Notas iniciais
Pequenino :D

Personagem Narrando: Uchiha Sasuke

Pós todo aquele tumulto nós retornamos ao nosso esconderijo, que era em uma caverna até bem próxima dali. Por insistencia de Juugo, vendamos os olhos de Sakura e ela foi carregada por ele por todo o trajeto até la. Aquela desconfiança dele para com ela não fazia muito sentido pra mim, mas resolvi deixar pra la. Afinal, o que Sakura poderia fazer contra nós ? Juntos poderiamos destrui-la facilmente e ela sabia disso. Embora o fato dela ter fugido daquela forma e ilesa fosse algo a julga-la forte, eu ainda não conseguia imaginar o que ela teria feito. Mas perguntaria, sem dúvidas. Perguntaria muitas coisas. Lembrei-me então do que me foi dito. Sobre Itachi ter tomado-a. Meus dentes trincaram. Ele queria sempre me superar, não é? Sempre estar em primeiro. Não podia suportar a ideia dele te-la tocado antes de mim. Aquilo era um absurdo na minha cabeça. Questionaria-a sobre isso também, sem sombra de dúvidas. Ao final de meus pensamentos notei que ja estávamos chegando a caverna. Paramos em frente ao local, os tres lado a lado.

_ Me dê ela, Juugo.

_ Eu posso leva-la, se quiser. — Suigetsu se ofereceu, malicioso.

_ Me dê ela. — Respirei fundo e fulminei o infeliz com os olhos. Logo após, me direcionei novamente ao grandão que levava Sakura, que parecia até uma boneca em seus braços.

_ Tudo bem. — Não pareceu se importar, entregando-me a rosada em seguida.

Notei que ela adormecia e assim que me foi entregue, se aconchegou em meu colo. Sua expressão inocente me fez acreditar que tudo que Sasori disse havia sido por provocação. Me agarrei a essa esperança. Caminhamos lado a lado até o interior da caverna, que subdividíasse em 4 cômodos em seu interior. Levei-a até o meu quarto e a coloquei sobre a cama. Ela revirou-se um pouco, resmungando palavras que eu não compreendia.

_ Volte. — Falava em meio ao sono. — Gosto do seu calor.

Franzi o cenho. Ela pedia por mim? Queria que eu estivesse perto? Sentei-me na cama ao lado dela e permaneci observando-a.

_ Sempre gostei do seu calor... — Deu um sorriso pequeno e agarrou-se a si mesma, encolhendo-se como uma bola, e por fim ficou em silêncio.

"Sempre gostei do seu calor". Não poderia estar falando de mim. Eu nunca forneci nenhum tipo de calor a ela. Mas de quem ela estaria falando? De quem ela estava lembrando agora? Eu não podia acreditar naquilo que estava presenciando. Ela sentia falta de alguém, do calor de alguém, e a nada aquilo se referia a mim. Levantei-me, transtornado, até ouvi-la resmungar novamente. Aproximei-me para ouvir seus sussurros.

_ Sinto muito... — Pude ver uma lágrima cair de seus olhos, seguida de outra e outra.

Aquilo muito representava, muito queria dizer. Nesse tempo longe Sakura não só floreceu e amadureceu como ficou mais forte, mais bela e me esqueceu. Sakura se apaixonara, e o homem não era eu.

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Personagem Narrando: Haruno Sakura.

Acordei repentinamente por culpa de um pesadelo. Olhei a minha volta e não reconheci o quarto onde estava. A única coisa que eu conhecia ali era um certo moreno sentado em uma poltrona pouco distante da cama onde eu estava. Seus olhos fitavam o nada e sua expressão era vazia. Levantei-me vagarosamente e ele não pareceu notar. Me aproximei com passos silenciosos e antes que eu pudesse tocar seu ombro para chama-lo ouvi sua voz firme.

_ Finalmente Naruto conseguiu?

_ Como assim? Conseguiu o que? — Olhei para ele, confusa. Sasuke nem se deu ao trabalho de me encarar, ele ainda encarava o chão.

_ Conquista-la. Esta apaixonada por ele? — Finalmente mirou-me. Prendendo meus olhos aos dele em um contato visual intenso.

_ Não! — Me excedi, dizendo isso mais alto do que deveria. — Não. — Me corrigi, agora mais baixo. — Eu não amo Naruto.

_ Então quem é? — Se levantou e veio em minha direção. — QUEM É?! — Sasuke jogou-me contra a parede e me prendeu entre ela e seu corpo. Seu rosto revelava um ódio imenso e me deu profundo desespero e medo dele.

_ Quem é o que? — Meus olhos, dilatados de medo, lacrimejavam. Solucei em meio ao choro. — Do que você ta falando?

_ QUEM É O CARA QUE VOCÊ AMA? ME DIZ! — Estava me sentindo sem ar. A força que ele fazia contra mim expulsara o ar de meus pulmões.

_ Você! — Vacilei, chorando ainda mais. — Sempre foi você.

_ MENTIRA! — Saiu de perto de mim e cerrava os punhos com muita força. Eu poderia jurar que levaria um soco a qualquer momento.

_ Não, não é! — Sentia o gosto salgado das lágrimas que rolavam livres por meu rosto.

_ Conversamos depois! — E ele saiu como um touro bravo, deixando-me sozinha aos prantos.