Deadly Games

54 Tudo bem, mas vai passar por cima de mim


Notas iniciais
Hey cerejinhas, espero que gostem do capítulo. Boa leitura!!

POV- Annabeth

Sabe quando está indo tudo bom demais para ser verdade? Então saiba que vai dar merda em breve.

Percy entrou comigo no carro e me colocou deitada no banco subindo em cima de mim sem separar nossos lábios, ouvi a porta do carro batendo e eu não entendi como ele conseguiu fazer isso, mas não era hora para questionar.

Arranquei sua blusa e a joguei no banco da frente e comecei a distribuir beijos e chupões pelo seu abdômen quando eu senti como se algo vibrasse dentro de mim, parei o que fazia e deixei que minha mão caísse sobre minha barriga, meus olhos arregalados sem entender o que acontecia.

— Tudo bem Anne? — Percy perguntou, olhei em seus olhos verdes séria.

— Não sei.- Disse com a voz fraca, meu corpo inteiro parecia em um grande choque térmico.

Como um estalo tudo desabou, um grande estrondo praticamente me deixou surda, meus olhos se fecharam e eu pude ouvir o Percy falar algo, mas parecia tão distante, meu corpo parou de vibrar e meus olhos lacrimejavam devido a fumaça.

Abri a porta do carro e me arrastei para fora, quando consegui ver direito era tarde demais meu corpo estava jogado no chão, minhas costas doíam e eu não sabia o que acontecia. Demorei um tempo para encontrar o Percy ele me olhava assustado, não... surpreso, confuso. Desci os olhos pelo meu corpo e foi quando eu notei um escudo, eu por extinto o tinha ativado, tinha mostrado não só a ele, mas a todos que era uma bruxa.

Senti meu corpo se enfraquecendo e tudo se apagou.

...

Acordei com a voz da minha mãe alta em meu ouvido, ela gritava com alguém.

— ELA É MINHA FILHA, NÃO UM EXPERIMENTO! — Minha mãe gritou e isso me fez abrir os olhos, ela falava irritada com Zeus que tentava acalma-la.

— NÃO ME INTERESSA ZEUS, VOCÊ VAI DEIXA-LA SAIR POR BEM OU EU A TIRAREI DALI POR MAL.- Minha mãe gritou irritada, Poseidon que estava ao seu lado olhou surpreso para a mulher, mas continuou calado, enquanto Zeus argumentava.

Poseidon falou algo quando por fim Zeus se calou e minha mãe negou com a cabeça e falou calma algo com ele.

A conversa era estranha, principalmente por eu não ouvir dois terços dela, quando Thalia entrou aonde minha mãe estava com uma arma e atirou contra o vidro que me separava deles deixando todos assustados com a ação da menina.

— O que pensa que está fazendo? — Zeus gritou tirando a arma da mão da garota que não se calou.

— VOCÊ ACHA QUE VAI PRENDER A ANNE, EU VOU TIRAR ELA DALI NEM QUE PARA ISSO EU TENHA QUE PASSAR POR CIMA DE VOCÊ.- Ela gritou com Zeus e ele bateu nela fazendo com que ela caísse no chão.

— As coisas não são simples assim Thalia, acha que pode simplesmente solta-la assim, ela é uma bruxa, todos merecem o mesmo tratamento.- Zeus gritou e eu senti meu corpo tremer, imaginando o mesmo destino que eu tinha dado a diversas outros que já estiveram em meu lugar.

— Se tiver que dar o mesmo destino a ela, vai ter que fazer isso comigo também, mas não sem lutar.

Thalia se levantou irritada e com os olhos em tons alaranjados, seu corpo elétrico fez com que raios passassem por todo o corredor e batessem contra o vidro que cedeu com o poder da garota estilhaçando para todos os lados.

As correntes em meus pulsos se soltaram e eu levantei da cama, minha mãe indicou que eu a seguisse e foi o que eu fiz.

— Obrigada.- Ela disse a Thalia antes de me puxar corredor a fora o mais rápido que ela conseguia com aqueles saltos.

Minha mãe fez com que eu entrasse no carro e quando ela ia fazer o mesmo seu braço foi puxado por de Poseidon.

— Pra onde você vai? — Perguntou ele preocupado.

— Para longe Poseidon.- Ela disse simplesmente e aquilo me assustou.

— Vou convencer Zeus de ficar com ela aqui. – Ele disse e minha mãe sorriu.

— Obrigada, mas até lá manterei distancia, vou apenas buscar Malcon.- Ela disse preocupada olhando para a porta de onde tínhamos vindo.

— Vou resolver isso o mais rápido possível Atena.- Poseidon disse e minha mãe entrou no carro saindo o mais rápido possível.

Ela parou em casa e gritou o nome de Malcon que demorou cerca de um milésimo de segundo para aparecer na porta, ele entrou no carro assim que notou o olhar da mãe.

Minha mãe saiu tão rápido da cidade que tudo em minha mente estava querendo se adaptar, afinal as coisas tinham ocorrido tão rápido que eu simplesmente não acreditava. Seja lá o que tenha acontecido na festa agora eu estou saindo da cidade, todos sabem que eu sou uma criatura e que talvez eu tenha sido uma traidora dependendo do que eles avaliassem, minha melhor amiga também é uma criatura assim como o namorado dela e nada faz mais sentido.

— Para onde estamos indo? — Perguntei depois de um tempo e minha mãe me olhou com um sorriso doce.

— Acho que está na hora de vocês dois aprenderem a usar seus poderes.- Ela disse e eu levantei uma sobrancelha.

— Vamos para uma escola? Tipo Hogwarts? — Perguntei e ela riu.

— Sim é uma escola, mas não tem nada a ver com Hogwarts.- Ela disse e eu assenti olhando para a janela.

O mar estava logo a baixo de nós e a estrada que minha mãe parecia conhecer muito bem ficava cada vez mais esburacada, até que por fim paramos em frente a uma parede branca no meio do nada, a mesma estava completamente pichada e parecia resquícios de algo que um dia existiu.

Minha mãe desceu do carro e indicou para que continuássemos no mesmo. Ela parou em frente a parede e murmurou algo que eu não consegui ouvir, e os tijolos começaram a se mexer em sincronia, minha mãe andou novamente até o carro, entrou nele, acelerou em direção ao buraco que tinha formado na parede.

Entramos em uma estrada de paralelepípedos e ela nos guiou por uma cidade bem parecida com Veneza ou uma cidade antiga, até que chegamos em uma casa de quatro andares em tons de cinza e uma mulher ruiva saiu sorrindo.

— Atena.- Ela disse a minha mãe que descia do carro.

Morgana.— Minha mãe disse um pouco rude, como se não gostasse da mulher.

— Desistiu de achar que pode criar seus filhos longe do mundo mágico? — Ela perguntou ao ver eu e Malcon descer do carro.

— Não, vim temporariamente, voltarei em breve e nunca os mantive longe do nosso mundo, cuidei de perto para que muitos de nós não fossem mortos.- Minha mãe disse irritada e indicou que nós a seguíssemos ignorando a mulher que tinha cara de tacho agora.

Caminhei para dentro da casa e subimos algumas escadas.

— Esse é o abrigo, vou tentar adquirir a minha antiga casa, mas até lá ficaremos no meu antigo quarto aqui.- Minha mãe disse abrindo uma porta no primeiro andar.

O quarto era gigante, tinha três beliches e não parecia ser abitado a anos, Malcon correu para a beliche e eu olhei para a minha mãe que respirou fundo e murmurou para apenas eu ouvir.

— Cuide do Malcon e não saiam daqui, vou ter que conversar com o conselho.- Disse ela e eu assenti.

Minha mãe saiu do quarto e eu me encaminhei até um dos beliches e me sentei na mesma me encostando na parede e tentando pensar mais.

Notas finais
Hey desculpe por não ter ficado tão bom, ando bem desanimada atualmente, não é a primeira vez que passo por uma fase dessa, vou tentar me recuperar antes do próximo capítulo de sabe se lá qual fanfic eu poste. — O que acharam? — O que acharam da Morgana? Alguma opinião? — O que querem que aconteça? Beijos e até