Notas iniciais
Hey cerejinhas olha quem voltou!!! Vou deixar vocês lerem logo o capítulo e falo com vocês nas notas finais. Espero que gostem e boa leitura!

POV- Thalia

Meu pai gritava comigo e eu me mantive em silêncio no sofá, mesmo que minha vontade fosse gritar horrores com ele eu não estava afim de me irritar mais. Poseidon tentava acalmar meu pai e Percy estava em silêncio observando tudo ao redor, porque até eu mesma tinha mostrado o meu outro lado que eu escondia de todos.

Meu pai por fim respirou fundo, mas claramente não tinha aceitado a Annabeth, ele indicou para que eu saísse e foi o que eu fiz, levantei e fui para fora de casa e o Percy me acompanhou.

— Quer dizer que eu sou o único humano dessa cidade? — Perguntou ele e eu ri de leve.

— Não duvidaria nada se você fosse uma criatura também, mas não, tem sim mais humanos.- Disse e ele riu.

— Será que eu aprendo a soltar raios como você? — Ele perguntou passando os braços envolta do meu ombro me puxando para ele me fazendo rir.

— Acho que não, mas podemos tentar.- Disse e ele riu.

— Acha que a Anne ficou com medo de como iriamos reagir a ela? — Percy perguntou sem jeito e eu dei de ombros.

— Acho que pelo modo que vivemos atualmente ser uma criatura é algo que não é tão comum assim.- Disse vendo pelo meu próprio caso.

— Acha que seu pai vai aceita-la? — Perguntou sabendo que precisaria do acordo dos dois, pois Anne não voltaria para correr risco de vida.

Caminhamos lado a lado em direção a nossa casa, afinal não tínhamos vindo de carro e eu não pediria carona ao meu pai e acho que Percy não cogitou a essa hipótese com o pai dele. Até que a casa era relativamente próxima a minha casa então não demorou para que chegássemos lá.

Subi para o meu quarto e peguei uma roupa qualquer e indo ao banheiro para tomar um banho relaxante.

POV- Annabeth

Sai do banho vestindo uma roupa que minha mãe arranjou para mim, entrei no quarto e encontrei apenas Malcolm, vestindo uma roupa parecida com a minha, porém em versão masculina. Fui em direção a cama me sentando na mesma novamente e passando a mão pelos meus cabelos molhados e não fiquei muito tempo ali até minha mãe entrar no quarto.

— Venham, vou apresentar tudo a vocês- Minha mãe disse e eu levantei a seguindo sem muita emoção, apenas queria sair daquele quarto.

Ela não falou nada sobre a casa que nos encontrávamos e não demorou para assim que sairmos vermos a cidade ocupada por pessoas. Um grande circulo, como uma praça, ficava em frente a casa e tinham algumas cadeiras de ferro postas, com vários adolescentes sentados e a tal de Morgana ensinando algo.

— Sobre o que eles estão falando? — Perguntei e minha mãe me olhou sorrindo de leve.

— Caçadores, mesmo comigo tentando desviar nós mesmos das bruxas é basicamente impossível o número de mortes de bruxas é cada vez maior, estão tentando preparar as bruxas jovens para desviar deles, ou até mesmo como quebrar a imortalidade, afinal isso não é natural.- Disse minha mãe e aquilo me surpreendeu, quebrar a imortalidade era algo certo, mas seria a mesma coisa do que mata-los.

— Concorda com isso? — Perguntei e ela deu de ombros.

—Antigamente sim, fui eu que dei a ideia, mas me arrependo disso atualmente- Minha mãe disse me surpreendendo, mas antes que eu pudesse perguntar algo a tal Morgana que palestrava disse.

— Temos mais dois integrantes, bruxos, filhos da bruxa Atena, ex conselheira chefe, integrante da família Palas, se juntem a nós por favor.- A ruiva disse e eu soube que não era a melhor opção, mas sabia que não tinha outra.

Minha mãe indicou que fossemos até lá, sentamo-nos nas cadeiras na fileira da frente, minha mãe ficou em pé, mas afastada de nós, porém com seus olhos sem desviar nenhum momento de nossa pessoa.

A mulher retomou sua fala atacando os caçadores com ódio intenso, ela falava coisas absurdamente falsas sobre nós, porém todos acreditavam, aparentemente ninguém sabia como éramos realmente o único acesso de informações sobre nós era o que ela passava, e aparentemente éramos quase demônios sem coração.

O que ela possuía era tudo falso, ela falava até de armas que nós nunca possuímos, juro que se tivéssemos um terço das armas que ela falava que nós possuíamos as bruxas estariam extintas a anos e não só elas, no caso, nós, mas todas as criaturas que existem na face da terra.

Uma senhora subiu pequeno palanque do nada que, ficando ao lado da ruiva que tinha domínio do público, mas ficou visível de que aquela senhora era temida, o clima ficou tenso, como se o próprio Zeus tivesse ali na frente.

A própria Morgana se calou e deu espaço para a senhora, interrompendo o que dizia.

— Como sabem eu cuido de cada bruxa de nosso conselho, independente dela ter nascido aqui ou não e eu não posso deixar passar o fato de termos uma assassina aqui entre nós.- A senhora disse causando alvoroço na multidão.

Minha mãe passou o olhar entre mim e a senhora e tive certeza que seria eu a vítima da acusação. A senhora me encarou decepcionada como se eu devesse algo a ela.

— Desculpe, você não tem culpa da criação falha que sua mãe lhe ofereceu, mas desde que ela deixou o complexo ela não é mais a mesma, talvez o ato de se gabar de ser a única que voltou viva dos caçadores, talvez o fato de ter se infiltrado neles, talvez o fato de não poder te privar desse mundo tenha feito ela agir como ela agiu e deixado que um monstro tenha sido criado. — A senhora disse olhando para mim, minha mãe deu um passo à frente, porém recebeu um olhar de reprovação.- Mas a senhorita é jovem, acompanhei todo o seu percurso até então, não tirou tantas vidas, pode ser perdoada o que fez foi por culpa da sua mãe, não sua, porém, a escolha agora é totalmente sua, escolha nosso lado e podemos cuidar da sua purificação, Palas.

Os olhos de todos estavam sobre mim, Malcolm tremia ele não era acostumado a isso.

— Diga algo.- Alguém gritou com revolta.

— Não tenho porque pedir desculpas, tudo que fiz foi para defender uma causa, nada foi a mando de alguém, todo o sangue que eu derramei, independente da espécie não fiz por uma ordem, fiz por uma crença, infelizmente não estava certa em tudo, as coisas mudaram e eu não sabia da minha espécie, mas eu sou uma caçadora e meu nome não é Palas é Chase. – Disse séria sem me dar o trabalho de levantar, minha mãe sorriu para mim.

— Chase? — Alguém perguntou e eu olhei em sua direção.

Era um garoto magro, entre doze e treze anos de idade, ele usava a mesma roupa que Malcolm, um pouco mais apertada, como se tivesse aquele uniforme a tempos. Ele grunhiu como se conhecesse esse nome a tempos.

— Braço direito de Thalia Grace, seguidora de Zeus, caçadora direta do mesmo, rastreadora, com cota de 1954 mortes nas costas?

Olhei surpresa, não sabia o que responder, nem se aquele número estava certo, nunca contei.

— Sim, eu acho. – Disse incerta e ele tentou vir em minha direção, mas o mesmo foi jogado longe.

Minha mãe olhou séria para ele.

— Eu sou uma bruxa, criei mais da metades das leias atuais do conselho, conheço-as muito bem, mas se alguém tentar chegar perto de um dos meus filhos toda a luta para manter os caçadores longe das bruxas vai ser em vão, pois eu não deixarei que uma bruxa sequer sobre para tentar vingança- Minha mãe disse séria, seus olhos estavam totalmente cinza e ela olhou para a senhora do palanque.- Pare de tacar a culpa na minha filha, sim ela é caçadora, sim ela já matou, assim como eu e você já mandou diversas de nós para a fogueira por desobedecer a regras sem cabimento, a senhora decidiu que deveríamos espionar os Imortais de perto, eu me ofereci, mas por não gostar disso, por não aceitar que eu quebrei a linhagem pura em prol da sociedade bruxa, que comecei a pensar por mim própria e a questionar o modo que os ancestrais nos ensinaram a pensar, quer julgar minha filha e provavelmente converterá algum acontecimento em calunias ao meu filho também, mas não é assim que as coisas funcionam, nunca foram e nunca serão.

— Você é uma vergonha para a nossa família.- A mulher disse séria e minha mãe riu como se aquilo não fosse nada.

— Estaria preocupada se fosse motivo de orgulho.- Atena disse e indicou que eu e Malcolm nos levantássemos.

— Vamos para onde? — Perguntei a seguindo.

— Para minha antiga casa e não saiam sozinhos, pode ser perigoso e você não está armada para enfrenta-las.- Minha mãe disse prendendo o cabelo loiro em um coque e nos guiou pelas ruas até uma casa branca pequena e simples, com várias plantas em seu redor.

Notas finais
Hey cerejinhas. Bem temos algumas coisas para conversar aqui. — Desculpe a demora, juro foi meio que tipo necessário. Quem não lê outras fanfics minhas provavelmente não tá acostumado, mas em tempos em tempos eu tenho uns bloqueios e é meio quando eu mudo meu estilo de escrita um pouco, pois eu começo a achar uma bosta minhas ideias, nada sai bom começo a criticar a porra toda, fico com bloqueio de ideia, a preguiça junta com o desanimo e outras coisas para fazer como ficar lendo, ou sei lá deitada encarando o teto e dá que eu não escrevo. — Adivinhem quem leu As Provações de Apolo e amou? Eu mesma. Mas não se preocupem não fui influenciada por Solangelo, firme e forte aqui com Thalico melhor casal ever. ♥ Quem leu dê sua opinião nos comentários. — Para quem lê outras fanfics minhas tenha calma, volto em breve, vou me arrumar aos poucos. — Para quem não lê, leia, recomendo. Hahaha — Para quem lia minha fanfic com a MaryDiÂngelo, me desculpa por ter excluído, mas não deu certo, sorry! — O que acharam do capítulo? — O que querem que aconteça? — Sentiram alguma diferença na escrita? Acharam melhor? Pior? Não notaram diferença? — O que querem que aconteça? — Alguém desenvolveu alguma teoria enquanto eu fiquei sem postar? Não né? Imaginei! Acho que só isso mesmo. Beijos e até!