Notas iniciais
A fic ja esta caminhando para seu final, gente. :(

Personagem Narrando: Uchiha Sasuke

Não podia ser verdade. Não era verdade, impossível! Estaria minha mente pregando-me uma peça? Estaria eu ficando louco? Perdendo minha razão, minha sanidade? Talvez fosse miragem. Não. Não era. La estava ela, a kunoichi de cabelos róseos, Haruno Sakura. Corpo amadurecido, cabelos compridos e no mesmo tom rosa brilhante. Como aquela pequena e fraca menina poderia ter se livrado de Uchiha Itachi e toda a Akatsuki sozinha? Olhando-a bem ela ja não parecia mais tão pequena, nem tão fraca. Não pude conter minha surpresa, meu espanto e minha descrença. Agora eu tinha mais do que meros motivos emocionais para mante-la por perto. Ela, enfim, estaria a meu lado com utilidade: Me ajudaria a concluir minha vingança contra Itachi, e de quebra, me forneceria aquele bem estar que emanava dela. Eu finalmente estaria livre para cair em seus braços. Finalmente.

_ Sakura? — Chamei-a para conseguir fitar seu rosto, então ela se virou em posição de defesa. Preparada, concentrada, olhos fortes e determinados. Visivelmente uma adversária a não ser subestimada. Agora ela parecia bem mais atraente aos meus olhos. — Sakura!

_ Sasuke? — Ela forçou a vista para conseguir comprovar de que era eu. Não poderia evitar o meu espanto em finalmente atestar a mudança e evolução da pequena flor de konoha.

_ Você esta tão... diferente. — Admiti, mesmo sabendo que acabei pensando em voz alta. O arder dos olhos esmeralda me fez sentir uma ponta de orgulho. — Como conseguiu se livrar da Akatsuki?

_ Evolui muito nos últimos anos. Gostaria que tivesse visto. — Um soco no estômago. Daqueles que te fazem perder o ar. Ela me odiaria? Poderia Sakura não mais me querer para ela? Parecia tão decepcionada e rancorosa em seu tom de voz, que apesar de firme, transparecia tais sentimentos. Preferi ignorar a rispidez e me aproximar.

_ Seu cheiro... continua o mesmo. — Me peguei, novamente, pensando alto demais. — Você esta mais bela do que nunca. Quero que venha comigo.

_ Para onde? — Franziu o cenho e ergueu uma sombracelha em uma expressão de dúvida.

_ Não importa para onde. Venha comigo. — Sem notar, eu ja estava me aproximando e unindo nossos lábios em um beijo voraz.

Eu não esperaria, não mais. Puxei-a pela cintura com urgência e beijei-a como se minha vida dependesse disso. Parecia passar eletricidade por nossos corpos, nosso beijo mantinha um ritmo frenético e minhas mãos vagavam sem pudor por aquele corpo tão desejado por mim. Joguei-a compra uma árvore e continuei a toca-la, beija-la, roçar meu corpo ao dela. Ouvia sua respiração mais forte toda vez que livrava seus labios. Pressionei minha ereção contra o corpo dela e invadi sua blusa com a mão gelada, tocando seu seio diretamente na pele. Assim que houve tal toque senti seu mamilo enrijecer em meus dedos e pude ouvir um suspiro baixo em resposta. Sorri com malícia. Era bom saber que eu causava aqueles suspiros, aqueles arrepios e aquela excitação em seu corpo.

_ Vá com calma, Sasuke. — Afastou-me um pouco de si. — Não faço o tipo de garota que gosta de se pegar com alguém com platéia.

_ Como soube que tem mais alguém aqui? — Olhei-a com confusão. Até mesmo eu tinha me esquecido que Juugo e Suigetsu estavam a espreita.

_ Não acredito que você acha que eu não saberia. Que tipo de ninja acha que eu sou? — Bufou, revirando os olhos e cruzando os braços.

_ Tudo bem, isso não esta em discussão. Quero que conheça seus novos companheiros de equipe. — Virei-me para trás e pude ver as duas sombras se aproximarem. — Esses são Juugo e Suigetsu.

_ Muito prazer! — Disseram em unissom porém em tons diferentes. Juugo parecia indiferente e Suigetsu malicioso. Olhei para ele com olhar reprovativo. Ele pareceu entender, encolhendo os ombros e desviando o olhar para a floresta com uma expressão submissa

_ Não me lembro de ter aceitado nenhuma oferta para ingressar em uma nova equipe. — Sakura me surpreendeu.

_ Como assim, Sakura? Não quer vir comigo? — Deixei um pouco de insegurança transparecer em minha voz. Tratei de corrigir-me, pigarreando. — Não seja tola.

_ Eu quero ir com você, mas não quero que tome decisões em meu nome.

_ Tanto faz... — "Irritante". Completei em pensamento. — Acho melhor irmos andando, ja esta tarde demais.

_ Como vamos saber que Sakura não faz parte de uma emboscada? Eu não acredito que ela conseguiu se livrar da Akatsuki sozinha. — Juugo finalmente disse o que estava pensando desde o início.

_ Todos sabem qual é o destino de um traidor. — Olhei para ela, ameaçando-a. — Não alivio para mulheres. A morte de Karin prova isso.

_ Você matou sua companheira de time? — Finalmente pude ver mudança na expressão de pôquer de Sakura.

_ Ela pediu por isso. Você não precisa se preocupar se não tiver o rabo preso. — A vi olhar-me com pesar.

_ Certo. — Deu de ombros.

_ Vamos logo! Temos que voltar para o esconderijo para dar um jeito naquele ruivo.

_ Vai livra-lo agora? Ja tem o que quer, não é?

_ O está defendendo? O homem que te sequestrou? — Trinquei os dentes.

_ Não acho que mata-lo seja uma escolha inteligente a se fazer. — Cruzou os braços, fitando-me diretamente nos olhos. Não parecia ter a expressão preocupada, de quem se importa com Sasori. Incentivei-a a continuar ficando em silêncio. — Mata-lo só vai aumentar a provabilidade da Akatsuki querer se vingar. Se solta-lo, só irão seguir com suas vidas e deixa-lo em paz.

_ Mas eu quero mesmo que venham até mim. — Senti o vento frio soprar em meu rosto e meu peito. — Ou você se esqueceu que eu quero matar um certo alguém?

_ Não, não esqueci. Mas sei também que a Akatsuki é alheia a isso. Eles não apoiam Itachi e nem se importam com a briga de vocês dois, sei disso com o tempo que convivi la. Se eles se unirem contra você, sabe que não teras chance.

_ Ela tem razão, Sasuke. — Juugo defendeu-a. — Não seria bom ter a Akatsuki inteira como inimiga direta dessa forma. Ficariam em nosso encalço.

_ Faz sentido. — Grunhi com a possibilidade de não matar aquele insolente. — Mas não acho certo livrar-mos ele depois de todas as coisas que ele nos disse.

_ Façamos como fizemos ao outro. — Suigetsu sorriu sádicamente. — Arranquemos seu braço.

_ Ou melhor... Sua língua. — E então eu sorri, sombrio.

Notas finais
Reviews?