Dear Sophia
29 XXVIII
Notas iniciais
Espero mesmo que gostem!
Viu?
Não atrasei hoje!!
kkkkk
Aliás...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
Milena Katsumi!!!!!!!! SUA LINDJAAAAAAAA! MUITO, MUITO, MUITO, MUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO!
Capítulo dedicado a você!!!
Beijos!
♥
Três meses depois.
— Delilah!
— Calma aí! – Gritei, colocando mais uma caixa no segundo quarto.
Voltei correndo para a sala e vi que mais caixas entravam.
— Não lembro de ter comprado tudo isso. – Sorri, pegando mais uma do chão.
— Ahan. Até parece que não ficou horas olhando para os móveis lá na loja. – Nathaniel revirou os olhos, carregando duas caixas empilhadas. Fui até o quarto novamente e deixei a caixa lá. Era, pela figura do papelão, o criado-mudo. Olhei para trás ciente de que Nath estava ali também, mas só o que vi foi as paredes brancas.
— Nath? – Chamei, colocando a cabeça no corredor.
— To aqui! – Um grito veio do quarto ao lado.
Franzi o cenho e fui até lá.
— Não, não! – Ele me barrou na porta, fechando-a e impedindo que eu visse o cômodo.
— Mas o que é isso? – Perguntei rindo, esticando o braço para tentar pegar a maçaneta.
Ele foi para o lado e a tampou com o corpo.
— Nathaniel! – Bati o pé, olhando seus olhos verdes.
— Agora não, tá? – Ele sorriu, me beijando rapidamente e se virando para fechar a porta.
— Porque eu não posso ver? – Perguntei.
— Porque é surpresa. – Ele respondeu, estirando a língua.
Revirei os olhos e voltei para a sala.
Várias e várias caixas estavam empilhadas por todo canto. Nós ainda tínhamos tanto para fazer...
Suspirei e passei a mão no rosto, olhando para tudo aquilo.
— Calma. – Ouvi a voz do moreno bem perto do meu ouvido, enquanto sentia seus braços envolvendo minha cintura. – Vamos arrumar tudo. Não hoje, claro. Mas vai ficar tudo certinho.
— Quero ver como vamos pagar tudo. – Murmurei, olhando os móveis encaixotados.
— Vai dar tudo certo. – Ele respondeu. – Você vai ver. Vem me ajudar a colocar a caixa da cama pra lá.
Fiz o que ele pediu e continuamos transportando aquelas caixas para lá e para cá.
Perdi as contas de quantas vezes caí. Acho que... Umas quinze?
Aquelas caixas eram realmente pesadas! E olha que só tinha madeira!
Grávidas deviam ser proibidas de fazer isso...
Mas acho que não faria muita diferença. Nathaniel queria fazer tudo sozinho, mas eu não deixei...
— E essa é a última... – Ele disse, depositando uma delas na cozinha.
Fomos para o quarto e eu me joguei na cama, exausta.
— Já cansada? – Ele perguntou, levantando uma sobrancelha, me fazendo sorrir. – Fraca.
Estirei a língua.
— Eu estou grávida. Tenho desconto! – Retruquei. Enquanto olhava para o teto.
E então senti aquele mal estar que eu estava começando a me habituar. Aqueles enjoos matinais eram horríveis... Sério. Essas são as partes ruins de estar com uma pessoinha dentro de você.
Estendi a mão e Nathaniel me ajudou a levantar. Corri para o banheiro e me curvei sobre o vaso sanitário.
O bom era que Nath já estava acostumado. Correu atrás de mim e pegou meus cabelos para que não ficassem na frente do rosto.
Claro que aquilo estava diminuindo e tudo mais... Mês passado eu vomitava não só de manhã, mas logo depois de comer algo... Horrível. Simplesmente horrível.
— Tá melhor? – Ele perguntou, enquanto eu respirava ofegante.
Peguei a toalha de rosto e coloquei na boca, enquanto abaixava a tampa do vaso e dava descarga.
— Uhun. – Murmurei, sentindo meus cabelos caírem nas costas. – Vou tomar um banho. – Disse, ainda com a toalha na boca.
Ele assentiu e saiu.
Me limpei e abri o chuveiro, tirando a roupa e jogando-a perto da porta.
Entrei no Box e deixei a água cair em meu rosto. Tratei de escovar os dentes e me sentir mais limpa.
Olhei para baixo e vi meu corpo. Minha barriga estava mais redondinha. Claro que não era muito notável, mas... Era gostosa, essa sensação. Estava crescendo.
Cusfofo existia.
Ele/ela estava dentro de mim. Agora. Nesse exato momento, tendo seu corpinho tomando forma.
Sorri e passei a mão na barriga.
Era possível uma coisa dessas? Eu já o/a amava. Aquele ser já era parte do meu coração...
— Lilah! – Ouvi Nath bater na porta. – Tem uma caixa que acabou de chegar aqui! Não me lembro de ter comprado nada parecido com isso!
— Já to saindo! – Gritei, fechando o chuveiro e me enrolando na toalha.
Abri a porta e fui surpreendida pelas duas pessoas que eu nem sequer imaginaria naquele momento.
— LILAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Samantha exclamou, pulando em mim.
— SAMMY! TO DE TOALHA GURIA LOUCA! – Gritei, enquanto ela me abraçava bem forte, sem se importar de eu estar toda molhada.
— Não importa! Faz três meses que não te vejo! – Ela retrucou, ainda me abraçando bem forte.
Nos soltamos e eu olhei meu irmão, atrás dessa maluca.
— Oi Dee. – Ele sorriu, acenando.
— Oi. – Respondi, entrando no quarto. – Já venho! Só um minuto!
Tratei de colocar uma roupa qualquer e prender meu cabelo. Fui para a sala e abracei JJ e Samantha – novamente.
— Como vão? – Perguntei, sentando em uma das caixas.
— É... Não lá muito bem. – Sammy respondeu, cabisbaixa.
— Por quê? – Perguntei, enquanto ia para a cozinha pegar um pote de biscoitos.
— Mamãe. Para variar. – Ela respondeu, desanimada.
— Que ela fez dessa vez? – Perguntei, oferecendo as bolachas para os dois. – Desculpa, não temos mais nada.
— Que isso. – JJ sorriu, pegando uma.
— Tá com medo de faltar? – Perguntei. – Enche a mão!
Ele riu e obedeceu.
— Mas então... Que ela fez? – Repeti, enquanto Nath me puxava para seu colo.
— Tá puta da vida, desde que você foi lá. – JJ respondeu. – Toda vez que falamos algo que ela não gosta, diz que é sua culpa.
— “Ela que coloca isso na cabeça de vocês.” – Samantha disse, imitando a vozinha fina e nojenta dela. – Como se eu nunca fosse capaz de falar coisas, por mim mesma.
— Acho que sei o motivo de tudo isso. – Sorri, mordendo o biscoito.
— Por quê? – JJ perguntou, levantando uma sobrancelha.
— Ela não contou para vocês? – Perguntei, achando graça. – Eu não sou filha do George.
Os dois me olharam como se eu tivesse dito que um furacão fez a Europa entrar em extinção.
— O QUE? – Samantha perguntou, levantando. – COMO ASSIM? COMO? QUANDO? POR QUÊ? HÃN? DELILAH!
— Calma. – Sorri. – Eu também não sei. Mas vou descobrir. Você vai ver.
— Aliás, Nath, você tá no terceiro, né? – JJ perguntou, enquanto eu saía do colo do moreno, para ele poder responder.
— To sim. – Ele respondeu, me puxando de volta. – Me dá mais um biscoito. Então... To sim. Numa escola pública meio longe daqui.
— Então vai se formar esse ano? – Ele perguntou, pegando mais uma bolacha do pote.
— Vou. – Nathaniel respondeu, apoiando as mãos no chão.
Sim. Estávamos sentados no chão. E daí? Não estava tão frio!
— Verdade! – Exclamei. – VOCÊS VÃO SE FORMAR ESSE ANO!
— Isso. – JJ respondeu, sorrindo.
— E adivinha quem vai dançar com eeeeeeeele? – Ela perguntou, piscando os olhos com fofura.
Eu e Nathaniel rimos.
— Me deixa pensar... É... Alicia? – Arrisquei, vendo-o corar MUITO. – AAAAH! QUE FOFO! Eu sabia que vocês iam ficar juntos!
— Não estamos juntos. – Ele corou, olhando para os próprios pés.
— Não. – Samantha ironizou. – Só estão em um relacionamento sério.
Ele olhou para ela com cara feia.
— Mana, ele levou ela para conhecer mamãe e pap... – Ela começou a dizer animadamente, mas sua voz morreu ao falar de George.
— Tudo bem. – Sorri. – Por dezesseis anos eu o chamei de Pai. Pode continuar falando assim.
— Ok. Enfim, ele levou aquela ruivinha lá! Que emoção!- Ela exclamou, voltando para a empolgação.
— A coisa parece séria. – Nath riu, beijando minha bochecha.
— E é! – Samantha exclamou. – Eu já peguei os dois no maior “mi mi mi”!
— Ok, Samantha. Já deu. – JJ disse, olhando para ela com os olhos cerrados. – Mas então... Vai fazer o que depois do colégio?
— Você tá parecendo o papai, falando assim. – Samantha olhou para o irmão com uma sobrancelha levantada.
— Então... – Nath disse, sorrindo com o comentário de Sammy. – Vou ser engenheiro Civil.
— Que coisa chique, não? – Perguntei, piscando um olho para Samantha, que retribuiu.
— Aliás, preciso falar com você, Nate. – Ela sorriu, levantando da caixa.
— Agora? – Ele perguntou. Acho que ainda não estava acostumado com o jeito dela.
— De preferência. – Ela sorriu.
Saí de seu colo e observei meu namorado e minha irmã irem para o corredor.
— Eu tenho medo do que ela pode meter na cabeça dele. – JJ sorriu, encostando a cabeça na parede.
— Nada de bom, com certeza. – Revirei os olhos e sorri. – Aliás, parabéns.
Ele agradeceu e ficamos assim. Em silêncio.
— Voltamos!
— E aí? – Perguntei, enquanto eles entravam na sala novamente. – Sobre o que estavam falando?
— Você. Óbvio. – Samantha riu.
— E...?
— Se prepara. – Nath sorriu, deitando a cabeça em meu colo. – Logo, logo você vai ficar toda pintada.
— Mas pelo menos vai ganhar presentes. – Samantha estirou a língua.
— Hãn? – Perguntei, olhando de um para o outro.
— Você é lerda às vezes, né? – JJ Sorriu.
— Precisamos ir. – Minha irmã anunciou, indo até a porta. – Beijos, Lilah! Te cuida! Nath, toma conta dela direitinho! Aliás, quero ver o Cusfofo grande daqui a pouco, viu?
— Até dia dezenove, maninha. – JJ sorriu, beijando minha bochecha.
— Está cedo, gente. – Fiz biquinho.
— Desculpa, Lilah. Precisamos mesmo ir. – E abriu a porta.
— Tchau! – Meu irmão disse, fechando a porta atrás de si.
Olhei para Nathaniel sem entender.
— Precisamos de um nome para o bebê. Antes que a Samantha veja novamente com essa ideia de chá de bebê.
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