Notas iniciais
Hey! My peoples!
Como vão?
Antes de tudo, novidade :3
Hoje vai sair o capítulo rotineiro, amanhã e sexta eu posto os capítulos atrasados!
Olha que bom? Quatro dias seguidos de DS xD
Espero que gostem, principalmente as fãs do Nathaniel com a Delilah :3
♥

“Nove de setembro.”

Não posso negar que estava um pouco animada. Afinal, o que eu posso fazer? Pintar a casa é legal!

Pintar a casa com o Nath deve ser mais legal ainda!

— Ele chegou! – July anunciou, olhando a janela.

Ela ficou grudada no vidro da janela a manhã inteira, esperando Nathaniel chegar.

Prendi meu cabelo, peguei a mochila com os mantimentos e fui até a sala.

— Talvez eu durma lá. – Disse à ruiva. – Então é melhor vocês nem me esperarem.

— Vai dormir com aquele cheiro de tinta no seu nariz? – July perguntou, ainda na janela. – Nossa, ele é bonito, hen?

— Então, por isso eu falei talvez. Não sei se durmo realmente lá. – Encolhi os ombros, acabando de arrumar meu cabelo. – Fui!

— Tchau!

Desci as escadas do prédio e vi o moreno parado na frente da porta.

— Hey. – Ele cumprimentou, o capacete pendurado na mão.

— Hey. – Respondi, olhando sua roupa. – Vai pintar uma casa com camisa social?

— Não. – Ele estirou a língua. – To com uma regata por baixo.

— Ah sim...

— Então... – Ele disse, olhando ao meu redor. – Cadê as tintas?

— Não vai ser aqui. – Respondi, parando na sua frente.

— Não? – Ele franziu o cenho.

— Não. – Sorri, pegando o objeto de sua mão e subindo na garupa.

— Então vai ser aonde?

— Na minha casa nova. – Respondi, achando graça da cara que ele fez. Como se não acreditasse. Talvez estivesse pensando que era uma pegadinha ou algo assim. – Que tá esperando? Vamos!

Ele, ainda pasmo, subiu na moto e ligou o motor.

— E aonde vai ser? – Nath perguntou, enquanto eu me enganchava na sua cintura.

— Já falei.

— Em que rua? – Ele riu.

— Vai indo que eu te mostro o caminho.

~♥~

— É aqui? – Ele perguntou, olhando o sobrado.

— Algum problema, por acaso? – Perguntei, levantando as sobrancelhas, enquanto ele saía.

— Não. É... Como vocês compraram? – Nath perguntou, visivelmente pasmo.

— Eu quem comprei. – Respondi, saindo da garupa. – Recebi um dinheiro do meu pai.

— Pensei que estava emancipada. – Ele franziu o cenho, enquanto subíamos os três degraus até a porta do sobrado.

— E estou. – Suspirei. – Acho que George Phelps pensa que me deve alguma coisa.

— Pelo que? – Nathaniel riu, enquanto entrávamos na sala.

— Não sei... Desafiar Monique? – Sorri.

Olhei ao redor e franzi o cenho. Uma das latas de tinta azul-clara que eu tinha comprado estava aberta.

— Mas o que...? – Comecei a perguntar, mas parei assim que vi a figura alta, forte e morena aparecendo no corredor.

— Oi, D. e... Quem é esse? – Brendon perguntou, bagunçando os cabelos castanhos com a mão. – Não me venha dizer que é quem eu estou pensando que é.

Que confusão...

— Er... – Comecei, mordendo o lábio. – Nath, esse é Brendon. Brendon, esse é Nathaniel.

Que momento tenso, aquele. Os dois se fuzilavam com os olhos. Era estranho.

— Que você está fazendo aqui? – Perguntei, ignorando o clima tenso naquela sala. – Olha que legal! Faz eco!

Criancice nível... Máximo.

— Vim pintar a casa. Mas vi que já arranjou alguém. – Brendon disse, estreitando os olhos para o moreno na sua frente.

— Na verdade arranjou mesmo. – Nathaniel sorriu, indo para perto da lata de tinta.

— Pensei que iria tocar com a banda. – Cruzei os braços, encostando-me na janela.

— Pois é, não vou mais. – Ele retrucou, ainda olhando o moreno.

— Ahan. – Disse, desconfiando. – Que horas você tem que estar lá?

— Depois do meio dia, mais ou menos. – Ele encolheu os ombros.

— Quer carona? – Nath perguntou, dando de ombros para a situação.

— Não. – Ele respondeu, com antipatia.

— Credo. – Ralhei. – Não precisa ser grosseiro, né?

Ele nem olhou para mim. Foi até o outro cômodo (vulgo quarto) e voltou sem a jaqueta, apenas com uma camiseta.

Que visão do paraíso...

— D.? – Ele perguntou, pegando em um dos rolos. – São onze horas, vamos rápido. – E então olhou para Nathaniel. – Já pode ir embora.

— Não, muito obrigado. – Ele respondeu, tirando a camisa social e mostrando uma regata branca por baixo.

Oh meu Deus, todo mundo tirou o dia para me fazer babar?

— Vamos trabalhar então? – Nath perguntou, sorrindo como um garotinho.

Na verdade, os dois não me deixaram pintar nada. Tipo, nada MESMO. Foi como uma competição.

A única coisa que eu fazia era ir até a mochila e pegar os ‘mantimentos’. Ou seja, coca-cola, salgadinhos e doces.

— Querem? – Ofereci o saco, enquanto eles pintavam a parede como se suas vidas dependessem disso.

— Não. – Eles responderam em uníssono.

Mais um tempo passou e eu ficava lá, só observando.

— Deveria ser divertido. – Resmunguei, sentando no chão, na parede oposta à respingada de azul.

Sério, aquilo não estava pintado. Parecia mais uma guerra.

Um pegava tinta demais e ela escorria. O outro, tinta de menos e ficava alguns pedaços em branco.

Teve uma hora em que eu fiquei realmente entediada. Olhei no relógio e dei graças à qualquer divindade que tenha ouvido minha prece.

— Brendon, uma hora. – Disse, tocando em seu ombro sujo de tinta.

— Já vou. – Ele resmungou.

— Não. Você vai agora. – Fechei a cara.

— Não vou. – Ele teimou, enquanto eu tentava tirar o rolo de sua mão.

— Ah, vai sim! – Retruquei, arrancando de sua mão e fazendo uma fileira de gotas azuis na minha blusa vermelha.

Sacanagem...

— Quem é você pra falar? – Ele levantou uma sobrancelha.

— A mãe do seu filho, agora vai! – Respondi, de cara fechada.

Ele resmungou, olhou com desprezo para Nathaniel, virou de costas e foi pegar sua jaqueta de couro.

— Vai pra casa? – Ele perguntou, quando voltou do “quarto”.

— Já estou nela. — Sorri.

— Para a casa dos meus pais. – Ele respondeu, sério.

— Provavelmente não. – Dei de ombros. – Pelo menos, não me espere.

Ele me pegou pela cintura e me beijou com força. Acho que quebraria alguns dentes, se me beijasse daquele jeito mais vezes.

Soltei-me dele com dificuldade e o vi olhando feio para Nathaniel.

A porta se fechou e eu fiquei olhando-a, pasma.

— Mas que merda de atitude possessiva é essa? – Perguntei para a porta, boquiaberta.

— Ele tem razão. – Ouvi Nathaniel murmurar, enquanto pintava timidamente a dobra da parede.

— Em que? – Perguntei, chegando mais perto. – Em ser possessivo?

— Desse jeito? Não. Mas se eu tivesse você como namorada, — Ele sorriu, ainda olhando a parede ficar azul a cada pincelada. – teria um ciúmes do tamanho do mundo.

Fiquei um tempo sem falar nada.

— Não entendi porque tanto ciúmes. – Murmurei, depois de minutos que pareceram mais eternidades.

— Qual é, Delilah. – Nath sorriu, se virando para mim. – Você é linda, inteligente, carismática, engraçada...

— Burra, patética, infantil, chata... – Comecei a enumerar nos dedos, fazendo-o revirar os olhos.

— Quer calar a boca? – Ele riu, apontando o pincel com tinta para mim. – Eu tenho uma arma e não tenho medo de usá-la!

— Um pincel? – Sorri, levantando uma sobrancelha.

— Não é só um pincel. – Ele retrucou, fingindo estar magoado.

— Ahan.

— Sério! – Nath riu. – Nunca subestime pincéis. Nem toalhas.

Levantei os braços, em rendição.

— Ok, desisto. Vou trocar de roupa e tentar arrumar essa bagunça que vocês fizeram na parede.

Fui até o outro cômodo e troquei a camiseta por um top preto.

— Aff... Tenho certeza que tinha colocado uma blusa na mala. – Resmunguei, tirando tudo para ver se tinha realmente esquecido-a.

— Morreu, ou tá fabricando a blusa? – Ouvi a voz de Nathaniel lá da sala.

— Acho que eu esqueci. – Gritei de volta. – Não, eu não acho. Eu tenho certeza.

— Pega a minha. – Ele disse, aparecendo no quarto.

— WOW! – Gritei, puxando a camiseta para esconder meu tronco. – Avisa antes de aparecer assim, guri!

— Você não parece estar grávida. – Ele disse, dando de ombros. Entrou no quarto e jogou a camisa dele para mim.

— Mas vai manchar. – Murmurei, ainda com a camiseta na frente do corpo.

— Para de frescura, sim? – Nath riu. – Vamos, temos que concertar aquele exagero de tinta que seu namoradinho fez.

— Namoradinho? – Repeti, achando graça.

— Vamos. – Ele retrucou, saindo do quarto.

Abotoei a camisa, que ficou larga e comprida, e fui para a sala.

— Você tá uma gata com esse shorts curto. – Ele riu, pintando a ponta do meu nariz de azul.

— Fala isso pra sua noiva. – Estirei a língua, enquanto ele fechava a cara. Não sei porque mas... Ultimamente, Nath parecia não muito a vontade comigo falando sobre a Marianne.

Entre brincadeiras, briguinhas bobas, guerras de tinta, pingos azuis pra tudo quanto é lado e, além de tudo, ligações do Brendon a toda hora, conseguimos finalmente terminar de pintar... Uma das paredes.

Mentira, pintamos a sala toda.

— Finalmente! – Sorri, levantando os braços e me deitando no chão para apreciar nosso... Trabalho? – Nath?

— Hn? – Ele perguntou, ainda de pé.

— Foi legal. – Respondi, olhando-o. – Vai ficar aí mesmo?

Ele me olhou de um jeito estranho.

— Que foi? – Franzi o cenho, enquanto ele sentava ao meu lado.

Nathaniel permaneceu calado. Tirei as costas do chão e me aproximei dele.

— Nath...?

— Eu não consigo entender. – Ele disse, virando para mim abruptamente. – Como assim você está com aquele... Aquele... Sujeito? – Ele perguntou, me fitando com uma intensidade anormal.

— Já falei... – Suspirei.

— Eu sei. Eu sei. – Ele me cortou, ficando de frente para mim. – Você disse que ele está... Fofo. E se arrependeu... Blá-blá-blá. Grande coisa, Delilah. – Ele fechou a cara. – Quem me garante que isso tudo não é uma piada? Que ele está brincando com você?

Olhei-o, completamente pasma.

— Delilah. – Ele suspirou, pegando em minhas mãos, para meu completo espanto. – Dói. Sabe? Aqui dentro do meu coração, imaginar aquela cena se repetindo. Você, toda fraca e machucada, de novo. Não suportaria aguentar. E vê-la com o idiota que te fez aquilo, é torturante. Você não faz ideia.

Continuei calada.

— E sabe o que dói mais? – Ele sorriu, mas sem humor nenhum. – Ver que você nem sequer percebe o brilho no olhar dele, quando olha para você. Como se fosse um brinquedo, ou algo assim. – Nath apertou minhas mãos contra as suas, enquanto baixava a cabeça.

Deixei que ele tivesse um tempo. Ele... Parecia abalado.

— Desde que apareceu na lanchonete, — Ele continuou. — a Marianne pergunta de você. Já chegou a me perguntar se eu a trocaria.

— E o que você respondeu? – Perguntei, olhando a infinidade verde que eram seus olhos.

— Que só o tempo pode dizer isso. – Ele respondeu, selando meus lábios com os seus.

Notas finais
Quem gostou levanta a mão!
õ/
Ok, tenho que admitir que AMO o Brendon, mas... Nem tudo na vida são flores xD
Aliás, duas perguntas:
1° Como seria um Shipper Nathaniel e Delilah? E Brendon e Delilah?
2° Para vocês, o que é uma separação trágica?
Ok, foram 3 perguntas, mas enfim...
Espero que tenham gostado xD
Beijos!
♥