Deadly World

5 Capítulo V - The Secret of The Great Walls of Hiroshima


Notas iniciais
Boa leitura!

–Olá, me chamo Ganbustter Kurokawa.

–Kurokawa...?

–Sou o filho mais novo de Nanami. Você deve ser um dos sobreviventes de Shizouka, não?- Começamos a caminhar e a se conhecer.

–Ah, sim, sou Watanuke Sawabu, prazer!- Estendi a mão, ele a olhou, porém não a apertou, deixando o momento constrangedor.- Er, bem, filho mais novo?- Cocei a cabeça.

–Sim, Nanami teve outro filho antes de mim. Mas ele não é meu irmão de sangue.- Disse com os olhos nos próprio pés, enquanto andava.

–Ah, e onde ele está?- Pergunto animado.

–Ele morreu.

[...]

Após aquele diálogo com perguntas indecentes, desci as escadas deslizando minha mão pelos corrimãos que eram de um couro bem charmoso. No primeiro andar não havia ninguém, mas a porta de entrada estava aberta e se via de longe os seguranças em frente ao portão principal protegendo a casa. Caminhei por aquele lugar, conhecendo cada canto. Quando vejo uma porta meio entreaberta, e logo após escuto algo de vidro cair. Dou um pulo pra dentro da sala, e encontro um homem alto com as mãos nos pescoço de Nana-san, tentando enforca-la.

–Tire as mãos dela, bastardo!- Grito, pegando a primeira coisa que eu via á mesa do meu lado, uma faca de abrir cartas. O homem se vira revoltado.

–Aqui não é lugar para crianças, garoto!- Ele franze o cenho, revelando ter uma voz muito potente.- Mas eu já estava de saída mesmo.- Ajeita o terno negro e a gravata vermelha escura, empinando o nariz e partindo daquela sala.

–Nana-san, a senhora está bem?- Vou para junto dela, largando a faca.

–Estou sim, garoto. Não se preocupe.- Disse, massageando o pescoço e abrindo um sorriso despreocupado.

–Quem era aquele homem?- Reviro os olhos para a porta para ver se o mesmo já havia se distanciado.

–Ah, bem, ninguém para você se preocupar.- Começou a juntar umas papeladas na sua mesa que estava toda desorganizada, querendo mudar de assunto.

–Desculpe, Nana-san, mas acho que não consigo não me preocupar.- Ergui as duas sobrancelhas á ela, e a mesma suspirou derrotada.

–Está certo. Siga-me.- Colocou a franja atrás da orelha, abrindo uma porta atrás de uma das estantes de sua sala. Me impressionei e achei que atrás daquela estante haviam muitos segredos. Entrei e ela fechou a porta, acendendo uma luz amarela que iluminava a escada para o subsolo da grande mansão.

–Fibra.- Deu dois socos em uma porta, quando chegamos, que era bem larga e que logo eu pensava ser feita de vidro.- Extremamente forte, é preciso muita força para quebrar essa belezinha.- Ela a abriu e descobri um laboratório enorme. Apreciei-o parado e acabei levando um susto quando meus olhos pararam em uma daquelas criaturas horrendas presa numa maca.

–Por que mantêm uma coisa dessas aqui?!- Pergunto afastando-me.

–Está preso, não se preocupe.- Colocou uns óculos e um avental branco, trazendo uma prancheta para perto daquela aberração.- Watanuke-kun, além de ser presidente da ordem militar de Shizouka, eu também sou formada na área de Ciências. Agora, o que você não sabe: a infestação já começou a décadas. E quando digo isso, é ao pé da letra.

–Como assim, Nana-san? Tudo estava ótimo até ontem...- Estava confuso demais. Não conseguia raciocinar. Corei um pouco, sem ela perceber, quando a mesma colocou o sufixo “kun” depois do meu nome. Mas não era hora para isso. Precisa prestar a atenção.

– Á indícios de que a infestação começou nos primórdios do mundo. Mas não é certeza. O que já sabemos é que, neste tempo todo, o governo tem escondido do mundo todo o segredo das muralhas de Hiroshima.

–Muralhas de Hiroshima...Nunca ninguém falou sobre isso tão a sério. Pareciam que queriam desviar do assunto...com medo.

–Exatamente. Antes da bomba “Little Boy” ter atingido esta província, as muralhas foram construídas. Soldados estavam sendo infectados, muitos mortos...Isso levou-os a construir as muralhas só em volta de um terço da Hiroshima, o terço que eles não conseguiram aniquilar. Depois do bombardeio, o governo ficou extremamente assustado. Apenas a parte que os soldados conseguiram aniquilar foi atingida. A outra parte estava intacta. As muralhas não sofreram nenhum arranhão. Como se houvesse um campo magnético protegendo aquele grande pedaço.

–Impossível...como uma coisa tão perigosa dessas foi mantida em segredo durante tanto tempo assim?- Fico desnorteado, andando para lá e para cá.

–Este não é o ponto. Durante anos eu e minha patrulha tentamos descobrir como tudo começou, ou pelo menos uma cura para a infestação. Porém, demoramos demais. Eu apenas queria saber o por que de só agora a infestação ter se espalhado para o resto do Japão...O que mudou...?- Falou mais para si mesmo, se apoiando num balcão, tamborilando as unhas na prancheta.

–Não encostem em Hiroshima.- Uma pessoa sai de trás das sombras.