Deadly Sins
3 Third Sin
— Los Angeles, três meses atrás. – Steve clicou no controle remoto. – O corpo da secretária de um médico importante foi encontrado no parque nacional de Los Angeles. Ela tinha dois tiros no peito post-mortem, um tiro fatal na cabeça.
— Los Angeles duas semanas atrás. – Danno apertou e uma mulher quase idêntica apareceu na tela. – O corpo da soldada Fraser. Mary Louise Fraser foi encontrada na mesma posição da primeira. Mesmo método, mesmo tipo de tiros.
— E hoje Marina Salvatore, professora de jardim de infância. – Junior completou. – Todas as três loiras, felizes, noivas.
— E sem joias e anéis. – Steve suspirou. – O que sabemos sobre as nossas?
— Bem, a primeira vítima foi Keila Duarte. – Tani apontou para a tela de plasma. – Morena, noiva também. Foi encontrada em um parque e sem joias e anéis. Estava noiva e grávida de seis semanas.
— Foram duas vítimas. – Steve engoliu em seco. – E a segunda?
— Ashley Tisdale. – Danny começou. – Assistente social, noiva de um homem importante. Encontrada no mesmo parque da primeira. Sem joias, com um tiro na cabeça e dois tiros no peito.
— E hoje Laura Shiva. – Steve suspirou. – Conhecemos o noivo na cena de crime. Ele estava completamente arrasado.
— Acho que deveríamos ligar para a agencia de Los Angeles. – Lincoln opinou. – Se estivermos certos, há duas mulheres trabalhando para atrair as equipes para o encontro delas.
— Eu não sei se o noivo da promotora vai aceitar dividir o caso. – Steve balançou a cabeça. – Não trabalhei com ele.
— Não mesmo. – Danno olhou para o amigo. – Você tinha ido atrás de Shelburne e deixou todo mundo preocupado com você.
— Bem, eu mandei aquele bife para Sam. – Steve apenas deu de ombros. – Alguma novidade sobre o estado de saúde da promotora?
— Ela vai passar a noite em observação. Acham que ela tem uma concussão de quando foi jogada no chão. – Lou tentou amenizar as coisas. – Ana acordou no hospital.
Steve deu um sorriso discreto. Ele saiu e ninguém questionou. Ele passou na sala dele antes de sair. Pegando um ursinho de pelúcia, ele foi até o quarto da noiva. Ela ainda tinha proteção para caso alguém a atacasse.
Olhando nos olhos dele, Ana sorriu pela primeira vez em muito tempo. Desde que ela esteve nesse hospital, ela estava chorando um pouco.
— Eu trouxe algo fofo para minha garota. – Steve a olhou nos olhos. – Eu estou tão feliz por você estar bem, querida.
— Eu realmente gosto de estar viva. – Ana o beijou. – Como tudo aconteceu?
— Tudo o que precisa saber é que Lincoln te ajudou quando você bateu a cabeça. – Steve sorriu. – Queria estar lá para te proteger.
— Por favor, não vá lá. – Ana o beijou e o sentiu suspirar em seus braços. – Eu não vou te deixar se culpar. O único que tem culpa é o homem que me atacou.
— Você é boa demais, querida. – Steve tocou a testa dela. – Eu acho que eu tenho que contar algo a você.
— Eu quero que você me conte. – Ana o fez olhar para ela. – Está tudo ficar com medo.
— Estávamos observando alguns casos na ilha e encontramos um padrão parecido em Los Angeles. – Steve suspirou. – Lá o M.O é de mulheres loiras.
Ana suspirou. Será que...
— Uma promotora foi atacada e ela tem o cabelo preto igual das nossas vítimas. – Steve foi até a janela. – Danny ia ligar para eles. Talvez temos um caso em conjunto.
— Venha até aqui. – Ana viu Steve se aproximar dela. – Está tudo bem, querido. Eu sei que se tiver algo de errado eu posso ficar tranquila. Afinal meu namorado é um agente da polícia e bem gostoso.
Enquanto isso, Callen estava literalmente andando de um lado para o outro enquanto Elisa era examinada. Apenas do corte na testa, ela estava bem.
Isso o torturou de dentro para fora.
Seu celular tocou e ele ganhou olhares reprobatórios. Saindo da sala onde Elisa estava, Callen não reconheceu o número.
— Agente especial Callen. – Ele atendeu.
— Olá, Callen. – Danno o saudou. – Faz tempo, hein?
— Detetive Willians. – Callen fechou a porta da sala de espera, já que estava sozinha. – Que bom ouvir a sua voz. Espero que não tenha outra crise sanitária.
— Na verdade é sobre assassinatos. – Ele podia ouvir a cabeça de Callen bater. – Temos mulheres sendo mortas nos parques, mesmo MO. Um tiro na cabeça e depois no coração.
—Aqui temos mulheres sendo mortas em parques. – Callen podia ouvir seu instinto gritar. — Um tiro na cabeça e dois no coração.
— Eu soube que uma promotora foi atacada. – Danno ouviu um suspiro. – Você a conhece?
— Sim. – Callen olhou para Elisa. – Ela é minha noiva.
— A noiva do agente McGarrett também foi atacada. – Danno estava formulando um plano. – Já pensou em ter uma lua de mel adiantada no Havaí?
— Estamos chegando. – Callen desligou com Danno e ligou para Hetty. – Hetty, eu quero ir com o time para o Havaí.
— Senhor Callen, estou à frente do Sr. – Hetty sorriu. – Faça as suas malas e as de Elisa. Não vamos deixar ela sozinha.
— Obrigado, Hetty. – Callen sorriu para a mulher, mesmo que ela não pudesse ver. – Estarei pronto assim que Elisa for liberada.
— Não me decepcione, Sr Callen. – Hetty desligou e olhou para todos os outros agentes. – Preparem-se. Nós vamos para o Havaí!
Sam sorriu para todos, mas fechou quando olhou para a mesa de Callen. Ele e Elisa ainda estavam no hospital. Deeks olhou para Kensi e sorriu. Talvez eles tivessem uma pequena pausa depois que pegassem quem quer que fosse.
Anna estava sentada no avião. Um par de óculos escuros, uma peruca morena faziam maravilhas. Cath estava com uma peruca loiras e óculos escuros. Elas não estavam sendo procuradas, mas afinal, nunca era demais.
— Quer algo do serviço de bordo? – Anna perguntou a Cath. – Temos mais três horas antes de chegar ao Havaí.
— Eu sei disso. – Cath deu um olhar engraçado. – Eu sempre estava aqui, quando namorava Steve.
— Sei que já disse isso, mas se ele terminou com você, por que essa vingança? – Anna disse apenas porque haviam outros passageiros. – Que tal perdão?
— Você está atrás do Callen, então diria que é hipocrisia sua. – Cath sorriu.
— Com licença, vocês querem algum lanche? – A comissária de bordo perguntou.
— Não, obrigada. – Cath respondeu. – Estou bem.
— Nem eu. – Anna recusou. – Nunca coma nada a bordo.
— Bem, eu trouxe uma barra de cereal e talvez alguns M&m’s. – Cath entregou um saquinho de doces. – É suficiente. Chegando lá, vamos para uma casa que eu comprei anos atrás. Ninguém nunca vai nos encontrar por lá.
— Espero que tenho eletricidade. – Anna colocou os óculos de sol.
As duas se sentaram, ansiosas para chegar no destino final.
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