Notas iniciais
Oi gente.
Primeiramente, fiquei todo esse tempo sem postar com motivo. Não sei se todos viram, mas na semana santa machuquei meu dedo e - com sacrifício - consegui escrever um bilhete para colocar em minhas fics. Claro que eu sabia que isso ia acontecer, mas a administração do site retirou meus avisos.
MAS ENFIM.
Acontece que, assim que consegui escrever normalmente, tive um grande problema pessoal que, mesmo indiretamente, acabou refletindo nessa história. Por conta disso - e eu sinto muito -, terei que mudar o roteiro de Dear Sophia. Tentarei deixar a história com mais nexo possível, já que vou ter que arrumar as mudanças de acordo com os capítulos anteriores...
Fiquei dois meses sem postar, pensando se abandonaria ou não essa história. Não conseguia escrevê-la de acordo com a ideia original e isso me deixava frustrada. Cheguei a fazer uma lista de pós e contras e quase a excluí. Mas aí comecei a reler os reviews e vi que não conseguiria abandonar todos vocês.
Obrigada à todos os leitores, mesmo os fantasminhas.
Dear Sophia está de volta, toda quarta e todo sábado. Logo terá uma segunda temporada e espero que não tenham me abandonado por completo ><'
Amo vocês ♥

03 de maio de 1997

Andava pelos corredores da escola sentindo todos os olhares em cima de mim. Já tinha me acostumado bastante com tal coisa, mas continuava sendo irritante.

Fui até a cantina e me sentei na mesa mais afastada possível. O diretor passou me olhando com reprovação, mas logo desapareceu de vista. Desde que o uniforme parou de caber em meu corpo, ele me via como uma aberração à moralidade e à ética da escola.

Tudo besteira, na minha opinião.

Fiquei olhando o fluxo de pessoas. Chego a ficar em depressão em dias como esse. Saber que, enquanto eles vão à shows, festas e eventos, terei que ficar em casa cuidando de dois bebês. Tem seu lado bom, mas às vezes penso se o lado ruim não é maior...

— Oi Delai. – Olhei para a cadeira ao meu lado e sorri para Alicia.

— Oi. – Cumprimentei, tomando um gole de meu suco.

— Tá tudo bem? Como vai a gravidez? – Ela perguntou, apoiando o rosto nas mãos e piscando bastante, provavelmente tentando dar uma entonação fofa à fala.

— Está tudo indo bem. – Sorri sem muito entusiasmo. – Tirando o fato que o médico falou que poderei dar à luz a qualquer momento, e as contrações horríveis, está tudo bem. Os dois estão bem.

Ela fez uma careta de dor.

— Que horror, acho que nunca vou querer ser mãe.

— Fale isso para meu irmão. – Sorri, tomando outro gole do suco.

A ruiva mostrou a língua e riu. A sineta tocou e eu, vagarosamente, levantei da cadeira. A preguiça tinha virado o amor da minha vida e provavelmente estava casada com o cansaço, mas a prova de biologia me chamava.

— Depois nos falamos. – Acenei para ela e fui até a sala. Passei rapidamente no meu armário para pegar outro casaco, mas fui surpreendida pela figura do Brendon encostada no mesmo. Se amassando com Courtney.

Fiz cara de nojo e continuei andando. De rabo de olho percebi que o garoto me olhou, enquanto a líder de torcida beijava seu pescoço, mas não virei para olhá-lo. Continuei andando e entrei na sala.

Como sempre, todos os olhares – sem exceção alguma – se voltaram para minha barriga de dez quilos, se não mais.

— Boa tarde. – Falei, e fui direto para o fim da classe.

Fiz a prova por alto. Sabia que não iria bem nesse semestre, mas era o que menos me importava. Fui a primeira a levantar para entregá-la ao professor. Ele me olhou com dó e me deixou sair.

Peguei o casaco no armário, sentindo o perfume enjoativo da garota ainda no ar e andei lentamente até o estacionamento, onde eu sabia que JJ estaria me esperando.

Assim que vi seu rosto moreno, abri um largo sorriso. Ver Jason, Samanta e Nath eram as únicas coisas que me faziam sorrir naqueles tempos. Andei até ele mas vi que seu semblante estava sério, frio e sem indícios de que iria mudar.

— O que aconteceu? – Perguntei, alarmada, assim que cheguei perto dele.

Ele balançou a cabeça negativamente e me entregou um envelope grande e amarelo. Peguei-o sem entender e vi que estava destinado a mim. Sem lacre ou proteção alguma, sem selo e sem data. A única coisa que podia ser vista – e que me deixou mais confusa ainda – era o nome de quem mandou. Bem pequeno, mas ainda visível.

Marianne.

Notas finais
Eu sei, eu sei, foi pequeno. Mas é MUITO importante para o rumo que a história vai tomar daqui em diante.
Beijos e até sábado.
♥