Deadly Games

24 Vamos roubar uma ambulância


Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Boa leitura!

POV- Thalia

Fui no banheiro e comecei a tirar a roupa, Apolo tinha me garantido que tanto a Anne quanto o Luke ficariam bem, olhei para meu corpo no espelho eu estava com alguns machucados, porém nada sério.

Entrei debaixo do chuveiro e deixei que a água gelada batesse no meu corpo, eu sentia meus músculos tensos, porém não conseguia relaxar. Fechei os olhos e as cenas do dia de hoje vieram como uma porrada, o salão, minha mãe, a criatura, Annabeth e Luke feridos.

Eu estava com uma mistura de raiva e confusão, me sentia perdida sem saber para que caminho seguir, queria acabar com todos aqueles presentes naquele salão e queria seguir o pedido da minha mãe, matar a criatura que está na minha cidade.

Donner Hill pode não parecer grande coisa, ela recebeu esse nome por uma incidência de eventos que aconteciam lá, existem teorias de que por causa disso o sobrenatural é atraído para lá, é quase como um farol gigante.

Sai do banho e me enrolei na toalha indo em direção a um dos quartos onde eu tinha colocado minha mala de roupa e de armas, eram as únicas coisas que restaram era o que eu tinha trago para dentro da casa antes de ir resgatar o Luke e a Anne, Ares me disse que não encontrou o carro.

Abri a mala depois de colocar em cima da cama e escutei a porta sendo aberta logo atrás de mim alguns segundos depois senti a mão quente tocando minhas costas.

— O que foi? — Perguntei olhando notando que Ares parecia surpreso.

— O que foi? — Perguntei novamente e ele simplesmente me puxou até um espelho colocando meu cabelo para frente.

— Olha.

Virei meu rosto em direção ao espelho e fiquei boquiaberta, uma lua crescente tribal estava tatuada logo abaixo da minha nuca e palavras em mandarim desciam pela minha coluna e apenas o início da tatuagem não estava coberta pela toalha.

— O que isso significa? — Perguntei nervosa.

— Eu não sei Thals, mas vamos descobrir, eu prometo.- Ares disse e eu me limitei a assentir.

— O que veio falar comigo? — Perguntei tentando tirar a atenção da nova tatuagem.

— Anne acordou, achei que gostaria de saber. — Ele disse e eu sorri.

— Já vou vê-la.

Ares assentiu e se retirou do quarto fechando a porta atrás de si, deixei a toalha cair e pude ver que a tatuagem se estendia até o final das minha lombar, balancei a cabeça decidida, não pensaria nisso, não agora pelo menos, me vesti e desci para encontrar a Annabeth.

Ela estava sentada no sofá e Apolo a examinava, ela parecia estar melhor.

— Thals. — Ela disse e eu sentei de frente para ela.

— Oi, está bem? Como você tá se sentindo? — Perguntei e ela sorriu.

— To bem, mas aquela mulher era sua mãe não era?

— Era. — Disse abaixando a cabeça.

Eu estava confusa em relação a minha mãe, não sabia o que pensar, eu queria falar melhor com ela, queria poder conversa, queria perguntar mais coisas. Como assim minha maldição tinha inúmeras interpretações? E como ela sabia que era sobre mim e não sobre o Jason? Será que meu pai sabe disso? Ele me esconde alguma coisa?

— O que você viu? — Perguntei e ela negou.

— Não muita coisa, vi sua mãe conversando com você, vi as criaturas, eram muitas, eram...

— Aquilo não vai acontecer de novo, vamos descobri o que eles temem e vamos descobrir a fonte de poder dele e depois matar todo o resto.

— Mas sua mãe vai morrer junto.

— Não me importo, ela é uma criatura e ela fez isso com você e com o Luke, ela é um monstro e tem que morrer.- Disse com raiva, era isso que estava me dominado nesse momento e eu preferia isso ao lado fraco que as vezes me vencia, ela assentiu por fim.

— Acho melhor pegarmos a estrada, esse corpo já está fedendo e outras criaturas poderão vir aqui.- Ares disse e Ártemis chegou com uma mochila.

— Desculpe te informar, mas ao menos que você consiga uma ambulância e uma maca, não tem como tirarmos o garoto daqui.- Ela disse começando a trocar o curativo dele.

— Thalia vem. — Ares disse e eu o olhei estranho.

— Aonde vamos? — Perguntei me levantando.

— Roubar uma ambulância.- Disse ele e eu o segui porta fora.

Caminhei com Ares para fora de casa e entramos no carro que eles tinham vindo, logo achamos um hospital, que por ser uma cidade pequena estava pouco movimentado, Ares tirou as pessoas de perto das ambulâncias e eu entrei no estacionamento.

Quebrei a janela de uma e destravei a porta por dentro, pulando para dentro do carro, comecei a fazer a ligação direta e liguei para o Jason saindo ligando a sirene para poder passar mais rápido por entre os carros.

— O que foi? Que sirene é essa? — Ele perguntou assim que atendeu o telefone.

— Eu e Ares tivemos que roubar uma ambulância, preciso que hackeie o sistema de segurança para garantir que não me achem.

— OK, qual o número de série?

— 4B67U8. — Disse virando a esquina rápido.

— Pronto. — Jason disse e várias luzes do carro apagaram e eu dei a volta e parei na frente da casa que estávamos.

Apolo colocou o Luke rápido com ajuda da Ártemis dentro do carro e Annabeth entrou ao meu lado, Ares parou logo atrás e vi Apolo tacando tudo nosso que estava na casa dentro do carro dele.

— Cuidado com as curvas. — Ártemis disse da parte de trais do carro. — Agora vai garota.

Pisei no acelerador e comecei a dirigir o mais rápido possível para a minha casa.

POV- Jason

Thalia estacionou a ambulância em frente à casa e eu e meu pai tiramos com ajuda da Ártemis o Luke da ambulância e a Annabeth também foi para dentro de casa.

— O que pretendem fazer com a ambulância? — Perguntei assim que a Thalia desceu.

— Largar em qualquer lugar, alguém vai acabar achando.- Disse Ares e ele ocupou o banco do motorista e saiu com a ambulância antes que discutíssemos isso.

Thalia também estava machucada, mas não passava de alguns arranhões e principalmente nada comparado com Annabeth e Luke, este tremia e estava desacordado e a Anne estava fraca, mas em melhor estado que o outro.

— O que aconteceu?

— É complicado. — Disse e meu pai que tinha se enfiado dentro de casa voltou e a Thalia que tinha acabado de sentar-se no sofá se levantou.

— Me conta tudo, me conta sobre a maldição.- Ela disse chegando perto do pai.

— Thalia o que...?

— Eu encontrei a mãe, ela disse algo da maldição, eu quero que você pare de me esconder as coisas e abra a merda da boca, o que você sabe? O que está me escondendo?

— Você sabe tudo da maldição Thalia.- Meu pai disse se aproximando dela.

— Então diga, diga de novo.- ela disse irritada.

— Zeus por ter quebrado a regra, matar a fera deveria, e com a morte de um filho, por ele será morto.- Ele disse e ela assentiu.

Thalia ou eu, iriamos morrer na caçada, mas todos nós achamos que a é a Thalia, afinal eu quase não caço.

— Vou morrer caçando, por você, por todos eles, isso já é garantido então eu vou fazer de tudo que for preciso e se eu tiver que morrer por você, pela caçada eu morrerei, mas não me afaste da caçada nunca mais.

Depois do dito Thalia saiu e foi para seu quarto e aquele era o estado que nos encontrávamos, Annabeth e Luke feridos, Thalia querendo morrer e nós sem respostas.

Me joguei no sofá e só consegui pensar na única coisa que tinha me chamado atenção ela tinha encontrado minha mãe.

Notas finais
-O que acharam? -E a maldição? -Ideias do que ira acontecer? Estou com uma nova fanfic, fanfic POSEITENA, vou deixar o link e a sinopse abaixo. https://fanfiction.com.br/historia/679905/Between_power_and_love/ Atena após mudar de faculdade no meio do segundo período acaba entrando em um mundo em que o poder e o dinheiro mandam e uma garota humilde que consegue as coisas por que correr atrás se vê perdida em meio de futilidades de pessoas riquinhas mais preocupadas com a imagem do que com o caráter. Porém tudo muda quando um professor coloca Atena com o cara mais cobiçado da faculdade, Poseidon Jackson, um garoto rico com a vida aparentemente perfeita e com todas as garotas comendo em sua mão e com esse trabalho ambos têm um choque de realidade. Poseidon descobre que sua aparência não é tudo para todas as garotas, e Atena descobre que a imagem não reflete a verdade. Curiosidade, desafio tudo isso e meio ao mundo da universidade e de uma luta por poder. Obrigada a todos que comentaram e beijos só isso hoje.