Notas iniciais
Amorxs da minha vida, não há falta de vergonha da cara suficiente para me desculpar com vocês, de verdade. Demorei muuuuuuuuuuuuuuuuuuitéssimo, mas pensei muito em uns plot twists durante esse ausência! hahah Anyway, eu amei esse capítulo, e espero que vocês gostem! Até coloquei um romancezinho já ue acho que caso não rolasse vocês iam me bater! ahah Aproveitem e espero que gostem tanto quanto eu gostei! PS.: A parte em itálico é flashback ;) XOXXO, HQ

O recesso para os feriados de Natal e Ano Novo acabaram e já faltavam 30 minutos para o Expresso de Hogwarts partir em direção a Academia. Desde o evento na Mansão Le Fay, Elize, Mary e Katherine trocavam ao menos duas cartas por dia, e não tinham notícia alguma da amiga.

Mary estava sentada em uma das cabines do trem quando Kate e Elize entraram e se uniram a ela. Elas retornaram mais uma vez ao principal assunto que discursam durante o feriado até serem interrompidas por Samantha abrindo a porta da cabine, poucos minutos antes do trem partir. A loira estava ainda mais magra e pálida, além de parecer exausta.

— Sem querer ofender, mas você está péssima. – Elize constatou, fazendo Kate olhar para a prima exasperada.

— Eu estou péssima. – A garota riu, sem humor – Eu tentei achar os sangues r... nascidos-trouxas alguns dias depois do baile, mas meu tio aparentemente esperava por isso. Então eu disse que queria “brincar” mais com eles, e ele disse que eu não poderia até entender o significado de tudo.

— Espera, você está me dizendo que ele usou a Maldição Cruciatus em você? – Mary sibilou.

— Não é grande coisa. – Samantha acenou dismissivamente – A coisa importante é que aconteceu uma reunião dos Puristas.

— Tem certeza? – Kate indagou, com as sobrancelhas franzidas.

— Digamos que eles não são discretos. – A sonserina suspirou.

— E a Crawley? Ela apareceu por lá de novo? – Elize perguntou curiosamente.

— Ela ficou lá o tempo inteiro e me ajudou depois do incidente com meu tio. Além disso, ela me disse que tem alguém no andar que eu não sou permitida de ir, alguém aparentemente muito perigoso. – Ela respondeu.

— E eu acreditando que ela estava contra nós. – A grifinória bufou.

— Talvez ela esteja infiltrada sob ordens do Ministério. – A corvina sugeriu, fazendo as outras acenarem positivamente.

Depois disso, Samantha e Elize iniciaram um assunto paralelo a Katherine e Mary. Logo o castelo já era visível de Hogsmade. O quarteto se separou, combinando uma reunião em Hog’s Head, em Hogsmade, depois do banquete noturno.

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A saleta pequena, suja e maltrapilha acomodava os quinze estudantes da escola em um canto mal iluminado. Os habitantes do castelo disseram ao dono do pub, Velho Abbie, como ele odiava ser chamado pelos estudantes, sempre expulsando aquele que não o chamassem de Aberforth do bar, que era aniversário de um deles.

— Então, o que era tão importante que vocês sequer podiam esperar o período de Adivinhação de amanhã? – Daeron indagou em seu habitual tom zombeteiro.

— Tem algum motivo dessa carranca em vocês quatro ou estão só exibindo a expressão naturalíssima? – Tiberius riu roucamente.

— Menos, garotos. – Mary pediu, olhando de relance para o trio que também se ausentara no feriado.

— O que aconteceu no Natal? Vocês voltaram diferentes, principalmente... – Alexis disse, olhando de relance para Samantha, que sequer parecia ter ouvido.

— Deixe-a. – Elize comandou, ninguém ousando discordar dela e seu olhar fulminante.

— O que aconteceu? – Felicity E Peter indagaram juntos.

— Nossas famílias fazem parte deles. – Katherine esclareceu – E nós tivemos que pagar nossa parte por estar presente lá.

— Você quer dizer que vocês...? – Delayla indagou com olhos arregalados, sequer terminando o questionamento.

— Não, elas não são estúpidas de usar uma porra de uma Imperdoável. – Samantha explodiu sibilando entredentes.

— Sam... – A ruiva começou, não tardando a ser cortada pela amiga.

— Não, você sabe que é verdade! E eu consegui fazer, você não tem argumentos contra isso. – A loira exclamou, em um tom ainda mais alto, derrubando sua cadeira e saindo do local.

Antes que qualquer um pudesse agir, Hunith já estava nos calcanhares da melhor amiga, seguindo-a pela porta, fazendo seu gêmeo erguer as sobrancelhas sugestivamente para a silhueta da irmã.

— Se importam em esclarecer? – Matthew perguntou, parecendo ainda estar surpreso com a súbita explosão da sonserina.

— No fim do Yule Ball, na casa dos tios dela, nascidos-trouxas e trouxas foram tragos para o Salão Principal... – Elize narrava.

“As quatro foram lentamente atrás de Cora, procurando, em vão, uma alternativa. Chegando lá, puderam ver todos os lordes e ladys, duques e duquesas claramente aproveitando o ato, incluindo seus familiares.

— Decidiram se juntar a festa? – A voz fria de Lorde Le Fay falou, alguns passos a direita.

— Claro, tio. – Samantha forçou um sorriso.

A loira parecia ter o rosto ainda mais pálido que o usual. Seus lábios estavam cerrados em uma linha fina que se erguia suavemente nas pontas. Sua varinha, apertada firmemente entre os nós de seus dedos, já brancos, tremia suavemente.

Lorde Le Fay abriu um pequeno sorriso para as palavras da sobrinha, prostrando-se ao lado dela e inclinando-se suavemente, de maneira que seus rostos ficassem na mesma altura. Ele gesticulou para que os integrantes do Salão prestassem atenção e a olhou com expectativa clara em seus olhos.

— Agora, caros amigos, minha querida sobrinha vai demonstrar como o sangue é mais forte que tudo. E não vai falhar ao punir esse sangue-ruim imundo, escória, de nosso meio. – Ele discursou, sendo aplaudido por todos ao redor – Samantha, querida, que tal você mostrar para esse rato o verdadeiro lugar dele.

A sonserina fechou os olhos e respirou fundo. Ao abri-los, não possuíam o brilho usual, estavam opacos. Era visível para as amigas que ela tentava se convencer de que o menino que iria torturar merecia, repassando mentalmente cada um de seus ensinamentos.

A loira ergueu a varinha lentamente e exibiu um sorriso que transpassava pura arrogância, típica de sangues puros. Ela estufou suavemente o peito, como se estivesse orgulhosa do que ia fazer e então abriu ainda mais ao olhar de relance para o tio, que assentiu.

— Crucio. – Ela exclamou em um tom animado, como se estivesse esperando por aquilo sua vida toda. – Crucio! Crucio! Crucio!

Os gritos de agonia do menino ecoavam no salão silencioso de adultos sorridentes e das estudantes assustadas. A sonserina só parou ao comando de seu tio, que logo se virou para as três, apesar de claramente satisfeito.

— E vocês três? Não se juntarão a diversão? – Ela questionou.

Enquanto Mary lançara uma Azaração Ferreteante, Kate usara a Azaração Bafo de Pimenta e Elize conjurara Destruccios no corpo de seu alvo. O Lorde, parecendo satisfeito o suficiente, permitiu que elas saíssem do Salão, porém impedira a sobrinha quando esta fez menção de as acompanhar.

— Oh, fique Samantha. Você tem tanto a aprender.

— E não a vimos depois disso, nenhuma carta foi respondida, nada de Flu. – Elize finalizou.

— Ela torturou um nascido-trouxa? – Ronan indagou incrédulo, recebendo acenou positivos de Matthew e Felicity.

— Nós devíamos falar com ela. Ter certeza de que está bem. – Lyra murmurou, recebendo um “Com certeza! ” de Alexis como resposta.

— Só para confirmar caso vocês não tenham ouvido: Ela torturou um nascido-trouxa! – Peter sibilou.

— Você ainda não entendeu, cara? Ou ela fazia aquilo ou aquilo ia acontecer com ela, conosco e com o resto da família. – Daeron esclareceu.

— Eu não aceito que alguém seja melhor que outro! – Felicity exclamou.

— Não é mais sobre ser superior, é sobre ter a oportunidade de salvar sua família! – Kate rebateu.

— Vocês duas, parem! Não foi certo, mas não podemos julgar já que não estávamos lá. – Delayla disse, alcançando um meio-termo – De toda forma, precisamos voltar para a escola. Tenho certeza que Sam e Hunith vão nos alcançar, caso já não estejam lá.

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Hunith estava extremamente frustrada por ainda não ter conseguido chegar perto o suficiente de Samantha para segurá-la no lugar. A loira parecia ter pernas-de-pau gigantes acopladas ao corpo.

A loira seguiu os passos marcados na neve pela outra até a pedra nos limites da Casa dos Gritos. Ali, Samantha estava sentada com o rosto afundado em suas mãos, enquanto seus cachos cobriam sua visão. Hunith se permitiu admirar a visão por alguns instantes antes de se sentar perto da outra.

— Você deveria ir embora. Talvez eu acabe te torturando também – Samantha falou secamente, sua voz rouca ecoando pela clareira deserta.

— Há! Você se esconde nessa fachada de batedora badass, mas nem mata um mosquito estúpido quando te morde. – Hunith sorriu, batendo suavemente se ombro contra o da amiga.

— Eu vi no futuro daquele mosquito, que apelidei de Tim, que ele seria feliz! – Sam exclamou, falsamente ultrajada.

Hunith contemplava a amiga, percebendo pela primeira vez pequenos detalhes. Como os lábios da outra se erguiam em um sorriso discreto não-intencional quando brincava e como ela inclinava a cabeça para o lado.

— Obrigada, blondie. – Samantha sorriu para ela, não recebendo resposta alguma – Blondie? Hun?

Seus rostos estavam tão próximos que Hunith podia ver as pequenas sardas no nariz da outra, apesar de estar de noite. Seus olhos cor de topázio brilhavam de preocupação com ela, o que a estimulou a fechar a distância entre elas e finalmente selar seus lábios com os de Samantha Black.