Deadly Games
48 Seres sagrados
Notas iniciais
POV-Thalia
— O que faz aqui? — Perguntei irritada caminhando até ela.
— Você é meio lerda, precisa da minha ajuda.- Ela disse e isso me irritou, eu por algum motivo estava cada vez mais irritada.
— Se você é tão esperta me fala tudo que tá acontecendo, pois aparentemente você tem as respostas.- Disse agora de frente para ela que riu de leve.
— Eu já estou te ajudando demais Thalia, acha mesmo que uma caixa de bruxa ia mexer com a eletricidade? — Perguntou e eu grunhi irritada.
— Foi você?
— Precisava chamar sua atenção minha filha, preciso que acorde.
— Eu estou bem do jeito que estou e se não vai falar as respostas pode se retirar.- Disse virando de costas para ela tentando me controlar ao máximo.
— Queria que fosse fácil assim... Não posso te falar filha, seria pedir para ser morta, ou algo pior, mas os pontos têm ligação Thalia, ligue-os e vai chegar aonde você quer.- Ela disse e eu quis voar em cima dela naquele momento, mas me contive.
— Como você sabe tudo isso? Como sabe as respostas?Já pensou que pode estar errada esse tempo todo.
— Eu não estou, mas acredite no que você quiser.
— Como quer que eu ligue os pontos se não os tenho?
— Você tem Thalia, eles estão em sua frente, estão bem debaixo do seu nariz, descubra-os e as ligações vão ter algum sentido.
— Porque quer que eu descubra? — Disse a encarando nos fundos dos olhos.
— Porque me preocupo com você.- Ela disse e um campo elétrico surgiu do chão e ela desapareceu em minha frente, deixando apenas uma grama queimada.
Bufei e caminhei até aonde ela estava, segundos antes, pegando a adaga, passei a mão pelos raios e meu coração disparou, a base da adaga estava soltando? Puxei a base da adaga fazendo com que eu me cortasse um pouco e um papel caiu no chão.
Era um compartimento secreto?
Peguei o papel e me sentei no chão para o ler.
A vida e a morte
O início e o fim
Tudo tem seu princípio e tudo tem seu fim.
O tempo não é infinito
E com isso o motivo virá
Em um momento inoportuno
Depois de traições, guerras e uma falsa paz
O motivo determinará o que verdadeiramente irá acontecer
Pois o destino foi traçado
E com isso o tempo terá seu fim
E renascerá da morte
O poder que um dia foi preso.
Olhei pasma para o que tinha em minhas mãos, era a profecia, a profecia que existe a anos, atormenta a todos por ninguém saber a verdade, ela estava em minhas mãos sempre.
— Thalia tá tudo bem? — Percy perguntou e eu neguei com a cabeça olhando o papel em minhas mãos- O que é isso?
Ele disse sentando em minha frente e pegando o papel em minha mão e o lendo em silêncio, sua surpresa ficou evidente em seu rosto com o decorrer da leitura, afinal quem não ficaria surpreso?
— Isso é realmente...? — Ele perguntou me olhando.
Assenti e ele se deixou seu corpo relaxar e olhou o pequeno papel que esteve escondido inconscientemente comigo a vida inteira, desde que eu ganhei essa adaga tive o máximo de cuidado com a mesma e agora descubro que a mesma era apenas um compartimento secreto, Jason tem uma igual... será que?
— Eu tenho que falar com o meu irmão.- Disse me levantando e pegando a adaga vendo se não tinha mais nada na mesma, mas agora ela estava vazia.
Fechei-a após guardar a profecia na mesma e fui o mais rápido possível para a minha casa novamente.
Assim que entrei pela porta da frente sendo seguida pelo Percy todos me olharam irritados, com exceção da Annabeth que apenas me olhou surpresa.
— Jason! — Fui até ele em passos largos.
— O que? — Ele perguntou para mim, mas seus olhos estavam no moreno que me acompanhava.
— Deixa o Percy e me passa a sua adaga.- Disse e ele me olhou confuso.
— Porque quer minha adaga? — Perguntou ele e eu revirei os olhos.
— Jason! — Disse irritada e ele pegou a adaga e me entregou.
Girei abrindo o compartimento e o abri e logo um papel caiu do mesmo, em cima da mesa. Todos me olharam surpresos, com exceção do Percy que abriu o papel rapidamente.
Era o desenho de minha tatuagem, a lua estava marcada como escrito vida, tempo, morte, como uma linha cronológica, e uma tradução do mandarim para o latim que simbolizava um feitiço a parte escrita da tatuagem, um feitiço para encontrar os seres sagrados.
Morte, vida, tempo, fome, peste, guerra, luxuria, inveja, gula, avareza, ira, preguiça e soberba.
Imaginar esses seres como algo vivo era realmente estranho, mas a partir do momento em que eu estou ficando com o filho da morte eu realmente não sei muito o que esperar, mas já deveria ter me acostumado com a ideia.
Peguei o papel e guardei no bolso, fechando a adaga do Jason e o devolvendo.
— Você não vai ficar com esse papel.- Meu pai disse irritado.
— É claro que vou, a tatuagem está em meu corpo não no seu.- Disse e ele me olhou irritado.
— Quando vai amadurecer Thalia?
— Quando vai tentar parar de mandar em mim? – Perguntei irritada cruzando os braços abaixo dos seios e senti a mão do Percy em meu ombro, como se para me acalmar.
— Vamos? — Ele perguntou e eu assenti.
— Claro, e aproposito, a minha mãe está na cidade, dá um oi pra ela a qualquer hora.- Disse e sai sendo seguida por Percy que não comentou nada.
Uma das coisas que eu gosto bastante no Percy é que ele não comenta nada quando não tem que falar, ele não é inconveniente como a maioria das pessoas em algum momento da vida dele ele aprendeu a hora de falar e a hora de ouvir e eu agradeço muito por isso, pois eu realmente não estou disposta a ficar ouvindo merda.
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