Notas iniciais
Hey cerejinhas, eu tive essa ideia meio do nada, por isso vai ser apenas um teste e dependendo do que vocês me digam eu continuo ou não. Então boa leitura e até!!

Eu pensei que a morte fosse algo mais doloroso, quem sabe mais sombrio, mas eu me sentia incrivelmente leve, meu corpo estava deitado sobre um chão frio e uma água escorria sobre ele, vindo da minha cabeça até meus pés e eu realmente não queria saber o que era.

Me sentei com facilidade eu estava no que parecia ser uma calçada e tinha uma enorme fila dando voltas pela estrada, todas as pessoas pareciam tristes, confusas e apenas aceitando o fato de que suas vidas medíocres tinham acabado.

— Você deu muito trabalho ao meu pai.- Uma voz rouca masculina surgiu ao meu lado.

Em uma pedra, sentado, eu podia vê-lo, ele não parecia confuso, não parecia com medo ele apenas parecia ter aceitado seu destino, seu corpo em si estava desfocado e a única coisa que eu podia ver com clareza era seus olhos negros e eu sabia que em meio aquele mundo preto e branco eles eram lindos.

— Como...?

— Você escapou da morte inúmeras vezes Grace e não posso evitar de ficar feliz pelo fato de finalmente meu pai vai parar de reclamar de suas “fugas”- ele fez aspas no ar enquanto pronunciava a palavra fugas.

— Então eu estou realmente morta? — Perguntei e ele riu.

— Está entre a vida e a morte para ser mais exato, por isso não consegue me vê direito.

— E vou ter que enfrentar fila? — Perguntei olhando a fila quilométrica que estava ao meu lado.

Uma risada ecoou por todo o ambiente as pessoas na fila se encolheram, o garoto de olhos negros fitou atrás de mim e eu sabia que ele estava ali, seja lá quem for.

A pessoa dona da risada ia falar algo, mas meu abdômen começou a doer de uma forma inexplicável, meu pulmão começou a arder e eu fechei os olhos para tentar suportar a dor que eu sentia, meu corpo se chocou contra o chão frio, e ele não era mais solido era areia.

Abri os olhos novamente e agora eu fitava os olhos castanhos avermelhados do meu primo Ares e sua expressão de preocupado se tornou alivio em poucos segundo, eu tossia engasgada com a água salgada.

— O que...? — Perguntei rouca, não me lembrava de muita coisa apenas aqueles olhos.

— Descansa, depois conversamos. — Ares disse me pegando no colo e eu apaguei.

Cenas vinham em minha mente, o carro fazendo a curva errada, o tiro, o barulho do pneu estourando, tudo vinha tão rápido e tão confuso e por fim aqueles olhos negros me fitando feliz por não ter que ouvir a reclamação do pai e por minha morte e tudo se apagou.

...

Ela sumiu, meu pai explodiu de raiva ele odiava não cumprir o trabalho direito, e esse trabalho incluía Thalia Grace morta antes dela se tornar imortal, porque ela não deveria ser imortal.

Meu pai me olhou furioso e sabia que ia sobrar para mim, mas não tanto ao ponto dele me dizer aquelas palavras.

— Você vai atrás dela, vai matá-la com suas próprias mãos Nico e não volta para cá antes de cumprir sua tarefa. — Ele disse e bateu seu cajado no chão e eu acordei em uma floresta com apenas a roupa do corpo no meio da neve.

Ótimo agora virei ceifeiro ou quem sabe assassino de aluguel?

Notas finais
O que acharam? Beijos e até!!