Deadly Games
1 Prólogo
Notas iniciais
Eu pensei que a morte fosse algo mais doloroso, quem sabe mais sombrio, mas eu me sentia incrivelmente leve, meu corpo estava deitado sobre um chão frio e uma água escorria sobre ele, vindo da minha cabeça até meus pés e eu realmente não queria saber o que era.
Me sentei com facilidade eu estava no que parecia ser uma calçada e tinha uma enorme fila dando voltas pela estrada, todas as pessoas pareciam tristes, confusas e apenas aceitando o fato de que suas vidas medíocres tinham acabado.
— Você deu muito trabalho ao meu pai.- Uma voz rouca masculina surgiu ao meu lado.
Em uma pedra, sentado, eu podia vê-lo, ele não parecia confuso, não parecia com medo ele apenas parecia ter aceitado seu destino, seu corpo em si estava desfocado e a única coisa que eu podia ver com clareza era seus olhos negros e eu sabia que em meio aquele mundo preto e branco eles eram lindos.
— Como...?
— Você escapou da morte inúmeras vezes Grace e não posso evitar de ficar feliz pelo fato de finalmente meu pai vai parar de reclamar de suas “fugas”- ele fez aspas no ar enquanto pronunciava a palavra fugas.
— Então eu estou realmente morta? — Perguntei e ele riu.
— Está entre a vida e a morte para ser mais exato, por isso não consegue me vê direito.
— E vou ter que enfrentar fila? — Perguntei olhando a fila quilométrica que estava ao meu lado.
Uma risada ecoou por todo o ambiente as pessoas na fila se encolheram, o garoto de olhos negros fitou atrás de mim e eu sabia que ele estava ali, seja lá quem for.
A pessoa dona da risada ia falar algo, mas meu abdômen começou a doer de uma forma inexplicável, meu pulmão começou a arder e eu fechei os olhos para tentar suportar a dor que eu sentia, meu corpo se chocou contra o chão frio, e ele não era mais solido era areia.
Abri os olhos novamente e agora eu fitava os olhos castanhos avermelhados do meu primo Ares e sua expressão de preocupado se tornou alivio em poucos segundo, eu tossia engasgada com a água salgada.
— O que...? — Perguntei rouca, não me lembrava de muita coisa apenas aqueles olhos.
— Descansa, depois conversamos. — Ares disse me pegando no colo e eu apaguei.
Cenas vinham em minha mente, o carro fazendo a curva errada, o tiro, o barulho do pneu estourando, tudo vinha tão rápido e tão confuso e por fim aqueles olhos negros me fitando feliz por não ter que ouvir a reclamação do pai e por minha morte e tudo se apagou.
...
Ela sumiu, meu pai explodiu de raiva ele odiava não cumprir o trabalho direito, e esse trabalho incluía Thalia Grace morta antes dela se tornar imortal, porque ela não deveria ser imortal.
Meu pai me olhou furioso e sabia que ia sobrar para mim, mas não tanto ao ponto dele me dizer aquelas palavras.
— Você vai atrás dela, vai matá-la com suas próprias mãos Nico e não volta para cá antes de cumprir sua tarefa. — Ele disse e bateu seu cajado no chão e eu acordei em uma floresta com apenas a roupa do corpo no meio da neve.
Ótimo agora virei ceifeiro ou quem sabe assassino de aluguel?
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