Dear Hacker - Duskwood Continuation (Em Revisão)
62 Doce Ilusão
Notas iniciais
Na cabana, por alguns instantes, Adie ficou sem reação e permaneceu encarando Richy, que a encarava de volta.
(Richy) — Eu sei que… – Ele ficou cabisbaixo. — Que é confuso, mas… – Ele voltou a olhá-la. — Tudo tem uma explicação. Mas antes que eu diga qualquer outra coisa, me deixe cuidar dessa ferida na sua bo... – Ele tentou tocar o rosto de Adie, mas ela se afastou. — Hum… Eu entendo que se sinta assim. Afinal, eu não sou muito bom em abordagens, não é mesmo? – Ele deu uma leve risada.
A expressão dela logo mudou, se tornando de raiva.
(Adie) — Cara… Você é um grande idiota!
Ele suspirou.
(Richy) — É… Eu sei. Mas fico feliz por suas palavras, mesmo que não tenham sido para me elogiar.
Adie bufou e desviou o olhar.
(Richy) — Pode parecer estranho o que vou dizer agora, mas… não quero lhe causar desconfortos.
Adie voltou a olhá-lo, estando com o cenho franzido.
(Richy) — Eu disse que poderia parecer estranho. – Ele esboçou um sutil sorriso envergonhado.
Ela permaneceu encarando-o, séria.
(Richy) — Bem, eu vou até o outro cômodo e ficarei por lá até que você me chame.
(Adie) — E porque eu o chamaria?
(Richy) — Bom… – Ele desviou o olhar por um breve momento. — Por precisar de alguma coisa, talvez…
(Adie) — Pare de bancar o engraçadinho, Richard!
(Richy) — Eu não estou bancando, Adie. Quero dizer… Eu não estou tentando ser engraçado.
(Adie) — É óbvio que está! E saiba que seu cinismo não é engraçado.
Richy ficou levemente surpreso.
(Adie) — Não acredito que esteja surpreso diante da minha reação. O que você pensou que eu diria? Depois de tudo, você realmente esperava que essa sua falsa gentileza e seus sorrisos fáceis me enganariam de novo?
Ele suspirou e ficou cabisbaixo.
(Richy) — Sinceramente, eu esperava por isso, Adie. Mas, em minha defesa, saiba que… – Ele voltou a olhá-la. — Eu sempre fui sincero, assim como estou sendo agora. E em relação a tudo que fiz até hoje… eu não tive escolha.
Adie franziu o cenho novamente.
(Adie) — O que?!
(Richy) — É a verdade, por mais confuso que pareça. Não estava nos meus planos perseguir e sequestrar você. Eu fui forçado pelas circunstâncias.
Ainda estando com o cenho franzido, Adie arqueou uma de suas sobrancelhas, completamente confusa.
(Richy) — Eu disse que era confuso.
Ela ficou cabisbaixa por um breve momento, balançando a cabeça em negação.
(Adie) — É impressionante…
(Richy) — O que?
(Adie) — Sua incapacidade de assumir suas responsabilidades, sem devaneios.
(Richy) — Eu juro que estou dizendo a verdade, Adie! E para provar, eu vou te contar como tudo aconteceu. Bom… Se você não estiver cansada demais para me ouvir, afinal, a história é longa.
(Adie) — Hum, como se você se importasse mesmo em como me sinto.
(Richy) — Pois acredite se quiser, eu me importo, sim.
Ela deu uma leve risada irônica e desviou o olhar por um breve momento.
(Richy) — Para provar o quanto me importo, irei limpar o sangue da sua boca e, se você quiser, solto suas mãos.
Adie o olhou, surpresa.
(Richy) — Mas você tem que me prometer que não vai tentar fugir.
(Adie) — Espera… Você está mesmo disposto a isso?
(Richy) — Sim, estou.
Ela desviou o olhar por um breve momento, pensativa.
(Adie) — Bem, eu… Por mim, tudo bem.
Richy sorriu sutilmente.
(Richy) — Certo. Eu já volto.
Ele se levantou e caminhou mancando até o cômodo ao lado e Adie o seguiu com os olhos, completamente confusa com a atitude dele.
Enquanto isso, após a surpresa, Jake se irritou e digitou uma nova mensagem para Private.
CHAT:
Private
(Jake) — Me arrependo de um dia acreditar em você e…
(Jake) — Em todos.
(Private) — Eu entendo a sua raiva, mas saiba que tudo tem uma explicação muito diferente do que parece.
(Private) — Por isso, volto a insistir…
(Jake) — Eu não quero te ouvir.
(Jake) — A única coisa que lhe peço é que me diga onde ela está.
(Jake) — Eu preciso vê-la uma última vez, antes de partir daqui para sempre.
(Private) — Eu gostaria muito de dizer que sei onde ela está, mas essa não é a realidade.
(Private) — Eu acho que…
(Private) — Que levaram ela.
(Private) — Nós receberíamos esse email de qualquer maneira, pois estava agendado, mas tudo indica que os demais planos dela, foram impedidos.
(Jake) — Está dizendo que…
(Jake) — Pegaram ela?
(Private) — Não. A essa hora já saberíamos, se tivesse sido assim.
(Private) — Estou dizendo que é muito provável que ela tenha sido levada pelo tal homem sem rosto.
(Private) — O que não deixa de ser extremamente preocupante, pois sabemos quem está manipulando-os.
Jake ficou pensativo por alguns instantes, com o olhar distante.
CHAT:
Private
(Private) — Jacob?
(Private) — Você ainda está aí?
Jake suspirou e começou a digitar.
(Jake) — Sim.
(Private) — E então, você vai me ouvir?
(Jake) — Não.
(Jake) — Seja lá o que você tem a me dizer, não vai mudar nada agora.
(Jake) — Eu já não tenho mais nada para fazer aqui e vou seguir o meu caminho, sozinho, como sempre foi.
(Private) — E suas irmãs?
(Jake) — Como você sabe sobre elas?!
Private digitou e apagou mensagens algumas vezes.
(Jake) — Claro…
(Jake) — Eu já sei quem lhe contou tudo, e isso quer dizer que você me tem nas mãos.
(Private) — Isso quer dizer que mesmo sabendo muito sobre você, eu nunca quis prejudicá-lo.
(Jake) — E você espera mesmo que eu acredite nisso?
(Jake) — Eu só estou da maneira que estou agora, porque me arrisquei a confiar cegamente em alguém.
(Jake) — Me arrependo amargamente do dia em que conheci vocês.
Jake está agora offline
Furioso, Jake jogou o celular sobre a cama, se inclinou para frente, escorando os cotovelos nas coxas e tapou o rosto com as mãos. Embora já estivesse acostumado a mudanças repentinas e a instabilidade de uma vida cheia de incertezas, dessa vez, seria muito mais difícil aceitar e recomeçar, afinal, ele havia ousado a acreditar na doce ilusão de um futuro melhor. Depois de alguns instantes, ele destampou os olhos, que estavam vermelhos e cheios de lágrimas, que logo desceram pelo seu rosto. Naquele mesmo instante, ao ver Jake ficar offline, um homem trajado de preto e encapuzado, travou a tela de seu celular e em seguida, o guardou no bolso de sua calça e levantou seu olhar. A frente, havia uma janela aberta e lá dentro estava escuro, era a janela do quarto de Jake.
Enquanto isso, na cabana, Richy retornou segurando um vidro de álcool e um pote de algodões e se sentou novamente de frente para Adie. Ela olhava-o com estranhamento, enquanto ele estava distraído, umedecendo um pedaço do algodão no álcool, até que a olhou.
(Richy) — Com licença. – Ele aproximou o algodão do rosto de Adie que, apesar de desconfiada, permitiu.
Ele limpou cuidadosamente o sangue do canto da boca dela, enquanto ela permanecia encarando-o.
(Adie) — Ai! – Ela imediatamente se arredou ao sentir o pequeno corte no canto da boca arder.
(Richy) — Me desculpe. – Ele aproximou novamente o algodão para continuar a limpeza, com ainda mais cuidado.
Depois de alguns segundos, ele finalizou a limpeza e, estranhamente, a olhou com ternura.
(Richy) — Pronto. – Ele colocou o vidro de álcool e o pote de algodão no chão.
Adie ainda encarava-o com estranhamento.
(Adie) — E então… Vai mesmo me soltar?
Ele pensou por alguns segundos.
(Richy) — Você não vai tentar fugir, certo?
(Adie) — Hum… Eu sei que aquele idiota está lá fora, ou seja, não tenho chance.
(Richy) — É, você já percebeu que ele não é dos mais amigáveis, não é?
(Adie) — Sim.
(Richy) — Bem, então… Permita-me.
Ele se levantou, se aproximou das costas de Adie e desfez o nó das cordas que prendiam as mãos dela a cadeira. Ao sentir as cordas soltando suas mãos, ela suspirou aliviada e olhou para seus pulsos, que estavam extremamente marcados. Em seguida, ela abriu e fechou as mãos algumas vezes, com uma expressão de dor.
(Richy) — Se sente melhor? – Ele voltou a se sentar de frente para ela.
(Adie) — Sim. Muito obrigada.
Ele sorriu sutilmente, com ternura.
(Adie) — Agora, sem mais enrolações. Desembucha.
Ele ficou cabisbaixo por um breve momento.
(Richy) — Bem, por onde começo?
(Adie) — Você sabe bem por onde começar.
Ele suspirou.
(Richy) — Certo… Vamos começar pelo dia do incêndio na mina. – Ele desviou o olhar, se lembrando daquele dia. — Sinceramente… Eu esperava mesmo não sobreviver e lamento até hoje por isso. – Ele voltou a olhá-la.
Adie se intrigou.
(Adie) — Então… você não planejou nada?
(Richy) — Claro que não. Depois do que fiz, tudo que eu queria era morrer.
(Adie) — Hum… – Ela desviou o olhar por um breve momento. — Isso quer dizer que… salvaram você.
(Richy) — Sim.
Adie suspirou e ficou cabisbaixa por um breve momento.
(Richy) — Estranhamente, eu fui salvo por um homem que, supostamente, era policial e o mesmo cuidou para que isso fosse mantido em sigilo, em troca de que eu jamais voltasse a falar com você.
Adie franziu o cenho.
(Richy) — Eu sei que você o conhece, embora eu não tenha ideia do tipo de relação que existe entre vocês dois, mas não tive dúvidas de que vocês são íntimos quando a vi sair do apartamento dele ontem.
Ela arregalou os olhos.
(Adie) — E-Então… foi ele que te salvou?!
Richy assentiu com a cabeça, com uma expressão entristecida. Estando abismada e levemente boquiaberta, Adie desviou o olhar e passou as mãos no rosto.
No meio daquela madrugada tão umbrosa para todos, Jake estava na cozinha, sentado no balcão e enquanto bebia uma dose de whisky, estava imerso nas lembranças dos momentos marcantes que viveu com Adie.
Flashback on
A primeira vez em que ele a viu… Uma linda mulher de cabelos castanhos, sentada à mesa daquele restaurante chinês e observando a todos que passavam por ali, demonstrando uma certa expectativa pela sua chegada.
(Cena do capítulo 1 — Um Novo Começo)
A cada pessoa que se aproximava, ela olhava ansiosa e sentia um frio na barriga, mas aquela sensação logo passava ao notar que não era ele.
Depois de alguns minutos de espera, ela recebeu uma mensagem...
CHAT:
Jake
(Jake) — Olá, Adie.
(Adie) — Olá, Jake.
Um lindo homem de olhos azuis, barba cerrada baixa, cabelos pretos e que usava óculos, se sentou em uma mesa que ficava ao lado, porém, distante de Adie.
CHAT:
Jake
(Adie) — Você já chegou?
(Jake) — Adie...
(Jake) — Como você é linda!
Ele logo soube que era ela quando a viu pegando o celular para respondê-lo.
(Adie) — Obrigada!
(Adie) — Eu gostaria de vê-lo também...
(Jake) — Bom...
(Jake) — Basta olhar para o seu lado esquerdo.
Ela logo olhou para o lado e viu um homem de moletom preto sentado a duas mesas de distância. Ele a olhava com um sutil sorriso nos lábios e, ao entender que aquele era o Jake, ela sorriu. Em seguida, ele se levantou para ir até ela e ela fez o mesmo.
Quando eles se aproximaram, Adie sentiu seu coração quase saltar de seu peito e sentiu aquele frio na barriga ao encarar aqueles olhos azuis.
(Adie) — Jake...
(Jake) — Adie...
Na falta das palavras, eles se abraçaram e a sensação era como se eles tivessem encontrado o melhor lugar do mundo naquele momento.
… … … … … … … … … … … … … … … … …
O primeiro beijo:
Ele tocou o rosto dela e começou a acaricia-lo, enquanto olhava em seus olhos.
(Jake) — Você é realmente fascinante...
Assim como seus sentimentos por ela, ele não conseguiu mais evitar e começou a se aproximar dos lábios dela devagar, até que o primeiro beijo aconteceu. Um beijo tímido, mas devagar, envolvente e cheio de amor. Seus corpos se arrepiaram pelo sentimento tão lindo que aquele beijo trouxe e, naquele momento, eles realmente sentiram como se o mundo parasse.
(Cena do capítulo 2 — Apesar de tudo, Um Amigo)
A primeira vez em que eles dividiram a mesma cama:
Ela se deitou, mas por alguns minutos, seus pensamentos permaneceram agitados com as lembranças dos últimos acontecimentos e com sua preocupação com seus amigos. Mas tudo isso ficou de lado quando Jake se deitou ao seu lado. Ela se virou de frente para ele e sorriu, olhando aqueles lindos olhos azuis, que a olhavam de volta, cheios de ternura. Naquele momento, Jake começou a acariciar seu rosto, seus cabelos, e a tranquilidade começou a surgir, o que fez com que seus pensamentos fossem ficando menos intensos e uma sensação de relaxamento começou a tomar conta de seu corpo.
Seus olhos começaram a ficar pesados e ela começou a piscar mais devagar, até que não conseguiu mais mantê-los abertos. Ela adormeceu enquanto Jake continuava olhando-a com carinho, mas não demorou muito para que ele também pegasse no sono.
… … … … … … … … … … ... … … … … … … … … … … … … …
As vezes em que sentiu ciúmes dela:
(Cena do capítulo 9 — A Segunda Chance)
…
(Thomas) — Bem… Qual a verdadeira razão que o fez vir até aqui? Esfriar a cabeça dos problemas e consertar as coisas com a gente ou só conhecer a Adie?
(Phil) — Bom, não vou mentir, o que mais me motivou foi poder conhecê-la, Adie. – Ele olhou para ela, que desviou o olhar por um breve momento com timidez.
Jake arqueou uma de suas sobrancelhas e o olhou de canto.
(Cena do Capítulo 10 — Uma Vida “Normal”)
…
(Adie) — Ótimo. Mais alguém quer ir?
(Lilly) — Acho que vocês dois dão conta de trazer tudo da lista.
(Phil) — Bom, se incomodariam se eu fosse com vocês?
Todos o olharam e Adie ficou levemente surpresa.
(Adie) — B-Bom...
(Dan) — Eu não me importo, afinal, o carrinho aqui não é tão espaçoso, não é, engraçadinha? – Ele olhou para Adie com cara de bravo.
(Phil) — Concordo com você. E eu estou disposto a carregar qualquer coisa que o Dan não aguentar, só para que você não precise carregar nada, Adie. – Ele esboçou um sutil sorriso galanteador.
Adie o olhou por alguns segundos e, em seguida, olhou para Jake, que estava sério e olhava para Phil, mas logo suspirou incomodado e desviou o olhar.
(Cena do Capítulo 15 — Nada é Absoluto)
…
(Phil) — Hum, com todo esse papo de filme, agora fiquei curioso. Qual seu filme favorito de verdade, Adie?
Ela parou de rir e o olhou. Jake ficou sério, bufou e foi até a mesa para pegar uma bebida.
(Dan) — Agora você decidiu beber, né? – Ele disse discretamente para Jake, esboçando um sorriso debochado.
Jake o olhou com uma de suas sobrancelhas arqueada.
(Adie) — Bom… Eu não sei responder, Phil. Gosto de muitos filmes.
(Phil) — Hum, entendo. Sendo assim, que tal irmos ao cinema qualquer dia desses? Quando chegarmos lá, você escolhe o melhor filme para a noite. – Ele esboçou um sutil sorriso galanteador.
Adie ficou surpresa e Jake, logo olhou para Phil, sem disfarçar sua raiva e ciúmes.
… … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … …
Mas, graças ao conselho de sua irmã, ele aprendeu a observar os sinais de alguém que realmente ama e, ao notar que aquele olhar era apenas para ele, sua insegurança se foi.
(Cena do Capítulo 15 — Nada é Absoluto)
…
(Hannah) — Acho que esse será o primeiro conselho que você receberá de sua irmã aqui. – Ela sorriu com doçura. — Olha, há um jeito simples de compreender se alguém está feliz conosco ou não. As palavras podem enganar ou mascarar sentimentos, mas, uma prova irrefutável do que alguém sente por nós, é a maneira como essa pessoa nos olha. Que tal fazermos um teste?
Jake ficou intrigado.
(Jake) — Teste?
(Hannah) — Sim, veja só. – Ela olhou em direção a Adie.
Ela estava distraída enquanto se divertia com Dan e Jessy.
(Hannah) — Ei, Adie! – Ela a chamou em um tom alto e acenou.
Adie logo ouviu alguém chamar seu nome e olhou em direção, vendo Hannah chamando-a até ela.
(Adie) — Esperem aqui, já volto.
(Dan) — Tá.
(Jessy) — Tá bom.
Ela foi até Hannah, mas seu olhar logo fixou em Jake, que estava sentado ao lado. Quando se aproximou, ela continuou olhando-o e mesmo sem perceber, um sorriso bobo e apaixonado se formou em seus lábios. Jake a olhava da mesma forma e, naquele momento, compreendeu o que Hannah quis dizer.
… … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … …
A primeira vez em que eles tiveram uma noite de amor:
(Cena do Capítulo 22 — O Fim das Incertezas)
Ainda estando com os olhares fixados um no outro, Adie acariciava a nuca dele e ele começou a guiá-la devagar até a cama, até que se aproximou e a deitou com carinho, ficando sobre ela. Jake desviou o olhar para os lábios dela e se aproximou, fechando os olhos e sentindo sua respiração por um breve momento, até que a beijou. Estando com os dedos entrelaçados nos cabelos dele, Adie acompanhou o ritmo daquele beijo lento e cheio de amor. Após alguns segundos, Jake parou o beijo e a olhou nos olhos, observando aquele olhar que a cada dia demonstra mais amor e admiração.
(Adie) — Eu te amo, Jake. – Ela acariciou o rosto dele.
Ele sorriu sutilmente e voltou a beijá-la. O beijo se tornava cada vez mais envolvente e, depois de alguns segundos, Jake desviou seus lábios para o pescoço dela e explorou cada centímetro, seguindo o mesmo ritmo, seus beijos eram carinhosos e com um leve toque sensual.
… ela acariciou o peito dele com a ponta dos dedos e foi descendo devagar, enquanto ele a olhava fascinado.
…Ele colocou as mãos em sua cintura e ela se inclinou sobre ele, ficando bem próxima de seus lábios, até que encostou os seus de leve e o beijou. O beijo começou devagar, mas ela foi mudando a intensidade, até que fez Jake conhecer um beijo diferente, mais quente, porém, muito bem sincronizado com o seu.
… Ele colocou as mãos por dentro da blusa dela e começou a tirá-la. Adie logo se levantou, ficando sentada para tirar a blusa, mas enquanto passava-a pela sua cabeça, Jake se sentou e a agarrou, mesmo que ela ainda estivesse sentada sobre ele, e beijou seu pescoço. Ele deslizou seus lábios para o ombro esquerdo e mordeu de leve e quando ela jogou a blusa para o lado, os dois se beijaram novamente, um beijo cheio de desejo e mais intenso. Enquanto se beijavam e estavam completamente entregues ao prazer, Jake desabotoou o sutiã de Adie e ela se afastou para que ele o tirasse. Após tirá-lo, ele a beijou novamente no pescoço e desceu os lábios. Adie inclinou a cabeça para trás e permitiu que ele explorasse seu corpo, centímetro por centímetro.
… … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … …
Mas ao se lembrar da primeira vez em que ambos se entregaram ao amor que sentiam, foi inevitável se lembrar daquela que, ele acabara de descobrir, ter sido a última vez:
(Cena do capítulo 58 — O Último Dia)
…
(Jake) — Então me diz o que posso fazer por você e eu farei.
(Adie) — Basta me deixar mostrá-lo como eu gostaria que aquela noite tivesse sido. – Ela passou a mão pela coxa dele, deslizando-a para perto de sua virilha.
Jake ficou surpreso com a proposta e olhou por um breve momento para a mão dela que o acariciou.
(Adie) — Você me permite?
(Jake) — Bom... É claro que sim.
Olhando em seus olhos, Adie acariciou o rosto dele e começou a se aproximar devagar, até que fez com que seus lábios se tocassem novamente. O beijo começou lento, mas logo foi aumentando a intensidade e, conforme eles se envolviam, suas respirações ficavam um pouco mais pesadas. Jake desceu sua mão direita até a cintura dela, dando uma leve pressionada e naquele momento, Adie parou o beijo e voltou a encará-lo por alguns segundos, até que começou a levantar a camisa dele. Enfeitiçado por aquele olhar que demonstrava desejá-lo intensamente, Jake apenas ergueu seus braços e ela tirou sua camisa por completo. Em seguida, ela se levantou, ficou de frente para ele e se sentou em seu colo. Naquele momento, Adie voltou a beijá-lo e Jake deslizou suas mãos pelas costas dela, descendo até seus glúteos e apertando-os. Em meio ao beijo, Adie deu uma leve mordida no lábio inferior de Jake e pressionou seu corpo ao dele, sinalizando para que ele se deitasse. Jake logo entendeu e se deitou e ela começou a distribuir beijos por seu pescoço, intercalando leves mordidas, até que desceu até a barriga e começou a distribuir mais beijos. Ele fechou os olhos e mordiscou o lábio inferior, se deliciando com aqueles beijos que foram subindo devagar e, ao chegar no pescoço novamente, Adie ergueu o corpo e tirou a blusa, enquanto ele a admirava. Após jogar a blusa na cama, ela se inclinou sobre ele novamente, olhando-o, e deslizou sua mão direita pelo peito, barriga, até chegar na calça dele e desabotoar. Após abrir o zíper da calça de Jake, ela esboçou um sutil sorriso malicioso e começou a descer, distribuindo beijos novamente pelo peito, barriga, até chegar em baixo. Jake a acompanhou com os olhos e enquanto sentia seus beijos quentes por seu corpo, fazia expressões de quem estava tentando conter suas reações de prazer, mas, depois de alguns segundos que ela havia chegado em baixo, as carícias dela, o fizeram fechar os olhos, respirar fundo e soltar um gemido discreto.
Flashback off
Naquele momento, Jake sentiu a saudade apertar seu peito e seus olhos marejaram. Numa tentativa fracassada de amenizar sua dor, ele virou um gole generoso de whisky, mas ao engolir a bebida, em sua mente, as lembranças do último dia com Adie vieram de forma desenfreada. Como se não bastasse sentir falta de seu cheiro, de seu beijo, de seu toque, o que lhe inquietava ainda mais, era a lembrança de suas últimas palavras antes de partir:
Flashback on
(Adie) — Jake... Eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida, como fui durante esse tempo, mesmo com todo o caos. E isso se deve ao fato de que você esteve comigo. – Ela acariciou o rosto dele. — Você me apresentou o verdadeiro amor. Aquele que não se importa com o passado e está sempre pronto a se sacrificar. Sou eu que devo pedir perdão por não ter encontrado as melhores palavras, até então, para lhe dizer isso, mas saiba que eu te amarei eternamente, em qualquer circunstância e em qualquer lugar.
Ele sorriu sutilmente, olhando-a com ternura.
(Jake) — Adie... Eu te amo tanto. – Ele acariciou o rosto dela e aproximou seus lábios.
Adie fechou os olhos e o beijou, mas havia algo de diferente naquele beijo…
Flashback off
Após essa lembrança, estranhamente, era possível enxergar no olhar de Jake, ressentimento, mesmo que estivesse com os olhos cheios de lágrimas novamente. Aquelas palavras agora faziam ainda mais sentido e depois de alguns segundos, foi inevitável, as lágrimas desceram pelo seu rosto e numa tentativa fracassada de pará-las, ele virou o resto de whisky que havia em seu copo.
Naquele momento, Dan entrou na sala de estar e logo notou Jake sentado em frente ao balcão, com os cotovelos escorados no mesmo e tapando o rosto com as mãos. Tendo consciência de que, talvez, ele fosse o menos indicado para ir falar com o Jake naquele momento, mesmo sendo o que mais compreendia sua dor, mas o que menos compreendia as razões de Adie partir, Dan suspirou com pesar e saiu da sala de estar, seguindo em direção as escadas e voltando para o seu quarto. Depois de alguns instantes, Jake destampou o rosto e respirou fundo, como se estivesse encorajando-se para algo. Em seguida, ele se levantou e caminhou com passos lentos até a sala. Chegando lá, havia duas malas e uma mochila sobre o sofá. Jake se aproximou, pegou a mochila e após colocá-la nas costas, também pegou as duas malas e seguiu em direção a saída da casa. Ele abriu a porta e saiu sem nenhuma cerimônia, pois aquele lugar já não tinha mais nenhum significado. Após fechar a porta atrás de si, ele deu alguns passos à frente, mas parou. Em seguida, mesmo hesitante, ele olhou em direção a mesa da varanda, da qual lhe trouxe breves lembranças.
(Cena do Capítulo 8 — O Inconsciente)
Ele e Adie estavam sentados à mesa e conversavam:
(Jake) — Vem cá... – Ele a abraçou de lado e ela se aconchegou nele, deitando a cabeça em seu peito.
Ele deu um beijo no topo da cabeça dela, que fechou os olhos, sentindo aquela sensação maravilhosa que só o abraço dele lhe trazia.
(Cena do capítulo 12 — As Facetas de um Ser)
… Jake estava na varanda, sentado à mesa, e observava o verde das árvores que cercavam os arredores. Por estar distraído, ele não percebeu que alguém saiu pela porta da casa e se aproximou.
(Adie) — Oi.
Ele logo a olhou.
(Jake) — Olá.
Ela sorriu sutilmente e com aquele jeito tímido, desviou o olhar e começou a observar os arredores, enquanto ele a observava. Depois de alguns segundos, ela voltou a olhá-lo, se aproximou um pouco mais e se sentou ao seu lado.
(Jake) — E então... Como você es...
Ele foi surpreendido por um beijo nos lábios, mas logo fechou os olhos e correspondeu. Após o beijo, Adie olhou diretamente para aqueles lindos olhos azuis, que se encontravam bem próximos dos seus.
(Adie) — Sinto sua falta.
(Jake) — Eu sinto ainda mais, minha linda. – Ele acariciou o rosto dela.
Ela suspirou.
(Cena do Capítulo 41 — O Desejo Infinito)
Sentados à aquela mesma mesa:
…
(Jake) — Eu odeio ficar longe de você e essas horas foram insuportáveis. Não apenas por você estar ausente, mas pela incerteza se eu poderia voltar a olhá-la de perto e dizer o quanto eu te amo. – Ele tocou o queixo dela novamente e o levantou com carinho, fazendo-a olhá-lo.
Os olhos dela estavam cheios de lágrimas novamente, mas um leve sorriso surgiu em seus lábios.
(Adie) — Jake... eu te amo tanto. – Ela acariciou o rosto dele e as lágrimas desceram de seus olhos.
Ele enxugou o rosto dela novamente.
(Jake) — Eu te amo e jamais poderia viver sem você, Adie. – Ele se aproximou devagar e lhe deu um beijo carinhoso, enquanto acariciava o rosto dela.
Flashback off
Ele logo desviou o olhar, voltando-o para frente, mas aquela dor lhe fez fechar os olhos por um breve momento e as lágrimas que ele tentou conter, desceram pelo seu rosto. Em seguida, ele rapidamente as enxugou e voltou a caminhar, seguindo até a estrada. De todas as fugas já vividas por ele, aquela era a mais dolorosa, e enquanto estava perdido em seus próprios pensamentos e caminhava, sem olhar para trás, pela estrada silenciosa e pouco iluminada, por alguns instantes, ele não notou que alguém o seguia. Um pouco a frente, havia um carro parado e, ao vê-lo, Jake se intrigou e logo sentiu a estranha sensação de alguém estar se aproximando de suas costas, o que o fez olhar para trás imediatamente, mas, antes de poder virar totalmente o pescoço, aquele alguém que o seguia, o agarrou, tapou sua boca e o guiou forçadamente até o carro. Ao se aproximarem, aquele homem encapuzado abriu a porta de trás direita e forçou Jake a entrar. Em seguida, aquele homem trancou as portas do carro, pegou as malas de Jake que haviam caído no chão, abriu o porta-malas e as colocou dentro. Tendo feito isso, ele entrou pela porta do motorista e antes que Jake pudesse reagir, ele se explicou :
(Private) — Eu sei que você não queria me ouvir, mas, diante das circunstâncias, você não tem opção, Jacob.
Jake, que estava extremamente assustado, se surpreendeu ainda mais.
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