Deadly World

2 Capítulo II - The Story Begins Here


Notas iniciais
Boa leitura!

Enquanto estava correndo para chegar á tempo no campo de beiseball, sinto uma presença estranha pairar sobre a rua. Olho para um lado e pro outro para ver se alguém suspeito estava me seguindo. Não percebendo ninguém, dou de ombros e continuo na correria de sábado de manhã. Com toda essa pressa, até me esqueci de me apresentar. Yo, meu nome é Watanuke Sawabu. Primeiro nome, Watanuke. Segundo nome, Sawabu. Tenho 19 anos e curso a faculdade de Artes Plásticas, na Universidade mundialmente conhecida como Ulphaville, em Shizouka, a cidade onde nasci e vivo até agora. Lá, faço as aulas principais relacionadas á Arte, como História da Arte, Desenho Geométrico, mas também, sou parte do time de Beiseball, os Headshots. Tenho uma família pequena: Mãe, pai, irmã caçula e eu! Sem mais nem menos, sou uma pessoa comum. Sem nada a declarar.

– Ja ja, Sawabu-kun!- Subo as escadarias de entrada do colégio, vendo algumas pessoas acenando para mim e dizendo algo como: "Bom jogo!".

Atravesso a secretaria, que no momento estava cheia de gente, virando a direita e chegando nos vestiários masculinos. Aperto as alças da mochila nas minhas costas, vendo de relance algumas pessoas que já se acomodavam nas arquibancadas, esperando para ver o jogo. Ai você se pergunta: "Por que você estava tão apressado se o jogo ainda nem começou?". Bem, eu tenho algumas outras coisas para fazer antes do jogo, e creio não dar tempo. Vou apenas recolher alguns materiais que eu esqueci e a secretaria os guardou para mim.

– Aposto que o jogo vai ser difícil, não, Sawabu?- Entrando no vestiários, acabo esbarrando em alguns dos outros integrantes do time. Apenas concordo com a cabeça, jogando a mochila para um lado e abrindo o meu armárinho. De lá, retiro meu taco negro que eu ganhara de aniversário de meu pai, quando eu aprendi a jogar Beiseball. Abro um sorriso amarelo, recordando dos momentos gloriosos em que eu conseguia acertar a bolinha. Batento-o gentilmente na mão, o coloco em pé encostado na parede, enquanto me troco. Dando uma passada no espelho que havia, ajeito o boné listrado do time e parto para fora dalí. No entanto...escuto alguém me chamar de um jeito peculiar.

– Wata-kun!- Giro os calcanhares para as arquibancadas, onde, apertando os olhos, consigo ver uma pessoa que tanto gosto.

– Mahi-chan!- Dou um sorriso de lado, começando a subir as escadas para conversar um pouco com a mesma. A quanto tempo não á via...

– Bom dia, Watanuke-kun!- Abre um sorriso convidativo.

– Bom dia, Mahi!- Retribuo.

– Lindo dia hoje não...?- Olho para ela desconfiado.

– Você não deveria estar em aula?- Pergunto, olhando para meus próprios pés em cima da cadeira da frente.

– Er...eu...sai escondido para ver seu jogo.- Fala baixinho.

– O que?- Eu já havia escutado, mas queria ver ela falando novamente.

– Sai escondido tá!- Insiste já um pouco mais impaciênte.

– Quem diria...Mahi no Megami cabulando aula.- Cruzo os braços atrás da cabeça.

– Só para ver o seu jogo e você, né.- Empina o nariz.

– Yo, Mahi, eu preciso pegar algumas coisas na secretaria. Acho que ainda dá tempo, se não der, bem, valeu por vim assistir.- Dou uma piscadela para ela, antes de começar a descer as escadas da arquibancada.

Cantarolando uma música qualquer, sigo até a recepção. Abro a porta que dava de frente com o vestiário dos meninos, adentrando o corredor longo até a mesma. Chegando lá, percebo que a movimentação já havia parado. Na verdade, o ambiente estava muito quieto. Nem parecia que todas aquelas pessoas estavam amontoadas lá.

– Hm, estranho...- Mordo os lábios, abrindo a portinha pequena do balcão, e encontrando meu material na última gaveta do mesmo. Em cima de uma das apostilas, estava escrito em um papel, assim: "Tome conta de suas coisas, Watanuke Sawabu!". Tudo bem que ás vezes eu era meio irresponsável com o meu material, mas deixar recadinho? Sério?

– Que babaquisse...- Amasso o papel com uma mão e o jogo no lixo. Percebendo que o bilhete não havia caído dentro do cesto, xingo baixo e agaixo para jogar no lugar certo. Porém, quando ia me levantar, vou virando meu rosto devagar até a porta que ficava frente ao balcão. Fixei meus olhos primeiramente no chão, que estava sujo de algo vermelho, parecido com sangue. A poça vazava da porta principal, que eu entrei quando cheguei aqui á 1h atrás. Estranhando, seguro a maçaneta e visualizo o que tinha de estranho atrás dela pela janela de vidro na altura da cabeça. Pisco algumas vezes, tentando identificar algo suspeito. Olho para os lados, quando de repente olhos aterradores dão de encontro com os meus. Me assusto, caindo no chão da secretaria. Ainda via aquela pessoa com as mão sujas, supostamente de sangue, bater fortemente na janelinha da porta. Meu material estava jogado no chão. Acabo por recolhê-lo rapidamente, e saindo daquele lugar. De alguma maneira, aqueles olhos vermelhos e com olheiras enormes e bem profundas, me fizeram ficar com medo. Respirando fundo e voltando ao vestiário, encosto na porta. Guardei meu material no armário e recolhi meu taco que estava do jeito que eu havia deixado, encostado na parede. Passo uma água no rosto, tentando me livrar daquela imagem assustadora de poucos minutos atrás. Suspirei, olhando no relógio de pulso. Meu jogo estava prestes á começar...!

Chegando novamente no campo de Beiseball, encontro alguns jogadores dos Woods, nossos inimigos hoje, se reunindo. Meu time estava no banco, apenas esperando o jogo começar. Sento-me de pernas abertas, com o taco no meio delas, apoiando minha mão no final do mesmo. De longe, vejo Mahi descendo as escadas da arquibancadas em minha direção. Levanto meu rosto, e a vejo com um semblante de preocupação.

– Watanuke-kun, sinto que algo de ruim irá acontecer. Tome cuidado com o jogo de hoje.- Será que esse ruim, tem haver com aquele homem de mãos ensanguentadas na porta?

– Não se preocupe, Mahi. Nada de ruim irá acontecer comi- Paro de falar no momento em que uma voz aguda, vinda das caixas de som, começa a pronuciar algo. Parecia ser o diretor...

– Atenção todos os alunos...- Sua voz estava um pouco falha, e encontravasse vestígios de nervosismo nela.- Aqui é o diretor Yamato. Aconteceu uma briga no campus. Estudantes, sigam as instruções dos seus professores e evacuem o colégio! Repetindo: Aconteceu uma briga no campus. Sigam as instruções-- A voz é cortada. Houve-se barulhos, mais parecidos com grunhidos,e logo após...gritos.- Ah! Por favor, me ajude! Pare! Não! Não! Ajude!- Mais gritos, e por fim, grunhidos mais altos e claros, até que os sons pararam. Todos estavam estáticos, preocupados e sem saber o que fazer. Quando de repente, uma líder de torcida que estava junto de suas amigas, solta um berro e todos começam a correr feito loucos. Eu ainda estava perplexo, com as pupilas sobressaltadas, fui "acordado" por Mahi que estava ao meu lado.

– Vamos, Watanuke-kun!- Sinto ela apertar o meu pulso. Engulo em seco e partimos para fora daquele lugar. Muitas pessoas estavam brigando, outras se empurrando. Era um massacre. Alguns alunos eram pisoteadas descendo as escadas da secretaria. Marcas de sangue se encontravam nas paredes e no chão. Tudo estava perfeito á 5 mintuos atrás...Como isso pode estar acontecendo?!

[...]

Os corredores estavam mais calmos. Porém, ouviamos ainda os gritos dos andares mais altos. Via nos olhos de Mahi que algo estremamente ruim estava acontecendo. E ainda não tinhamos visto o pior...ele estava por vir. Pressentiamos isso.

– Você precisa de uma arma.- Afirmei vendo-a que estava desprotegida. Eu ainda tinha meu taco...por sorte. Andamos até o final do corredor, onde se via uma outra escada para baixo. Os corrimãos estavam ensanguentados, o que deu a gente mais medo ainda. Encontramos um armarinho de limpeza, onde quebrei com o joelho uma vassoura, dando para ela como se fosse uma arma.

– O que você acha que a gente vai fazer com isso, Watanuke-kun?- Pergunta para mim, com um brilho nos olhos, temendo uma resposta pessimista.

– O que todos estão fazendo lá fora, Mahi.- Olho pela janela, algumas pessoas se matando e outra sendo mordidas. Era uma imagem estranha. Passara de aterrorizante há um bom tempo já...

– Eles...o que eles são?...- Mahi observa a matança lá fora, segurando com força o cabo de vassoura. Suas mãos já estavam suadas e seus lábios tremiam um pouco.

– Eu não sei. Só sei que não são de se brincar...- Suspiro, saindo de perto da janela.

– Precisamos sair daqui, Mahi...- Seguro no braço dela, a olhando firmamente. Sem uma resposta, o lugar se inquieta mais ainda, até ouvimos um grito vindo do andar de cima. Nos olhamos seriamente, partindo para o 3° andar. Paramos frente a porta de uma sala, encontrando uma garota assustada, sentada e sem proteção alguma, com um "deles" perto de mordê-la. Sem ceder, corro até "ele", dando uma tacada na cabeça, a explodindo e apenas ouvindo o barulho do corpo caindo. Olho para aquela imagem com um bolo na garganta...Eu teria matato um homem? Não, aquilo não era um homem, não poderia ser um homem. Ergo a mão para a garota, vendo seu rosto. Logo, pude perceber que era Izabera Mijuku, de Cerâmica. Seus cabelos rosas escuros, tampavam uma parte de seu rosto, pois estava "espremida" contra a parede. Percebi que ela estava realmente muito apavorada. Parecia até uma criança.

– Não tem problema. Pode vir.- Abri minha mão. Ela a olhou, depois para mim e Mahi que estava atrás de mim.

– A-Arigatou...- Segura minha mão se levantando e nos comprimentando.

– Precisamos sair daqui o mais rápido possível. Está se espalhando e temos de nos proteger.- Vou dizendo, enquanto arranco a barra de ferro que segurava as cortinas daquela sala. Era afiado. Era perfeito.

– Na cabeça.- Entrego para ela.

– C-Certo.

~X~

Tudo realmente estava mudado. De uma hora para outra, as pessoas começaram a se matar. E quando elas partiam, voltavam dos mortos saciadas por carne humana. Era um ciclo vicioso...todos morriam no final. No entanto, sempre...voltavam.