Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Espero que sim! Boa leitura!

POV- Thalia

Joguei meu corpo para trais e logo senti a água batendo contra o meu corpo, que afundou aos poucos, por causa da minha falta de esforços para subir, minha cabeça estava um turbilhão de coisas, os dias estavam péssimos e eu queria apenas me libertar.

Senti a água entrando em meus pulmões, meu corpo implorando pela vida e querendo lutar para sair dali, mas eu realmente não via o porquê dele lutar, a vida não era nada descente, me matar na piscina da escola parecia uma boa escolha, alguém me encontraria uma hora ou outra, mas não cedo o suficiente para me salvar.

Já estava sem ter uma certa noção de espaço, meu corpo tinha desistido de implorar por ar quando fui puxada para cima e o ar voltou para meus pulmões como um soco na boca do estomago, a pessoa me prendeu contra a parede da piscina me sustentando ali, abri os olhos, minha garganta ardia, sentia minhas costas presas queimarem, Nico me olhava tentando me sustentar, sua mão foi em meu rosto com delicadeza, como se checasse se eu estava com febre ou com alguma doença.

— Que porra você pensa que tá fazendo? — Ele perguntou e eu dei de ombros.

Ele balançou a cabeça em negação e me tirou da piscina me levando no colo para longe, logo as piscinas estariam lotadas por causa da aula de educação física. Ele me colocou em um banco e aos poucos eu comecei a tremer, estava frio.

— Porque me salvou? — Perguntei e ele me olhou surpreso.

— Você é suicida? — Ele perguntou pasmo e eu dei de ombros.

Sim eu era fraca, suicídio era algo que eu já tinha tentado algumas vezes, mas nunca conseguia, eu já tinha experimentado a morte algumas vezes e era bem melhor do que a vida, a saída mais fácil para algo mais tranquilo, na verdade eu não vinha como um sinal de fraqueza e sim de aceitar que a luta é algo que você não pode mais conviver.

— Eu estou perdida Nico, não sei mais o que fazer. — Admiti, a anos eu me sentia perdida em um mundo sem controle, mas ver a minha mãe tinha trazido tudo à tona novamente, ele assentiu depois de alguns segundos.

— Então vamos começar achando uma resposta e depois a gente decide o que fazer. — Ele disse e eu ri com isso, acho sempre incrível como ele nota que eu não sou a garota forte que eu demonstro ser.

— Estou com frio. — Disse e ele assentiu me puxando.

Minhas costas latejavam por algum motivo desconhecido, o Nico me pegou no colo novamente e começou a andar comigo, me colocou em um carro e me levou até sua casa, ficamos em silêncio todo o caminho, chegando lá ele me deu uma roupa e disse que eu podia vesti-la.

Troquei de roupa e sai para a sala e ele estava ali, sentado no sofá confuso.

— Como me achou? — Perguntei me sentando ao seu lado.

— Estava andando e acabei sem querer entrando na área da piscina e te vi.

Assenti e ele me puxou para ele, notei que ele estava com roupas secas. Deitei a cabeça no seu colo e ele começou a fazer cafune, fiquei feliz por ele não ter me criticado, eu não sabia muito o que dizer sobre isso.

— Minhas costas estão doendo. — Comentei, me lembrando da tatuagem.

— Você deve ter batido com ela no chão da piscina.

Assenti, mas estava mais ardendo do que doendo.

POV- Nico

Thalia estava deitada com a cabeça no meu colo e o fato dela ser suicida me surpreendeu, não esperava isso dela. E se eu não a tivesse salvado, ela teria morrido ou ressuscitaria?

— Posso ver o problema das suas costas? — Perguntei e ela assentiu se sentando puxando a minha blusa que tinha oferecido para ela.

Tinha uma tatuagem do símbolo da lua crescente em tribal que eu não sabia o que era e um feitiço em mandarim, o que me surpreendeu, aquele feitiço identificaria criaturas sobrenaturais, e ele “brilhava” fraco, como um aviso, e por isso estava doendo.

— Que tatuagem é essa? — Perguntei e ela deu de ombros.

— É complicado.

— Imagino, ela está “brilhando”.

— Como assim “brilhando”?- Ela perguntou fazendo aspas no ar como eu tinha feito.

— Ela está mais forte do que deveria e sinto que ela não deveria ser dessa cor.

Encostei na tatuagem e ela se apagou, Thalia sentiu um calafrio e apoiou em mim, ela agora estava de calcinha e sutiã, passei a mão pela sua cintura a abraçando.

— Então Nico me fala da sua vida.- Ela disse mudando drasticamente de assunto e eu ri de leve.

— Sobre o que quer falar?

— Como é sua família, eu nunca os vejo.

— Bom temos a Bianca que é minha irmã, meu pai vive trabalhando e nunca tá em casa, minha mãe morreu no meu parto e meu pai a traiu com a mãe da Hazel, por isso nós temos a mesma idade.

— Entendo.

— E a sua?

— Meu pai sabe que eu vou morrer por ele e eu realmente não me importo, meu irmão é um nerd de computador, mas ele é bem legal, minha mãe teve que fugir porque se não meu pai ia matá-la.

— Porque, o que sua mãe era?

— Não sei, mas ela disse que eu não sou completamente humana, acho que ela quis dizer que eu sou mais do que uma imortal.

— Você quer descobrir o que você é? — Perguntei e ela deu de ombros.

— E se eu for um monstro? — Perguntou ela e eu sorri de leve.

— O que te faz um monstro são suas atitudes não sua espécie.- Disse e ela sorriu. – Você sempre vai ser Thalia Grace.

— Você não me conhece.

— Deixa eu te conhecer Thalia, eu sei que você está longe de ser um monstro, deixa eu te mostrar que você não é.- Disse a encarando e meio surpreso com a minha frase.

Seus olhos azuis pareciam elétricos, como se tivessem raios ali mostrando-se em uma confusão eterna. Colei nossos lábios por impulso, ela estava tão perto e me encarava tão intensamente que eu simplesmente senti vontade de a beijar e foi o que eu fiz, ela levou a mão para meu rosto, puxando mais para si, mas dessa vez era um beijo calmo, mais com carinho do que desejo, nos separamos um pouco depois e ela deitou novamente no meu colo e eu voltei a fazer cafune em sua cabeça até que ela dormiu.

A Grace realmente era confusa, ela não temia morrer, na verdade ela até queria fazer isso, aceitou sua maldição e seu maior medo é ser um monstro, mas ela está longe de ser um.

POV- Thalia

Deitei no colo do Nico e ele ficou mexendo no meu cabelo, a dor tinha passado com seu toque, o que era estranho, mas não me importava com isso nesse momento, eu queria apenas que tudo se resolvesse, eu quase não podia acreditar que tinha visto minha mãe, Luke e a Annabeth ainda estavam em péssimo estado e eu me via culpada por isso, mas precisava resolver tudo, mas o que ela quis dizer para eu tomar minhas próprias decisões e fazer minhas próprias escolhas.

Adormeci lentamente entrando em um mundo aonde eu deveria ter o controle, mas infelizmente essa não é a verdade.

Estava deitada no chão da floresta o lado a minha frente, Nico estava sentado com os pés na água e estava incrivelmente quente, deveria ser verão. Caminhei até ele e me sentei ao seu lado, sua pele estava mais pálida do que o normal, seu rosto exibia veias roxas e seus olhos estavam em uma tonalidade preta, mas eu não sentia medo, nem raiva, apenas me sentei e olhei para a água.

Os peixes fugiam de perto de onde estávamos, a aura do Nico era gigante, mas confortável, ele me deu a mão e foi quando eu notei que raios passavam pelo meu corpo e se espalhavam pela água, ele não parecia se incomodar nenhum pouco.

— Não devia Nico, sabe o que isso significa.

— A maldição entrou em ação e não me importo, vou mata-lo.

— Então eu vou junto.- Disse e ele sorriu e assentiu se levantando me puxando pela mão.

Tudo ficou escuro e eu acordei com um barulho de porta sendo fechada.

Notas finais
Hey cerejinhas, vamos as perguntas. -O que acharam? - O que acham que a lua da tatuagem tem a ver? já que ela se mostrou não ter ligação com o feitiço. - Nico e Thalia, lindos não? - E quem se arrisca a soltar uma interpretação do sonho da Thalia? - O que querem que aconteça? Cerejinhas de perguntas paramos por aqui, mas eu queria falar de uma fanfic Poseitena que eu comecei a postar, quem se interessar, sinopse e link abaixo. Atena após mudar de faculdade no meio do segundo período acaba entrando em um mundo em que o poder e o dinheiro mandam e uma garota humilde que consegue as coisas por que correr atrás se vê perdida em meio de futilidades de pessoas riquinhas mais preocupadas com a imagem do que com o caráter. Porém tudo muda quando um professor coloca Atena com o cara mais cobiçado da faculdade, Poseidon Jackson, um garoto rico com a vida aparentemente perfeita e com todas as garotas comendo em sua mão e com esse trabalho ambos têm um choque de realidade. Poseidon descobre que sua aparência não é tudo para todas as garotas, e Atena descobre que a imagem não reflete a verdade. Curiosidade, desafio tudo isso e meio ao mundo da universidade e de uma luta por poder. https://fanfiction.com.br/historia/679905/Between_power_and_love/ Beijos