Deadly Games
49 Amigas?
Notas iniciais
POV- Thalia
Era quase anormal ter escola depois das mudanças em que nossa vida acarretou nesses últimos dias, saber que minha mãe era conhecedora da profecia esse tempo todo e que ela esteve na palma da minha mão desde que eu recebi a adaga de presente era realmente frustrante.
Parei em frente ao meu armário e fui surpreendida com uma Piper me puxando para o banheiro sem mesmo me falar o porquê.
— Ei, o que pensa que está fazendo? — Disse a olhando e ela sorriu.
— Eu sei que provavelmente as coisas vão ficar estranhas novamente, porém também acho que está na hora de nos acertarmos, nem que seja por um momento.- Piper disse ainda com um sorriso no rosto.
— Esse é o único motivo? — Perguntei e seu sorriso desapareceu por um milésimo de segundo e depois ganhou forma em seu rosto.
— Não, eu sinto saudades das minhas irmãs Thalia e você é o meio mais próximo que eu tenho delas e você não tem ideia de quanto eu acho isso estranho.
— Pera, então basicamente você está sugerindo uma reunião...
— Não, eu quero sei lá algo mais descontraído, uma festa quem sabe? — Pediu ela e eu ri um pouco.
Era engraçado ela propor uma festa em uma situação como essa, tudo, e sim basicamente tudo estava um caos e ela agora nesse exato momento estrava promovendo uma festa.
— Então quer que façamos uma festa para o que a escola inteira? — Perguntei e ela deu de ombros.
— Porque não? Além disso todos sabem que temos mais conhecimentos sobre coisas sobrenaturais do que qualquer um e vai ser um ótimo meio de começar a normalização das coisas pela cidade.
Se ela realmente fazia isso pelas irmãs eu realmente não sei, mas a proposta com certeza era interessante e eu realmente não conseguia ver nenhum estilo de que ela estava mentindo e além do mais ela aparentemente tinha se arrependido de ter entregado eu e Percy e agora eu estava trabalhando com ela e meu irmão e inclusive Ares, tínhamos voltado a se unir e as informações realmente estava fluindo bem as novas descobertas não tinham nos direcionado nenhum caminho evidente então...
— Tudo bem para mim, vamos anunciar a festa hoje no intervalo.- Disse e ela assentiu e saímos do banheiro.
O resto do dia passou incrivelmente rápido sem nada interessante, tive algumas aulas chatas e por incrível que pareça não dormi nem matei nenhuma, mas obviamente eu estava prestando mais atenção nos meus rascunhos sem direção nenhuma sobre a profecia e a tatuagem em minhas costas do que realmente no que a professora ou professor falavam até que finalmente o intervalo foi anunciado pelo sinal irritante.
Caminhei até o refeitório que já tinha sido “dominado” por pessoas de todos os grupos, a falação realmente era algo predominante no mesmo. Sentei-me de frente ao Percy que mexia no celular rapidamente e eu o cutuquei.
— Anne? — Ele riu e revirou os olhos.
— Quem dera, a Rachel disse que eu devo explicações a ela, e ela quer saber o porquê eu trai ela se foi por causa do castigo essas coisas.
— Castigo? — Perguntei rindo e ele revirou os olhos.
— É que quando eu sumi um dia ai ela achou que eu estava com você então ela disse que ficaríamos um tempo sem sexo. – Disse Percy e eu ri do comentário.
— Gente.- Piper falou em um megafone subindo em cima da mesa.
O refeitório se silenciou, alguns com medo do que ela ia falar, com o drama correndo solto na cidade o pânico se estala rapidamente na mesma.
Piper me olhou e eu assenti me levantando e subindo em cima da mesa com ela.
— Então cambada.- Disse pegando o megafone dela.- Eu estava conversando com a Piper e decidimos que para comemorar a paz, mesmo que talvez passageira, entre os grupos deveríamos fazer uma festa.
— A festa será realizada no galpão colocaremos no facebook o endereço bem mais informado que isso, a festa vai ser amanhã à noite e tá todo mundo convidado, levem o que quiserem beber.- Piper disse após pegar o megafone da minha mão.
Descemos da mesa e logo uma Silena confusa veio até a gente.
— Desde quando são amigas? — Ela perguntou se direcionando a mim.
— Não somos, mas como falamos temos que aproveitar essa paz, mesmo que ela não dure muito tempo.- Disse e ela assentiu e olhou a irmã que sorriu para ela.
Silena inspirou fundo e deu as costas sem sorrir. Eu tinha noção de quanto era difícil para ela ficar longe da irmã e ela meio que tinha se acostumado a ignorar, mas infelizmente isso não é algo que se possa fazer assim facilmente.
Sentei-me a mesa novamente e o Percy tinha um olhar surpreso, mas por fim ele deu de ombros e voltou em sua DR com a Rachel.
POV- Bianca
Andava pelos corredores da escola realmente confusa, eu me sentia mal por está traindo o meu pai, afinal sei que o que ele faz é pelo bem do Nico, mas matar inocentes, mesmo ele sendo a morte, não é certo.
Claro que ele não se importa, não é ele que tem que dar a notícia que a vida da pessoa acabou, não é ele que ver a pessoa desabar em seus braços em dúvida, querendo saber o que será agora, céu, inferno, purgatório? Tantas dúvidas sem respostas, a morte em si, não o a pessoa, mas o ato é algo doloroso, imagino o quão ruim deve ser morrer, mas talvez se eu morresse não fizesse diferença, afinal eu não sei muito bem o que é viver.
A vida também é algo complexo, afinal como tem a morte e não a vida? Sempre me questionei porque nunca conheci a vida, eu sou uma ceifeira, deveria conhecer já que eu faço a transição entre os dois mundos.
Se todos são seres vivos, a morte, o tempo, fome, peste... todos são seres vivos, conheço alguns, já ouvi falar de outros, mas afinal, porque nunca ouvi falar da vida?
Será que a vida está morta? Mas qual o sentido disso afinal ainda há vida...
— Isso não faz sentido...- Falei baixo, ou talvez não.
— O que não faz sentido? — Leo perguntou aparecendo do meu lado e me dando um susto o que foi realmente estranho, não levo sustos facilmente.
— Estava apenas pensando.- Disse e ele assentiu.
— Eu também faço isso, mas geralmente meus pensamentos fazem sentido e eu os coloco em pratica.
— Entendo...- Disse e ele assentiu. – Já pensou no sentido da vida?
— Como assim?
— Sei lá, como estamos vivos?
— Acho que não quer uma explicação cientifica né?
— Eu acredito na cientifica, mas também acredito na espiritual, acredite conheço diversas teorias, eu quero ouvir a sua.- Disse e ele assentiu novamente sorrindo.
— Tudo bem, hã... Acredito que temos aqui um objetivo, talvez um ser tenha traçado nossos destinos e tudo que pensamos ser improvável ou simples coincidência simplesmente tenha um motivo para ter acontecido, afinal eu não acredito ter em coincidências, exemplo eu sou órfão, acredito que nasci nessa cidade, se é que eu nasci nela mesmo por um motivo, afinal que cidade que recebe o nome de Monte do Trovão em alemão e dois meses depois tem a incidência de maior quantidade de trovões, raios e campo eletromagnético ativos na face da terra virando um ima natural para coisas “não naturais”- Ele disse fazendo aspas no ar.
— Acredita que um ser criou não só a nossa vida, mas sim o nosso destino todo, como um livro traçando histórias de todos? — Perguntei e ele assentiu.
— Acho que podemos definir isso assim, acho que ainda temos muitas coisas para descobrir, mas assim como tudo tem um princípio, tudo tem um fim e principalmente tudo tem um recomeço.
— Gosto das suas teorias Leo.- Disse e ele riu.
— Acho que podemos debater mais delas em uma lanchonete hoje à tarde.- Ele disse e eu ri assentindo.
— Porque não? — Disse e ele sorriu.
— Então nos encontramos no portão na hora da saída? — Ele perguntou animado.
— Claro.
Ele sorriu e nesse momento o sinal bateu nos fazendo termos que nos separar.
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