Deadly World

6 Capítulo VI - Just Friends


Notas iniciais
Boa leitura!

Algo saiu das sombras durante minha conversa com Nana-san. Era a garota estranha que caiu sobre o capô do carro de meus pais. Me afastei um pouco dela, ficando por trás do balcão, ao lado de Nana-san.

– O que sabe sobre isso?- Nana-san estreitou os olhos, perguntou curiosa.

– O suficiente, puta.- Respondeu e logo me senti arrependido de tê-la trazido conosco.

– Olhe como fala com Nana-san! Ela nos salvou e nos abrigou!- Exclamei constrangido com seu comentário, e logo defendi Nanami.

– Não se preocupe, Watanuke-kun.- Nanami esboçou um sorriso, como quem queria dizer: “Obrigado” e voltou seus olhos para a garota, que surpreendentemente, havia desaparecido.

– Mas onde ela foi?- Perguntou, franzindo o cenho preocupado.

– Ela deve ter ido conhecer melhor a casa. Mas bem, o que mais quer saber?- Colocou a mão na cintura.

– Bem, por que aquele homem estava tentando de matar?- Ela apertou os lábios, pensando por uns segundos.

– Com toda essa confusão no mundo, existe tropas superiores afim de encontrar uma fórmula para o fim desta confusão. Eu e minha tropa foi a que mais chegou perto disso.

– Ah, eles querem roubar o experimento, então?

– Exatamente. Mas como vê...- Ela me mostrou sua prancheta.- Nada mais está mudando. Como se tivéssemos tomado um café pela metade.

– Hm...Bom, Nana-san, acho que já irei subir. Preciso ficar de olho na minha irmã e naquela garota. Até!- Acenei na porta, saindo e voltando pelo mesmo caminho. Abri a estante de livros e fechei, parando no centro do hall da casa e olhando para cima, observando o pouco do 2° andar da casa.

– Melhor eu subir.- Subi as escadas silenciosamente, entrando no quarto das meninas. Kaede brincava com uma boneca que aparentemente encontrara, e Mahi brincava junto. Izabera lixava as unhas num canto do quarto, de pernas cruzadas.

– Oi, meninas.- Coçei a cabeça, fazendo elas me perceberem na porta.

– Watanuke-kun!- Izabera salta da cadeira, me dando um abraço apertado, fazendo corar levemente.

– Haha.- Solto algumas risadas abafas, e olho para onde Mahi havia sentado, ela era a única que não olhava para mim. Então apertei os lábios e suspirei, lembrando do acontecimento de mais cedo.- Meninas, posso falar com Mahi á sós?- Olhei para Izabera e Kaede, afagando a cabeça de Kaede que concordou e Izabera fizera o mesmo.

Fechei a porta, me sentando ao lado de Mahi, que só sabia olhar para os próprios pés, que balançava o tempo todo.

– Ei...não precisa ficar envergonhada.- Disse olhando para sua mão que estavam entrelaçadas.- Coisas estranhas estão acontecendo neste mundo no momento, não é estranho ocorrer algo mais.- Olhei para o teto, pensando a respeito.

– Como não ficar...?- Ela disse mais para si mesma, e pude perceber seu rosto se enrubescer.

– Somos amigos, certo?- Mostrei meu dedo mendinho á ela, que me olhou para o mesmo, e em seguida seguiu seus olhos, que brilhavam, para mim.

– Watanuke...- Ela esboçou um sorriso amigável no rosto todo corado. Logo, fui surpreendido por um abraço dela, que retribui sem pestanejar.

[...]

Era de noite, quando ouvimos o barulho de um sininho tocando. Significava que o jantar já estava a mesma. Sai do meu quarto ao mesmo tempo que aquela garota, que por mais incrível que pareça, tinha um sorriso nos lábios. Sinceramente, algo estava me cheirando mau.

– Senhores, sirvam-se!- Um homem, um tanto gordinho de terno gravata, e um bigode muito cortês, exclamou e então, pude ver olhos brilhando e ouvir vários elogios.

Um jantar se passou otimamente bem. Nem parecia que lá fora, um bando de zumbis devoradores de gente estava batendo em nossa porta. Kaede sorria, e eu a fiquei olhando por um bom tempo, e cheguei a conclusão de que, se a mesma estivesse morta, eu não conseguiria continuar.

O relógio apontou 23h. Todos já haviam subido para seus devidos quartos, enquanto eu estava no laboratório com Nana-san, para que ela me explicasse mais coisas, porém, começo a sentir sono e decido subir. Chego no meu quarto e nem me preocupo em ligar as luzes, caindo na cama. Porém, algo me incomoda, como a sensação de estar sendo vigiado. Tento esquecer e vou dormindo aos poucos, fechando os olhos por fim.

Sinto algo macio tocar as minhas pernas, e vou abrindo os olhos. Olho para meus pés e não encontro nada. Ligo o abajur do meu lado, e quando volto meus olhos para frente, encontro a garota estranha no pé de minha cama, com as mãos entrelaçadas.

– Eu te acordei?- Ela perguntou toda apreensiva.

– N-Não, tudo bem.- Gaguejei.

– Po-posso dormir aqui com você...?- Ela olhou para baixo, acariciando o próprio braço, fazendo a alça de sua camisola cair, com certa vergonha.- O barulho daquelas coisas lá fora...me faz ter pesadelos.- Apertou os olhos, e eu continuei a olhando.- Por favor...- Ela apoiou o joelho na cama, engatinhando até mim com olhos carinhos e sobrancelhas caídas. Ela chegou bem perto de mim, e apagou o abajur que estava do meu lado, ainda pude ver o brilho dos olhos dela pela luz do luar que saia da janela. A garota lambeu os lábios lentamente, apoiando-se nos meus ombros, e por instinto, segurei sua cintura no momento em que ela roçou seus lábios nos meus. Em um movimento rápido, inverti nossas posições, a segurando para que não escapasse.

– Qual o seu nome?- Perguntei sério, com as sobrancelhas franzidas.

– Vinna no Senjougahara.