Dear America
2 Carta 2
25 de setembro de 1940
Querido América,
eu fui capturado pelo exército alemão, ele fez uma infinidade de coisas horríveis comigo, mas eu consegui fugir. Sei que não me respondeu da última vez, mas sinto que deveria saber disso. O França também foi capturado, e eu não faço ideia de como ele esteja agora.
A situação na Europa vai de mau a pior. Minha economia está em crise e o Alemanha está cercando todo o meu território, deixando-me sem rotas de fuga ou estratégicas. O povo inglês está desesperado, estamos sem comida e há pessoas dormindo nas estações de trem por não terem onde morar. As residências foram completamente destruídas, Londres não se parece mais com aquela cidade que você visitou em 1923.
Soube que o Itália também se aliou ao Alemanha e está marchando para a casa do Egito. Eu enviei algumas tropas para ele em uma tentativa de ajudá-lo, mas creio que não será o suficiente. Alfred... Não sei se você leu minha carta anterior, aliás, não sei nem se você a recebeu, mas eu suplico mais uma vez pela sua ajuda. Não podemos mais continuar desse jeito.
Semana passada eu me encontrei com o Rússia em uma reunião. Tentei pedir a ajuda dele para que ficasse do nosso lado nesta guerra, mas não importava o que eu dizia, ele insistia em se manter neutro. Creio que tal posição seja mais uma ordem de seu líder do que a vontade dele, mas não pude fazer nada quanto a não ser voltar de mãos vazias para casa. Nós estamos desesperados, principalmente depois que soubemos que existem alguns países da América do Sul que parecem ser potenciais ameaças para nós Aliados. Alfred... Mesmo que não consiga nos enviar seus homens, fale com seus irmãos Argentina e Brasil para que entrem nessa guerra ao nosso lado. Seria um grande problema caso o Alemanha conseguisse persuadi-los. Sinceramente, não saberia o que fazer.
Soube, também, que há atividades alemãs dentro da casa do México. Um de meus especialistas conseguiu interceptar uma mensagem criptografada que o Alemanha estava a enviar para ele, o que é extremamente preocupante. Eu entendo que sua relação com ele não é uma das melhores, mas a situação simplesmente não pode continuar dessa forma.
Às vezes eu sinto falta de como as coisas eram no passado. Claro, sempre existiram guerras e muitas mortes desnecessárias também, mas nós, apesar de tudo, éramos unidos. O que também me lembra do que aconteceu entre nós dois há séculos atrás. Ainda não sei se você me perdoou por tudo o que te fiz passar, às vezes eu chego a conclusão de que sua neutralidade também se deve àquele incidente. Ameri- Alfred, eu sinceramente não sei como me desculpar com você sobre o que aconteceu e sei que não mereço perdão depois de todas as coisas que eu fiz. Mas vamos nos unir mais uma vez, uma última vez, para trazer a paz para o mundo novamente.
Atenciosamente,
Arthur Kirkland.
The United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland.
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