Dear Hogwarts - Interativa
15 Capítulo 15 – Toujours Pur
Notas iniciais
Assim como o previsto por Hunith, nos dias posteriores ao encontro com a auror, elas foram livradas de qualquer punição. Cora Crawley havia as “acolhido” sob suas asas, e elas iriam se aproveitar o máximo possível. Muitas vezes a chefe do departamento dos aurores comentava sobre as investigações a respeito dos Puristas e o que o departamento sabia sobre eles, o que não era muita coisa.
— Como vocês descobriram tanta coisa? – Avery indagou curiosamente.
— Não importa, o que importa mesmo são os Puristas. – Mary interviu – Eles se encontram duas vezes por semana em algum lugar.
— E o que exatamente você quer que façamos com a informação? – Matthew perguntou confuso.
— Quais de nós vão para casa para o Natal? – Katherine indagou – Eu e Elize vamos para a casa do nosso avô.
— Eu vou para a do meu tio. – Samantha falou.
— Nós vamos manter a tradição de ficar por aqui, não? – Thomas inquiriu Tiberius, Hunith e Daeron, que assentiram positivamente.
— Vou ficar, minha mãe vai visitar uma amiga ou algo do tipo. – Peter acrescentou.
— Eu, Avery, Alexis e Felicity vamos ficar por aqui. – Delayla flou, recebendo acenos positivos das meninas mencionadas.
— Vou para casa também. – Mary acrescentou.
— Vou ficar. – Ronan disse.
— Meus pais vão fazer uma viagem romântica ou algo do tipo. – Matthew resmungou.
— Ok, então Thomas, Ty, Hunith, Daeron, Pete, Layla, Avery, Lexis, Felicity, Ronan e Matt, quando puderem, tentem ver se na biblioteca tem alguma informação que passa nos ajudar? – Kate proferiu – Eu, Elize, Sam e Mary vamos procurar alguma evidência que algum de nossos familiares sabem de alguma coisa.
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Uma semana depois, Kate, Elize, Mary e Samantha dividiam um compartimento no Expresso de Hogwarts, onde as duas loiras discutiam calorosamente sobre algum livro, enquanto a outra dupla dormia tranquilamente.
Quando o quarteto desceu do trem, se despediram rapidamente e logo cada uma seguiu com sua família. Mary aparatou com sua avó para Godric’s Hollow, onde não tardou a colocar o assunto em dia com a idosa.
Katherine e Elize acompanharam Tobias Ackles pelo Rede de Flu até Downton, onde a Mansão Ackles se destacava no horizonte. As primas sabiam que para se manterem intactas das crenças da família, o que a meio-veela ainda estava lutando, precisavam ficar juntas, por mais que discordassem.
Samantha acompanhou sua tia, Morgaine LeFay XVII, na Rede de Flu até Essex, onde saíram da lareira para uma sala que estava sendo enfeitada por, pelo menos, uma centena de elfos domésticos. A salão de estar estava sendo decorado nas cores sonserinas, do teto ao chão.
— Como sabe, todo ano as Sagradas Vinte e Oito celebram o Yule Ball, esse ano nós seremos os hospedeiros. – A mulher falou, em um neutro – Acontecerá em dois dias, por isso vamos amanhã ao Beco checar e fazer os últimos reparos no vestido.
A loira fez um som não comprometedor de que ouvira e logo partiu para seu quarto pelos próximos dias. Trocou de roupa e desceu a caminho da biblioteca, até que esbarrou em alguém, quase sendo jogada no chão, se não fosse pelo aperto firme que a segurou no lugar.
— Você deveria andar mais devagar, querida. – A morena disse.
— Srta. Crawley. – Samantha constatou, claramente surpresa – O que faz aqui?
— Assuntos pendentes com seu tio. – Cora sorriu – Sabe onde ele está?
— Provavelmente no escritório. Quer que eu te acompanhe? – A loira indagou educadamente.
— Claro, será um prazer! – A auror respondeu positivamente, surpreendendo a estudante.
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Kate abriu a carta ainda na mesa de jantar, a pedido de seu avô, mesmo informando que a carta era para ela e Elize, ele insistiu. A fina caligrafia de Samantha enchia o pergaminho, em um tom que era um misto de surpresa, confusão e emergência.
— Então? – Tobias Ackles indagou da cabeceira da mesa.
— Ah, é a Samantha. Ela disse que ela e seus tios vão ser os anfitriões do Yule Ball e queria saber se iríamos. – Ela respondeu, ocultando parte da verdade.
— Ah, iremos sim, querida. Inclusive vamos no Beco Diagonal amanhã pela manhã para ver os vestidos, por que não a convida? – Eleonor sorriu.
— Ok, mãe. – A ruiva respondeu.
— Essa garota é puro sangue, certo? – Lance Ackles, pai de Elize, cortou a sobrinha, encarando a filha severamente.
— Sim, pai. Samantha é uma Black. – Elize respondeu, em um tom baixo, fazendo o homem relaxar visivelmente.
— Já puserem a escória no lugar que pertencem? – Tobias indagou, deixando seu desgosto evidente não só em seu discurso, mas em suas feições.
— Sim, vô. – Katherine respondeu, tentando mascarar sua irritação.
— Temos nos limitado a amizade com Black, os gêmeos d’Auvergne, Kane, Cerasis e Hoffwen. – Elize esclareceu – Todos de sangue puro.
O jantar ocorreu sem mais interrupções da parte das garotas, que se limitavam a ouvir o quanto seus familiares apoiavam os Puristas. Ambas se retiraram para a biblioteca e discutiram o real motivo da carta da amiga: A presença constante e diária de bruxos extremistas e sua suspeita sobre seus tios estarem sediando as reuniões do grupo separatista.
Na manhã seguinte, as duas estudantes, acompanhadas de suas mães, encontravam-se no Beco Diagonal, mais precisamente a Madam Malkin's Robes for All Occasions, no norte do local.
— Sam! – Elize chamou ao ver a amiga saindo da Travessa do Tranco.
A loira era acompanhada de perto por uma mulher extremamente parecida com ela e Cora Crawley. A mulher e a auror estavam alguns passos atrás da garota, que exibia exasperação e certo desespero em suas feições aristocráticas.
— Elize! – A loira abraçou a meio-veela e acrescentou sussurrando – Me tira daquela casa.
Elize riu enquanto Samantha abraçava Kate, aparentemente repetindo o dito a loira. Quando as duas primas foram apresentar a amiga, ambas as mães lançavam olharem assassinos com a mulher loira, enquanto a auror assistia reprimindo uma risada.
— Tia, essas são Katherine e Elize Ackles. – A sonserina tentou quebrar a tensão que se instalara entre as três mulheres.
— Srtas. Ackles, – A mulher as cumprimentou com um manejo gracioso – Sintam-se sempre bem-vindas para comparecer a Essex, será um prazer recebê-las.
— Fique longe, Morgaine. – Eleonor rosnou, fazendo-a olhá-las ameaçadoramente.
— É Lady Le Fay para você, Ackles. – Morgaine cuspiu – Vamos, Samantha, Cora. Mandem minhas lembranças para seus pais.
Então ela girou em seus calcanhares e adicionou ainda mais altivez a sua postura arrogante, colocando-se a caminho do Talhejusto & Janota. Após se recuperarem da mudança súbita de humor da companheira, Cora e Samantha se puseram a acompanhá-la, a última acenando antes de partir.
— Escutem, garotas – Eleonor chamou a atenção da dupla – Vocês duas devem se manter alertas perto dela.
— Se manterem alerta? Não cheguem perto dessa menina Pendragon, não é boa coisa. – Elizabeth, mãe de Elize, sibilou – Se algo acontecer eu vou matar a vadia.
— Chega. – Eleonor trocou olhares com Elizabeth – Para Madame Malkin.
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A noite do Yule Ball chegara, trazendo consigo os membros das Sagradas Vinte e Oito famílias puro sangues, e seus convidados. Samantha, parada ao lado de seus tios no hall de entrada da Mansão Essex, recebendo todos os convidados.
Os Ackles, Avery, Bulstrode, Burke, Carrow, Crawley, Crouch, Fawley, Flint, Gaunt, Greengrass, Hoffwen, Lestrange, MacMillan, Nott, Olivander, Parkinson, Prewett, Rosier, Rowle, Selwyn, Shacklebolt, Shafiq, Slughorn, Travers e Yaxley já haviam chegado, deixando evidente a ausência dos Black, Malfoy e Weasley. Todas as famílias presentes haviam criado seus descentes severamente sob o Toujours Pur, e isso seria provado no dia.
— Boa noite. – Lorde Le Fay começou, fazendo todos presentes no Salão se silenciarem – Quero dar minhas boas-vindas à Mansão Essex a vocês, meus caros amigos. Aproveitem. A diversão irá começar logo.
Após esperar e aplaudir educadamente seu tio, Samantha procurou Elize, Katherine e Mary, encontrando-as em um parlour adjunto, com algumas poltronas de couro preto, bebericando vinho tinto.
— Você sabe o que é a diversão? – Elize perguntou, dando espaço para a loira juntar-se a ela no assento.
— Eu fui informada do Yule Ball dois dias atrás, desde então tenho variado meus dias entre a biblioteca e meu quarto. – Ela respondeu – A casa parecia estar cada vez mais lotada.
— Seus dias parecem ter sido muito animados. – Mary disse, fazendo-as rir.
— Qual é a da Crawley? Ela não tira os olhos daqui. – Kate constatou.
— Além de ser minha nova “colega de casa”? – Samantha bufou, fazendo o trio reprimir uma risada – Ela tem sido legal demais.
— Sério? – Mary indagou, recebendo um aceno positivo da loira – Vão fazer tatuagens iguais e compartilhar segredos?
— Ha ha ha. – A loira sorriu falsamente – Eu não posso perguntar sem ser grossa.
— Queiram todos se unirem aqui na área principal, por favor. – O anfitrião chamou – A surpresa está aqui. Divirtam-se!
Assim que ela terminou de falar, as portas do Salão foram abertas e por ela uma fila indiana imensa, de nascidos-trouxas e trouxas entravam, acorrentados e já brutalizados. Eles então puseram-se lado a lado, esperando para serem escolhidos. Alguns dos bruxos já haviam iniciado a tortura e matança, após o aceno positivo do Lorde Le Fay.
— Tia, o que diabos...? – Samantha perguntou, alterando seu olhar incrédulo entre seus tios.
— Por que não reúne suas amigas e brinca com alguns, querida? – A mulher respondeu despreocupadamente.
Antes que pudesse retrucar, Samantha foi arrastada para longe de sua tia por Cora, que também recolheu Mary, Elize e Kate. A auror levou-as para uma parte mais distante do salão, onde apenas elas a escutariam.
— Me escutem vocês quatro: O quarteto vai voltar para lá sorrindo e vão estar super empolgadas para torturar e matar os sangues-ruins. Vocês vão sorrir, rirem se puderem, e fingir que está tudo bem. – A auror instruiu.
— Você enlouqueceu? – Mary rosnou.
— Vocês enlouquecerem se acham que vão sair daqui com as mãos limpas. É simples: ou vocês “brincam” ou eles e suas famílias morrem. Não tem escolha. – A morena sibilou.
— Por que está nos ajudando? – Elize perguntou desconfiada.
— Não é a hora, nem lugar para isso. – A auror respondeu, quase sussurrando.
— E quando vai ser? – Kate enfrentou.
— Logo. Agora vão. – Cora disse, virando-se a indo para a fonte dos gritos de terror.
As quatro foram lentamente atrás dela, procurando, em vão, uma alternativa. Chegando lá, puderam ver todos os lordes e ladys, duques e duquesas claramente aproveitando o ato, incluindo seus familiares.
— Decidiram se juntar a festa? – A voz fria de Lorde Le Fay falou, alguns passos a direita.
— Claro, tio. – Samantha forçou um sorriso e ergueu a varinha – Crucio.
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