Deadly World

4 Capítulo IV - No Scape


Notas iniciais
Boa leitura!

Estávamos arrepiados...dos pés á cabeça. Com medo de ela fazer qualquer movimento. Seus dedos começaram a mexer, e ficamos em posição de defesa. Pararam. Porém, em um momento de distração, sinto-me preso e logo me vejo com uma faca no pescoço.

– Quem são vocês? O que querem de mim?!- A garota perguntava em desespero com o cenho mais do que franzido.

– N-Não vamos te machucar...- Eu sussurrava, tentando tirar as mãos dela do meu pescoço.

– Dúvido!- Sua arma afiada foi levantada, e eu via a morte brilhar em seus olhos caramelos.

– PARE!- Mahi gritou, soltando-se de minha irmã, com lágrimas amedrontadas nos olhos azuis celestes.

Neste mísero segundo, entre a vida e a morte, algo baixou no corpo daquela garota de cabelos arroxeados. Ela me soltou, e caiu com a cabeça no asfalto, fazendo um enorme estrondo. Engatinhei de costas rapidamente, levantando-me.

– O que fazemos agora?- One-chan segura em meu braço.

– Não podemos deixá-la aqui. Está vindo mais uma manada deles...- Olhei para trás, logo após indo até o corpo da garota e a carregando no ombro.

– Como você pode fazer isso?! Ela quasete matou!- Izabera fala indignada.

– Eu apenas acho que...é o certo.- Olho de relance para Izabera.- Vamos encontrar um lugar seguro...- Coloco o corpo da garota no banco de trás,apoiando a cabeça da mesma no colo de Mahi, e one-chan ao lado.

Entro no carro, com Izabera no banco do passageiro. Demoro uns instantes para ligar o carro, e finalmente ele pega. Passamos metade do caminho quietos. Minha cabeça estava borbulhando. Tudo aquilo aconteceu de forma tão...inesperada.

– Ei, o que é aquilo?- Izabera abre o vidro do carro, botando a cabeça para fora.- É um helicóptero!!- Piso forte no acelerador, tentando seguir o helicóptero. Porém, somos surpreendidos por uma grande quantidade daquelas "coisas", virando a esquina. Eram muitos, e o carro de repente parou de funcionar. O para-brisa do carro estava rachando, e só se ouvia os gritos e gemidos de Kaede no banco de trás. Não havia mais nada para se fazer.

– Não podemos ficar aqui! Eu não posso...morrer...- Izabera olhos para as próprias mãos, perdendo as esperanças.- EU NÃO POSSO MOR- A rosada é cortada, quando escutamos vários tiros. Um em seguida do outro. Viro para trás, e consigo enxergar tanques de guerra enormes, passando por cima deles. AK-47, bazookas...Estávamos salvos! Eu via o sorriso brotar nos lábios de todos. Estávamos salvos...salvos...

Saimos do carro, desviando dos corpos daqueles seres no chão. As meninas agradeciam aos soldados, e eu apenas vejo uma mulher, alta, esbelta, loira, com o cabelo preso em um coque, e uns fios soltos propositalmente, caminhando até mim. Ela coloca a mão em meu ombro e pronuncia:

– Parabéns por proteger suas amigas. Isso é tudo o que importa no momento.- Sorria de lado, com aqueles olhos serenos esverdeados.- Meu nome é Nanami Kurokawa. Mas pode me chamar de Nana-san.- Abria um sorriso gentil. Parecia confiável.- Levarei você e seus amigos á minha mansão, em Osaka. Lá vocês estaram protegidos.- Erguia a mão para mim. Por trás dela, pude ver Mahi e os outros subindo no helicóptero e acenando para mim.- Vamos?- Perguntava convidativa.

– Sim.- Suspirava, segurando em sua mão, e a seguindo até o helicóptero, onde a mesma adentrou também.

[...]

Minha visão estava um tanto embaçado, e meu olhos iam se abrindo aos poucos. Ao abrí-los por completo, me deparo com Mahi e seus grandes orbes azuis.

– Chegamos Wata-kun. Sua pressão caiu no helicóptero e você desmaiou. E quando chegamos até a mansão daquela dona, uns homens te carregaram até aqui. Nessa cama fofinha!- Acabo corando. Nunca gostei de voar.

– Você fica tão fofo corado.- Mahi se aproxima de mim, apertando minhas bochechas, me deixando ainda mais rubro.- Tão...fofo...- Ela ia se aproximando cada vez mais, colocando o joelho no meio de minhas pernas. Assim, ela perde o equilíbrio e cai por cima de mim. Percebo as bochechas dela ficarem um pouco avermelhadas. Seus lábios estavam entre-abertos e nossos rostos muito próximos, porém, eu empurro ela pra trás e a mesma parecia espantada.

– Desculpe, Mahi...- Saio de olhos baixos, quando bato em alguém. Olhos para os sapatos da pessoa, subindo os olhos lentamente. Era um garoto, provavelmente da minha idade. Sua pele era extremamente clara, seus cabelos castanhos escuros e tinha olhos esverdeados, diria até que é filho da....

– Olá. Me chamo Ganbustter Kurokawa.