Notas iniciais
Hey õ/
Gostei de ver que as leitoras não me abandonaram e deixaram review no capítulo anterior. Gostei muito. Mesmo.
POR ISSO, esse capítulo é dedicado à todas que deixaram um comentário no anterior xD
kkkkkkkkkkk'
Beijos!
♥

— C-Como assim eu não estou grávida? – Perguntei, levantando abruptamente da cadeira. – Isso deve estar errado! Não!

E então fiquei calada, com as mãos na cabeça. Não conseguia acreditar... Depois de tudo isso, eu não estou grávida?

— Sinto muito. – Ele disse, tirando os óculos e acariciando as têmporas com a ponta dos dedos. – Mas o resultado deu negativo. Pelo lado bom, você poderá continuar a escola normalmente.

Não respondi. Devia me sentir ofendida? Não... A culpa não é dele se só está falando a verdade...

— Melhor eu ir. – Falei, pegando o envelope de cima da mesa. – Preciso acabar com a alegria de algumas pessoas...

E, sem ouvir nenhuma repreensão ou coisa do tipo, saí do consultório, cabisbaixa.

Andei pela calçada olhando para os prédios de Londres.

Todas aquelas pessoas estavam ali, felizes em seu mundinho colorido e musical. Enquanto eu ficava cada vez mais melancólica.

Incrível como o universo gosta de jogar na cara tudo de mal que te acontece.

Andando pelas ruas, passei ao lado de um parquinho cheio de brinquedos. Vi bebês no colo de suas mães, pais empurrando o carrinho, criancinhas correndo...

Não posso dizer que nunca havia visto tal coisa. Mas... Parece que tudo isso aconteceu para dizer à mim “Há há! Viu, Delilah? Você não está grávida!”

Virei na esquina da minha casa e parei na frente dos degraus.

E agora...?

Jurei para Samantha e JJ que ligaria assim que soubesse do resultado. E, por algum motivo, Nathaniel também está muito curioso.

Suspirei e decidi que não entraria. Iria resolver o pior dos problemas primeiro, por mais difícil que aquilo parecia.

Peguei um táxi e falei o endereço.

O taxista, felizmente, não quis puxar assunto. Acho que se falasse alguma coisa, desataria a chorar.

Desci do carro, paguei ao motorista e toquei a campainha da casa número 305.

— Já vai! – Ouvi gritarem. Esperei.

Abriram a porta e eu vi seus olhos castanhos.

— D! – Brendon exclamou, mas logo apagou o sorriso do rosto. – Que foi?

Balancei a cabeça e entrei.

— Tá sozinho? – Perguntei, olhando para o interior da casa pequena.

— To. – Ele franziu o cenho. – Vai me dizer?

Sentei no sofá e encarei o chão.

— Brendon... – Murmurei. – Porque ficou todo esse tempo comigo?

— Por causa do nosso bebê. – Ele respondeu, agachando-se na minha frente. – Porque mais?

— Não... No começo. – Respondi, olhando para o chão.

— Eu gosto de você. – Ele riu. – Sempre gostei... Mas por que a pergunta, D?

— Ah... – Encarei seus olhos. – Nada não...

Sim, eu sou uma idiota. Porque eu não disse na hora??

Delilah burra! Burra!

— Vem cá. – Ele disse, pegando na minha mão e me levando até o quarto.

Deixei que ele me conduzisse.

Entrei no quarto e fui surpreendida por suas mãos enlaçando minha cintura. Senti seus lábios encostando nos meus.

— Brendon... – Sussurrei, forçando levemente seu peito com as mãos. Não queria que ele parasse de me abraçar, mas não estava a fim de fazer nada.

— Shh. – Ele repreendeu, me colocando na cama.

Começamos a nos beijar novamente e senti suas mãos segurarem fortemente minha cintura. Em pouco tempo, meu vestido estava no chão.

Eu, sinceramente, não queria fazer sexo. Mas estava tão fraca, tão abalada... Sabe, é bom se sentir amada de vez em quando.

E, se eu não estivesse grávida, seria bom... Digo, já que não nascerá ninguém de um estupro, se eu ficasse grávida novamente, o filho pelo menos teria alguma dignidade ao ser concebido.

Certo?

Ele tirou as próprias calças e eu comecei a passar a ponta dos dedos em sua barriga.

Brendon traçou uma linha de beijos pelo meu tórax e desceu até a virilha. Tirou minha calcinha e deu um beijo em minha coxa direita, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar.

Ele abaixou sua cueca e se preparou para me penetrar.

Olhei para o teto, acho que tentando me preparar emocionalmente.

O moreno começou com movimentos lentos, fazendo-me fechar os olhos. O colchão começou a balançar na medida que ele aumentava o ritmo.

Sem que eu percebesse, comecei a gemer e a agarrar a colcha.

Isso fez com que ele ficasse mais confiante, indo cada vez mais rápido.

Arqueei minhas costas, enquanto ele chegava mais perto, ainda mantendo o ritmo. Entrelacei minhas pernas em sua cintura e deixei que ele apoiasse a cabeça na curva de meu pescoço.

Nossa respiração estava ofegante, nossas mãos passeavam livremente e, acima de tudo, aquilo não me lembrava o estupro.

Depois de algum tempo, o ritmo aumentou e eu senti que Brendon havia chegado ao ápice.

Paramos, completamente ofegantes e com gotas de suor em alguns pontos, e nos deitamos lado a lado na cama.

Ele estava com os olhos fechados, brincando com a alça do meu sutiã distraidamente.

— Brendon... – Murmurei.

— Hn?

— Tenho uma coisa para te contar. – Disse, pegando em sua mão, enquanto ele abria os olhos, surpreso.

— O que? – Ele estreitou os olhos.

— Você se lembra daquele meu compromisso? – Perguntei, observando seus cabelos desgrenhados.

— Uhun...

— Então... – Mordi o lábio inferior. Chegou a hora. – Saiu o resultado, do exame...

— Exame? – Ele franziu o cenho. – De que?

— De sangue... – Respondi, sentindo vontade de chorar. – E... Deu o resultado da gravidez.

— Mas... – Ele franziu o cenho, levantando da cama abruptamente. – Você não disse que estava grávida?

— Eu... Pensei que estava. – Respondi, levantando e apoiando meu corpo nos cotovelos. – Mas...

— Não. – Ele me cortou, arregalando os olhos castanhos. – Está me dizendo que houve... E há uma possibilidade de eu não ser pai?

— É... – Respondi, mas logo franzi o cenho. – Espera... O que?!

Ele sorriu brevemente, colocando a cueca de volta.

— Brendon. – Chamei com urgência. – Espera... Pensei que tinha ficado feliz pelo fato de, possivelmente, ser pai.

— Feliz? – Ele riu, colocando as calças novamente. – Eu tenho dezessete anos, D. Acha que eu quero colocar tudo a perder? Toda a minha carreira como cantor? Toda uma vida maravilhosa?

— Mas... – Murmurei, me sentindo desnorteada. – E a história da casa? E... Sobre me amar e me querer perto? – Perguntei, reprimindo a vontade de chorar.

Ele deu de ombros.

— As coisas mudam, Delilah.

Estava dividida em duas; Pânico e raiva.

— E a história sobre sempre ter gostado de mim? – Perguntei, colocando meu vestido rapidamente.

— Não é mentira. – Ele encolheu os ombros. – Mas eu não pretendo ter filhos tão cedo. Compreenda, não sei nem se quero casar.

Saí da cama e quase caí. Tinha pisado em um papel, me fazendo escorregar um pouco.

Olhei para baixo e vi que era a folha de seu caderno. Mas só havia três linhas escritas.

Brendon estava ocupado, colocando seu tênis novamente.

Dei uma rápida lida no papel e fiquei boquiaberta.

COMO ELE PÔDE?

— O QUE É ISSO? – Perguntei, dando a volta na cama e fazendo uma bolinha com o papel. Joguei nele, que me olhou de cara feia.

O garoto leu o papel e corou.

— D-Delilah, não é isso que você está pensando. – Ele disse, levantando da cama. Dei alguns passos para trás, me afastando do moreno.

— Não? – Perguntei, sentindo uma lágrima descer por minha bochecha. – E o que é?

— Só... Uma aposta idiota, não ligue para isso. – Ele disse, tentando se aproximar.

Catei minhas sandálias rapidamente do chão e saí do quarto com o rosto banhado em lágrimas.

— DELILAH! – Ouvi ele gritar, mas não olhei para trás.

Brendon havia acabado com meu dia, definitivamente. Como... Como ele pôde fazer isso comigo?

Saí da casa e corri, descalça, por dois quarteirões. Virei à direita e sentei na guia da calçada.

Comecei a chorar ali mesmo, com as sandálias pendendo em minhas mãos.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, com as lágrimas saindo sem que eu pudesse evitar.

Um carro parou na minha frente e a porta se abriu.

— LILAH! – Samantha gritou, se agachando perto de mim. – Ai meu Deus, o que aconteceu com você? Delilah...

Continuei chorando, incapaz de abrir a boca para falar algo.

— Charles! JJ! – Ela gritou, fazendo ambos saírem do carro.

Meu irmão me pegou pelos braços e me levantou, enquanto Charles abria a porta do carro. Entrei e me sentei.

Vi minha irmã se sentar ao meu lado. Deitei minha cabeça em seu colo.

Ela murmurava algumas coisas positivas, me dizendo que tudo ia ficar bem.

— Você estava onde? – JJ perguntou, depois de alguns minutos. As lágrimas haviam parado consideravelmente, mas eu ainda soluçava como uma louca.

— N-Na casa do B-Brendon. – Gaguejei, enquanto mais lágrimas desciam.

— AH! – Samantha exclamou. – CLARO! AQUELE IDIOTA TINHA QUE ESTAR NO MEIO! O que ele fez dessa vez? Olha... Eu juro que ainda vou fazer aquele Neandertal pagar por tudo que já fez à você, Lilah. Eu prometo por tudo o que é mais sagrado, ele vai se arrepender. Sério.

— E o teste? – Charles perguntou timidamente.

Balancei a cabeça negativamente e enfiei o rosto entre as mãos.

— Oh meu Deus... – Sammy sussurrou, acariciando meus cabelos. – Deu negativo, não?

Balancei a cabeça novamente, agora dizendo que sim.

— Delilah, eu sinto muito... – Ela sussurrou, enquanto eu a abraçava.

— E... Agora? – JJ perguntou, estacionando o carro.

— N-Não sei... – Murmurei.

— E o que o Brendon falou? – Samantha perguntou, me encarando com seus olhos castanho-esverdeados. – Quero dizer... Você falou, não falou?

Fiz que sim com a cabeça de novo.

— E-Ele... Me enganou... – Disse, entre soluços. – E-Ele... Uma aposta...

— Espera um pouco. – Samantha disse. – Respira fundo, leve o tempo que precisar e fale normalmente.

Obedeci e, depois de um tempo, comecei a falar o mais firme que consegui:

— Eu fui na casa dele, pra falar sobre o resultado... – Suspirei. – Mas não consegui de primeira, então ele me levou para o quarto e ele... Me levou para a cama... – Pausa para o ataque de tosse de JJ. – E então, quando... Terminamos, eu contei.

— E aí? – Samantha perguntou, segurando minhas mãos com firmeza.

— E aí que ele ficou feliz, de eu não estar grávida. E... – Solucei, achando um absurdo. – E eu achei um papel, escrito com a letra do Edwin, o guitarrista da banda da escola. E... Tava escrito “Brendon, vamos bater uma aposta? Duvido você tirar a virgindade daquela garota Phelps. A loirinha. Consigo um show rapidinho se você conseguir.”

— E ele aceitou. – Jason concluiu. – Olha... Não falo isso como irmão, Dee. Só estou lhe dizendo que eu avisei.

— Cala a boca, JJ. Ela já está perdida o bastante sem você falando isso. – Samantha fechou a cara. – Vamos, Lilah. Vai dar tudo certo.

Vai dar tudo certo...

Só eu que acho que as coisas só tendem a piorar pro meu lado?

Notas finais
Meus amores, vocês preferem menos capítulos, mas maiores. Ou mais capítulos, com a média de 1.500 palavras?
Espero que tenham gostado ~~o que eu acho difícil~~
Beijos!