Deadly World

7 Capítulo VII - Teenager


Notas iniciais
Boa leitura!

Acordo assustado, e completamente suado. As janelas estavam abertas, e a cortina balançava de acordo com o vento. Foi um sonho? Aquela garota...

*TOC TOC*

– Wata-kun?- Mahi entra, colocando a cabeça pra fora.- Oh, que bom que já está acordado!- Abre e encosta a porta, exclamando com uma bandeja na mão.

– Ah, bom dia, Mahi...- Falo com um sorriso frouxo nos lábios. Ela senta do meu lado, puxando uma cadeira.

– Te trouxe o café...- Coloca a bandeja em cima do meu colo, e junta as mãos sobre suas pernas, com aquele seu típico sorriso animador.- Sanduiche de queijo, presunto, requeijão e uma camada fina de manteiga. Do jeito que você gosta!- Ela listou todos os componentes do sanduiche, apontando.

– Obrigado, Mahi. Obrigado mesmo.- Meus olhos estavam caídos de sono ainda, mas eu tentei me esforçar para mostrar que eu estava feliz com sua visita inesperada no meu quarto. Me afastei um pouco, e beijei sua testa, a deixando corada.

– A-Ah, não por isso...-Ela tentou não olhar para mim, envergonhada.- Er, Wata-kun, tenho que ir. Daqui a pouco desça e venha ficar com a gente.- Abriu a porta, e acenou sussurrando um “Até” e partindo.

E então eu fiquei lá, ainda sentado na cama, com a bandeja do café da manhã posta no meu colo. Sem fome alguma. Eu apenas pensava na noite passada.

[...]

Por volta das 14h, o tempo trouxe consigo más notícias. Sangue, sofrimento, e gritos de dor e medo. Tudo isso no centro da mansão, onde os soldados da patrulha haviam voltado de uma missão que fora em vã. Andei observando as ações de Nana-san por esses dias. Estava tentando aprender com ela, como me proteger e proteger aos outros. Era terrível quando um soldado chegava com uma mordida daqueles seres em uma região acessível, como a mão, pois saberíamos que se ele quisesse continuar vivo, teríamos de amputa-la. Pior ainda quando um deles chega com uma mordida em um lugar onde amputar não seria uma opção, no caso do pescoço. Seria o fim.

Um massacre, seria a palavra para descrever aquele momento. Pelo que eu ouvi, uma boa parte dos homens que foram ás ruas, foram infectados e acabaram mortos. Metade chegou na mansão com mordidas no pescoço e nas costas. Poucos saíram ilesos.

E adivinhem? Aquela garota, do qual acredito se chamar Vinna no Senjougahara, ficou o dia toda trancada no quarto. Nada fazia com que ela saísse de lá. E Mahi pediu que eu tomasse uma providência quanto a isso. Suas palavras foram: “Como líder, você deve fazer algo. Ou ela fica, ou sai”

Não sei se sou um líder. Talvez eu não queria ser um, na verdade. É um título muito importante, e cheio de responsabilidades. Nunca fui um garoto muito centrado, nem antes e nem depois do apocalipse. Acredito que não devo fazer essa escolha sozinha. Ás vezes as pessoas se esquecem de que eu sou apenas um...

Adolescente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.