Deadly Games

37 Quer minha ajuda?


Notas iniciais
Hey cerejinhas tudo bem com vocês?? Meu amor do meu coração chamada Fernanda Cardoso, muito obrigada pela recomendação sua diva, juro eu quase engasguei por estar almoçando na hora que eu vi o comentário e mandei muitas mensagens para minha amiga, tipo Recomendaram DG, uhuuuuuu. Tuts tuts tust. Bom obrigada e boa leitura!

POV- Thalia

Nico parou o carro na praça, tínhamos tido uma ótima noite, ele insistia para me deixar em casa, mas realmente eu não queria explicar que tinha sido banida e acho que seria melhor deixar ele desenformado de algumas coisas, não preciso detalhar toda a minha vida para ele.

— Lia...- Ele me chamou assim que eu desci do carro vindo até mim.

Foi uma sensação entranho, desde que minha mãe me largou que ninguém me chamava de Lia, virei para ele que estava de pé com a mão do bolso, sorri de leve e cruzei os braços abaixo do peito.

— Sim?- Perguntei e ele sorriu.

— Você disse que queria descobrir o que você é não disse?

— Aonde quer chegar?

— Quer minha ajuda?

Levantei o olhar surpresa com a pergunta, treinar meus poderes, se é que eu tinha um, era realmente algo que poderia me ajudar, principalmente agora que tinha sido banida aumentar esse fator poderia ser vantajoso.

— Como pretende me ajudar?- Perguntei curiosa e ele sorriu dando de ombros.

— Vai ter que descobrir.

Ri com o comentário e assenti e ele sorriu e indicou que entrasse no carro, ele me levou para a casa dela, fiquei assustada com a segurança da fronteira, eles não estavam se preocupando em se disfarçar, tinham armas e vi até Ares com a arma em mão, me abaixei assim que passei pela mesma, acho que meu irmão me viu, mas ele não comentou.

Logo estávamos na floresta de frente para o lago, tirei o sapato por ele ser de salto e estar me incomodando, principalmente por estarmos andando na terra fofa, ele se possicionol atrás de mim, colocando a mão em minha cintura.

— O que está fazendo?

— Relaxa...- Ele disse baixo no pé do meu ouvido.

— Nico...

— Fecha os olhos.- Ele disse colando seu corpo ao meu.

Fiz o que ele mandou depois de um conflito de alguns segundos internamente, respirei fundo e tentei relaxar ao máximo, meu corpo estava leve, deixei minha cabeça tombar me apoiando ao corpo do Nico.

— Quero que procure algo marcante dentro de você, algo que traga seu poder a tona.

Ri leve com o comentário, aquilo estava ridículo, mas fiz o que ele me mandou, vaguei por minhas memórias em qualquer coisa que pudesse trazer meu poder a tona, se é que eu tinha um, mas eu parecia normal, não conseguia pensar em nada e aquilo era frustrante, mas esperado.

Senti a mão do Nico se movendo, descendo da minha cintura para o meu quadril, senti por algum motivo raiva, satisfação, alegria e novamente como se estivesse faltando algo. Meu coração acelerou, senti algo diferente, mas estranhamente comum, senti como se aquilo já tivesse acontecido antes.

Virei-me para o Nico encarando aquele abismo que seus olhos pareciam passar, um abismo sem fim, com emoções e mentiras, julgamentos e confusões que ele parecia estar, suas duvidas, seus questionamentos.

— Você sabe não sabe? Sabe o que eu sou.

Ele abaixou seu olhar, dos meus olhos a minha boca voltando ao meu olhar, eu queria beija-lo, mas também queria entender.

— O que está escondendo de mim Nico?

— Coisas demais para serem explicadas em uma simples conversa.

— Foi você que o matou? Matou o monstro que iria tirar minha vida, você me salvou.

— Não foi a primeira e acho que não será a última.

— Porque? Porque apagou minha memória.

— Porque um de nós dois tem que morrer, e esse alguém é você.

Meu coração bateu mais rápido, sentia como se uma onda de poder me invadisse, senti a eletricidade passasse por todo o meu ser, drenando tudo que a dentro de mim, principalmente tudo que me prendia a um ódio que eu não entendia a razão.

— Você é um monstro Nico?

— Sou.

— Por suas atitudes ou por suas espécies?

— Porque você não descobre? — Ele perguntou e me puxou para um beijo.

Empurrei o Nico longe, ele bateu com uma árvore que quebrou, ele riu e se endireitou, sem efeito como se aquilo não fosse nada, caminhei até ele tirando minha adaga da cintura, senti a raiva crescente dentro de mim, ele apagou minha memória, ele brincou comigo, ele é um monstro, uma criatura que merece a morte.

Investi com a adaga em sua direção, mas ele era mais rápido desviava com facilidade, ele ia em direção ao rio, cada vez dando passos mais para trais e quando seu pés encostaram no mesmo ele me puxou, me colocando de joelho me fazendo olhar o meu reflexo na água parada, os olhos laranja fogo brilhando, a onda de poder que se passava.

— Você também é uma criatura Thalia, vai ser vista como monstro para muitos, mas você se consideraria um sendo que nunca fez o mal a ninguém?

Empurrei seu braço para me soltar e ele me girou, deitando-me na terra e subindo em cima de mim, aquilo tudo era estranho demais para mim, confuso demais. Nico foi puxado de cima de mim, jogado longe por um monstro, a criatura ria parecendo impressiona.

— Como é fofo ver o filho da morte apaixonadinho.- Ela disse rindo e me encarando.- Sinto que terei que te matar amor.

Ela pisou no meu pescoço o levando para debaixo d’água impedindo que eu respirasse, acho que definitivamente eu tenho que morrer afogada, o peso do seu pé foi tirado e eu me sentei fazendo com que o ar entrasse no meu pulmão.

Nico tinha a mulher pendurada pelo pescoço, ele a prendia na árvore, sua pele pálida repleta de veias roxas e olhos negros dando uma aparência assustadora ao mesmo, ele colocou a outra mão no ombro dela a empurrando para baixo, fazendo força para sentidos opostos até que a cabeça da criatura foi arrancada e o corpo dela virou cinzas.

Ele olhou para mim, respirando um pouco pesado e sua aparência voltou ao normal, e ele em passos largos veio até mim esticando a mão para me ajudar a levantar.

— Você está bem?- Perguntou e eu assenti.

— Não ache que por...

— Thalia me poupe de sermão falando que vai me matar, sou imortal, filho da morte, deveria estar se preocupando com sua vida e não com tirar a minha.

— Não me importo de morrer no caminho se isso significa um monstro a menos no mundo, ou no caso dois.

Notas finais
- O que acharam? - Thalia descobriu novamente o que o Nico vai fazer dessa vez? Não tenho muitas perguntas mesmo, tipo juro, então fica por isso mesmo. Beijos e até!