Dear Sophia
25 XXIV
Notas iniciais
- Jonathan Bemol
- Vincent De León
- Alley Coller (vulgo a filha de Apolo mais louca que eu conheço)
- Snapelicious
- Paula Di Angelo
Luv You, guys ♥
PS: Não liguem para o atraso XD
“Brendon, vamos bater uma aposta? Duvido você tirar a virgindade daquela garota Phelps. A loirinha. Consigo um show rapidinho se você conseguir.”
Aquilo ficou na minha cabeça. Tinha sido uma... Aposta, isso mesmo?
Sim, isso. Uma aposta. Uma aposta infantil e besta, de duas crianças bestamente bestas.
E agora, por conta daquilo eu estava lá chocada. Sem saber o que pensar. Sammy, JJ e Charles tinham me trazido para casa. Minha verdadeira casa, onde eu vivi todos esses anos. Eu estava sentada no sofá tomando o chá que Charles havia feito pra mim, e apoiada em Sammy. Eu não sabia que Charles sabia fazer chá tão bem... E JJ estava ali, perto de mim também, tentando me consolar. Só depois de muito tempo os dois rapazes conseguiram convencer a maluquinha da Sammy a ficar comigo primeiro para só depois ir matar o Brendon.
Brendon... Eu não podia pensar nele. Aquela sensação de pânico, raiva, tristeza, tudo o que alguém pode sentir, me invadia quando pensava nele.
– Mas... – Murmurei, me sentindo desnorteada. – E a história da casa? E... Sobre me amar e me querer perto? – Perguntei, reprimindo a vontade de chorar.
Ele deu de ombros.
– As coisas mudam, Delilah.
Lembrei dessa cena e meio que comecei a chorar novamente.
- Não pensa nele Dee! – Sammy me disse, me abraçando.
- Como é que eu não vou pensar?! Depois de tudo que ele...
- Vou fazer mais um chá – Charles meio que gritou, me interrompendo propositalmente, e foi para a cozinha.
E ficamos ali na sala, os três irmãos. Provavelmente, as únicas pessoas no mundo que realmente gostavam de mim; me amavam. Graças a Deus, Monique não estava em casa, nem meu pai.
Fiquei ali imaginando, pensando como seria se o meu bebê, Cusfofo, tivesse vindo à vida... Eu devia ser louca por querer engravidar já nessa idade, mas eu já estava apaixonada por aquele bebê, mesmo ele não existindo. Todos os sonhos, expectativas que eu havia criado baseando-me no meu Cusfofo... Ia começar a chorar de novo, mas Jason levantou e disse:
- Olha, ficar se lamentando não adianta de nada não é? Temos de...
Ele parou de falar e ficou olhando para Sammy. Provavelmente, ela estava fazendo um monte de gestos para mandar ele calar a boca.
- Só descansa Dee, vai ficar tudo bem... – ela disse, me fazendo um cafuné.
Ok, eu adorava um cafuné. Podia ficar ali pra sempre deitada nela, ganhando aquele carinho. Mas Jason tinha razão, não podia ficar assim pra sempre. O que eu faria agora? Não, me doía a cabeça só de pensar no que aconteceria agora, de pensar no Brendon, no que ele havia feito...
Logo, quando percebi, estava com meu celular na mão.
— Pra quem vai ligar, Lilah? – Samantha perguntou calmamente, mexendo em meus cabelos.
— Nathaniel, ele queria saber do resultado. – Suspirei, procurando seu nome nos meus contatos.
— Eu gosto bastante dele. – Ela sorriu, secando meu rosto com os dedos. – Bem que você poderia investir. Não acha?
Comecei a rir com o jeito que ela falou.
— Isso não é hora de escolher cunhado, Sammy. – Disse, sorrindo.
Incrível como só ela tem esse poder de me fazer rir, mesmo com uma situação dessas. AH COMO EU AMO A SAMANTHA!
— Oi. – Nathaniel disse, fazendo eu me forçar a parar de rir.
— Hey. É... – Suspirei e passei a mão no rosto, demorando um pouco para falar.
— Demore o tempo que precisar. – Ele murmurou, enquanto Samantha encostava o ouvido no aparelho.
— Saiu o resultado. – Falei, já sentindo vontade de chorar novamente.
— E aí? – Ele perguntou, parecendo que não sabia como se sentir. Ficava animado ou cauteloso?
Não aguentei falar. Comecei a chorar e deitei novamente no colo de minha irmã.
Samantha pegou o telefone e suspirou, enquanto voltava a me afagar.
— Nathaniel? – Ela perguntou. – É a Samantha, irmã dela. Ah, ok então... – Ela tapou o bocal e sussurrou algo como “Uhu! Estou tão famosa que até ele já sabe quem eu sou!”.
Sequei uma lágrima e ri levemente.
— Então... Deu negativo, infelizmente. – Ela disse, voltando ao ar sério.
Silêncio.
— Eu sei, eu sei, mas... – Ela parou, olhando fixamente para o chão. — Ahan, falou sim.
Mais um tempo, enquanto ele falava.
— O que? É CLARO QUE EU QUERO MATAR AQUELE FILHO DA PUTA NEANDERTAL DE PAU TORTO! Opa, desculpa. Então... Claro que eu quero... Machucar muito fisicamente e emocionalmente aquele ser humano desprovido de inteligência que tem o nome de Brendon, e que deve ser filho de uma boa senhora que vende seu corpo para benefício próprio. Na esquina, claro.
Ouvi o som abafado de uma risada, e não pude deixar de dar um sorrisinho. Ela era demais, fala sério.
— Ah... Agora? Ok. Tchau.
E desligou.
— Tá melhor, meu amor? – Ela perguntou, me dando um beijo na testa.
— Na medida do possível. – Falei em um fio de voz.
— Você não vai... Voltar a morar naquela casa, né? – Ela perguntou, enquanto eu me arrumava no sofá.
— Vou sim. – Respondi, alisando o rosto. – Porque, afinal... A casa é minha. Eu que paguei por ela e tudo mais. E o Nathaniel já pintou para mim...
— Opa, opa, opa! – Ela sorriu. – Como assim aquele gato passou um tempo com você...
— Caham! – Ouvimos da cozinha.
— VOCÊ SABE QUE EU TE AMO, CHARLES! – Ela gritou, fazendo o loiro aparecer na porta revirando os olhos. – Então... E A SENHORITA NÃO ME CONTA?
— Ele só foi me ajudar a pintar a casa. Só. – Virei a cara, cruzando os braços.
— Só e mais o que? – Ela perguntou, rindo, me forçando a olhá-la – E... – Suspirei. – Meioquemebeijou.
— O QUE? E a senhorita não me conta? – Ela riu, lascando um beijo na minha bochecha.
— Nada demais. – Respondi, levantando do sofá.
— Acho melhor você se arrumar. – Samantha sorriu, fazendo cara de pervertida.
— Por quê?
— Vamos ter uma visitinha básica. – Ela deu de ombros, jogando um brilho labial para mim.
~♥~
— O que a moto do Nathaniel tá fazendo parada na frente da porta? – Perguntei, olhando pela cortina da janela.
— Para de enrolar. – JJ fechou a cara, me tirando de lá. – Vamos, desça. Ele vai te fazer senti melhor.
Revirei os olhos e desci.
O moreno estava ali, encostado em sua moto. Parecia sem jeito.
Cheguei perto e o abracei. Ele afagou meus cabelos e eu senti que não havia mais lágrimas.
Nunca havia chorado tanto.
Meus olhos estavam inchados, meu nariz vermelho, meus cabelos desgrenhados e, mesmo assim, ele disse que eu estava linda.
Esse povo cego.
— Sinto muito. – Ele disse, descansando o queixo no topo da minha cabeça.
Esse era o legal de ser baixinha e ele, alto.
— Eu também. – Disse, com o rosto enfiado em sua blusa.
— Delilah, queria te levar em um lugar... – Ele disse, me fazendo olhar para seus olhos verdes. – É... Tipo... Singelo, mas...
— Que lugar? – Perguntei, franzindo o cenho.
— Surpresa. – Ele sorriu.
Notas finais
* Marianne puta.
** Monique mais ainda.
* Vingança.
** Brigas
* E... Cusfofo?
xD
Beijos!
x3
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