Dear Diary - (ItaSasuSaku)
15 There's never a right time to say goodbye.
Notas iniciais
Mil desculpas pela sumida, lindonas. Eu realmente tenho motivos para tal, não foi só preguiça e falta de comprometimento. Eu espero que ainda queiram saber o final de Dear Diary. Eu prometo que a única fic que não vou terminar é Reflection. Tirando ela, todas as outras terão seu fim.
Enfim, eu dedico esse capítulo a duas recomendações MUITO MUITO MUITO LINDAS feitas pelas duas lindas: Cryyisasexybeast e Hatake Otohime. AMEEEEEEEEEEEEI. Muito obrigada mesmo. De verdade!
Enfim, mil desculpas novamente. Espero que gostem da continuação da estória. KissKissKiss.
Enfim, eu dedico esse capítulo a duas recomendações MUITO MUITO MUITO LINDAS feitas pelas duas lindas: Cryyisasexybeast e Hatake Otohime. AMEEEEEEEEEEEEI. Muito obrigada mesmo. De verdade!
Enfim, mil desculpas novamente. Espero que gostem da continuação da estória. KissKissKiss.
Personagem Narrando: Uchiha Itachi
Meus olhos não queriam abrir, embora eu estivesse acordado a algum tempo. Eu sabia que ao abri-los e ao levantar eu estaria novamente na minha realidade patética: Esperando mais exigências de meu pequeno Irmão. Suspirei e espalmei a mão em cima da cama, deslizando-a por sobre ela e me certificando de que estava sozinho. Sakura ja tinha se levantado. Sentei-me, irritado pelo abandono e busquei-a com o olhar por todo o quarto. Nada. Grunhi com um ódio sem motivo. Ainda não era manhã, sabia-o. Deveria ser umas 2 ou 3 horas da madrugada, não sei com exatidão. Ao sentar-me, ainda nu, vi a rosada sair apressada de dentro do banheiro. Estava devidamente vestida, como se fosse ir embora, e assustou-se ao me ver encarando-a com demasiada irritação._ Onde pensa que vai? Acha mesmo que conseguiria fugir de mim tendo tantos Akatsukis la fora? Isso não foi uma das suas mais inteligentes ideias. — Minha voz perdera o tom imparcial, eu estava furioso. Ela queria fugir de mim? Não sabia se aquilo me irritava mais ou, estranhamente, me feria._ Eu sinto muito, Itachi. — O tom de voz magoado me fez criar uma confusão em minha mente. Ela aproximou-se com o olhar baixo e sentou-se ao meu lado. — Eu não pretendia fugir de você, é sério._ E porque esta arrumada desse jeito? — Observei enquanto ela acariciava meu corpo e me olhava com pesar. Não estava entendendo aquela situação e, por algum motivo, as palavras dela me soavam verdadeiras embora não condizessem com a situação._ Eu ia lutar com Sasuke._ O QUE !?! — Quase quis rir dela. Como assim ela queria enfrentar, sozinha, Sasuke? Foi então que me assustei com o fato que ignorei: Como assim ela queria lutar contra sua paixonite de infância? — Por que?_ Ah... Itachi... — Ela suspendeu o braço, tocando meu rosto com as pequenas mãos macias. Acariciava meu rosto com extremo apreço e eu fechei os olhos para apreciar o momento. Ouvi-a fungar e voltei a abri-los, vendo-a chorar a minha frente. Minha confusão só fez aumentar. — Você não entende. Eu tentei ignorar o fato de que vocês dois acabariam por lutar um dia e, graças a mim, esse dia se aproximou. E ambos sabemos que não poderá sair dois sobreviventes desse embate.Foi quando Pein um dia, irônicamente, me perguntou por qual dos dois eu torceria e eu me peguei nessa mesma questão. Kami sabe quantas noites me revirei no lençol, pensando em como eu poderia lidar com isso. Qual de vocês eu mais sentiria a perda. E finalmente, essa noite, eu percebi: Eu nunca perderia Sasuke, ja que ele nunca fora meu. Sasuke se perdera a muitos anos e eu, bem ou mal, sobrevivi a isso. Mas eu não sei se sobreviveria a sua perda, Itachi... — Aquilo me foi como um soco no estômago. Assim que associei suas palavras umas as outras pude pensar com clareza. Ela... não queria minha morte._ Sakura, eu... — Sakura colocou o dedo indicador em meus lábios._ Porfavor, não me interrompa agora. — Ela clamou. Respirou fundo e tentou prosseguir e concluir o raciocínio. — Não posso conviver com o fato de sua morte. Não sou forte o suficiente para isso. A anos eu não me sinto tão viva. Eu não suportava mais minha medíocre vida sendo depreciada por meus próprios amigos em Konoha. E então você, estranhamente, acredita em meu potencial. Você me estimula a treinar, não me subjulga por ser uma garota, demonstra querer estar por perto. Demonstra querer saber sobre mim, sobre minha vida e meus pensamentos. Torna-se um amigo e um protetor, sem achar que de fato eu não saberia me defender sozinha. Você é a única pessoa, no mundo, que não me rebaixou ao cargo de "Menina frágil". E se eu posso fazer algo para te manter vivo, eu farei._ Pretendia matar Sasuke? Por mim? — Meu corpo inteiro tremia. Eu não sabia lidar bem com aquela situação. Existia, afinal, alguém no mundo que se importaria em me ver morto. Eu tinha agora, finalmente, um motivo para querer permanecer vivo. Alguém para quem voltar._ Eu não deveria dizer essas coisas, eu não deveria admitir. — Ela deslizou os dedos por minha nuca, engalfinhando-os em meu cabelo bagunçado e aproximando meu rosto do dela. — Mas eu prefiro ver Sasuke morto do que você. Eu te amo. — E beijou-me.Não sei dizer por quanto tempo aquele beijo durou. Eu nunca senti aquele gosto. Não do beijo, esse gosto eu conhecia bem, mas o gosto daquela situação, daquele sentimento. A proximidade, o sentimento, a paixão que emanava de nossos corpos. Eu me sentia infinitamente satisfeito em saber que ela queria a mim, que ela queria estar ao meu lado. Sakura queria ser meu motivo, minha existência. Pousei, delicadamente, a mão em seu rosto e podia sentir o mais singelo movimento de nossas línguas, vagarosas e sentimentais. Foi quando senti meus olhos arderem com uma vontade infinita de despejar lágrimas. Lágrimas que foram, por tantos anos, evitadas a todo custo. Nem me lembrava que ainda sabia chorar. Afastamos nossos lábios por alguns segundos, mantendo as testas unidas._ Sakura, eu... — E senti algo afiado em minha nuca. Abri os olhos, assustado, encontrando o semblante dela vazio. Levei os dedos trêmulos ao local dolorido e retirei uma agulha do pescoço. Minha vista foi ficando rapidamente turva. — Você... — Ela, novamente, fez aquela expressão pesarosa. Envenenou-me. Aproveitou meu momento de fraqueza para apagar-me. Disse todas aquelas coisas para distrair-me. Senti dor, mas não no local da agulhada e sim no meu interior. Mentiu para mim para poder fugir. — Você me traiu.
_ Eu sinto muito. — Soluçou. Não vi ou senti muita coisa pós isso. Meu corpo amoleceu sobre o colchão e esperei a morte me abater. Ela não preferia a minha vida a de Sasuke, pelo contrário, estava se livrando de mim para poupar seu verdadeiro amor. Antes de cair na inconsciência eterna pude fazer uma última constatação: De todas as pessoas que quiseram me matar um dia, Sakura fora a mais cruel.-Personagem Narrando: Haruno SakuraEstava tentando não pensar no que eu fizera. Prosseguir por aquelas intermináveis trilhas escuras só me faziam cair em tentação de voltar correndo, como um gatinho assustado. Não tinha volta, eu sabia disso, ja tinha feito. Eu chorava insistentemente enquanto corria pela floresta, a procura de sabe-se la o que, no caminho sabe-se la qual. Não sei por quanto tempo mais eu conseguiria sobreviver ali. Itachi... lembrei-me de suas últimas palavras : "Você me traiu". Senti uma dor forte dentro do peito._ Não adianta... eu estou condenada a viver sem você... — Eu falava sozinha e soluçava em meio as lágrimas. Estava cansada, esgotada e emocionalmente instável.Resolvi subir em uma das mais altas árvores ali presentes para visualizar melhor o perímetro. Pude ver luzes a minha frente, no que parecia ser uma cidadezinha um pouco distante dali. Sei que não deveria me preocupar com a Akatsuki mas eu queria sair daquela floresta o quanto antes. Não por medo de uma emboscada mas por medo de mim mesma. Não dava pra voltar atrás agora. Estava feito. Desci da árvore e retornei a minha caminhada chegando a um ponto em que todas as árvores me pareciam estranhamente familiares. Só me faltava essa: Estar andando em círculos. Então, rapidamente, senti presenças a minha volta e me desesperei. Livrei-me das lágrimas, montei minha expressão de pôquer que aprendi nos últimos anos de convivência com o Uchiha e montei minha posição de batalha._ Sakura? — A voz me fez congelar. Olhei para a direção da voz e pude ver a sombra aproximar-se. — Sakura!_ Sasuke? — E la estava ele, tão belo e tão visivelmente mortal. Me olhava com surpresa e media-me com os olhos._ Você esta tão... diferente. — Sasuke parecia regogizar aquela constatação. Pude ver um brilho de admiração nos olhos escuros. — Como conseguiu se livrar da Akatsuki?_ Evolui muito nos últimos anos. Gostaria que tivesse visto. — Disse com rancor e desmanchei a expressão surpresa dele. De todas as formas que imaginei nosso re-encontro, aquela estava longe de ser a que eu considerava a mais plausível. Ele se aproximou com cautela e parou a minha frente._ Seu cheiro... continua o mesmo. — Fechou os olhos e aspirou meu perfume. Me surpreendi com aquela fala. Desde quando ele reparava esse tipo de coisa em mim? — Você esta mais bela do que nunca. — As palavras macias contrastavam com a expressão dura e sem sentimento. — Quero que venha comigo._ Para onde? — O vi se aproximar ainda mais, colando-se a mim. Senti o braço firme em minhas costas e o olhar afiado._ Não importa para onde. Venha comigo. — E me beijou.
Notas finais
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