora. Nada era importante. Exceto...
— Nath? – Perguntei, assim que o ar faltou.
— Hn?
— Como fazemos agora? – Olhei profundamente em seus olhos.
Ele juntou as sobrancelhas e sorriu.
— Será que, finalmente, meu sonho de ficar com você vai ser realizado? – Ele perguntou, inclinando a cabeça levemente para a direita.
Não tive como responder. Nossos lábios se encontraram novamente e eu perdi noção de tudo.
Depois de um bom tempo conversando, levantamos da grama e batemos as plantas da roupa.
Olhei para o céu e vi que já estava escuro.
— Que horas são? – Perguntei.
— Sete e meia. – Ele respondeu, pegando em minha mão.
— Nathaniel. – Chamei.
— Fala.
— Estamos namorando? – Perguntei, olhando para ele.
Eu sei que sempre fui baixinha. Mas como assim eu só arranjava garotos altos para mim?
O topo de minha cabeça batia no queixo dele.
— Depende. – Ele respondeu, apertando minha mão contra a dele. – Você quer namorar com esse cara chato aqui? – Ele perguntou, olhando para mim com um sorriso no rosto.
— Uhun. – Murmurei, perdida em seus olhos.
Ele sorriu e me deu um selinho.
Andamos até a lanchonete, onde sua moto estava estacionada.
Ele subiu nela e colocou o capacete.
— Quer carona? – Ele perguntou, Estendendo o outro capacete para mim.
— E precisa perguntar? – Sorri, pegando o objeto.
Subi na garupa e enlacei sua cintura.
O caminho até minha casa foi silencioso. Eu apenas aproveitava a chance de inspirar seu perfume e sorrir bobamente, sem que ele percebesse.
Chegamos na frente do sobrado e eu desci, tirando o capacete.
Ele me imitou e olhou para mim com os olhos brilhando.
— Então tchau, Phelps. – Ele sorriu.
— Tchau, Coller. – Respondi, beijando-o.
Com a mão livre, ele enlaçou minha cintura.
Parecíamos namorados de mais de três anos. Aqueles que se comunicam sem palavras.
Quando nossas respirações estavam cada vez mais escassas, interrompi o beijo e fixei meu olhar na imensidão verde que ele possuía.
— Delilah.
— Oi?
— Você não sabe o quanto eu esperei por isso. – Ele respondeu, sorrindo.
Encostei nossos lábios novamente e coloquei o capacete dentro do estofado da garupa.
Olhei para ele novamente e fui para a calçada.
Estava abrindo a porta quando me vi olhar para trás e perguntar:
— Nath... Não quer entrar?
Eu não sabia o que tinha dado em mim.
Nunca fui muito atirada. E, certamente, não sou dessas de levar um namorado novo para casa.
Certo... Antes eu tinha que apresentá-los para minha mãe e... George.
Meu Deus... Como assim ele não é meu pai?
— Adoraria. – Ele respondeu, colocando o capacete embaixo do banco e colocando a trava na roda da moto.
Entramos em casa e eu liguei a luz.
— Não tem quase nada... Mas é... Confortável. – Encolhi os ombros, fechando a porta.
— Quando nós mobiliarmos essa casa, vai ficar perfeita. – Ele disse, entrando e olhando para as paredes que ele mesmo pintou.
— Nós? – Perguntei, trancando a porta.
— É. – Ele me olhou com um sorriso bobo no rosto e uma sobrancelha erguida. – Ou você acha que eu vou deixar você e o bebê morando assim? – Ele perguntou, me fazendo ter um estalo na cabeça.
Eu ainda não havia pensado nisso...
— Nath... – Falei, passando a mão no rosto. – Eu... Eu to grávida. De outro. Não é certo você ficar comigo...
— Você já ouviu falar em adoção? – Ele perguntou, me fazendo arregalar os olhos e recuar.
— Eu não vou jogar meu filho num orfanato! – Eu disse, colocando as mãos na barriga.
— Eu não disse isso. – Ele bateu na própria testa. – Estou dizendo que eu vou adotar o seu filho. Para que eu seja pai dele. – Ele explicou, me fazendo ficar mais calma.
— Eu não mereço você. – Falei, enquanto ele enlaçava minha cintura.
— Não vou comentar. – Ele riu, me puxando para um beijo longo e carinhoso.
Começamos a andar. Ainda imersos no beijo.
Caminhamos lenta e desastrosamente até o segundo quarto, onde ficava o colchão que eu tinha roubado da mansão.
Ele sentou ali e eu sentei em seu colo.
Retomamos o beijo, enquanto ele passeava com suas mãos por minha perna. Eu arranhava delicadamente seu pescoço, seus cabelos... Comecei a descer para as costas.
Continuei a beijá-lo, enquanto tirava sua camiseta. Logo a peça estava jogada em algum lugar do quarto. Não sei, não prestei atenção para onde eu joguei.
Continuamos com o beijo, cada vez mais intenso. Ele rodou e ficou por cima de mim. Me encarando.
— Que foi? – Perguntei, tombando a cabeça para o lado.
— Você é linda. – Ele respondeu, apertando minha perna.
Sorri e senti minha blusa ser tirada de mim.
Não me lembro de ter beijado alguém como ele.
Não me lembro de ser tratada com tanto carinho... Não sei se é porque eu fui estuprada enquanto era virgem, ou porque nunca tive um namorado mesmo. Real.
Mesmo assim. Não era somente o jeito como suas mãos percorriam meu corpo. Não era só o jeito como ele me beijava.
Era o jeito como Nath me olhava. O jeito como sorria para mim. Como fazia piadas para que eu risse. O jeito como ele me tratava. Como ele falava comigo. Tudo isso exalava carinho.
Depois de algum tempo, me posicionei e o senti me penetrando. Suas estocadas eram leves. Era bom, era certo, era... Perfeito.
Ele me virou delicadamente e eu o deixei comandar dali por diante. Éramos flexíveis e conseguíamos nos comunicar apenas por gestos.
Isso se chama companheirismo, certo?
Eu gemia e sentia todo o meu corpo inundado de prazer.
Depois de um tempo, senti que ele havia chegado ao ápice. Acho que eu já havia chegado há um tempo.
Deitamos no colchão, ofegantes.
Ficamos em silêncio por um bom tempo. Cheguei mais perto dele e puxei a coberta que jazia no chão.
Não. Eu não arrumei a “cama” hoje de manhã.
Me aninhei perto de seu peito e ouvi seus batimentos.
Seu peito subia e descia.
— Nathaniel? – Chamei, ainda ofegante.
— Sim? – Ele perguntou, de olhos fechados e com a respiração acelerada.
— Acho que vou procurar por meu pai... – Murmurei, fazendo-o abrir os olhos, confuso.
— Mesmo?
— Mesmo.
— Sabe o que isso significa? – Ele perguntou, chegando mais perto de mim.
— Infelizmente. – Respondi.
— Você vai ter que voltar para a mansão Phelps e perguntar pra sua mãe algo a respeito desse cara... – Ele disse, me ignorando.
— Eu sei. – Repeti. – Mas eu preciso fazer isso. Esse é o tipo de coisa que não pode ficar mal resolvida.
Notas finais
Beijos!
♥
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